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São Mateus

Carlinhos e Cássio fecham acordo e formam chapa que poderá ter apoio do governo

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Não existe nada de oficial, mas o trabalho para que esse apoio do governador Casagrande aconteça já foi iniciado.

O ex-deputado Carlinhos Lyrio (Podemos) e o empresário Cássio Caldeira Partido Progressista) fecharam acordo e consolidaram a chapa de prefeito e vice para concorrer às eleições municipais em São Mateus. O processo de negociações vinha sendo feito, inclusive com o apoio de um grupo de empresários que acabaram afunilando na chapa agora consolidada.

Quanto ao apoio do governador Renato Casagrande (PSB) nada está definido, mas o presidente do Podemos de São Mateus, Valdemir Andrade de Santana, fez lembrar que Gilson Daniel, prefeito de Viana e presidente estadual do partido tem estreitas relações políticas com o governador, daí toda essa especulação sobre um possível apoio do Palácio Anchieta à chapa composta pelo Podemos e Partido Progressista, lembrando que o PP tem no ex-deputado federal Marcus Vicente assento no primeiro escalão do governo.

Faz algum tempo que alguns partidos vinham se reunindo na busca de uma candidatura de consenso objetivando a reduzir o número de candidatos que, na avaliação deles, poderia favorecer o atual prefeito, Daniel Santana (PSDB).

Os últimos dias as reuniões se intensificaram e o grupo de empresário definiu que apoiaria Ferreira Júnior ou Carlinhos Lyrio. O nome de Cássio foi uma surpresa, mas o que se especula é que ele foi lembrado como forma de dar uma roupagem mesclada com o popular e o gestor, daí ter surgido o nome de Cássio. Para que isso fosse possível, foi preciso que Ferreira Júnior (Solidariedade) fosse convencido de abrir mão da sua candidatura. Quem também abriu mão do cargo de vice na chapa do Podemos, definida em convenção, foi Milena Santana, o que ajudou na composição com o PP. Depois o trabalho foi buscar novas adesões e o que se conseguiu até o momento foi trazer Vilmar do Seac (Pros) e Pastor Jesiel (PCdoB) para compor o grupo de partidos que deverão marchar juntos na disputa eleitoral. Houve também tentativa de cooptar o Republicanos para fazer parte do grupo, mas não conseguiu fechar acordo nesse sentido.

De acordo com fontes ouvidas pelo JN, pesou também pesquisas que davam Carlinhos Lyrio e Ferreira Júnior bem situados perdendo apenas para Daniel Santana.

PSB tem convenção tumultuada

O PSB de São Mateus realizou sua convenção nesta terça-feira (15) e não definiu seu candidato a prefeito. O nome de Preta acabou não sendo oficializado, isso sem contar que ela não conseguiu colocar nas dependências da convenção alguns dos seus convidados e nem sua família. Para que vinha observando os movimentos feitos por dirigentes da legenda nos últimos dias, foi percebido que o nome de Preta vinha sendo “rifado” e, segundo membros do partido simpáticos ao seu nome, disseram que presidente Freitas articulava para que não fosse referendado em convenção o nome de Preta. “Na verdade, ela nunca foi unanimidade no PSB e é natural que isso fosse acontecer”, disse um membro da Regional do partido.

Essa questão vai ser avaliada em Vitória, pela direção estadual do PSB e não está descartada a possibilidade de o partido vir apoiar a chapa Carlinhos- Cássio.

O Jornal do Norte tentou contato com a cúpula do PSB em São Mateus e Vitória, mas não obteve retorno na tentativa desses contatos.

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São Mateus

Entrevista – MACIEL DE AGUIAR

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ELEIÇÃO EM SÃO MATEUS JÁ FOI DECIDIDA EM NOVA VENÉCIA

O escritor Maciel de Aguiar, conhecedor da história política de São Mateus, fala sobre as eleições para prefeito da cidade em 1947.

JN – Esta semana, as redes sociais publicaram um recorte do jornal A Tribuna, de 6 de dezembro de 1947, com o resultado do pleito para prefeito de São Mateus com uma diferença apertada. O que aconteceu?

Maciel – Aquelas eleições foram as mais emblemáticas e disputadas na história política de São Mateus.

JN – E quem venceu?

Maciel – Não ”venceu”, mas foi proclamado vencedor o empresário Otovarino Duarte Santos, fundador do Café Duarte, além de um dos precursores da estrada de São Mateus a Guriri.

JN – E quem perdeu?

Maciel – Também não ”perdeu”, mas foi considerado derrotado Arnaldo Bastos, ex-deputado estadual, ex-diretor da Receita Estadual e ex-titular do Cartório do Primeiro Ofício.

JN – O que fez a diferença ser pequena?

Maciel – Foi uma disputa feroz entre PSD e UDN.

JN – E o que aconteceu?

Maciel – Um fato inédito definiu a, digamos, ”vitória” de Otovarino Duarte Santos, e este fato ocorreu em Nova Venécia!

JN – Como?

Maciel – Nova Venécia ainda pertencia a São Mateus e a possibilidade de Arnaldo Bastos vencer naquela seção eleitoral era grande, pois ele tinha o apoio de Wantuil Rodrigues da Cunha, um fazendeiro muito influente na região, filho do Barão dos Aymorés e irmão de Eleozzipo Rodrigues da Cunha, seu adversário político.

JN – E os votos de Nova Venécia definiram as eleições?

Maciel – Sim!

