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Medicina e Saúde

Dia Mundial da Menopausa: especialista esclarece dúvidas

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Por incrível que pareça, ainda há muita desinformação sobre o tema, tabus e preconceitos da sociedade em geral, inclusive do próprio gênero feminino

A partir dos 40 anos, o assunto menopausa começa a entrar no radar das mulheres. Embora o fim do período reprodutivo seja algo natural, muitas mulheres temem as supostas consequências da queda dos hormônios. 

Por incrível que pareça, ainda há muita desinformação sobre o tema, tabus e preconceitos da sociedade em geral, inclusive do próprio gênero feminino. O Dia Mundial da Menopausa propõe esclarecer os mitos sobre o assunto e conscientizar as mulheres de que é possível lidar com os incômodos causados por esta transformação e encará-la sem medo e preconceitos.

Mesmo para as mulheres que já conversaram com seus ginecologistas e decidiram pela reposição hormonal é comum surgir a dúvida: que riscos estou correndo? Quais as chances de ter câncer de mama? A boa notícia é que a forma como o hormônio é reposto no organismo – dosagem aplicada, via de administração e o período em que a reposição começa – assim que os primeiros sintomas da menopausa começam a aparecer – fazem toda a diferença no tratamento, diminuindo os riscos do aparecimento de complicações decorrentes da reposição dos hormônios.

“Atualmente, sempre que possível, optamos por utilizar o estrogênio pela via transdérmica (pele), evitando a via oral. Esta via de administração diminui o risco de trombose em comparação à oral”, esclarece o ginecologista Fernando Guastella, formado pela USP e especialista em climatério. Segundo Guastella, o estrogênio administrado por boca, ao passar pelo fígado, gera substâncias que favorecem a coagulação do sangue, aumentando o risco de trombose. “Quando o estrogênio é administrado pela pele, este risco é eliminado, pois o hormônio vai direto para a circulação sanguínea”.

Guastella explica que nem toda a mulher pode fazer reposição hormonal. Tudo depende do histórico de saúde da paciente. “Para quem já tem histórico pessoal de câncer de mama, câncer de endométrio ou lesões pré-cancerígenas desta natureza, não é recomendável a reposição”, afirma.

Porém, em quase todos os demais casos, é possível e, muitas vezes, até recomendável a terapia hormonal. “Fazer ou não reposição hormonal é uma decisão conjunta entre paciente e médico. É dever do ginecologista discutir de maneira clara com a paciente todos os benefícios e riscos envolvidos na reposição. A mulher também deve receber informações sobre os tratamentos não hormonais que, da mesma forma, apresentam riscos e efeitos colaterais”, esclarece Guastella.

Segundo o ginecologista, a paciente deve se sentir bem com o tratamento escolhido, pois isto aumenta a satisfação pessoal e auxilia no controle dos sintomas. “Não adianta a pessoa seguir com um tratamento com o qual não está de acordo. O tratamento da perimenopausa e pós-menopausa deve ser feito somente para quem estiver sofrendo por causa da redução dos hormônios. Ele deve promover a saúde, prevenir doenças e gerar bem-estar e não o contrário”.

Além do câncer de mama, outro grande bicho papão para quem tem medo da reposição hormonal é o aumento do risco de câncer de útero. Este é outro exemplo de que tudo pode mudar dependendo do esquema que se adota na terapia hormonal. “Estudos comprovam que a reposição hormonal somente com estrogênio aumenta a incidência de câncer de endométrio. Mas, se o estrogênio for combinado com progesterona, a proteção para a mulher para este problema é maior do que se não houvesse a adoção de compensação hormonal”, explica Guastella.

Janela de oportunidade

Segundo Fernando Guastella, com base nos estudos mais recentes, sabe-se hoje que começar o tratamento de reposição hormonal só é indicado para as mulheres na perimenopausa ou para as que estiverem no intervalo até 10 anos após a menopausa. “Chamamos isso de janela de oportunidade. Após este período não é recomendável realizar reposição hormonal porque o risco de doenças cardíacas aumenta”.

História da Reposição Hormonal

Nas décadas de 80 e 90, estudos em laboratório e com mulheres mostraram grande benefício do uso da reposição hormonal contra os sintomas da menopausa nas mulheres. Em 2002, o estudo WHI realizado em mulheres com mais de 10 anos de menopausa e administrados com estrogênio pela via oral em altas doses demonstrou risco aumentado para eventos cardiovasculares como infarto e derrame, além do risco de câncer de mama. Estudos mais recentes, entretanto, como o KEEPS e o Elite, que utilizaram estrogênio em menores doses e por via transdérmica em mulheres na transição menopausal, comprovaram redução do risco de doença como infarto e derrame cerebral.

O que é terapia de reposição hormonal?

Terapia de reposição hormonal é a administração de estrogênio para mulheres na menopausa. A administração da progesterona somente é indicada para mulheres que tem útero, pois as que retiraram o útero com cirurgia não precisam utilizar a progesterona. A terapia de reposição hormonal também pode envolver a administração de hormônios masculinos em situações específicas.

