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Medicina e Saúde

Campanha Novembro Azul chama atenção para saúde do homem

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O Novembro Azul é uma campanha desenvolvida no Brasil pelo Instituto “Lado a Lado pela Vida”, que teve sua origem em 2008. O mês é dedicado a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e à conscientização sobre os cuidados com a saúde do homem.

Entre as ações voltadas ao mês no Espírito Santo, o Hospital Estadual Dr Jayme dos Santos Neves, promoverá no dia 19 de novembro, considerado dia Internacional do Homem, a palestra “Saúde do Homem”, ministrada pelo médico urologista Dr. Tharcísio Gé de Oliveira. Será aberta para pacientes, acompanhantes e funcionários.

Segundo a referência técnica estadual da Saúde do Homem, da Secretaria da Saúde (Sesa), Lucimar Ventorim Hamsi, ao falar da saúde do homem é preciso lembrar de sua integralidade e de seu cuidado como um todo.

“Trabalhamos durante todo o ano a saúde do homem de forma integral, como a promoção de vida, de saúde. Quando foi criada a Política Nacional de Atenção ao Homem, verificou-se que os óbitos não eram, em sua maioria, causados pelo câncer de próstata, mas sim por doenças crônicas, como as cardiovasculares e por causas externas”, informou a referência técnica.

Lucimar Ventorim Hamsi lembra que por uma questão cultural a maioria dos homens não procurara o médico ou o serviço de saúde e quando o fazem, é por já estarem doentes. A importância de trabalhar a integralidade requer abordar, principalmente, os cuidados que os homens precisam ter durante toda vida para seguir saudável e não adoecer, uma vez que estão mais envolvidos nos fatores de risco, como fatores de violências externas, ou de tabagismo, ingestão de álcool, etc.

“Precisamos atentá-los que ao seguir hábitos saudáveis como praticar atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada, fazer exames periódicos, ajudam a promover a sua saúde e a evitar o adoecimento por quaisquer doenças”, explica.

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem

A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) tem como diretriz promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos.

Por meio da PNAISH, a Sesa promove durante todo o ano ações voltadas para a promoção da saúde e prevenção de agravos, sendo foco principal da Atenção Primária, trazer conscientização de qualidade de vida, assim como informações sobre cuidados à saúde do homem para melhor viver e diminuir complicações.

A APS da Sesa prima por incentivar os municípios na implantação de políticas voltadas para toda Família, principalmente, no fortalecimento de ações nas Unidades Básicas de Saúde para cuidados aos homens.

Dados de câncer de próstata no Espírito Santo

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima-se para o biênio 2018-2019, mais de 68 mil novos casos da doença no Brasil. No Espírito Santo, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, foram registrados, de janeiro de 2018 a agosto de 2019, 1.475 casos de internação hospitalar por neoplasia maligna de próstata, sendo 898 casos em 2018 e 577 de janeiro a agosto de 2019. 

Lucimar Ventorim ressalta que a maioria dos casos de internação hospitalar por neoplasia maligna de próstata aconteceu em homens na faixa etária de 60 a 79 anos. Em relação aos óbitos, nos últimos três anos tem sido, no Estado, a sétima causa de morte entre os homens. Em 2017, foram 320 casos; em 218, 335 casos; e em 2019, até agosto, foram registrados 216 casos. A maioria dos óbitos ocorreu em homens idosos, na faixa etária de 80 anos e mais, seguidos da faixa etária de 70 a 79 anos.

Onde buscar tratamento

O Espírito Santo conta com um estabelecimento de saúde habilitado como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e seis estabelecimentos de saúde habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) para o tratamento de câncer de próstata:

Hospital Santa Rita de Cássia (HSRC-AFECC) – instituição filantrópica conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), classificada como Cacon;

Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) – instituição filantrópica, conveniada ao SUS, classificada como Unacon;

Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam) – instituição pública Federal, vinculada à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), classificada como Unacon;

Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV) – instituição filantrópica, conveniada ao SUS, classificada como Unacon, vinculada a instituição de ensino (Emescam);

Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) – instituição filantrópica, conveniada ao SUS, classificada como Unacon, vinculada a instituição de ensino (Univix);

Hospital Maternidade São José (HMSJ) – instituição filantrópica, vinculada ao SUS, classificada como Unacon;

Hospital Rio Doce – instituição filantrópica, vinculada ao SUS, classificada como Unacon.

