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Política e Governo

Assembleia Legislativa homenageia 65 da Ufes

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Trabalho de professores, gestores e servidores das equipes de apoio que fazem parte da história da instituição foi reconhecido

O Legislativo estadual realizou sessão solene em homenagem aos 65 anos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) na sexta-feira (29) à noite. Professores, gestores e servidores das equipes de apoio que fazem parte da história da instituição foram homenageados com a entrega de placas e de certificados.

O reitor Reinaldo Centoducatte destacou que na trajetória dos 65 anos é importante relembrar os pioneiros que em 1954 tiveram a ideia de criar a universidade na época ainda como estadual, além dos que lutaram para transformá-la, a partir de 1961, numa instituição federal.

Segundo Centoducatte, a Ufes tem colaborado de forma permanente com o País e o Espírito Santo na formação de profissionais qualificados, na produção de conhecimento e nas atividades que a aproximam da sociedade por meio de suas extensões.

Ele citou que hoje a instituição de ensino oferece 103 cursos de graduação presencial, 63 mestrados e 30 doutorados, sendo uma universidade consolidada, que presta cada vez mais serviços voltados ao desenvolvimento político, econômico e social do estado.

Conforme o reitor, o complexo superior de ensino tem pesquisas de ponta nas áreas de tecnologias ligadas à automação e à computação de alto desempenho. “Temos aqui produzido (na Ufes) uma cadeira controlada por ondas cerebrais e um carro autônomo que já está virando avião autônomo; nas ciências exatas temos uma química de petróleo de alto nível, e nas ciências da saúde a fisiologia tem tido importância internacional”, destacou.

Centoducatte disse ainda que nos últimos anos a instituição tem se internacionalizado e trabalhado em parceria com outras universidades de outros países, tanto no intercâmbio de pesquisadores, como em produções conjuntas. “A Universidade hoje produz e publica trabalhos de repercussão internacional em parcerias com pesquisadores de outras partes do mundo”, completou.

A proponente da solenidade, deputada Iriny Lopes (PT), afirmou que não é fácil fazer uma lista de homenageados quando se trata de uma instituição séria e com a história da Ufes. Iriny frisou que todos que fazem parte da história da instituição merecem ser homenageados, mas “infelizmente” há uma lista a preencher que é limitada. “Procuramos então selecionar os que mais têm se destacado como gestores, professores e entre os trabalhadores da área de apoio”, explicou.

Críticas ao governo

Todos os que usaram a tribuna fizeram críticas ao governo Bolsonaro e ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, apontando como negativo o modo como as universidades públicas federais estão sendo tratadas. Centoducatte classificou como “desmonte” da educação pública a política conduzida por Weintraub e disse que o ministro tem “prevaricado” ao promover “ataques” contra as instituições federais de ensino superior.

“Um ministro que levianamente fala de cultivo extensivo de maconha, que laboratórios fabricam anfetaminas em campus universitários, no mínimo ele prevaricou, porque se é de conhecimento teria de apurar. É mais uma falácia na tentativa de desmoralizar nossas instituições”, criticou.

Iriny declarou que as universidades já passaram por momentos complicados ao longo da história, mas nada se compara ao momento atual. “Está havendo uma desqualificação em todos os níveis, corte de verbas e de bolsas de ensino e de pesquisas e declarações do ministro (Weintraub) que merecem processos contra injúria”, considerou.

O deputado federal Helder Salomão (PT) disse que se as universidades são importantes em qualquer tempo, nos “sombrios” elas são imprescindíveis. A estudante de geografia e presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes, Beatriz Passos Moreira, afirmou que “o governo  Bolsonaro já deixou claro que as universidades são um dos seus principais alvos, porque é nesse espaço que se criam os questionamentos e a emancipação das pessoas”.

