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Mundo Cristão

Atleta desafia militantes da ‘justiça racial’ a lutar por cristãos perseguidos na Nigéria

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O atleta cristão Benjamin Watson chamou a atenção dos que lutam por ‘justiça racial’ nos EUA para também olharem o sofrimento de negros em outros países.

O ex-jogador da Liga de Futebol Americano (NFL), Benjamin Watson está convocando os americanos que lutam por ‘justiça racial’ nos EUA para também pedirem o fim da violência contra os cristãos na Nigéria, já que ativistas alertam que “o mundo pode estar ignorando um possível genocídio de negros”.

Watson, de 39 anos, que é um cristão confesso, participou de uma coletiva de imprensa na quarta-feira em Washington, DC, onde se sentou ao lado da ex-candidata presidencial democrata e congressista Tulsi Gabbard, D-Hawaii, para se manifestar contra a violência perpetrada por radicais Fulani e outros grupos extremistas como o Boko Haram.

Organizado pelo Comitê Internacional da Nigéria, o evento foi projetado para aumentar a conscientização sobre a violência vivida pelas comunidades cristãs na Nigéria, já que as estimativas sugerem que milhões de pessoas foram deslocadas e milhares foram mortas nos últimos anos, devido à violência extremista que ocorre no nordeste e a violência levada a cabo por radicais islâmicos contra comunidades agrícolas predominantemente cristãs na região do Cinturão Médio da Nigéria.

“Estou aqui pelos mesmos motivos que todo mundo está”, explicou Watson. “Lembro-me há vários anos que fiquei impressionado com o fato de o Corpo de Cristo aqui nos Estados Unidos estar lidando com nossos próprios problemas. Mas, em comparação com o que está acontecendo ao redor do mundo em muitos aspectos, precisamos de pessoas que defendam aqueles que estão sendo perseguidos. Em algum momento, podemos ser nós”.

O evento, que também contou com comentários de outros defensores dos direitos humanos, ocorre depois que milhares de pessoas em todo o território dos Estados Unidos tomaram as ruas nos últimos meses para protestar contra a brutalidade policial, após a morte do afro-americano George Floyd, que morreu sob custódia policial de Minneapolis, e de outros afro-americanos.

Mais de 20 pessoas foram mortas durante os protestos liderados pelo movimento ‘Black Lives Matter’, alguns dos quais se transformaram em distúrbios violentos e ataques incendiários, que causaram US $ 2 bilhões em danos a empresas locais em cidades dos EUA.

“Estamos em um momento de avaliação racial em nosso condado”, enfatizou Watson. “ O termo ‘justiça racial’ é muito usado. Mas se estamos sinceramente preocupados com a justiça, devemos entender que a justiça deve ser defendida em casa, sim, mas também no exterior”.

Watson, que tem falado sobre questões raciais nos EUA e também é autor do livro ‘Under Our Skin’ (‘Sob Nossa Pele’), de 2015, desafiou aqueles que “se preocupam com a justiça racial e social” e estão “lutando pela igualdade dos cidadãos negros” nos EUA a “ lembrar-se e defender a justiça na pátria”.

“Este momento de ajuste de contas, por mais importante que seja para todos nós aqui nos Estados Unidos, não deve ser limitado às nossas costas, pois a injustiça persiste”, Watson insistiu. “Cada pequena ajuda conta”.

Olhos Abertos

O atleta, que falou sobre muitas injustiças ao longo dos anos, incluindo abortos e tráfico sexual, explicou que tem se informado sobre o que está acontecendo no nordeste da Nigéria com a insurgência do Boko Haram, desde quando os terroristas sequestraram 276 estudantes cristãs de uma escola em Chibok, no estado de Borno, em 2014.

“Podemos nos lembrar da hashtag de #BringBackOurGirls (#TragamNossasMeninasDeVolta) preenchendo nossas timelines. Nós nos lembramos até mesmo da primeira-dama dos Estados Unidos e celebridades tuitando sobre isso”, lembrou Watson. “Hoje, seis anos depois, mais de 100 dessas meninas ainda estão desaparecidas. As hashtags e as campanhas de mídia social cessaram, mas para muitos desses amigos, famílias e comunidades, suas vidas não foram esquecidas”.

O campeão do Super Bowl XXXVIII explicou que, embora o sequestro das meninas Chibok tenham conquistado os corações do mundo, foi “apenas um dos fatos entre milhares de assassinatos e sequestros, destruição de comunidades inteiras e queimas de igrejas que aconteceram a uma taxa genocida para o últimos 20 anos”.

“Não é apenas o Boko Haram”, disse ele. “Mais recentemente, também surgiram os pastores Fulani [criadores nômades de gado], que têm operado com impunidade e tem atacado e atacado comunidades cristãs”.

“A matança na região é maior do que a cometida pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria juntos”, acrescentou Watson, repetindo uma estatística mencionada anteriormente na conferência.

