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Política e Governo

Agricultura discute preço mínimo do conilon

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Movimento de cafeicultores reivindica uma tarifa ainda maior do que a reajustada recentemente pelo Governo Federal

Produtores do Movimento de Cafeicultores Independentes comparecem à Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10), para apresentar e debater suas demandas. Os representantes capixabas do movimento nacional participam da reunião da Comissão de Agricultura, às 10 horas no Plenário Dirceu Cardoso. As reivindicações dos produtores são preço mínimo compatível para o café conilon, formação de estoque regulador pelo governo federal, incentivo à industrialização e a renegociação das dívidas bancárias dos produtores rurais.

Os cafeicultores, que não estão ligados a nenhuma entidade oficial de produtores, querem um preço mínimo maior para o conilon. Há alguns dias, o Governo Federal aumentou o preço mínimo de R$ 210,13 para R$ 242,31, considerado muito baixo pela categoria.

Dos três estados que produzem a espécie – Bahia, Espírito Santo e Rondônia –, este último, pela disparidade do sistema produtivo, segundo o Ministério da Agricultura, tem o preço mínimo menor: R$ 210,13. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do conilon no estado de Rondônia passou por modernização com aumento da produtividade e diminuição do custo de produção. 

Estão confirmadas as presenças dos representantes dos produtores independentes, da Conab, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), da Federação dos Trabalhadores Rurais do Espírito Santo (Fetaes), representantes de cooperativas, entre outras entidades.

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Espírito Santo é 1º lugar no Ranking Transparência Covid-19 2.0

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O Espírito Santo é mais uma vez 1º lugar na divulgação dos dados referentes à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).  É o que mostra a versão 2.0 da análise realizada pela ONG Open Knowledge Brasil (OKBR), que incluiu novos critérios de avaliação para a elaboração do Índice de Transparência da Covid-19, com o dobro de quesitos do estudo anterior.

CLIQUE AQUI para acessar o ranking completo

O ranking foi divulgado nesta sexta-feira (10), medindo a capacidade dos Estados e da União de fornecerem informações atualizadas e confiáveis sobre número de casos, de mortes e locais de ocorrência, entre outros dados.

O resultado consolida o Estado do Espírito Santo como exemplo de transparência para o Brasil, já que somos 1º lugar também no Ranking de Transparência no Combate à Covid-19, da ONG Transparência Internacional.  O estudo mede a capacidade de Estados e municípios de fornecerem dados atualizados e confiáveis sobre contratações emergenciais.

O Espírito Santo obteve 97 pontos no ranking da OKBR, em uma escala de zero a 100. O Ranking Transparência Covid-19 2.0 passou a cobrar mais dados sobre a população atingida e a infraestrutura das redes de saúde. O Estado se destacou por disponibilizar informações detalhadas e de fácil acesso nos dois quesitos, por meio do site oficial sobre o novo Coronavírus: www.coronavirus.es.gov.br.

O site passa por constantes melhorias, incluindo novas consultas por meio de parceria entre a Secretaria de Controle e Transparência (Secont), a Secretaria da Saúde (Sesa), a Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom), o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) e os demais órgãos do Governo do Estado.

O estudo da OKBR mostrou que apenas cinco Estados – um deles, o Espírito Santo – disponibilizam nos microdados informações sobre os casos notificados de Covid-19.  O Painel Covid-19 – que concentra as informações oficiais e atualizadas sobre a doença no Estado – exibe, além dos casos confirmados, as notificações realizadas, os casos em investigação e os descartados.

Além disso, uma nova consulta foi disponibilizada no Painel, exibindo a quantidade total de pessoas privadas de liberdade que pertencem ao grupo dos confirmados. O dado é dividido entre casos ativos, curados e óbitos, e detalha também as ações de enfrentamento à pandemia no ambiente prisional. O estudo da OKBR mostra que apenas 46% dos avaliados divulgam esse dado.