Programação Hospitais

Hospital Estadual Dr. Roberto Arnizaut Silvares:

O hospital oferecerá atividades de sensibilização, à prevenção do câncer de próstata; disponibilização de exames e atendimentos com urologistas; roda de palestras educativas e informativas; atividade de relaxamento com a fisioterapia;

Dia 17 de novembro, das 8h30 às 15h: corte de cabelo e barba, para todos os servidores;

Dia 18 de novembro, a partir das 8h: Spa dos pés e limpeza de pele, para todos os servidores;

Dia 19 de novembro: Spa dos pés e limpeza de pele (das 8h às 15h) e palestra sobre saúde do homem, com Dr Itamar Soares Dias (às 15h), para todos os servidores;

Dia 20 de novembro, às 15h: palestra sobre câncer de próstata, com Dr Jorge Silva, para todos os servidores.  

Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santo Neves:

– A fachada do hospital receberá a iluminação azul;

– Terá ação de conscientização para os pacientes, acompanhantes e funcionários de conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde do homem;

– Dia 19 de novembro, às 11 horas: palestra “Saúde do Homem”, com médico Urologista Tharcísio Gé de Oliveira. Público-alvo: paciente, acompanhantes e funcionários.

Hospital Estadual Central:

– Iluminação da fachada azul durante o mês de novembro;

– Liberação para que os colaboradores venham de camisa azul as sextas-feiras;

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Medicina e Saúde

Obesidade Infantil causa consequências à saúde do coração

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Hipertensão arterial, Insuficiência cardíaca, Infarto agudo do miocárdio estão entre os principais problemas de saúde causados pela doença

No próximo dia 3 de junho é celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. Infelizmente, dados mais recentes do Ministério da Saúde revelam que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e 18,9% dos adultos estão acima do peso.

Hoje em dia, ver dobrinhas nas crianças já não pode ser considerado sinal de saúde, mas sim, motivo de alerta. Isso porque as causas da obesidade mórbida em crianças são variadas, mas estão relacionadas, principalmente, à qualidade dos hábitos alimentares e ao sedentarismo. Alimentação fora do horário ou rica em gordura e açúcar é considerada a grande vilã. Além disso, a origem para a doença também pode ser a hereditariedade, distúrbios hormonais e até fatores psicológicos que, quando descobertos precocemente, evitam que o acúmulo de peso aconteça.

Segundo o cardiologista pediátrico do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Mauricio Jaramillo Hincapie, a definição de obesidade em crianças e adolescentes é um pouco mais difícil de estabelecer do que na idade adulta, pois existem diferenças pelo sexo, idade, estatura e estágio de maturação sexual.  Além da aparência visual que chama atenção, é necessário utilizar algumas das curvas já estabelecidas para Índice de Massa Corpórea (IMC) e colocar a medida da criança nesta curva, da mesma forma como se avalia o peso e a estatura para saber se o crescimento está adequado.

“Um IMC acima do percentil 85% é classificado como sobrepeso e acima de 95% como obesidade.  Também pode ser utilizada a medida da circunferência abdominal, pregas cutâneas, índice de obesidade entre outros para classificar o grau de obesidade da criança. Quanto maior o grau de obesidade, maiores as complicações a médio e longo prazo para a saúde dela”, explica o profissional.

Uma criança com sobrepeso, principalmente com considerável excesso durante toda a infância e pré-adolescência, tende a continuar obesa na fase adulta. E essa quantidade de peso anormal durante o desenvolvimento do corpo causa a má formação do esqueleto. Além disso, o excesso de gordura e açúcar no organismo pode provocar o aparecimento de diabetes e uma série de doenças cardíacas como, por exemplo, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, entre outras.De acordo com o especialista, os fatores a serem considerados na ligação da obesidade ao aumento da pressão arterial incluem: aumento do volume sanguíneo, volume sistólico e débito cardíaco, além de mecanismos que ligam a obesidade a um aumento da pressão arterial periférica.

“Assim como acontece com os adultos, a obesidade pode levar a consequências importantes em diversos sistemas do organismo, com maior risco de alterações ortopédicas, cutâneas, respiratórias como asma e apneia do sono, endócrinas e metabólicas como diabetes, resistência à insulina e colesterol elevado, alterações no fígado (depósito de gordura) e cálculos na vesícula, e as cardiovasculares como a hipertensão, aterosclerose (estrias de gordura nas artérias), sobrecarga e insuficiência cardíaca. Uma criança obesa tem a probabilidade de permanecer obesa na idade adulta entre  20% a 50%, antes da puberdade e 50% a 70%, após a puberdade, levando esses pacientes a terem maior risco de desenvolver complicações no futuro”, detalha Jaramillo.

Tratamento

O especialista afirma que o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes é mais difícil e longo do que nos adultos, justamente, porque a  criança, geralmente, não compreende a necessidade de baixar o peso. Além disso, o processo envolve uma mudança importante nos hábitos familiares e até da escola e grupo social do paciente.

