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São Mateus

Agricultores tiveram R$ 15 mil em produtos apreendidos por Prefeitura

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“Nós fomos roubados e humilhados. Foi uma covardia o que fizeram com a gente. Estávamos trabalhando e invadiram nosso caminhão e levaram nossas mercadorias”. Esse é o sentimento da agricultora Júlia Schasslen Ott, 20 anos, de Rio Possmorser, em Santa Maria de Jetibá, que junto com o namorado e o sogro, tiveram mais de R$ 15 mil em produtos apreendidos pela Prefeitura de São Mateus.

Os agricultores estavam organizando as mercadorias em bancas, às 4 horas da madrugada desta terça-feira (26), onde trabalhariam em uma feira que acontece semanalmente no Centro de São Mateus. Segundo Júlia, um homem que se identificou como fiscal da Prefeitura, e que estava sem crachá ou uniforme, juntamente com vários garis, informou que iria apreender toda a mercadoria.

Garis ajudaram a recolher todas as verduras e legumes

“Eles subiram em nosso caminhão e nós ficamos sem reação. Eram umas 20 pessoas, e nós estávamos em três. Ficamos desesperados. O homem que disse ser fiscal nos humilhava, nos chamava de alemão e alemoa e falava que iria levar toda a nossa mercadoria. Esse mesmo homem já havia passado na feira em outras oportunidades, chegou pedir um ‘agrado’ e já levou verduras nossas sem pagar. Ele fazia ameaças, mas nunca fomos notificados. Ele dizia que iria nos proibir de entrar no município. Mas ele nunca estava uniformizado ou com crachá”, relatou a agricultora.

Além de muitas verduras e legumes, também foi levado cerca de R$ 1.500,00 em dinheiro, que estava escondido no meio das caixas. “Por medo de assalto, sempre deixamos dinheiro escondidos em vários pontos do caminhão. Foi tudo junto com as verduras. Tivemos quase R$ 15 mil de prejuízo”, afirmou Júlia. Durante a operação dos funcionários da Prefeitura, moradores gravaram vídeos que mostram as mercadorias sendo retiradas do caminhão e o homem que se passava por fiscal da Prefeitura ameaçando em apreender até o caminhão. Veja o vídeo abaixo!

A jovem agricultora afirmou que já entrou em contato com uma advogada e acionarão a Prefeitura na Justiça. “Tentamos conversar, falamos que iríamos doar as mercadorias, mas eles não deixaram. Só conseguimos salvar o alho e alguns poucos produtos que usamos. A Polícia Militar estava no local, mas eles não agiram em momento nenhum”, contou a jovem.

Indignada, Júlia afirmou que apenas as mercadorias de sua família foram apreendidas. “Nós usamos máscaras, luvas, álcool em gel, e até doamos máscaras para clientes que chegam sem. Tomamos todos os cuidados no momento da venda de nossa mercadoria, por isso não entendemos o porquê de levar tudo dessa forma”, lamenta. Outro vídeo mostra a indignação dos agricultores vendo suas mercadorias sendo levadas. Assista abaixo!

Prefeitura diz que feirantes de fora estão proibidos, mas não comenta apreensão de mercadorias

A reportagem do Portal da Revista Negócio Rural procurou a Prefeitura de São Mateus, por meio da assessoria de imprensa. Em nota, a Prefeitura explicou que um decreto proíbe que feirantes de outras cidades atuem no município durante a pandemia do coronavírus.

“A pedido dos feirantes, o município de São Mateus liberou a reabertura das feiras desde o dia 25 de abril, mas com o compromisso de seguirem várias medidas para evitarem a proliferação do coronavírus. Além dos cuidados quanto à higiene e desinfecção, uma das medidas foi a liberação apenas para os feirantes de São Mateus”, explicou a nota.

Dois caminhões da Prefeitura de São Mateus foram usados para transportar os produtos

Segundo a Prefeitura, o objetivo com essa ação é “evitar que feirantes de fora tragam o vírus para o município, ou sejam infectados em território mateense e contaminem outras pessoas em seus locais de origem. As feiras estão liberadas em Guriri, aos sábados, e no Bairro Vila Nova, aos domingos”, informou.

A assessoria ainda informou, na nota, que os feirantes de São Mateus se reuniram com representantes da Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Transporte e solicitaram a proibição de feirantes de outros municípios nas feiras realizadas em território mateense.

NOTIFICAÇÃO E APREENSÃO – Mesmo não comentando sobre a ação realizada na madrugada de hoje aos agricultores de Santa Maria de Jetibá, e nem se manifestando sobre a ação feita pelo suposto fiscal, a assessoria da Prefeitura disse que a fiscalização está sendo feita pelos fiscais da Prefeitura, com o apoio da Polícia Militar.

“Quem descumpre as regras é notificado e as mercadorias aprendidas, seguindo o que consta a Lei Municipal 948/2010, que trata do Código de Postura do Municipal, no seu parágrafo 4º. No caso de material ou mercadoria perecível, o prazo para reclamação ou retirada será de 24 horas. Expirado esse prazo, se as referidas mercadorias ainda se encontrarem próprias para o consumo humano, poderão ser doados às instituições de assistência social e, no caso de deterioração, deverão ser inutilizadas”, destacou a nota.

A reportagem da Revista Negócio Rural questionou a Prefeitura se os agricultores foram notificados. Mas a nota enviada pela assessoria não respondeu se há comprovações de notificações oficiais anteriores à apreensão. Os agricultores que tiveram as mercadorias apreendidas afirmaram que nunca foram notificados oficialmente.

FONTE: Revista Negócio Rural.

