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Rumos da Política

2ª Quinzena de Junho

Publicado

Os partidos políticos se fundem e se organizam. Nada de relevante que mude a prática da política partidária brasileira. É como requentar o café. Se observarmos com atenção percebemos que mudam nomes, mas conservam-se as velhas raposas e mentalidades. Nome novo, liderança velha. Com raríssimas exceções as mudanças acontecem para que o eleitor possa ter confiança nas lideranças que, em outros carnavais aprontaram, traíram e foram inoperantes na defesa dos interesses da população. Essa gente parece não perceber que o povo cansou dessas práticas políticas tão acalentadas no Brasil. Não aceita a prática da corrupção, da mentira, da enganação, do oportunismo e fisiologismo inconsequente.

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Em São Mateus o governador esteve mais uma vez promovendo ações iniciais que podem trazer esperança de dias melhores. Mas uma coisa chamou a atenção dos observadores das coisas mateenses. Foi a suposta aproximação dele com o prefeito Daniel. O deputado Freitas garante que não é bem assim, mas a pulga está atrás da orelha dos políticos mateenses. Há dois anos que a atual administração municipal vem implantando o caos e as denúncias de corrupção enchem uma Barsa (a famosa enciclopédia britânica). A preocupação é natural, até porque Daniel Santana (PSDB) foi (ou é) protegido do ex-governador Hartung e aliado também da senadora Rose de Freitas (Podemos) na última eleição. A gente sabe que a política é uma ciência em movimento, o imponderável está quase sempre presente, mas… Não pode ser tão movimentada assim que esqueça o desastre político-administrativo da atual gestão que comanda os destinos do município de São Mateus. A melhor obra que a maioria do povo de São Mateus espera é que a justiça faça justiça e casse definitivamente esse moço cabeludo que se arvorou, com uma ação oportunista e de corrupção eleitoral virar prefeito de um município que já não aguenta mais seus desalinhos de conduta e de gestão.

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O deputado estadual Freitas (PSB) tem estado em todos os eventos realizados na região Norte capixaba, afinal é o seu representante solitário. Sempre foi um parlamentar atuante e só teve dificuldade de ação durante o período de perseguição do ex-governador, pelo fato do deputado ser fiel aliado e defensor do atual governador Renato Casagrande (PSB). Devido a sua aparição em todos os cantos surgiu à desconfiança de que seu discurso era de possível pré-candidato a prefeito de São Mateus. Eu mesmo, quando do seu primeiro discurso na Câmara de Vereadores o provoquei com essa possibilidade. Ele não levou a sério minha observação. Mas, a suspeita está aí. Só que depois fazendo com mais calma outra leitura já me apareceu outro conceito sobre essa questão. Freitas sabe dos riscos de uma candidatura a prefeito de São Mateus, mesmo que seu vice seja o radialista Carlinhos Lyrio (PHS/Podemos), como chegou a ser comentado nos becos da cidade. A pressa do Freitas é devido a sua intenção de ser candidato, em 2022, à Câmara dos Deputados, pois o mandato que hoje exerce e do qual não é o titular, pode não ser mais, caso haja alguma situação em que o secretário de Estado, Bruno Lamas (PSB) não consiga se eleger na Serra e volte para a Assembleia Legislativa. Claro que o deputado Freitas não ficará na planície. Certamente, se isso vir a acontecer, será alçado a um cargo de importância no staff do governador Renato Casagrande. Não seria a mesma coisa, a dinâmica é outra e a liberdade de estar mais presente junto ao eleitorado é mais limitada pela função executiva e impedimentos burocráticos. A visibilidade não seria a mesma para o eleitor. Daí a pressa em ver o Governo do Estado atendendo as demandas da população da região em que atua. Casagrande tem afinidade com o povo do interior e já demonstrou no mandato passado que transita com desenvoltura junto ao povo do Norte do Espírito Santo e no interior de modo geral. E Freitas é parceiro e fiel escudeiro nessa parceria. Reitero aqui a capacidade do parlamentar que, mesmo com atuação eficiente nos mandatos que conquistou, ainda tem dificuldade em conquistar alguns corações mateenses. Vai entender!

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Posso estar enganado, mas quando observo com mais atenção à política de São Mateus fico com a impressão que quase não se faz política e sim politicagem. Falo politicagem não querendo dizer que seja algo próximo da corrupção ou interesses escusos. Falo no sentido da política pobre, sem grandeza de propósitos, sem projetos para o município, sem consistência, pobreza mesmo no discurso. Ouço falar em nomes, em figurinhas carimbadas que vão ser a salvação do município em 2020, mesmo que estas não inspirem a certeza da lisura caso estejam no lugar do atual prefeito. Uma discussão em cima de nomes, não de projeto ou interesses da coletividade. Os nomes colocados, os de sempre, não empolgam, são conhecidos, nada de novo. O que temos de novo se resume a dois ou três e, mesmo assim – peneirando – sobram dois. Dos dois, um conhece bem o município. Mas, tem a questão do voto e este é o capital de todo político que deseja ter mandato. O que não impede de se fazer um trabalho sério, de convencimento e mostrando quem é quem, sua capacidade de gestão, honestidade e coragem para tirar o município do atoleiro em que se meteu com o advento da eleição do atual prefeito, o Sansão mateense.

