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Rumos da Política

2ª Quinzena de Agosto

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A maneira de se fazer política não mudou. Deram uma escovada e fizeram uma maquiagem na cara de pau da maioria e a coisa continua muito parecida como sempre foi. O relacionamento promíscuo do político com os seus eleitores e seus pares continua como antes. O político tem que entender que ele tem que ter projetos para o seu município e não projeto pessoal, com indicações para cargos públicos apenas para marcar território particular e a partir dali, fazer seu projeto pessoal para a sua reeleição. É preciso que o eleitor esteja atento a isso e lembrar que tudo é possível para que mudemos essa realidade. Toda geração tem a capacidade de mudar o nosso mundo, a nossa cidade. Vamos honrar a nossa.

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O papo sobre nomes que são pré-candidatos a prefeito de São Mateus continua. Sobre sua capacidade e projeto consistente para alavancar o desenvolvimento local, isso não se fala ou a maioria não tem mesmo. Projeto pessoal, alguns têm. É a tal boquinha… De qualquer maneira existem os comprometidos com a vontade de mudar a realidade local.

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O nome do empresário Natan Beltrame sempre surge nas conversas políticas de São Mateus. Diz-se que ele é o nome de consenso, capaz de vencer uma eleição etc. E porque ele não coloca o seu nome para avaliação do eleitor mateense, para saber se é mesmo toda essa Coca-Cola. Para o governo e alguns aliados, como o próprio deputado Freitas, é o nome a ser trabalhado. Natan tem sido assediado, mas ainda não se decidiu. Deve, talvez, balançado com a pressão, mas não posso dizer que aceitou ou vai aceitar a missão. Natan sairia do MDB indo para o PSB e o Jorge Silva, outro nome que voltou à berlinda política de São Mateus como pré-candidato, continuaria no partido Solidariedade e está fechado o acordo. É uma possibilidade factível. Citação já foi feita, mas ainda sob o véu do segredo. Aliás, tudo armado entre quatro paredes e sem acesso da figura mais importante, que é o eleitor, é feito em segredo. É a tal articulação que, em muitos casos vira armação. Sou daqueles que sinceridade tem que haver apenas com o povo, o dono do voto, quem é realmente soberano para tirar e colocar o governante no poder. Mas, no Brasil, o difícil não é pôr. É tirar. Político quando incomodado tira o eleitor, mas o eleitor, quando enganado tem até a tal “justiça” contra si. Veja o caso mateense… Que dificuldade defenestrar governo corrupto, comprovadamente, do poder… Por esse caminho, Cacareco é forte candidato…

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Com relação à política de Linhares o prefeito Guerino Zanon (MDB) segue se fortalecendo e se tornando imbatível em qualquer disputa. O município vem se recuperando do “furacão Nozinho” que quase destruiu o que existia de eficiente em Linhares e o atual prefeito através de sua competente assessoria está fazendo um trabalho consistente que torna, mais uma vez,

Linhares um município bem administrado e em franco desenvolvimento. E tem mais, Guerino começa a fortalecer nomes que no futuro podem ser prováveis sucessores…

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Enquanto isso outras lideranças continuam no intenso trabalho de se afastar do eleitor. Aliás, em São Mateus, tivemos caso parecido. Um deputado de primeiro mandato ganhou e sumiu. Depois voltou para a planície e não ganhou mais nada… Tentar voltar depois vira um árduo trabalho que para dar certo requer tempo e esquecimento do eleitor no que deixou de ser feito.

