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Cruzeiro completa 99 anos envolto por cenário obscuro e incertezas sobre centenário

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Nova gestão assumiu o clube faltando 14 dias para o início da temporada, sem fazer transição, e agora terá de readequar salários e mudar elenco em cima da hora

Cruzeiro completa 99 anos envolto por cenário obscuro e incertezas sobre centenárioDois de janeiro de 2020. Nesta quinta, o Cruzeiro comemora 99 anos de fundação. Aniversário é sempre momento de alegria, mas o torcedor nunca esteve tão apreensivo. O clube vive sua maior crise econômica e administrativa, disputará a Série B pela primeira vez, e o cruzeirense inicia a contagem regressiva para o centenário sem ter sequer a certeza do time que disputará esta temporada.

O fim de ano esportivo não poderia ser pior. O 2019, que começou com título do Mineiro, terminou com o rebaixamento no Brasileiro. Dali em diante, a política cruzeirense, que já tinha integrantes sendo investigados pela Polícia Civil, se tornou um turbilhão ainda maior.

Zezé Perrella, gestor de futebol, foi demitido. O presidente Wagner Pires de Sá aceitou renunciar, assim como Hermínio Lemos, primeiro vice executivo. O segundo vice, Ronaldo Granata, tentou resistir à saída, mas cedeu à pressão. Assim, toda a chapa eleita deu lugar a um conselho gestor, formado por oito pessoas.

Tudo isso ocorreu no mês de dezembro, em meio a salários atrasados e jogadores como Thiago Neves e Fabrício Bruno entrando na Justiça para tentarem a rescisão indireta. Com ambos, a resposta foi negativa. Uma nova administração deu os primeiros passos no clube apenas em 23 de dezembro, 14 dias antes do início da pré-temporada.

Dívidas começaram a ser negociadas. Salários, aos poucos, vêm sendo pagos. A reestruturação, que passa pela demissão de funcionários de todas as áreas, obviamente atingirá os jogadores. A folha salarial, que em 2019 era de R$15 milhões, precisará cair para R$ 5 milhões, segundo os gestores. Os salários altos serão renegociados ou os atletas estarão fora do clube.

E os vencimentos exorbitantes eram prática comum na gestão de Wagner Pires de Sá e Itair Machado. Com isso, o futuro de grande parte do elenco está indefinido. Até aqui, apenas o atacante Joel e o volante Jadson deixaram o clube, emprestados ao Marítimo-POR e Bahia, respectivamente. Obviamente, nenhum jogador chegou.

Motivo para comemorar, além da mudança na gestão, foi só a aquisição do lateral-direito Orejuela, um dos poucos que se salvaram em 2019. A permanência dele no Cruzeiro, no entanto, é pouquíssimo provável, já que recebe R$300 mil, e a diretoria estabeleceu teto de R$150 mil.

Na zaga, Dedé interessa ao Vasco. Na lateral esquerda, Egídio e Dodô não seguirão. O volante Henrique é monitorado pelo Fluminense, assim como Fred, sonho antigo do Tricolor. Thiago Neves quer rescindir na Justiça e, mesmo que não consiga, não seguirá no elenco. Robinho está lesionado. Fábio, dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, também passará por readequação salarial. Este é o cenário do elenco que Adilson Batista terá. A contagem regressiva de “365 dias para Século I”, como o Cruzeiro chama em seu site oficial, promete ser dolorida para o torcedor.

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Brasileiros beneficiados pelo Bolsa Atleta participam dos Jogos Olímpicos de Inverno na Suíça

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Delegação brasileira conta com 12 atletas participando da competição; cinco recebem o investimento federal

delegação brasileira que disputa os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, em Lausanne, na Suíça, conta com 12 atletas, em competição até o próximo dia 22. Desses, cinco são contemplados pelo programa Bolsa Atleta, programa do Governo Federal de patrocínio individual. São três competidores na categoria Nacional, um na Internacional e um na Atleta de Base.