JN – E como foi?

Maciel – O PSD precisava ganhar no mais importante colégio eleitoral depois da capital. E São Mateus havia gerado quatro governadores do Espírito Santo, políticos influentes, juízes, desembargadores, etc. Além disso o empresário mateense, Eleozzipo Rodrigues da Cunha, filho do Barão dos Aymorés, era dono do jornal A Gazeta, do estaleiro que construía navios de carga no Porto de São Mateus e candidato a vice-governador.

JN – São Mateus era muito importante?

Maciel – Quando Linhares era apenas um curral, onde os comerciantes de gado pernoitavam para a travessia do Rio Doce e existia apenas uma rua com umas casinhas de estuque, São Mateus era considerada a maior e mais importante cidade do interior do Estado e detinha um grande poder econômico, cultural, social e político no Espírito Santo.

JN – E como os votos de Nova Venécia decidiram essas eleições?

Maciel – Um cidadão que se afamou como um temido matador e por fechar a tiros os cabarés do Porto de São Mateus, conhecido como Tintino Rosa, ao chegar após o horário de votação e não poder votar, deu vários tiros na urna eleitoral. Mas, possivelmente, foi a mando!

JN – E ele foi preso?

Maciel – Ninguém tinha coragem para prender Tintino Rosa. Era um homem corajoso, valente e tinha relações políticas com os poderosos caciques do PSD da capital.

JN – E como ficou?

Maciel – Quando os mesários chegaram em São Mateus, trazendo a urna perfurada a tiros e lacrada, o juiz a encaminhou ao Tribunal de Justiça, em Vitória, para decidir sobre a validação ou não dos votos.

JN – E esta urna foi levada para Vitória?

Maciel – Sim! E a viagem era feita de navio e os dois grupos políticos antagônicos de São Mateus não puderam acompanhar a urna, digamos, ”baleada”.

JN – E sem os votos desta urna qual era a diferença?

Maciel – Era de 62 votos a favor de Arnaldo Bastos.

JN – E como mudaram o resultado?

Maciel – Em Vitória, o PSD dominava a Polícia, a imprensa e o Judiciário. Então, foi realizada uma reunião fechada no Tribunal de Justiça para abrir a ”urna baleada” e sem a presença dos candidatos e ou dos seus advogados.

JN – Com isto, o resultado final foi alterado?

Maciel – Sim! A seção eleitoral de Nova Venécia deveria ter uns 200 eleitores e Arnaldo Bastos, que estava com 62 votos de vantagem, além do apoio de Wantuil Rodrigues da Cunha, a diferença seria muito maior. Mas, após a ”apuração secreta da urna baleada”, Arnaldo Bastos ficou com 108 votos em desvantagem para Otovarino Duarte Santos, do PSD, que foi declarado prefeito de São Mateus.

JN – Mudaram o resultando da eleição?

Maciel – A bem da verdade foi um roubo escandaloso, embora Otovarino Duarte Santos fosse um homem digno, honesto e trabalhador. E ele não teve participação neste episódio.

JN – E ambos aceitaram o resultado?

Maciel – Sim! Arnaldo Bastos, a UDN até recorreu, mas quem mandava no Judiciário era o PSD.

JN – Então, a eleição para prefeito de São Mateus foi decidida em Nova Venécia?

Maciel – Sim! Na seção de Nova Venécia, Otovarino Duarte Santos teve 176 votos e ficou com 1.974 votos no final contra 1.866 votos de Arnaldo Bastos que recebeu nesta mesma seção eleitoral apenas seis votos.

JN – E como foi a administração de Otovarino Duarte Santos?

Maciel – Ele pacificou a cidade, não era perseguidor e fez uma boa administração.

JN – E ”derrotado”?

Maciel – Arnaldo Bastos, em seguida, foi eleito Deputado Estadual e deu o troco. É de sua autoria uma Lei Eleitoral, em vigor em todo país, que proíbe atos públicos e nomeação e demissão de servidores três meses antes das eleições. Arnaldo Bastos viveu uma vida digna e se converteu em uma reserva moral da cidade.

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São Mateus

Pesquisa não desanima candidatos à Prefeitura de São Mateus

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Resultado serviu como fator estimulante para os outros com pouca pontuação

A última pesquisa feita com candidatos à Prefeitura de São Mateus só inflou o ego dos que apareceram na frente. Quanto aos outros que apareceram em posições inferiores não os desmotivaram, muito pelo contrário, foi um termômetro e balizamento para que novas ações e estratégias fossem elaboradas para reverter o quadro que apareceu na pesquisa.

Apesar de não haver prova, mas teve pessoas entrevistadas no interior que deixou de responder ao entrevistador porque o seu candidato não constava na relação apresentada.

Outro fator que foi observado pelos candidatos que avaliaram os índices foi o fato de não terem entrado de fato na campanha e a pesquisa ter sido feita antes disso acontecer, porém, publicada quando eles já estavam em campanha.

O que a reportagem ouviu dos assessores de candidatos é que o alto índice de indecisos tem sinalizado para que essa faixa seja melhor trabalhada.

A pesquisa da Rede Vitória/Futura apresentou o atual prefeito, Daniel Santana (PSDB) em primeiro lugar com 29,3 % na espontânea e 33,5 % na estimulada, seguido de Carlinhos Lyrio (Podemos) com 7,8 % e 13,5 % assim como Ferreira Júnior (SD) com 6,5 na espontânea e 13,8 na estimulada.

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