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São Mateus

Entrevista: Maciel de Aguiar ”A VAIDADE PESSOAL PODERÁ DERROTAR SÃO MATEUS”.

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O escritor Maciel de Aguiar, em entrevista exclusiva ao Jornal do Norte, diz que ”se não houver união do campo democrático, o atual prefeito de São Mateus poderá se reeleger e, novamente, sem um projeto de gestão!”

JN – Você acha que não haverá consenso para termos um ou dois candidatos para enfrentar o atual prefeito nas próximas eleições?

Maciel – Há muito São Mateus vem fazendo escolha pessoal, mas deveria votar em idéias e ou em projeto de gestão. Eu, por exemplo, votaria em um desafeto com capacidade de gestão e que apresentasse um projeto viável para a cidade e, sobretudo, para a Cultura e o Turismo, com foco no Porto, Barra Nova e em Guriri.

JN – Este é o principal problema para não elegermos um bom prefeito de São Mateus?

Maciel – Há algumas eleições para prefeito de São Mateus prevalece o voto no ”salvador”, no ”bonzinho” ou no ”coitadinho”. Veja o perfil de quem ganhou as eleições nos últimos 30 anos. Ainda não houve uma eleição na qual o vencedor fosse escolhido por suas idéias e muito menos por um projeto de gestão com capacidade de resolução dos nossos graves problemas e ou pelo conhecimento de gestão pública.

JN – E agora?

Maciel – Agora, possivelmente, teremos um fato novo, e bem pior: o atual prefeito poderá se reeleger pela vaidade dos demais pré-candidatos e, novamente, sem um projeto de gestão!

JN – Com um projeto de gestão o atual prefeito poderia se reeleger?

Maciel – Claro! Não tenho nada pessoal contra! O prefeito, como candidato a reeleição, deve fazer parte do processo! Mas, que apresente um projeto de gestão, que tenha diálogo com os movimentos sociais, que diga o que poderá realizar na Saúde, na Educação, na Cultura, no Meio Ambiente, etc. e como será a sua relação com o servidor público, com o campo democrático, com os trabalhadores do campo e com os setores produtivos da cidade. Ganhar uma eleição sem um projeto de gestão será outro retrocesso!

JN – E como resolver isto?

Maciel – A solução poderia surgir nos debates com os pré-candidatos, inclusive com o atual prefeito, para não continuarmos votando em nomes e na escolha pela vida individual e pelos favores pessoais.

JN – E como fazer isto?

Maciel – Para votarmos nas idéias ou em um projetos de gestão, poderíamos propor um debate, antes do processo eleitoral, para que os pré-candidatos e o atual prefeito possam apresentar as suas idéias e a solução para os nossos graves problemas. E, deste debate, sair um projeto de gestão e, sobretudo, um perfil para executá-lo.

JN – Isto é possível?

Maciel – Os veículos de comunicação da cidade poderiam propor este debate individual ou coletivo para que possamos escolher o melhor projeto de gestão e um perfil capaz de executar este projeto. Mas sem levarmos em conta a vida privada e muito menos as promessas de emprego na prefeitura, distribuição de benefícios e favores pessoais. Temos que eliminar o voto no ”bonzinho”, no ”coitadinho” e ou na distribuição de favores.

JN – E como fazer 10 pré-candidatos desistir da candidatura?

Maciel – Não é fazer desistir do direito de ser votado, visto que todos têm o direito de votar, mas de entendermos o que é melhor para a cidade.

JN – Então, você acha que com uma grande quantidades de candidatos o atual prefeito poderá se reeleger?

Maciel – Com certeza, e sem um projeto de gestão, ou seja, sem ninguém saber o que ele irá fazer! Mas, como disse antes, não podemos impedir o direito constitucional do cidadão em querer ser candidato. Porém temos, sim, o dever de ouvir as suas idéias para escolhermos qual candidato poderia melhor nos representar, administrar o município com capacidade, criatividade e competência e, principalmente, devolver o protagonismo regional a São Mateus.

JN – E o que poderá decidir as próximas eleições?

Maciel – Não tenho bola de cristal. Mas, mantendo o atual número de pré-candidatos, a vaidade pessoal poderá derrotar São Mateus!

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São Mateus

Amadeu Boroto não deve ser candidato a prefeito de São Mateus

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Pelo menos é o que o ex-prefeito vem dizendo as algumas lideranças políticas do município

Ainda não é nada oficial, mas a conversa existe e o assunto é a possível desistência da pré-candidatura do ex-prefeito Amadeu Boroto (PP). Ele vem analisando o cenário política do município, a grande quantidade de pré-candidatos e são fatores que o tem desestimulado à disputa das próximas eleições municipais, A esses fatores, deve-se agregar o alto índice de rejeição ao seu nome, segundo fontes consultadas pelo JN.

Para dirigentes de outras legendas partidárias, o risco da divisão em muitas candidaturas pode favorecer a situação daí a preocupação em ampliar as discussões com outros partidos na busca de um consenso em torno de um nome ou, pelo menos, trabalhar para diminuir a quantidade exagerada de pré-candidaturas.

Com relação ao nome do ex-prefeito, a sua desistência pode fortalecer, dentro do seu partido, o PP, o nome do empresário e presidente Cássio Caldeira. Ele é tido como um nome novo na política mateense e seria, para alguns, “a renovação que muitos clamam no município”, disse uma das lideranças ouvidas.

Outra questão levantada em conversas com lideranças comunitárias e políticas, além do cidadão comum, é a condenável prática dessas lideranças que se jugam donas da política mateense e que, na última hora se lançam candidatos. “Temos que desconstruir essas candidaturas de puro interesse e vaidade”, mandou recado uma das pessoas consultadas pela reportagem.

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