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Com dono brasileiro, Orlando City passa a valer R$ 2,2 bilhões

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Flávio Augusto explica motivos que o fizeram investir na MLS e como a franquia da Flórida está avaliada em 11 vezes o investido inicialmente

Um carioca criado no subúrbio do Rio de Janeiro, aluno de escola pública, é o principal responsável pelo sucesso financeiro de um time que não tem resultados expressivos dentro de campo na principal liga de futebol do país mais rico do mundo. Como? Em cinco temporadas no comando do Orlando City, sem comemorar uma classificação para os playoffs da Major League Soccer (MLS), o empresário Flávio Augusto, de 47 anos, tem a experiência e calma necessárias para dar todas as respostas que envolvem essa questão.

O sucesso fora das quatro linhas se traduz em alguns números. Foram quase 23 mil espectadores de média de público nas partidas do Orlando City em 2019, pior somente do que oito times no Brasil, por exemplo. A taxa de ocupação no seu estádio é de 90%. E o que talvez mais impressione: a valorização da franquia, hoje estipulada em R$ 2,2 bilhões, cerca de 11 vezes mais que o investido pelo próprio Flávio Augusto em 2013.

– A gente se importa em ganhar títulos. Aliás, é muito bom ganhar títulos. Quando você ganha, isso ajuda nos negócios (…) A gente não toma uma decisão (de investimento) para ser eleito ou reeleito mês que vem ou ano que vem. Isso é o que torna a liga nos Estados Unidos a que mais cresce em presença nos estádios, também cresce financeiramente. É o que vai levar essa liga muito longe no cenário do futebol mundial – afirma o dono do Orlando City.

Flávio Augusto é dono do Orlando City — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Para se chegar ao valor de R$ 2,2 bilhões, Flávio leva em consideração a venda de 8,63% do Orlando City para uma empresa de fundos de investimentos em 2018. Com o custo da fatia, chegou-se ao cálculo de cerca de US$ 500 milhões para o valor total do clube de futebol da Flórida. Com a conversão atual para dólares, fica próximo dos R$ 2,2 bilhões.

Em 2013, quando comprou o Orlando City, o empresário Flávio Augusto da Silva ainda não era um grande conhecido do público brasileiro. Dono de um curso de inglês e empreendedor de sucesso, a fama veio a acompanhá-lo depois, quando passou a ser visto mundialmente como proprietário de um clube de futebol onde jogava Kaká e passou a ser presença frequente na mídia, também empenhando mais tempo nas redes sociais. Hoje, é acompanhado por 2,5 milhões de seguidores no Instagram e outros 450 mil no Twitter.

A fortuna de Flávio ultrapassava a casa do bilhão de reais em 2016, segundo a revista Forbes, e não parou de crescer. Um sucesso, no entanto, que veio através de uma trajetória incomum. Para abrir sua primeira escola de inglês, em 1995, usou R$ 20 mil de investimento tirados de seu cheque especial.

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Globo rescinde contrato com o Campeonato Carioca após transmissão do Flamengo pelo Youtube

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Com a decisão alegando quebra de contrato, a emissora deixará de transmitir jogos da competição do Rio de Janeiro

Após o Flamengo transmitir o duelo contra o Boavista no Youtube do clube, a TV Globo anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (2/7), que rescindiu o contrato de transmissão do Campeonato Carioca. Emissora alega que tomou a decisão “após quebra da exclusividade prevista no contrato, mas decide pagar aos clubes valores previstos para este ano.”

A emissora afirma, em nota, que, apesar da rescisão, vai manter os pagamentos previstos para este ano. “Os clubes com contrato e a Ferj foram informados da decisão na manhã desta quinta”, diz. A empresa tinha contrato de exclusividade da competição com 11 clubes, exceção é o Flamengo.

O Flamengo usou a Medida Provisória 984, editada por Jair Bolsonaro no último dia 18, os clubes mandantes têm poder de decidir o destino dos direitos de transmissão dos jogos de que participam.

Sem acordo prévio com a maior emissora de TV do país, o time rubro-negro optou por exibir, ao vivo na internet, o confronto contra o Boavista, válido pela quinta rodada da Taça Rio, nessa quarta-feira (1/7), no Maracanã. 

O evento transmitido por canal e páginas do clube em três plataformas, o rubro-negro somou mais de 2 milhões de dispositivos conectados para visualizar a partida. 

Leia na íntegra a nota da Globo:

“A Globo anunciou hoje que não vai mais transmitir o Campeonato Carioca. A emissora rescindiu o contrato que mantinha com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e com os Clubes, mas manterá os pagamentos desta temporada.