Sucessão

Ainda na linha de críticas ao governo federal houve também manifestações de dúvidas quanto ao futuro da reitoria da Ufes, já que Reinaldo Centoducatte está deixando o cargo em março de 2020. A atual vice-reitora, Ethel Maciel, foi escolhida numa consulta à comunidade universitária como nova reitora da instituição.

Esse procedimento vinha sendo respeitado há quase duas décadas, mas na gestão de Bolsonaro reitores selecionados no âmbito interno de algumas instituições não estão sendo chancelados. Centoducatte disse que no dia 5 de dezembro encaminhará ao ministro da Educação a lista tríplice encabeçada por Ethel, acatando a vontade da comunidade universitária, e que nos campi da instituição o clima é de apreensão sobre a decisão que será tomada em Brasília.

Ethel Maciel declarou que apesar da apreensão está confiante de que o ministro vai chancelar o nome dela em respeito à livre manifestação da comunidade universitária da Ufes, que a indicou para conduzir os destinos da instituição após a saída de Centoducatte.

Homenagens com placas

Reinaldo Centoducatte – Reitor da Ufes
Ethel Maciel –  Vice-reitora da Ufes
Gustavo Henrique Araújo Forde – Professor Dr. do Departamento de Teorias do Ensino e Práticas Educacionais da Ufes
Maria Beatriz Nader – Professora Dra. do Departamento de História da Ufes
Marlene de Fátima Carraro Pires – Professora Dra. do Departamento de Educação, Política e Sociedade do Centro de Educação da Ufes

Homenageados com certificado

Adelar João Pizetta
Alexsandro Rodrigues
Ana Lucia Coelho Hecket
Brunela Vieira Vicenzi
Edna Castro de Oliveira
Genecy Teixeira de Oliveira
 Gilsa Helena Barcellos
João Recla
Kleber Perini Frizzera
Luiz Alexandre Oxley da Rocha
Paulo Velten
Rogério Borges
Soler Gonzalez
Ueber José de Oliveira
Vanda de Aguiar Valadão
Viviana Correia

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Medicina e Saúde

Sesa apresenta resultados da segunda etapa do Inquérito Sorológico

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Em pronunciamento, na tarde desta segunda-feira (01), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, apresentaram os resultados estatísticos da segunda etapa do “Inquérito Sorológico”, realizada entre os dias 27 e 29 de maio em 19 municípios capixabas.

Nesta segunda etapa, foram realizadas 7.042 testagens entre população sorteada, pessoas que têm contato com o sorteado positivo e de pesquisadores. O estudo aponta uma prevalência de 5,14% da população infectada, o que representa uma estimativa populacional de 206.559 mil pessoas no Estado. Enquanto na primeira etapa, a prevalência foi de 2,1% da população infectada e uma estimativa 84.391 pessoas no Estado.

“São valores que apontam um crescimento exponencial da doença, com uma alta taxa de transmissão no Estado. Esse mesmo fenômeno ocorreu na percepção da interiorização da doença, que saiu de 0,26% para 2,10% de prevalência”, alertou Nésio Fernandes.

O secretário lembrou, mais uma vez, sobre a importância de o estudo ter a projeção da população do Estado. “O estudo não tem validade científica para poder analisar individualmente cada município. O objetivo do Inquérito é projetar a população do Estado”, disse.

A partir do levantamento, segundo o secretário, o Espírito Santo poderá reconhecer com mais precisão o padrão de comportamento da doença em solo capixaba. “Até o presente momento fazíamos as projeções e simulações do comportamento da pandemia com dados de outras localidades. Transcorrido três meses de enfrentamento da doença, e tendo o Inquérito Sorológico, já podemos reconhecer qual o seu padrão comportamental na nossa realidade, com características do nosso Estado. Poderemos refinar ainda mais o conjunto de decisões para o enfrentamento da pandemia”, afirmou Fernandes.