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Temos que admitir que Guerino Zanon é o que tem de melhor na administração de um município. Até aqui é imbatível, querendo ou não os adversários. Pecado todos têm, mas na política genuinamente brasileira, ninguém faz vestibular para santo…

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A conversa repetitiva que o prefeito Daniel vai deixar a prefeitura em 40 dias voltou a ocupar o cenário político mateense. Acho que esse papo só acaba quando ele completar o mandato. Mesmo assim os pré-candidatos a um suposto mandato tampão já estão se assanhando. O negócio é virar prefeito, pouco importa a capacidade de entender de gestão ou dos problemas do município. Dos nomes colocados até agora o do administrador de empresas e historiador, Eliezer (PV) me parece ser o mais preparado. Pelo fato de conhecer como ninguém o município de São Mateus e suas demandas. Além disso conhece a administração pública, tem projeto para enfrentar o caos e superá-lo. Não estou dizendo aqui que não têm outros nomes, mas o do Eliezer se destaca. Além disso, é o que se tem de novo. Muitos vão lembrar do tempo de Dr. Pedro, mas para quem conheceu toda a história daquela administração, sabe muito bem que Eliezer foi um baluarte a impedir que a Prefeitura de São Mateus fosse assaltada por alguns vereadores daquela época. Daí a necessidade de atacá-lo, de persegui-lo. Quem está dizendo sou eu que vivi e conheço a parte de dentro dessa história. Infelizmente o povo não teve conhecimento da verdade, apenas do que os vendilhões do templo propagavam pelas ruas e becos da cidade de São Mateus.

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Rumos da Política

2ª Quinzena de Junho

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Os partidos políticos se fundem e se organizam. Nada de relevante que mude a prática da política partidária brasileira. É como requentar o café. Se observarmos com atenção percebemos que mudam nomes, mas conservam-se as velhas raposas e mentalidades. Nome novo, liderança velha. Com raríssimas exceções as mudanças acontecem para que o eleitor possa ter confiança nas lideranças que, em outros carnavais aprontaram, traíram e foram inoperantes na defesa dos interesses da população. Essa gente parece não perceber que o povo cansou dessas práticas políticas tão acalentadas no Brasil. Não aceita a prática da corrupção, da mentira, da enganação, do oportunismo e fisiologismo inconsequente.

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Em São Mateus o governador esteve mais uma vez promovendo ações iniciais que podem trazer esperança de dias melhores. Mas uma coisa chamou a atenção dos observadores das coisas mateenses. Foi a suposta aproximação dele com o prefeito Daniel. O deputado Freitas garante que não é bem assim, mas a pulga está atrás da orelha dos políticos mateenses. Há dois anos que a atual administração municipal vem implantando o caos e as denúncias de corrupção enchem uma Barsa (a famosa enciclopédia britânica). A preocupação é natural, até porque Daniel Santana (PSDB) foi (ou é) protegido do ex-governador Hartung e aliado também da senadora Rose de Freitas (Podemos) na última eleição. A gente sabe que a política é uma ciência em movimento, o imponderável está quase sempre presente, mas… Não pode ser tão movimentada assim que esqueça o desastre político-administrativo da atual gestão que comanda os destinos do município de São Mateus. A melhor obra que a maioria do povo de São Mateus espera é que a justiça faça justiça e casse definitivamente esse moço cabeludo que se arvorou, com uma ação oportunista e de corrupção eleitoral virar prefeito de um município que já não aguenta mais seus desalinhos de conduta e de gestão.