– Melhora os sintomas da menopausa;
– Prevenção e tratamento da osteoporose;
– Diminuição no risco de câncer de endométrio;
– Diminuição do risco de câncer no intestino grosso;
– Proporciona bem-estar;
– Diminui sintomas que podem prejudicar a vida sexual como secura vaginal ou dor durante a relação
– Melhora pele e cabelos, diminuindo a percepção do envelhecimento.

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Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo é prorrogada no ES até o final de novembro

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Até a última segunda-feira (26), foram vacinadas 80.953 crianças de um ano a menor de cinco anos de idade contra a Poliomielite, levando a cobertura vacinal para 39,6%

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, para crianças de um ano a menor de cinco anos de idade – mesmo as já vacinadas anteriormente –, e a Campanha de Vacinação Indiscriminada contra o Sarampo para o público-alvo formado por adultos de 20 a 49 anos foram prorrogadas em todo território capixaba até o próximo dia 27 de novembro.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, o Ministério da Saúde autorizou que os Estados optassem pela prorrogação ou não das campanhas. “Avaliamos que para o Espírito Santo, em virtude ainda da baixa cobertura alcançada, será uma oportunidade para melhorarmos esse cenário, por isso prorrogamos até o final de novembro”, informou a coordenadora.

Ainda de acordo com Danielle Grillo, a Campanha de Multivacinação, para a atualização da caderneta de vacinação das crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade será encerrada nesta sexta-feira (30) e incorporada à rotina de vacinação.

Para a Vacinação contra a Poliomielite a meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95%, com estimativa de imunizar cerca de 204.269 crianças no Espírito Santo. Já para a vacinação contra o Sarampo, para adultos de 20 a 49 anos, a meta do Estado é vacinar o maior número de pessoas, das 1.707.734 que estão nesta faixa etária. A imunização ocorre nas 493 salas de vacinação dos 78 municípios do Estado.

Dados Campanhas Poliomielite e Sarampo

Até essa segunda-feira (26), foram vacinadas 80.953 crianças de um ano a menor de cinco anos de idade contra a Poliomielite, levando a cobertura vacinal para 39,6%. Em relação à Campanha de Sarampo, 151.573 pessoas na faixa etária de 20 a 49 anos receberam dose extra da vacina contra o Sarampo.

Dados Sarampo

A coordenação do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis informa que, até o dia 17 de outubro deste ano, o Espírito Santo tinha 40 casos suspeitos de Sarampo notificados, 39 descartados, um caso em investigação e nenhum caso confirmado.

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Vacinação em massa contra covid será necessária para saber eficácia

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Avaliação é de cientistas da Universidade de Oxford, que afirmam que testes de imunizantes contra covid-19 em andamento podem não ser suficientes

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, avaliam é provável que as candidatas a vacina contra a covid-19 em testes hoje no mundo tenham de ser submetidas ao uso massivo para que tenham, finalmente, sua eficácia comprovada.

Em um artigo opinativo, publicado nesta terça-feira (27) na revista científica The Lancet, Susanne Hodgson e Kate Emary falam sobre a importância de estudos contínuos de longo prazo após qualquer candidata a vacina ser licenciada e incluída em programas de imunização.

“Para determinar se uma vacina protege contra a covid-19 grave, um ensaio clínico precisa mostrar que há significativamente menos casos de doença grave em indivíduos vacinados com uma vacina contra covid-19, em comparação com indivíduos que não foram”, explica Kate.

Por outro lado, a médica, que faz parte do Grupo de Vacinas de Oxford, acrescenta que não é tão simples identificar estes casos nos testes clínicos envolvendo o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

“Apenas uma pequena proporção de indivíduos infectados com SARS-CoV-2 desenvolve doença grave, o que significa que um número extremamente grande de voluntários é necessário em um ensaio clínico para que haja casos suficientes para obter uma medida confiável da eficácia da vacina. Isso significa que é provável que só saberemos se uma vacina protege contra a doença [covid-19] grave, uma vez que tenha sido implantada e administrada a uma grande população.”

O governo da Rússia decidiu neste sentido: aprovou, em agosto, a vacina para uso emergencial após a fase 2 de ensaios clínicos, com apenas 76 pessoas.

China criou programa de vacinação emergencialA partir disso, a Sputnik V começou a ser aplicada em um número maior de pessoas, paralelamente à fase 3, que incluirá 40 mil voluntários.

Na China, a situação é um pouco diferente. Embora as vacinas ainda não estejam aprovadas, milhares de pessoas estão recebendo doses de três candidatas.

Desde julho, o governo chinês permite que indivíduos de grupos com alto risco de contraírem a doença  sejam vacinados.

Foi criado um programa em que as pessoas assinam formulários de consentimento e podem fazer uso emergencial, segundo o chefe da força-tarefa para o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19, Zheng Zhongwei.

Atualmente, 44 vacinas para covid-19 estão sendo testadas em humanos (fase clínica). Outras 154 estão em desenvolvimento pré-clínico.

Susanne observa que “é improvável que vejamos um único vencedor na corrida da vacina contra a covid-19”.

“Diferentes tecnologias trarão vantagens distintas que são relevantes em diferentes situações, Além disso, provavelmente haverá desafios com a fabricação e fornecimento de uma única vacina na escala necessária, pelo menos inicialmente.”

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