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Medicina e Saúde

Câncer de mama é a principal causa de óbitos por câncer em mulheres no Estado

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Outubro é o mês dedicado à conscientização para o controle do câncer de mama com o objetivo de compartilhar informações sobre a doença, contribuindo para a redução da mortalidade. No Espírito Santo, o câncer de mama feminino é a principal causa de óbitos por câncer. Entre as dez principais doenças, é a sexta que mais matou as mulheres capixabas nos últimos quatro anos, ficando atrás de infarto agudo do miocárdio, pneumonia, diabetes, Alzheimer e doença cardíaca hipertensiva.

Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de 2015 a agosto de 2019 foram totalizados 1.449 óbitos por câncer de mama. Ainda com dados preliminares, em 2018 foram registrados 338 óbitos e em 2019, de janeiro a agosto, 217 mulheres morreram em decorrência da doença.

Estimativas do relatório do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Espírito Santo terá, para o biênio de 2018-2019, 1.130 novos casos de câncer de mama feminino.

Para transformar essa realidade é preciso que as mulheres fiquem atentas aos fatores de risco, façam periodicamente o autoexame das mamas (que ajuda a prevenir o desenvolvimento e detectar precocemente a doença) e adotem hábitos de vida saudáveis. Quem afirma é a referência em Saúde da Mulher da Sesa, o ginecologista-obstetra Ary Célio de Oliveira.

“Praticar atividade física regularmente, ter uma dieta saudável, ter a manutenção do peso ideal e principalmente evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros são práticas fundamentais para a prevenção primária do câncer de mama nas mulheres”, explicou Ary. Segundo o médico, 30% dos casos podem ser evitados por medidas como essas.

Além disso, o médico informou que também quanto mais precoce o diagnóstico da doença, melhor o seu prognóstico.

 

Vitória é a segunda capital que mais realiza mamografias

Segundo dados da pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2018, publicada pelo Ministério da Saúde em julho deste ano, a capital do Espírito Santo aparece em segundo lugar no ranking das capitais e Distrito Federal com as maiores frequências de mulheres, entre 50 a 69 anos de idade, que referiram ter realizado exame de mamografia nos últimos dois anos.

Vitória apareceu no ranking com 84,6%, atrás apenas de Salvador (BA), com 85,9%. Em terceiro ficou Porto Alegre (RS), com 84,1%.

O Ministério da Saúde recomenda que todas as mulheres entre 50 e 69 anos de idade façam exames de mamografia pelo menos uma vez a cada dois anos, além de recomendar o exame anual para mulheres acima de 35 anos que pertençam a grupos de alto risco, indo ao encontro das recomendações internacionais.

O Vigitel tem por objetivo de monitorar a frequência e a distribuição dos principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) por inquérito telefônico e compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT do Ministério da Saúde.

 

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Onde buscar tratamento

O Espírito Santo conta com um estabelecimento de saúde habilitado como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e seis estabelecimentos de saúde habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) para o tratamento de câncer de mama:

Hospital Santa Rita de Cássia (HSRC-AFECC) – instituição filantrópica conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), classificada como Cacon;

Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) – instituição filantrópica, conveniada ao SUS, classificada como Unacon;

Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam) – instituição pública federal, vinculada à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), classificada como Unacon;

Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV) – instituição filantrópica, conveniada ao SUS, classificada como Unacon, vinculada a instituição de ensino (Emescam);

Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) – instituição filantrópica, conveniada ao SUS, classificada como Unacon, vinculada a instituição de ensino (Univix);

Hospital Maternidade São José (HMSJ) – instituição filantrópica, vinculada ao SUS, classificada como Unacon;

Hospital Rio Doce – instituição filantrópica, vinculada ao SUS, classificada como Unacon.

 

Câncer de mama: juntos, sem medo

Para o ano de 2019, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) traz para o Outubro Rosa a temática “Câncer de mama: juntos, sem medo”. Com o objetivo de fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desconstruir o medo da doença, o Instituo disponibiliza também a cartilha atualizada “Câncer de mama: vamos falar sobre isso”, elaborada em conjunto com Ministério da Saúde.