“Mais de 60.000 nigerianos foram mortos e cerca de 2 a 3 milhões foram deslocados”, continuou ele, citando uma estimativa da campanha Abate Silencioso da Nigéria. “Isso é algo a se considerar porque eles foram removidos de suas terras natais e morreram de fome, e esse tipo de coisa também está acontecendo”.

A Nigéria é classificada como o país com a terceira maior pontuação no Índice de Terrorismo Global de 2019, atrás apenas do Afeganistão e do Iraque.

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Artigo: A influência da religião na sociedade

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A religião sempre esteve ligada ao ser humano, podemos dizer que está praticamente inerente ao mesmo. É criação humana, surge como primeira tentativa de explicar o mundo.  O homem, ao se deparar com o mundo, se indaga sobre a sua existência, a partir do despertar e construção da sua consciência e, desta forma ao se confrontar com o mistério do mundo, encontra neste, uma sacralidade. Seu relacionamento com a natureza é direto, é sua fonte imediata de sobrevivência e de perigo. A própria vida e morte são grande mistério, então, o homem primitivo passa a ressignificar o processo da vida através das perspectivas religiosas, e é isto que lhe dá sentido e direção.

Basicamente, todas as grandes civilizações se estruturaram ao redor de sofisticados elementos religiosos. A civilização egípcia, por exemplo, tinha toda a vida social, econômica, cultural e arquitetônica moldada pela religião. Podemos dizer que a engenharia e arquitetura do antigo Egito foram desenvolvidas em decorrência da religião, que se torna um elemento agregador e solidificador da sociedade. Bernardi e Castilho, no texto, A Religiosidade como Elemento do Desenvolvimento Humano, afirmam que, “o desenvolvimento local é um processo que envolve as mais diferentes dimensões do ser humano e da sociedade onde ele está inserido. Essas dimensões podem ser: sociais, econômicas, culturais, artísticas, religiosas, etc.”

Assim foi com várias outras civilizações que tiveram seu início e desenvolvimento impulsionado pelo elemento religioso. Os Hebreus se agregam ao redor da construção do relacionamento com Deus, agregam sentido à sua história, a partir da ressignificação do seu passado, e assim constroem seu futuro. Seu sistema de leis, o esforço de engenharia e de arquitetura para construção do templo, tudo impulsionado pela sua concepção religiosa. E mais que isto, o sistema agregador da religião permitiu ao Judeu sobreviver como povo mesmo nos extensos momentos em que ele não tinha uma pátria, mesmo quando sofreu uma perseguição que buscava eliminá-los.

Na fundação do cristianismo, o mundo sofre um impacto bastante significativo, passando no decorrer da história a ser uma religião mundial. É através do dele que temos a valorização do indivíduo, iniciando-se a construção do conceito de dignidade humana. Com a queda do império romano, é através do cristianismo que se mantêm os principais pilares da civilização ocidental, seja material ou intelectualmente. No período da Idade Média, os mosteiros são fontes do reservatório cultural e intelectual da sociedade, e é por meio da teologia que surgem os primeiros centros acadêmicos que virão a tornar-se as universidades na Europa.

Os primeiros centros de assistência social para enfermos, nascem da caridade cristã, ou seja, hospitais para aqueles que não poderiam pagar pela assistência médica, talvez o SUS seja uma ideia que nasce do conceito de caridade que está presente nas religiões. As principais concepções éticas nascem dos preceitos religiosos, de forma geral podemos afirmar que a grande maioria das religiões possui um código de ética que fundamentalmente valoriza o respeito ao próximo, conforme podemos perceber no alinhamento das declarações de grandes líderes e livros religiosos. Jesus: “Faça aos outros o que você quer que façam a você; Rabi Hillel: “Não faça ao seu vizinho o que você odeia”; Confúcio: “Não faça aos outros o que você não quer que façam com você”; Alcorão: “Não trate seu irmão de uma maneira que você mesmo não queira ser tratado; Mahabarta: “Não faça ao outro o que você não gostaria que fizessem a você, esta é a parte principal da lei”.

Por mais que se apregoe o fim das religiões, o mundo moderno é herança dos sistemas religiosos e ainda está impregnado de religiosidade. É preciso reconhecer a dívida que temos com toda a estrutura religiosa que a humanidade construiu. Claro que não podemos esquecer das críticas de Max, Freud e Nietzsche, não se pode negar que durante o decorrer da história os sistemas religiosos capturados pelas estruturas de poder usaram dela para justificar guerras e perseguições, esconder isto seria correr o risco de cometer os mesmos erros. Por isto, devemos compreender que precisamos nos atentar para o uso que o poder faz da religião. É inegável a grande contribuição para o desenvolvimento humano, a partir disto, compreendemos que as religiões podem ser um significativo movimento em busca da harmonia, paz, progresso e dignidade humana.

