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Medicina e Saúde

Casos de dengue diminuem no Espírito Santo

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O ano de 2020 está sendo diferente em relação aos casos de dengue em todo o Espírito Santo. Neste primeiro semestre, foram notificados 39.827 casos da doença. Isso representa 16.437 notificações a menos em relação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 56.264 casos. Os dados são do último boletim epidemiológico divulgado, nesta quinta-feira (25), pela Secretaria da Saúde (Sesa). 

De acordo com o chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental, Roberto Laperriere Júnior, um dos fatores que influencia nesse resultado é a diminuição da temperatura, que tende a cair ainda mais durante o inverno. Nesse período, além da redução da circulação doAedes aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya), as pessoas também utilizam roupas que cobrem mais o corpo, ficando menos expostas às picadas do vetor. 

“As arboviroses são multifatoriais. Mas, um fator que influencia na queda de casos é a temperatura. Este ano, percebemos que o clima está mais ameno, com o frio chegando mais cedo do que no ano passado. Dessa forma, o vetor fica menos ativo e o cidadão passa a utilizar roupas mais cobertas, estando menos exposto ao mosquito”, disse Laperriere Júnior. 

Segundo ele, a diminuição dos casos também é observada no diagrama de controle, um instrumento epidemiológico que é utilizado para compreender a dinâmica da doença e traçar o seu prognóstico. Ainda de acordo com o especialista, é importante que os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti continuem sendo intensificados. “Isso para que não haja aumento dos casos a partir de setembro, quando inicia o período sazonal da dengue”, explica.

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Medicina e Saúde

Medicamento usado para tratar piolho pode matar o coronavírus

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Pesquisadores australianos descobriram que a ivermectina, medicamento que está amplamente disponível, pode matar células do COVID-19

Cientistas do mundo inteiro estão atrás de uma cura: um medicamento que possa acabar com o novo coronavírus, que já infectou mais de 1 milhão de pessoas. A última esperança foi dada por cientistas australianos: um antiparasitário para piolhos, disponível em todo o mundo, teria matado o vírus da Covid-19 no laboratório em apenas 48 horas.

O estudo, publicado na Antiviral Research e liderado por especialistas da Universidade Monash, demonstrou que uma dose única do medicamento Ivermectina pode interromper o crescimento do vírus SARS-CoV-2 na cultura de células. “Descobrimos que mesmo uma dose única poderia remover essencialmente todo o RNA viral (material genético do vírus) em 48 horas e que, mesmo às 24 horas, havia uma redução realmente significativa”, disse a Kylie Wagstaff, do Instituto Monash Biomedicine Discovery, segundo o Daily Mail. A ivermectina é um medicamento antiparasitário aprovado pela FDA (que corresponde a Anvisa dos Estados Unidos) que também se mostra eficaz in vitro contra vírus como HIV, dengue e influenza.

O próximo passo é determinar a dosagem humana correta para garantir que o nível usado in vitro seja seguro. “No momento em que estamos tendo uma pandemia global e não há um tratamento aprovado, um composto que já está disponível em todo o mundo poderia ajudar as pessoas mais cedo”, completou. Os cientistas esperam que os estudos levem pelo menos mais um mês até que os testes sejam feitos em humanos. Além disso, é necessário financiamento para realizar testes pré-clínicos e ensaios clínicos. 

O QUE DIZEM ESPECIALISTAS BRASILEIROS?

A otorrinolaringologista Maura Neves, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), explica que a Ivermectina é um antiparasitário que também tem ação contra o vírus, assim como a cloroquina. “Atualmente, a usamos para pediculose e escabiose. O estudo mostrou um teste em laboratório no qual o medicamento tem ação contra o Sars cov 2. Já há evidências de que a ivermectina tenha ação contra o vírus SV40, algumas proteínas do vírus da dengue, vírus da encefalite equina venezuelana e até influenza. Mas não age contra o zika vírus por exemplo. No entanto, a pesquisa prova apenas que ela atua contra o coronavírus atual e que diminui a replicação viral de maneira importante em 48 horas. O que se deve entender é que, até o momento, isso é uma evidência fraca para uso em humanos. Trata-se de uma possibilidade. Mas pode ser que, devido à pandemia, seja considerado em humanos antes que estudos robustos sejam feitos”, conclui.

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Medicina e Saúde

Julho Amarelo: Sesa inicia campanha de conscientização sobre hepatites virais

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Julho é o mês de conscientização sobre as hepatites virais. Com o tema “Saber Salva! Hepatites virais têm cura. Faça o teste”, a Secretaria da Saúde (Sesa) chama atenção para a campanha “Julho Amarelo” e a importância de manter a população informada sobre a doença que causa inflamação no fígado e até câncer.

No Brasil, as hepatites mais comuns são causadas pelo vírus A, B e C. De acordo com os dados parciais do Programa Estadual de Hepatites Virais da Sesa, o Espírito Santo registrou 70 casos da doença no primeiro semestre desse ano, sendo três pelo vírus A, 37 pelo vírus B e 30 pelo vírus C. No mesmo período de 2019, foram notificados 236 casos, sendo cinco de hepatite A, 166 de hepatite B e 65 de hepatite C.

O coordenador do Programa Estadual de Hepatites Virais, o médico infectologista Marcello Leal, ressalta a importância do diagnóstico precoce e de manter a caderneta de vacinação atualizada. “O diagnóstico, sobretudo precoce, é importante para identificar pessoas que possuem a doença e que não sabem, uma vez que as hepatites virais B e C são doenças silenciosas. Tratar esses pacientes reduz consideravelmente a chance de desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado, além de interromper a cadeia de transmissão”, disse.

O teste

É importante estar atentos aos principais sintomas da doença, como febre, dor no corpo, náuseas, vômito, pele e olhos amarelados e urina escura. Após a identificação dos sinais, o paciente deve procurar a Unidades Básicas de Saúde ou Centros de Testagem e Aconselhamento de IST, AIDS e Hepatites para a realização do teste rápido de hepatites B e C.

O médico Marcello Leal explica que na hora do atendimento o profissional da saúde recolhe uma gota de sangue do paciente, deposita em pequena placa e a reação química é realizada. “Após esse processo, é feita a leitura do teste e o resultado é liberado em aproximadamente 20 minutos”, descreveu.

Diferença entre as hepatites A, B e C

A hepatite A é feita por meio da ingestão de água e alimentos contaminados por fezes de um indivíduo com a doença. Com isso, a maioria dos casos dessa classificação está associada a condições precárias de saneamento básico. A vacinação contra a hepatite A foi incluída no calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos. No Espírito Santo, a maior parte dos casos registrados pela doença são em pessoas com mais de 30 anos.

Já a hepatite B pode ser transmitida por três formas distintas: relação sexual; sangue contaminado; e de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto. Após o contato com o vírus, existe a chance de este permanecer se multiplicando nas células do fígado por mais de seis meses, conhecida como hepatite viral crônica. No Estado, essa doença atinge indivíduos com mais de 30 anos.

No caso da hepatite C, ela é passada por meio de sangue contaminado, sendo que a maioria dos pacientes não possui sintomas. Caso a testagem não seja realizada, a doença só é detectada em estágio avançado, com sinais clínicos de cirrose ou câncer de fígado. Ainda não existe vacinação contra essa classificação da hepatite.

As vacinas para hepatite virais A e B são ofertadas na rotina das salas de vacinação das unidades de saúde dos municípios durante todo o ano.

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