“O cuidado baseia-se na redução da ingestão calórica, aumento do gasto energético, modificação comportamental e envolvimento familiar no processo de mudança. Inicialmente, é necessário aconselhamento nutricional para corrigir os erros alimentares, eliminar alimentos muito calóricos e ricos em açúcar e gordura, com aumento dos vegetais, frutas e fibras, além de criar a consciência da importância das atividades físicas frequentes e brincadeiras ao ar livre com redução do número de horas na televisão, computador e videogames”, relata  o cardiologista.

Além de todas as mudanças, o apoio psicológico e psiquiátrico quando necessário, bem como envolvimento multiprofissional com pediatra, endócrino, cardiologista, nutricionista, fisioterapia, entre outros também são importantes para obter resultados.

Para Mauricio Jaramillo, é essencial ficar atento neste momento em que as atividades físicas das crianças, brincadeiras nas ruas e parques estão suspensas por conta pandemia causada pelo novo coronavírus. O médico alerta que apenas brincadeiras pelo celular, o computador e os jogos eletrônicos, geram um sedentarismo precoce e que essa situação aliada à alimentação cada vez menos natural e mais industrializada são conjuntos que vão levar definitivamente a uma consequência de obesidade em uma proporção cada vez maior de crianças.

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Medicina e Saúde

Sesa apresenta resultados da segunda etapa do Inquérito Sorológico

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Em pronunciamento, na tarde desta segunda-feira (01), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, apresentaram os resultados estatísticos da segunda etapa do “Inquérito Sorológico”, realizada entre os dias 27 e 29 de maio em 19 municípios capixabas.

Nesta segunda etapa, foram realizadas 7.042 testagens entre população sorteada, pessoas que têm contato com o sorteado positivo e de pesquisadores. O estudo aponta uma prevalência de 5,14% da população infectada, o que representa uma estimativa populacional de 206.559 mil pessoas no Estado. Enquanto na primeira etapa, a prevalência foi de 2,1% da população infectada e uma estimativa 84.391 pessoas no Estado.

“São valores que apontam um crescimento exponencial da doença, com uma alta taxa de transmissão no Estado. Esse mesmo fenômeno ocorreu na percepção da interiorização da doença, que saiu de 0,26% para 2,10% de prevalência”, alertou Nésio Fernandes.

O secretário lembrou, mais uma vez, sobre a importância de o estudo ter a projeção da população do Estado. “O estudo não tem validade científica para poder analisar individualmente cada município. O objetivo do Inquérito é projetar a população do Estado”, disse.

A partir do levantamento, segundo o secretário, o Espírito Santo poderá reconhecer com mais precisão o padrão de comportamento da doença em solo capixaba. “Até o presente momento fazíamos as projeções e simulações do comportamento da pandemia com dados de outras localidades. Transcorrido três meses de enfrentamento da doença, e tendo o Inquérito Sorológico, já podemos reconhecer qual o seu padrão comportamental na nossa realidade, com características do nosso Estado. Poderemos refinar ainda mais o conjunto de decisões para o enfrentamento da pandemia”, afirmou Fernandes.

O estudo é realizado pela Sesa e tem apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Colegiado de Secretarias Municipais de Saúde do Espírito Santo (COSEMS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para ter acesso à apresentação, clique aqui

Perfil da população testada positivamente

O estudo de prevalência desta segunda etapa aponta que do total dos testes com resultados positivos, 62,3% eram do sexo feminino e 37,7% masculino, e que a faixa etária com mais casos positivos foi a de 21 a 40 anos, com 35,1% dos casos. Do total de pacientes positivos, cerca de 69,5% apresentaram sintomas e 30,5% não apresentaram quaisquer sintomas na evolução do quadro de saúde.

Dos casos sintomáticos, os principais relatados durante a segunda etapa da pesquisa foram: tosse (39,7%); anosmia (37,7%); fadiga (31%) e; febre e mialgia, ambos com 28%. Somente 37,2% dos casos procuraram o serviço de saúde. Além disso, 26,8% dos positivos apresentaram algum tipo de comorbidade e 23% duas ou mais comorbidades.

Cronograma do Inquérito Sorológico:

– Etapa 3

Data: 08, 09 e 10 de junho

Municípios: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha, Vitória, Aracruz, Barra de São Francisco, Castelo, Guaçuí, Guarapari, Pedro Canário, São Gabriel da Palha e Venda Nova do Imigrante.

– Etapa 4:

Data: 22, 23 e 24 de junho

Municípios: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha, Vitória, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Ecoporanga, Iúna, Marataízes, Santa Maria de Jetibá, Sooretama e Viana.

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