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Em Conceição da Barra os pré-candidatos até onde se sabe são Chicão (PSDB), Manoel Pé de Boi (PPS), Mateusinho (PP), Jovane Clarindo (sem partido) e Cazuza (PRTB). De novidade nesse grupo só o Eduardo Cazuza, que transita fora do eixo viciado da política barrense. O prefeito atual, Francisco Vervloet, o Chicão, deve migrar do seu partido para, provavelmente, o PSB. Até porque é mais cômodo, mascara um pouco os problemas de sua administração que começou na campanha com o abuso de poder econômico. Jorginho Donatti, já falecido, foi quem fez o seu sucessor para que a administração não caísse “nas mãos dos de sempre”. E conseguiu. Só que Jorginho tinha uma visão futurista, de gestor competente e entendedor da política barrense. Vivenciou o atraso dos governantes anteriores e fez uma elogiada gestão. O atual ainda tem dificuldades no trato da política e no conhecimento das coisas do lugar. Assim como São Mateus, Conceição da Barra não é para amador. Tem muito mafiosinho ainda se achando dono do pedaço.

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Ainda sobre a questão eleitoral de Conceição da Barra, o advogado e também pré-candidato a prefeito em 2020, Jovane Clarindo, acredita que o caminho mais viável para enfrentar o atual chefe do Executivo e a máquina administrativa seria os opositores se juntarem em uma frente para disputar as eleições. Pelo que conheço dos adversários, acho difícil essa engenharia político-eleitoral.

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Rumos da Política

Coluna: Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

Publicado

Por Paulo Borges

As eleições municipais continuam produzindo notícias mesmo ainda tão distantes. Em São Mateus vários nomes se apresentam como pré-candidatos e outros deixam transparecer a suspeição de que não vão encarar o pleito. As razões são várias. Vão desde o receio de ter exposta a sua vida pessoal nas redes sociais por gente ligada ao governo municipal, até o medo de perceber que o prestígio e credibilidade que pensava ter não tem mais.

Os nomes são muitos, mas quase sempre as mesmas figurinhas carimbadas que de capacidade de governar um município com competência e dedicação, levando em conta a sintonia com os anseios da população, não têm. Alguns só tem a popularidade, é conhecido e nada mais. Tem aqueles que vivem de se candidatar. Tem os que entram pela porta da frente e saem pela dos fundos acusados de negociata com a sua candidatura. E tem ainda os vaidosos que tem o sonho de ser prefeito e nada mais. Mas o pior em tudo isso é o eleitor ainda acreditar nessa gente. Parece que não aprende. Vota naquele que está em evidência e não no seu verdadeiro candidato, naquele que – efetivamente – é capaz de mudar a história da política do município.

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A notícia que circulou foi a de que o ex-deputado Jorge Silva (SD) não seria candidato a prefeito de São Mateus. Foi sondado, mas deixou dúvidas da sua participação no pleito eleitoral deste ano. Se ele realmente deixar de ser pré-candidato agora, pode estar se preparando para vir em 2022 a uma candidatura a deputado. Pode ser estadual ou federal.

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A outra notícia está relacionada ao empresário Natan Beltrame. Seu nome é sempre colocado como uma possibilidade, pois reúne a credibilidade necessária para se colocar como um pré-candidato. Mantem-se irredutível dizendo que não é candidato, mas tem gente que ainda duvida. Natan declarou textualmente que não é candidato, apesar das pressões. Se vier a ser, é uma revisão pessoal, o que não invalida a verdade de que hoje não é candidato a prefeito de São Mateus. O futuro a Deus pertence.

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O eleitor mateense deve olhar e estudar atentamente o pré-candidato que se apresenta à sua frente. Não basta ter popularidade. O Brasil está cheio de artistas na política que representam bem tudo aquilo que não vai cumprir. Daí a necessidade de uma escolha criteriosa. Será que São Mateus continuar avesso a novos ares?

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Agora começam a aparecer pseudos-lideranças com soluções mágicas para o município. Estiveram adormecidas durante todos esses anos em que o atual prefeito conduziu São Mateus para o precipício. Agora aparecem como quem vai resolver tudo. Por onde estavam essa gente? Estavam aonde sempre estiveram. Estavam à espreita, esperando alguma migalha do poder e como essa não veio e não virá, apareceram com seu código de conduta oportunista e imoral para se apresentarem como os capazes de contribuir para resgatar o município das garras da camarilha que se apossou dos destinos mateense. Alguns até escrevem agora, mas não escreviam e nunca se mostravam à sociedade o que de fato pensava com relação ao estado de coisa em que São Mateus estava e está vivendo. Agora aparecem várias “lideranças” e até causam engarrafamento nas vias que levam à suposta solução para retirar o município do buraco. O nome disso é hipocrisia, covardia, oportunismo, desprezo pelo povo e pela sua terra. O que vale é a vantagem que poderá tirar disso. Acorda povo mateense, abra os olhos e se livre dessas camarilhas que só aposta no atraso.