 

Autor: Roberto Rohregger é teólogo e mestre em Bioética. Professor da área de Humanidades do curso de Teologia do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Papa fala de ‘dignidade e respeito’: bispo comenta declaração sobre casais LGBT

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Presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, ele diz que o papa mostrou estar de “coração aberto” ao sofrimento de pessoas LGBT

O apoio do papa Francisco ao avanço da união civil de casais gays, revelado no documentário Francesco, desperta a reflexão sobre a forma como são tratadas as pessoas que sofrem discriminação e preconceito, avalia o bispo d. Ricardo Hoepers. Presidente da Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele diz que o papa mostrou estar de “coração aberto” ao sofrimento de pessoas LGBT e transmitiu ao clero “serenidade”, ao tratar de um tema tão complexo. “É uma fala sobre dignidade e, acima de tudo, de respeito que devemos ter para com todas as pessoas”, disse o titular da Diocese de Rio Grande (RS), ao jornal O Estado de S. Paulo. “É para refletirmos sobre nosso nível de sensibilidade e humanidade em relação àqueles que sofrem discriminação e preconceito a ponto de serem excluídos de suas famílias e dos direitos sociais.”

Como o senhor e os demais bispos receberam o posicionamento do papa Francisco?

O papa Francisco é muito sincero, voltado às questões reais da vida cotidiana, e tem uma sensibilidade pastoral tão aguçada que nos impressiona com seu nível de humanidade. Trata-se de uma palavra em um documentário e, portanto, o papa fala com o coração aberto sobre os reais sofrimentos das pessoas de condição homoafetiva. Em uma sociedade que exclui com preconceitos e violência, é uma fala sobre dignidade e de respeito que devemos ter para com todos.

O que essa frase do papa Francisco transmite para a Igreja?

Transmite muita serenidade em lidar com temas complexos. O papa é o homem do diálogo, ele sabe ouvir, porque conviveu com as pessoas nas periferias geográficas e existenciais, quando era bispo na Argentina. Seu olhar, em primeiro lugar, é de reconhecer a dor. Por isso, fala da misericórdia e compaixão e, nos chama, como na última encíclica (Fratelli tutti), a sermos todos irmãos.

Qual o significado de o papa ter reconhecido o “direito a ter família” de homossexuais?

Primeiro, por causa das condições que, em alguns países, muitas pessoas de condição homoafetiva se encontram: abandonadas pelas famílias, discriminadas pela sociedade e à margem dos direitos de terem uma cidadania respeitada. Em segundo, porque essa condição discriminatória pode levar à violência e à exclusão social. Portanto, diante desses perigos, o papa entende que a lei deve buscar garantir a seguridade que toda pessoa merece por ser cidadão de direitos.

Esse posicionamento ocorre no momento em que o papa é alvo de campanhas políticas, até de católicos identificados como mais conservadores. Pode despertar mais oposição a ele?

Não acredito que uma palavra dita, dentro de um contexto de um documentário, sobre direitos humanos, possa causar uma oposição. Ao contrário, o papa Francisco se tornou uma voz profética e de grande liderança. Graças ao seu humanismo e humildade, ele vem mostrando que o mundo precisa de diálogo e isso pode salvaguardar os mais vulneráveis do mundo inteiro, como quando ele defendeu a minoria muçulmana no Myanmar.

Essa declaração abre uma discussão mais ampla na Igreja, com mudanças na doutrina ou dogmas em relação ao casamento em si?

Não, nada muda. Em nenhum momento o papa falou sobre esse assunto do ponto de vista doutrinal ou dogmático. Sobre família, ele já realizou dois sínodos e escreveu uma exortação apostólica pós-sinodal chamada Amoris laetitia. Esse documento afirma que continuamos a caminhar em pleno acordo com a tradição da Igreja sobre a sacralidade do matrimônio e sua dignidade no plano de Deus: “o matrimônio cristão, reflexo da união entre Cristo e a Igreja, realiza-se plenamente na união entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem até a morte e abrem à transmissão da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a graça para se constituírem como Igreja doméstica e serem fermento de vida nova para a sociedade (Amoris laetitia, n. 292)”. Portanto, a frase do papa Francisco, no documentário, é para refletirmos sobre nosso nível de sensibilidade e humanidade em relação àqueles que sofrem discriminação e preconceito a ponto de serem excluídos de suas famílias e dos direitos sociais. Está falando, enfim, das nossas coisas humanas que temos de melhorar e acreditar em um mundo melhor, onde haja a globalização da solidariedade, sem discriminação e violência contra o ser humano. É tempo de cuidar de todos!

Por que levantar tal discussão neste momento do pontificado de Francisco?

Não entendo como “discussão nova” ou diferente de tudo o que o papa já vem anunciando em seu pontificado. O papa Francisco nunca deixou de se pronunciar sobre aqueles que sofrem algum tipo de discriminação ou violência. Ele se tornou a voz dos que se tornaram invisíveis nas periferias geográficas e existenciais.

É uma frase que avança em posições anteriores do papa Francisco sobre o tema?

Não. Só confirma sua sensibilidade para as questões humanitárias de respeito à dignidade humana.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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