Segundo a revista, que está em sua 5ª edição, embora o câncer de mama seja um tema difícil de tratar, falar abertamente sobre pode ajudar a esclarecer mitos e, com isso, aumentar o conhecimento e diminuir o temor associado à doença.

A cartilha está disponível neste link.

 

Programação Outubro Rosa

– Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HEJSN)

Ao longo do mês de outubro, o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HEJSN) fará a sensibilização de pacientes, acompanhantes e visitantes com a entrega de laços cor de rosa. No dia 25 de outubro, a coordenação de Projetos Sociais organizará uma roda de conversa com o enfermeiro Alexandre Tresman Prezilius sobre diagnóstico, prevenção e cuidados do câncer de mama e haverá a triagem dos participantes para o exame de mamografia. Além disso, o evento contará com o Dia de Beleza para todas as participantes. 

Dia: 25 de outubro (sexta-feira)

Roda de Conversa – Enfermeiro Alexandre Tresman Prezilius

Hora: 14h30

Local: Auditório do HEJSN

 

– Hospital Estadual Central – Benício Tavares Pereira (HEC)

A fachada do Hospital Estadual Central – Benício Tavares Pereira (HEC) estará iluminada de rosa durante todo o mês de outubro, além disso, os colaboradores poderão substituir o uniforme pela blusa rosa e calça jeans todas as sextas-feiras de mês.

O HEC irá promover a arrecadação de lenços, chapéus e bonés. Os acessórios contribuem para o resgate da autoestima, proporcionando momentos de leveza e alegria para pacientes oncológicos. Eles serão destinados à Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc).

As doações podem ser deixadas no varal personalizado no 1º andar a partir do dia primeiro de outubro (01), junto com uma mensagem de apoio.

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Própolis vermelha tem substâncias que inibem o crescimento de células cancerígenas

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Estudo realizado por grupo de cientistas mostrou que dois compostos do produto natural foram capazes de conter a multiplicação de células com câncer de mama, cérebro, ovário e próstata
 
Produto historicamente conhecido por sua ação anti-inflamatória, a própolis poderá ganhar uma nova função no futuro, de acordo com um estudo preliminar que envolveu pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP. Após descobrirem oito substâncias inéditas da própolis vermelha, extraída de colmeias em Alagoas, os cientistas observaram que duas delas foram capazes de inibir o crescimento de células de câncer de mama, próstata, cérebro (glioma) e ovário, levando 50% delas à morte em testes iniciais realizados no laboratório. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional Journal of Natural Products.  
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Berlinck foi um dos autores do estudo que identificou oito novas substâncias da própolis vermelha. Foto: Henrique Fontes – IQSC/USP

No trabalho, os cientistas compararam o desempenho das duas substâncias promissoras com a doxorrubicina, quimioterápico utilizado no tratamento do câncer. “Nos primeiros testes realizados in vitro, os compostos da própolis vermelha se mostraram tão eficazes quanto o medicamento. No entanto, muitos anos de estudo ainda devem ser realizados para comprovar a ação destas substâncias que, se forem realmente eficientes, talvez possam se tornar mais uma alternativa para tratar a doença”, afirma Roberto Berlinck, professor do IQSC e um dos autores do trabalho, que foi desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

A própolis é formada após as abelhas coletarem resinas presentes nas árvores e plantas e depositarem o material na colmeia, onde ele é misturado com cera, óleos e outras secreções até atingir a sua composição final, que serve de proteção para as polinizadoras contra a ação de fungos e bactérias. Mais rara que a própolis verde, amarela e marrom, a própolis vermelha tem o Brasil como um de seus maiores produtores mundiais. Encontrado exclusivamente no estado de Alagoas, o composto é produzido por abelhas da espécie Apis mellifera, que se alimentam de uma resina avermelhada presente nos caules da árvore Dalbergia ecastaphyllum, popularmente conhecida como Rabo-de-bugio.