Na categoria Nacional, recebem a bolsa as atletas Taynara da Silva (biatlo e esqui cross-country), Eduarda Ribera (esqui cross-country) e Noah Bethonico (snowboardcross), enquanto Rhaick Bonfim (esqui cross-country) é contemplado com a Internacional. Larissa Brito Cândido, do skeleton, recebe como Atleta de Base pelo atletismo. 

Segundo o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Emanuel Rego, o incentivo é destinado ao desenvolvimento do esporte como um todo. “A nossa missão é favorecer o maior número de modalidades, para que possam chegar ao alto rendimento. Um evento grande como os Jogos Olímpicos da Juventude, que têm o papel de preparação olímpica, eu acredito que seja um modelo de investimento de futuro”, explica.

Tóquio 2020

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que ocorrerão em julho de 2020, o Brasil será representado por 152 atletas, 36 já estão confirmados e, destes, 34 recebem o Bolsa Atleta.

Caio Bonfim, que pertence ao grupo de Alto Rendimento e é medalhista na modalidade de Marcha Atlética em mundiais e em Jogos Pan-Americanos, vai para sua terceira Olimpíada. Ele recebe auxílio do programa e garante que sem esse apoio não chegaria onde chegou. “A gente treina, se dedica, mas precisamos de estrutura e o Bolsa Atleta traz isso. Você pode investir no seu esporte, pode se dedicar ainda mais com suplementação, viagem, calçado. O programa te dá esse suporte para você conseguir fazer o que você ama”, disse.

O Bolsa Atleta foi criado em 2005 e é o maior programa do mundo de patrocínio direto ao competidor. O programa já concedeu quase 70 mil bolsas para 27 mil atletas, com investimentos que superaram R$ 1 bilhão de reais. A inscrição no programa deve ser feita pelo site esporte.gov.br. Lá, o interessado encontra os pré-requisitos para participar do programa, a legislação aplicável e os editais, onde são publicadas as listas dos atletas que atendam os requisitos. 

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Contratação de atleta surda pelo Palmeiras abre as portas da inclusão

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Contratação de atleta surda pelo Palmeiras abre as portas da inclusão

As regras do futebol de surdos, seja do futsal ou futebol de campo, são idênticas ao do futebol de ouvintes. A única diferença está na arbitragem. Tanto o árbitro como os auxiliares usam bandeiras e apitos. As bandeiras sinalizam as indicações, como faltas, escanteios e pênaltis, para os atletas. Já os apitos mostram o que foi marcado para o público em geral.

O Brasil é um dos protagonistas nas duas modalidades. Em 2015, foi vice-campeão mundial de futsal na Tailândia. Em 2017, o time conquistou a medalha de bronze na Surdolimpíada, disputada na Turquia. No ano passado, a equipe brasileira foi campeã mundial de futsal em torneio disputado na Suíça.

Stefany Krebs tem sido um nome constante na equipe brasileira de surdos desde os 15 anos. Ela se sagrou campeã de torneios nacionais e internacionais, tendo como principais títulos um Interclubes (2016, pela Associação de Brasília), um Sul-Americano (2013) e um Pan-Americano (2014). No título mundial na Suíça, ela foi eleita a melhor jogadora até 21 anos e anotou seis gols.

A contratação de ‘Tefy’ pelo Palmeiras está inserida no contexto de inclusão dos surdos no esporte e na sociedade. Nos últimos anos, ganhou força a compreensão da surdez como uma diferença cultural e linguística, com valorização das potencialidades dos surdos. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como língua oficial brasileira em 2002.

“A contratação da Stefany pelo Palmeiras poderá abrir as portas para outros surdos que buscam seu sonho em atuar nos times profissionais. A visibilidade sobre o Surdodesporto aumentará. A surdez não limita a busca dos sonhos”, diz Josiane Poleski, colaboradora da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS).

Para Roseli Benati, mãe de dois filhos surdos e intérprete de Libras, a única diferença dos surdos está na comunicação. “Com acesso às informações em Libras, o surdo faz qualquer coisa como qualquer um de nós, ouvintes. Dar visibilidade às conquistas dos surdos contribui para melhorar a inclusão social no Brasil. Muitas vezes a sociedade é excludente por falta de conhecimento”, opina.

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