O estudo é realizado pela Sesa e tem apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Colegiado de Secretarias Municipais de Saúde do Espírito Santo (COSEMS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para ter acesso à apresentação, clique aqui

Perfil da população testada positivamente

O estudo de prevalência desta segunda etapa aponta que do total dos testes com resultados positivos, 62,3% eram do sexo feminino e 37,7% masculino, e que a faixa etária com mais casos positivos foi a de 21 a 40 anos, com 35,1% dos casos. Do total de pacientes positivos, cerca de 69,5% apresentaram sintomas e 30,5% não apresentaram quaisquer sintomas na evolução do quadro de saúde.

Dos casos sintomáticos, os principais relatados durante a segunda etapa da pesquisa foram: tosse (39,7%); anosmia (37,7%); fadiga (31%) e; febre e mialgia, ambos com 28%. Somente 37,2% dos casos procuraram o serviço de saúde. Além disso, 26,8% dos positivos apresentaram algum tipo de comorbidade e 23% duas ou mais comorbidades.

Cronograma do Inquérito Sorológico:

– Etapa 3

Data: 08, 09 e 10 de junho

Municípios: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha, Vitória, Aracruz, Barra de São Francisco, Castelo, Guaçuí, Guarapari, Pedro Canário, São Gabriel da Palha e Venda Nova do Imigrante.

– Etapa 4:

Data: 22, 23 e 24 de junho

Municípios: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha, Vitória, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Ecoporanga, Iúna, Marataízes, Santa Maria de Jetibá, Sooretama e Viana.

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Política e Governo

Artigo: Na pandemia também florescem os oportunistas

Publicado

Por Antonio Tuccílio,

presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

Há otimistas que defendem que após a pandemia de Covid-19 a humanidade vai melhorar. Acreditam que esse momento de dificuldade nos levará a questionar e refletir sobre a vida e que, por isso, sairemos da pandemia mais solidários e empáticos. Porém, enquanto brasileiros honestos agem em benefício dos mais necessitados, há também os oportunistas, principalmente os da classe política, que se aproveitam para aumentar impostos.

Um exemplo é o Projeto de Lei 250/2020, que dispõe sobre o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

Esse PL é de autoria dos deputados estaduais Paulo Fiorilo e José Américo, ambos do PT/SP, e, se aprovado, permitirá que a alíquota do ITCMD (que hoje é de 4%) chegue a 8% do valor. A justificativa para a proposta é enviar mais recursos para a saúde.  O brasileiro morre, talvez pelo coronavírus, e sua família ainda precisará pagar o dobro de imposto em um futuro próximo. Beira o desumano.

Esse aumento por si só não tem justificativa, mas o que chama a atenção é o surgimento dessa proposta durante uma pandemia, enquanto milhares de brasileiros perdem seus empregos, a estabilidade emocional e seus familiares. Até o momento, mais de 12 mil já partiram.

Quem dera esse fosse apenas um caso isolado. Recentemente, a pedido do Estado de São Paulo, o TJ-SP suspendeu os pagamentos de precatórios por 180 dias. Há uma longa fila para recebimento e muitos casos já duram 17 anos. São Paulo e vários outros estados não arcam com suas dívidas e ainda se aproveitam da doença para ganhar mais tempo. Enquanto isso, o cidadão – que espera seu precatório há décadas e que, mais do que nunca, precisa receber o que lhe é devido – fica a ver navios.

Com ou sem pandemia, oportunistas sempre vão existir. A humanidade já passou por doenças terríveis e cá estamos nós: sobrevivendo aos mandos e desmandos dos poderosos, assistindo casos de corrupção estampados no noticiário nacional e tendo de lutar contra cortes de salários e projetos de leis criados por quem deveria nos ajudar, mas que usa seus cargos – bem remunerados, vale lembrar – para nos prejudicar.

Já disse diversas vezes e reforço que se políticos têm a real intenção de contribuir, que comecem cortando seus próprios benefícios. Que sejam exemplo daquilo que querem aparentar ser.

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