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Com estruturas até então desconhecidas pela ciência, as novas substâncias isoladas da própolis vermelha fazem parte da classe dos polifenóis, compostos naturais abundantes na natureza, principalmente em plantas, e conhecidos por sua atividade antioxidante, antibactericida e antifúngica. Os polifenóis podem ser encontrados na soja, cereais, vegetais e suco de uva, tendo, inclusive, seu consumo indicado em dietas ricas em vegetais. Outra função dessas substâncias é a de proteção das plantas contra a radiação ultravioleta, atuando como uma espécie de “protetor” solar dos vegetais. Diversos polifenóis também conferem diferentes cores a flores e folhas de árvores durante o outono.

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Passo a passo da ciência – De forma geral, os polifenóis não são considerados candidatos promissores para o desenvolvimento de medicamentos, pois eles se ligam a todos os tipos de proteínas, enquanto uma droga precisa ter como alvo uma proteína específica. Com a nova descoberta, no entanto, a ideia é investigar mais a fundo as propriedades das duas substâncias que foram eficientes contra as células cancerígenas. Um dos próximos passos do estudo é entender como elas são formadas, descobrindo se os compostos surgem diretamente na resina das árvores ou se são concebidos pela própria ação das polinizadoras. Posteriormente, os pesquisadores pretendem obter quantidades maiores das substâncias para realizar novos testes, inclusive em camundongos, a fim de avaliar sua atividade antitumoral nos animais. “É muito difícil descobrir um novo medicamento, pois diversos testes devem ser realizados. O tempo para se produzir um novo fármaco varia de 15 a 20 anos, e apenas uma substância a cada 10 mil chega a ser comercializada. Mas é uma pesquisa muito importante, pois queremos descobrir novas formas de tratar o câncer”, explica Berlinck. 

O estudo contou com a participação de uma grande equipe de pesquisadores. Além do docente do IQSC, participaram do trabalho alunos de mestrado e doutorado do Instituto; cientistas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), da USP, em Piracicaba; do Fox Chase Cancer Center, dos Estados Unidos; do Instituto de Química e do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da UNICAMP; da Universidade Federal da Grande Dourados (MS); da Universidade São Francisco, em Bragança Paulista (SP); e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Por Henrique Fontes, da Assessoria de Comunicação do IQSC/USP

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Avanços permitem novas abordagens para o câncer de mama

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O oncologista Ramon Andrade de Mello relata as conquistas das últimas décadas para o tratamento desse tumor
O tratamento do câncer de mama conta com o avanço da ciência para uma abordagem mais ampla, que pode incluir os procedimentos tradicionais de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. “A hormonioterapia e a terapia alvo são novos métodos incorporados no tratamento desse tumor e que podem trazer resultados bastante positivos”, esclarece Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).

O professor da Unifesp explica que a terapia hormonal pode reduzir a ocorrência do câncer de mama em pacientes com alto risco genético. A hormonioterapia também contribui para mitigar o risco de retorno do tumor operado: “Já a terapia alvo atua diretamente nas moléculas indispensáveis para as atividades das células cancerígenas, freando sua expansão”.

O oncologista ressalta a importância do diagnóstico precoce: “mesmo que a mulher não tenha câncer, ela precisa procurar seu médico oncologista para fazer um check up oncológico para entrar em um programa de rastreio adequado possibilitando a prevenção dessa doença”.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o país deve registrar 66.280 novos casos em 2020. O tratamento depende da fase que a doença se encontra.

Além da herança genética, o oncologista Ramon de Mello alerta para outros fatores que aumentam os riscos da doença: “o uso de hormônio, obesidade, tabagismo e alcoolismo estão inclusos nesta lista. Portanto, a recomendação é buscar vida saudável, com atividades físicas periódicas e alimentação adequada”.

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