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Medicina e Saúde

Dicas para fortalecer o sistema imunológico

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A deficiência de vitamina D pode gerar cansaço e fadiga crônica. Aprenda sobre a importância deste e de outros nutrientes para o sistema imunológico.

A imunidade está intimamente ligada à alimentação. A carência de nutrientes pode afetar diretamente a eficiência da barreira do corpo que nos impede de adoecer. Ao contrário, existem também alimentos que funcionam como meios para fortalecer o sistema imunológico.

Hoje vamos dar uma série de dicas alimentares que vão permitir o fortalecimento das suas defesas. Lembre-se, no entanto, que qualquer sintoma que você venha a apresentar deverá ser discutido com um profissional e que não é correto fazer alterações na dieta sem primeiramente consultar um nutricionista.

Consuma mais iogurte

Os iogurtes contêm bactérias chamadas de probióticos que estão diretamente relacionadas à saúde. Essas bactérias colonizam o trato gastrointestinal, melhorando assim a absorção de nutrientes e, portanto, representando uma barreira contra a entrada de organismos patogênicos.

De fato, um artigo publicado na Revista Médica de Chile vincula a saúde da microbiota ao correto funcionamento do sistema imunológico. Portanto, para estimular o crescimento seletivo de microrganismos, é necessário garantir o consumo de iogurtes e de leite fermentado.

Além disso, também é benéfico complementar a sua ingestão com fibra alimentar. A fibra fermenta no nível intestinal, melhorando assim a qualidade e a variedade da microflora.

Ingestão de vitamina D para fortelecer o sistema imunológico

Outro nutriente diretamente relacionado à função de defesa do organismo é a vitamina D. Ela pode ser sintetizada de forma endógena, a partir da exposição ao sol. Enquanto isso, o aporte exógeno pode ser obtido através do consumo de peixes azuis, laticínios integrais e ovos.

Dicas para fortalecer o sistema imunológico

No entanto, cabe destacar que há um déficit generalizado desse micronutriente. É por esse motivo que a sua suplementação geralmente é recomendada. Seu déficit está associado à fadiga crônica e ao cansaço.

A vitamina D desempenha um papel importante na modulação da autoimunidade, de acordo com um artigo publicado na revista Endocrinology and Metabolism Clinics of North America. Além disso, a manutenção de níveis adequados dessa vitamina ajuda a combater as infecções.

Se você consumir poucos alimentos processados, sua imunidade vai melhorar

A ingestão de açúcares simples, gorduras trans e aditivos possui propriedades inflamatórias. Essa inflamação pode levar ao aparecimento de patologias a médio e longo prazo.

Muitas dessas condições estão ligadas à obesidade e ao excesso de peso. Outras, no entanto, estão associadas a um mau funcionamento do sistema imunológico produzido por um consumo inadequado de nutrientes.

Por esse motivo, é aconselhável reduzir o consumo de alimentos processados. Em vez disso, é preferível aumentar a ingestão de produtos frescos, tais como frutas e legumes, peixes ou laticínios.

Esses alimentos contêm uma grande quantidade de vitaminas, minerais e antioxidantes, o que vai melhorar o estado de saúde e o funcionamento do sistema imunológico.

Pratique exercícios regularmente

A atividade física é uma aliada das defesas do corpo. Embora um episódio esportivo esporádico e de alta intensidade possa colocar a imunidade em risco, a prática de exercícios regulares está associada a uma melhora na função imunológica.

A revista Biochemical Society Transactions mostra os efeitos benéficos da prática esportiva na melhoria das defesas do corpo. De fato, a publicação estabelece um vínculo entre o exercício e a redução da inflamação, bem como a proteção contra o risco de doenças a médio e longo prazo.

É necessário considerar que a prática esportiva deve ser supervisionada por um profissional. Dessa forma, é possível evitar lesões e adaptá-la às necessidades individuais.

Dicas para fortalecer o sistema imunológico

Para se ter em mente

A alimentação influencia um grande número de processos orgânicos, e o sistema imunológico não seria uma exceção. Dessa maneira, a ingestão adequada de nutrientes melhora as defesas do organismo contra organismos patogênicos e contra o desenvolvimento de patologias.

Nos últimos anos, grande importância tem sido dada à microbiota na modulação desses processos. Conforme explicamos anteriormente, surgiram vários ensaios clínicos demonstrando a importância de uma microbiota saudável para a promoção da imunidade e para a prevenção de doenças.

Além disso, existem déficits de micronutrientes associados à piora da saúde e a um aumento da incidência de doenças. Um exemplo específico é o da vitamina D, cuja deficiência é endêmica na população. Por esse motivo, a sua suplementação é frequentemente recomendada para fortalecer o sistema imunológico.

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Vacina de Oxford produz em idosos resposta imunológica contra covid-19

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A notícia de que pessoas mais velhas produzem resposta imunológica com a vacina é positiva porque o sistema imunológico enfraquece com a idade e os mais velhos têm maior risco de morrer com a covid-19

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford produz resposta imunológica similar em adultos mais velhos e mais jovens e tem reações adversas menores entre os idosos, anunciou a farmacêutica AstraZeneca nesta segunda-feira, 26. A vacina, produzida em parceria da empresa com a universidade, está sendo testada no Brasil.

Uma vacina eficaz é vista como divisor de águas na luta contra o novo coronavírus, que já matou mais de 1,1 milhão de pessoas, abalou a economia global e impactou a vida de milhões em todo o mundo. A vacina de Oxford, agora em fase final de testes em humanos com o objetivo de mostrar sua eficácia e segurança, é a pioneira na corrida global por um imunizante para proteger vidas e impulsionar economias prejudicadas pela pandemia do novo coronavírus.