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Em Conceição da Barra a prática política se assemelha muito com o que há de mais atrasado. Lembra, de certa forma, São Mateus. Lá os nomes estão sendo colocados e o do ex-prefeito Manoel Pé de Boi vem sendo muito falado. Sair de um Jorginho Donati e depois de um Chicão para voltar ao passado dá a impressão que não existe coisa melhor. Que a opção ao povo barrense será viver no século passado com uma política do ultrapassado. Se não tomar cuidado o barrense elege o atraso.

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Uma fonte garantiu que Carlinhos Lyrio (Podemos) pode vir a ter Claudetinha (SD) como vice em sua chapa. A conversa já aconteceu, mas ainda não foi anunciada. O momento do anúncio ainda vai demorar. Por enquanto cada um tocará a sua campanha. Ela e Jorge Silva são do mesmo partido e pode vir a receber o apoio do ex-deputado federal, caso ele não seja mesmo candidato. Será que vai medir forças? O que se sabe até aqui é que ele não seria pré-candidato nessas eleições. Sendo assim o caminho para apoiar um nome do seu partido estaria se consolidando com Claudetinha. Nesse caso pode melar a composição na chapa de Carlinhos. Lyrio, por sua vez nunca aceitaria ser vice. Democracia, para alguns, só vale quando lhe favorece.

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Amadeu Boroto diz que não quer mais se eleger, mas continua se movimentando na direção de voltara a política. Mas ele esteve lá por oito anos, será que não foi o suficiente para dar a sua parcela de contribuição? Está na hora de se pensar em dar lugar a novas lideranças. Essa e outras lideranças que estão aí colocadas, já deram!

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Rumos da Política

Coluna: Rumos da Política

Publicado

Prefeito de São Mateus não tem obras para apresentar à população, mas é preciso saber escolher um governante com capacidade de defender os interesses do povo

Os antigos sempre diziam que existem coisas que só acontecem ao Botafogo e, no Espírito Santo, ao município de São Mateus. Essa sina parece se confirmar na colocação do time carioca no último campeonato e a administração do atual prefeito de São Mateus, Daniel Santana (PSDB), conhecido como Daniel da Aça, que não conseguiu trazer nenhuma benfeitoria que impactasse a população na melhoria dos serviços básicos.

São Mateus viveu nesses últimos três anos a sua pior fase político-administrativa. Abuso de poder, denúncia de corrupção e favorecimento de empresas do prefeito e de seus aliados, desvio de recursos para realizar eventos como shows com trios e bandas contratadas a peso de ouro, além de deixar os serviços de saúde à sua própria sorte. O prefeito Daniel Santana e a sua administração instalaram o caos, o populismo barato e o desrespeito às leis. Mas tem conseguido uma proeza: a omissão de instituições como limite às suas investidas contra o erário e a boa convivência com seus munícipes.

As eleições municipais acontecem neste ano. Caberá ao eleitor mateense a escolha do seu futuro governante. Se hoje reclamam do atual, naturalmente irão fazer uma escolha de um candidato que preencha os critérios da nova política, da gestão competente, da seriedade no trato da coisa pública, respeito aos valores morais da sociedade e projetos factíveis para tirar o município do caos e da lama a que está relegado atualmente. No cenário político do município aparecem várias figurinhas carimbadas que já estiveram no poder, seja na prefeitura ou no parlamento (deputados) e prometeram muito e pouco fizeram. Aparecem em períodos eleitorais para fazerem promessas que não serão cumpridas. Sejam por falta de conhecimento das demandas do cidadão e do município como pela total falta de responsabilidade e incompetência como gestor. Usam apenas o nome para ganhar a eleição, não apresentando qualquer projeto para a cidade e o município como um todo.

Aí estão vários nomes. Tem o velho e aventureiro, o remediado e oportunista e o novo, capaz e competente e de conhecimento para governar São Mateus com seu povo, defendendo os interesses coletivos e não apenas de grupos, grupelhos e camarilhas de fora do município. É preciso, urge atitude do povo para dar um basta em aventureiros e interesseiros profissionais. É muito importante a união das famílias, dos cidadãos que ainda tem o poder de decidir que destino desejam ou querem dar a sua terra, a sua gente e a seus filhos. Saibamos escolher os nossos governantes.

Coluna Rumos da Política pelo jornalista Paulo Borges.

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