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O deputado estadual Freitas (PSB) tem estado em todos os eventos realizados na região Norte capixaba, afinal é o seu representante solitário. Sempre foi um parlamentar atuante e só teve dificuldade de ação durante o período de perseguição do ex-governador, pelo fato do deputado ser fiel aliado e defensor do atual governador Renato Casagrande (PSB). Devido a sua aparição em todos os cantos surgiu à desconfiança de que seu discurso era de possível pré-candidato a prefeito de São Mateus. Eu mesmo, quando do seu primeiro discurso na Câmara de Vereadores o provoquei com essa possibilidade. Ele não levou a sério minha observação. Mas, a suspeita está aí. Só que depois fazendo com mais calma outra leitura já me apareceu outro conceito sobre essa questão. Freitas sabe dos riscos de uma candidatura a prefeito de São Mateus, mesmo que seu vice seja o radialista Carlinhos Lyrio (PHS/Podemos), como chegou a ser comentado nos becos da cidade. A pressa do Freitas é devido a sua intenção de ser candidato, em 2022, à Câmara dos Deputados, pois o mandato que hoje exerce e do qual não é o titular, pode não ser mais, caso haja alguma situação em que o secretário de Estado, Bruno Lamas (PSB) não consiga se eleger na Serra e volte para a Assembleia Legislativa. Claro que o deputado Freitas não ficará na planície. Certamente, se isso vir a acontecer, será alçado a um cargo de importância no staff do governador Renato Casagrande. Não seria a mesma coisa, a dinâmica é outra e a liberdade de estar mais presente junto ao eleitorado é mais limitada pela função executiva e impedimentos burocráticos. A visibilidade não seria a mesma para o eleitor. Daí a pressa em ver o Governo do Estado atendendo as demandas da população da região em que atua. Casagrande tem afinidade com o povo do interior e já demonstrou no mandato passado que transita com desenvoltura junto ao povo do Norte do Espírito Santo e no interior de modo geral. E Freitas é parceiro e fiel escudeiro nessa parceria. Reitero aqui a capacidade do parlamentar que, mesmo com atuação eficiente nos mandatos que conquistou, ainda tem dificuldade em conquistar alguns corações mateenses. Vai entender!

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Posso estar enganado, mas quando observo com mais atenção à política de São Mateus fico com a impressão que quase não se faz política e sim politicagem. Falo politicagem não querendo dizer que seja algo próximo da corrupção ou interesses escusos. Falo no sentido da política pobre, sem grandeza de propósitos, sem projetos para o município, sem consistência, pobreza mesmo no discurso. Ouço falar em nomes, em figurinhas carimbadas que vão ser a salvação do município em 2020, mesmo que estas não inspirem a certeza da lisura caso estejam no lugar do atual prefeito. Uma discussão em cima de nomes, não de projeto ou interesses da coletividade. Os nomes colocados, os de sempre, não empolgam, são conhecidos, nada de novo. O que temos de novo se resume a dois ou três e, mesmo assim – peneirando – sobram dois. Dos dois, um conhece bem o município. Mas, tem a questão do voto e este é o capital de todo político que deseja ter mandato. O que não impede de se fazer um trabalho sério, de convencimento e mostrando quem é quem, sua capacidade de gestão, honestidade e coragem para tirar o município do atoleiro em que se meteu com o advento da eleição do atual prefeito, o Sansão mateense.

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Em Conceição da Barra os pré-candidatos até onde se sabe são Chicão (PSDB), Manoel Pé de Boi (PPS), Mateusinho (PP), Jovane Clarindo (sem partido) e Cazuza (PRTB). De novidade nesse grupo só o Eduardo Cazuza, que transita fora do eixo viciado da política barrense. O prefeito atual, Francisco Vervloet, o Chicão, deve migrar do seu partido para, provavelmente, o PSB. Até porque é mais cômodo, mascara um pouco os problemas de sua administração que começou na campanha com o abuso de poder econômico. Jorginho Donatti, já falecido, foi quem fez o seu sucessor para que a administração não caísse “nas mãos dos de sempre”. E conseguiu. Só que Jorginho tinha uma visão futurista, de gestor competente e entendedor da política barrense. Vivenciou o atraso dos governantes anteriores e fez uma elogiada gestão. O atual ainda tem dificuldades no trato da política e no conhecimento das coisas do lugar. Assim como São Mateus, Conceição da Barra não é para amador. Tem muito mafiosinho ainda se achando dono do pedaço.

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Ainda sobre a questão eleitoral de Conceição da Barra, o advogado e também pré-candidato a prefeito em 2020, Jovane Clarindo, acredita que o caminho mais viável para enfrentar o atual chefe do Executivo e a máquina administrativa seria os opositores se juntarem em uma frente para disputar as eleições. Pelo que conheço dos adversários, acho difícil essa engenharia político-eleitoral.

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