Metodologia

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A análise realizada pela OKBR é composta de três dimensões: conteúdo, granularidade e formato. Cada dimensão é constituída por um conjunto de aspectos avaliados separadamente, aos quais são atribuídos diferentes pesos para a elaboração da nota de zero a 100.

No item conteúdo, a avaliação leva em conta a diversidade de informações disponibilizadas, como o perfil detalhado dos pacientes (gênero, idade, doenças pré-existentes). Já em granularidade é analisado o detalhamento geográfico das informações, os microdados da situação por municípios e bairros. A categoria formato leva em conta a facilidade de visualização do conteúdo, a apresentação de séries históricas e a disponibilização do formato dados abertos.

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Findes e Imetame se reúnem com deputado Evair para defender investimento em ferrovia

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A Federação das Indústrias do Espírito Santo e diretores da Imetame Logística Porto se reuniram nesta sexta-feira (10) com o deputado Evair de Melo, vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, para apresentar a importância do Contorno da Serra do Tigre (MG) para a infraestrutura do Estado. A obra precisaria ser incluída como prioridade na renovação da Concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

A presidente eleita da Findes, Cristhine Samorini, e o presidente Léo de Castro participaram da reunião, com os diretores da Imetame Gilson Pereira, Giuliano Favalessa e Anderson Carvalho. Cristhine Samorini iniciou a reunião falando sobre a importância da obra para a competitividade do Estado.

Os diretores da Imetame explicaram que o contorno é estratégico para melhorar a conexão dos portos do Espírito Santo com os Estados do Corredor Centro-Leste: Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e Espírito Santo.

A Codesa deverá ser privatizada e a Imetame está construindo um porto com profundidade de 17m, que será uma importante opção operacional para as linhas de longo curso que operam com navios de grande porte no Brasil. O porto estará preparado para atender a próxima geração de navios conteineiros, New Post Panamax e também Capesize de grãos.

O Espírito Santo, portanto, terá investimentos em sua estrutura portuária, mas precisa conectar essa estrutura à malha ferroviária para ganhar competitividade.

A Ferrovia Centro-Atlântica é uma malha ferroviária com ramificações que vão do Centro-Oeste ao Nordeste e alcançam São Paulo e Rio de Janeiro. O trecho mais estratégico para Minas e Espírito Santo é o do Corredor Centro-Leste, que conecta o Centro-Oeste brasileiro à Estrada de Ferro Vitória a Minas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

O trecho da ferrovia que atravessa a Serra do Tigre apresenta traçado sinuoso e inclinado, com sérias restrições operacionais. O que a Findes defende é a implantação de novo trecho ferroviário – que é o Contorno da Serra do Tigre – com extensão estimada de 450 km entre Patrocínio (MG) e Sete Lagoas (MG).

O novo trecho, com redução da inclinação das rampas e ampliação dos raios de curvatura, possibilitaria aumento da velocidade média no trecho, de 16 km/h para 60 km/h. O contorno permitiria a ampliação da capacidade de transporte do Corredor Centro-Leste em cerca de 21 milhões de toneladas anuais e a redução da distância de transporte entre o Triângulo Mineiro e os portos do Espírito Santo em aproximadamente 120 km.

“Essa obra é importante não somente para o Espírito Santo, mas para todo o Brasil. Vamos conversar com o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura”, disse o deputado Evair.

A proposta da Federação é que o Contorno da Serra do Tigre seja executado com recursos de outorga da renovação da FCA. A renovação da outorga ainda será analisada pela ANTT, a partir da apresentação de novo plano de investimentos pela concessionária. O investimento para a implantação do contorno é estimado em R$ 3,15 bilhões.

O presidente Léo de Castro, a presidente eleita Cristhine Samorini e o deputado Evair decidiram agendar novos encontros nos próximos dias, para mobilizar demais membros da bancada federal capixaba e para dialogar também com o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, e deputados federais de Minas.

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