“É animador ver que as respostas imunológicas foram similares entre adultos mais velhos e mais jovens e que as reações adversas foram menores em adultos mais velhos, que têm maior risco de gravidade da doença”, disse um porta-voz da AstraZeneca à agência Reuters. “Esses resultados ajudam a construir a evidência para a segurança e imunogenicidade da AZD1222”, disse o porta-voz, ao usar o nome técnico da vacina.

A notícia de que pessoas mais velhas produzem resposta imunológica com a vacina é positiva porque o sistema imunológico enfraquece com a idade e os mais velhos têm maior risco de morrer com a covid-19.

O porta-voz da farmacêutica se manifestou após a informação ter sido publicada mais cedo pelo jornal The Financial Times. O periódico inglês afirmou que a vacina produziu uma “resposta robusta” em idosos, que são o grupo para o qual a covid-19 traz o maior risco. De acordo com a reportagem, a vacina provoca a produção de anticorpos protetores e de células T em idosos.

Os exames de sangue que testam a imunogenicidade feitos em pacientes mais velhos parecem corroborar resultados divulgados em julho, que mostraram que a vacina gera “respostas imunes robustas” em um grupo de adultos saudáveis de 18 a 55 anos, disse o Financial Times. O jornal afirmou que detalhes dos novos resultados devem ser divulgados em breve em uma publicação científica.

FT pondera, no entanto, que os testes de imunogenicidade positiva não são ainda garantia de que a vacina se confirmará como segura e efetiva em pessoas mais velhas. Isso só será conhecido quando os testes clínicos forem finalizados.

A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das que estão com os testes mais avançados. Ela está na fase 3 dos ensaios clínicos, assim como a da chinesa Sinovac, feita em parceria com o Instituto Butantan, a da Pfizer e da BioNTech. É somente ao final da fase 3 que consegue atestar a eficácia de uma vacina.

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse que uma possível vacina ainda não está pronta, mas o governo já prepara a logística de distribuição. Ele acredita que a vacinação pode ocorrer no primeiro semestre de 2021.

Em entrevista à BBC, Hancock foi questionado sobre a possibilidade de vacinação ainda neste ano. “Eu não descarto (a possibilidade), mas não é a minha real expectativa. O programa (de desenvolvimento da vacina) está indo bem, mas ainda não chegamos lá”, disse.

A vacina AZD1222 deve gerar proteção por um ano, segundo declaração feita em junho pelo CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot. A farmacêutica britânica firmou parcerias com fornecedores e governos em todo o mundo, incluindo o Brasil.

Testes no Brasil

Ao todo, 10 mil voluntários participam dos testes da vacina no Brasil, realizados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No final de junho, o governo brasileiro anunciou um acordo de cooperação com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca para a produção em território nacional da vacina. O imunizante será fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No início deste mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu início ao processo de revisão de dados para registro da vacina no Brasil, realizado por submissão contínua, ou seja, as informações são avaliadas conforme se tornam disponíveis, não apenas no momento de um pedido formal. (Com agências internacionais).

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Quase 500 mil bebês morreram em 2019 por causa da poluição

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Análise global realizada por instituto de pesquisa dos Estados Unidos também aponta que, no Brasil, aumento de exposição a ozônio é preocupante para a saúde pública

Segundo o relatório State of Global Air 2020, publicado anualmente pelo Instituto Health Effects (EUA), especializado em pesquisas sobre poluição, 476 mil bebês morreram ainda no primeiro mês de vida devido à exposição à poluição em 2019. A estimativa é de que o ar poluído tenha contribuído para pelo menos 6,7 milhões de mortes no mundo no ano passado, o que significa que esse foi o quarto principal fator de risco para morte precoce no planeta. Só não ultrapassa os óbitos provocados por pressão alta, fumo e má alimentação.

De acordo com o documento, a exposição de mulheres grávidas ao MP 2,5 — material particulado com 2,5 micrômetros, formado por processos secundários a partir da queima de combustível — tem ligação direta com o risco de seus bebês nascerem muito pequenos ou prematuros. “Quanto menor for o bebê ou mais cedo nascer, maior o risco de complicações”, diz o relatório. “Se esses bebês sobreviverem à infância, permanecerão em maior risco não apenas de infecções respiratórias e outras doenças infecciosas durante a primeira infância [do nascimento aos 6 anos de idade], mas também de doenças crônicas importantes ao longo da vida.”

“Populações que estão aumentando, e especialmente populações com um número cada vez maior de indivíduos mais velhos, podem ver um número crescente de pessoas afetadas pela poluição do ar”, descreve o documento. “Muitas das condições crônicas associadas à poluição levam anos para se desenvolver e, portanto, têm um impacto maior na saúde à medida que as populações envelhecem.”

Brasil em alerta

O relatório traz boas e más notícias sobre o Brasil. De acordo com o estudo, as mortes atribuíveis ao MP 2,5 reduziram em 2% (900 mortes) em 2019 em comparação com os anos anteriores.

Por outro lado, a exposição ao ozônio vem aumentando significativamente por aqui. O país teve um dos maiores aumentos proporcionais no número de mortes relacionadas a esse gás que, em grandes concentrações, traz prejuízos à saúde: cerca de 191%.

Efeito da pandemia

Em 2020, por conta do isolamento social em decorrência da pandemia, os níveis de poluição caíram de forma geral — e os especialistas acreditam que podemos aprender com isso. “Assim como a crise da Covid-19 demonstrou a necessidade de várias estratégias para gerenciar a pandemia, também forneceu uma oportunidade inesperada de entender o que podemos fazer para lidar melhor com a poluição”

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