No entendimento da Globo, o contrato foi violado ontem, quando a FlaTV exibiu ao vivo a partida entre Flamengo e Boavista. De acordo com o contrato, a Globo tinha exclusividade na transmissão dos jogos do Campeonato Carioca. A Federação e onze Clubes assinaram o compromisso. A exceção foi o Flamengo. Na ocasião da assinatura e por várias temporadas em que o contrato foi cumprido, a legislação brasileira previa que, para a transmissão de qualquer partida, era necessária a obtenção de direitos dos dois Clubes envolvidos. Legalmente, ninguém poderia transmitir os jogos do Flamengo no Carioca e só a Globo poderia transmitir os demais.

No dia 18 de junho, a Presidência da República editou a Medida Provisória 984, passando ao mandante dos jogos os direitos de transmissão. O Flamengo se baseou nessa MP para transmitir a sua partida ontem no Maracanã. A Globo entende que a Medida Provisória não poderia alterar um contrato celebrado antes de sua edição e protegido pela Constituição.

Como a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e os demais Clubes não foram capazes de garantir a exclusividade prevista no contrato, não restou à Globo outra alternativa além da rescisão e o encerramento das transmissões dos jogos do Carioca – incluindo os três jogos de hoje que encerram a quinta rodada da Taça Rio e que seriam exibidos no Sportv e no Premiere.

A Globo é parceira e incentivadora do futebol brasileiro há muitas décadas e entende a importância do esporte para Clubes, jogadores, marcas e torcedores. Exatamente por isso, apesar da decisão de rescindir o contrato imediatamente, a Globo está disposta a fazer os pagamentos restantes desta temporada, em nome da sua parceria histórica com o futebol e da sua boa relação com as equipes. Mas acredita que o futebol só será capaz de vencer as inúmeras dificuldades com planejamento e segurança jurídica para aqueles que investem altas quantias nesse negócio tão importante para o Brasil e para os brasileiros.”

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Globo estuda pedir trégua. E pagar ao Flamengo pela decisão do Carioca

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Derrota do Fluminense encurralou de vez a Globo. Se o Flamengo vencer seus três jogos, com dois mandos garantidos, ganha o Carioca

O fraquíssimo desempenho do Fluminense, na vergonhosa derrota para o Volta Redonda por 3 a 0, repercutiu.

Não só nas Laranjeiras.

Com o questionamento em relação a Ganso, Egídio, Fred e Odair Hellmann.

O resultado trouxe muito mais pressão à cúpula da Globo.

Por uma situação simples.

O Flamengo pode ser bicampeão carioca com mais apenas três partidas.

Com a derrota do Fluminense, o clube da Gávea, que não levou a sério, poupou seus titulares, mesmo assim venceu a Taça Guanabara, é o clube com mais pontos na classificação geral.

Basta então vencer o Boavista, quarta-feira.

Ganhar o jogo único da semifinal, que já está classificado como primeiro no seu grupo, antecipadamente, e tem até o benefício do empate.

E superar o adversário da final da Taça Rio.

Três vitórias e o Carioca está acabado.

Para piorar, o Flamengo terá o mando garantido das partidas contra o Boavista, por tabela, e da semifinal, como primeiro de seu grupo.

Ou seja, poderá usufruir da Medida Provisória 948, que permite ao clube mandante transmitir seus jogos.

E ainda, se chegar à final da Taça Rio, a Ferj sorteia o mando.

Ou seja, o Flamengo pode ficar com o direito de transmitir suas próximas três partidas e desmoralizar o contrato assinado entre a Globo e todos os outros clubes do Carioca.

A Globo já entrou na justiça para tentar impedir o Flamengo de transmitir seu jogo contra o Boavista.

Pediu tutela antecipada do jogo.

O Flamengo já se defendeu.

E os dirigentes garantem estarem preparados para a transmissão do jogo pela FlaTV.

Estão acertando até patrocinadores para a partida no seu canal no youtube.

Prometem fazer o mesmo para semifinal e final da Taça Rio, que pode significar o fim do Carioca.

A tensão é tão grande na Globo que já há uma dissidência entre os executivos da  emissora.

Eles propõem uma saída honrosa.

Ou seja, que a emissora ceda.

E faça acordo específico para o Flamengo até o fim do Carioca.

Pagando por partida, com se fosse cachê.

Os dirigentes flamenguistas se mostram abertos.

Desde que a Globo pague algo como R$ 10 milhões por jogo.

Os dirigentes dos outros três grandes clubes cariocas, Fluminense, Botafogo e Vasco acompanham com interesse essa possibilidade.

Eles receberam R$ 18 milhões por todos seus jogos no torneio.

Se o Flamengo receber mais, podem entrar na justiça exigindo o direito de isonomia, ou seja, a igualdade, o mesmo dinheiro que o rubro negro.

A pressão já era enorme na Globo.

O Fluminense deixou tudo pior…

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