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São Mateus

Eliezer foi a Brasília e gravou vídeo com o vice-presidente da República

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Hamilton Mourão declarou apoio à candidatura de Eliezer a prefeito de São Mateus

BRASÍLIA – O candidato a prefeito de São Mateus, Eliezer Nardoto (PRTB) esteve em Brasília onde gravou um vídeo com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), em que ele apoia a sua candidatura e o qualifica como um nome capaz de dignificar o mandato e bem representar a nova mentalidade política que a população tanto tem pedido.

Na oportunidade, Eliezer levou ao vice-presidente da República algumas importantes demandas do município como, por exemplo, a construção de três escolas cívico-militar sendo uma em Nestor Gomes, outra no centro da cidade e também no balneário de Guriri. Além da questão de segurança, Eliezer falou também sobre a importância e a necessidade do apoio ao agronegócio “que uma das mais importantes atividades econômicas do município” e ainda abordou a questão de infraestrutura de Guriri e “que para isso vai depender de recursos, principalmente por ser um balneário e o turismo é um dos focos do governo Bolsonaro e temos 43 quilômetros de praia, uma das mais bonitas do Espírito Santo e é preciso que façamos o seu desenvolvimento”, disse Eliezer.

Ainda segundo Eliezer, a recepção foi muito boa e o vice-presidente Mourão lembrou que esteve em São Mateus alguns anos atrás, quando houve exercícios militares na região e, naquela ocasião teve a oportunidade de o conhecer, pois era secretário de Planejamento da Prefeitura de São Mateus.

O candidato a prefeito também foi recebido pelo presidente nacional do PRTB, Levi Fidélis, que foi seu contemporâneo de seminário.

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São Mateus

Entrevista – MACIEL DE AGUIAR

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ELEIÇÃO EM SÃO MATEUS JÁ FOI DECIDIDA EM NOVA VENÉCIA

O escritor Maciel de Aguiar, conhecedor da história política de São Mateus, fala sobre as eleições para prefeito da cidade em 1947.

JN – Esta semana, as redes sociais publicaram um recorte do jornal A Tribuna, de 6 de dezembro de 1947, com o resultado do pleito para prefeito de São Mateus com uma diferença apertada. O que aconteceu?

Maciel – Aquelas eleições foram as mais emblemáticas e disputadas na história política de São Mateus.

JN – E quem venceu?

Maciel – Não ”venceu”, mas foi proclamado vencedor o empresário Otovarino Duarte Santos, fundador do Café Duarte, além de um dos precursores da estrada de São Mateus a Guriri.

JN – E quem perdeu?

Maciel – Também não ”perdeu”, mas foi considerado derrotado Arnaldo Bastos, ex-deputado estadual, ex-diretor da Receita Estadual e ex-titular do Cartório do Primeiro Ofício.

JN – O que fez a diferença ser pequena?

Maciel – Foi uma disputa feroz entre PSD e UDN.

JN – E o que aconteceu?

Maciel – Um fato inédito definiu a, digamos, ”vitória” de Otovarino Duarte Santos, e este fato ocorreu em Nova Venécia!

JN – Como?

Maciel – Nova Venécia ainda pertencia a São Mateus e a possibilidade de Arnaldo Bastos vencer naquela seção eleitoral era grande, pois ele tinha o apoio de Wantuil Rodrigues da Cunha, um fazendeiro muito influente na região, filho do Barão dos Aymorés e irmão de Eleozzipo Rodrigues da Cunha, seu adversário político.

JN – E os votos de Nova Venécia definiram as eleições?

Maciel – Sim!

JN – E como foi?

Maciel – O PSD precisava ganhar no mais importante colégio eleitoral depois da capital. E São Mateus havia gerado quatro governadores do Espírito Santo, políticos influentes, juízes, desembargadores, etc. Além disso o empresário mateense, Eleozzipo Rodrigues da Cunha, filho do Barão dos Aymorés, era dono do jornal A Gazeta, do estaleiro que construía navios de carga no Porto de São Mateus e candidato a vice-governador.

JN – São Mateus era muito importante?

Maciel – Quando Linhares era apenas um curral, onde os comerciantes de gado pernoitavam para a travessia do Rio Doce e existia apenas uma rua com umas casinhas de estuque, São Mateus era considerada a maior e mais importante cidade do interior do Estado e detinha um grande poder econômico, cultural, social e político no Espírito Santo.

JN – E como os votos de Nova Venécia decidiram essas eleições?

Maciel – Um cidadão que se afamou como um temido matador e por fechar a tiros os cabarés do Porto de São Mateus, conhecido como Tintino Rosa, ao chegar após o horário de votação e não poder votar, deu vários tiros na urna eleitoral. Mas, possivelmente, foi a mando!

JN – E ele foi preso?

Maciel – Ninguém tinha coragem para prender Tintino Rosa. Era um homem corajoso, valente e tinha relações políticas com os poderosos caciques do PSD da capital.

JN – E como ficou?

Maciel – Quando os mesários chegaram em São Mateus, trazendo a urna perfurada a tiros e lacrada, o juiz a encaminhou ao Tribunal de Justiça, em Vitória, para decidir sobre a validação ou não dos votos.

JN – E esta urna foi levada para Vitória?

Maciel – Sim! E a viagem era feita de navio e os dois grupos políticos antagônicos de São Mateus não puderam acompanhar a urna, digamos, ”baleada”.

JN – E sem os votos desta urna qual era a diferença?

Maciel – Era de 62 votos a favor de Arnaldo Bastos.

JN – E como mudaram o resultado?

Maciel – Em Vitória, o PSD dominava a Polícia, a imprensa e o Judiciário. Então, foi realizada uma reunião fechada no Tribunal de Justiça para abrir a ”urna baleada” e sem a presença dos candidatos e ou dos seus advogados.

JN – Com isto, o resultado final foi alterado?

Maciel – Sim! A seção eleitoral de Nova Venécia deveria ter uns 200 eleitores e Arnaldo Bastos, que estava com 62 votos de vantagem, além do apoio de Wantuil Rodrigues da Cunha, a diferença seria muito maior. Mas, após a ”apuração secreta da urna baleada”, Arnaldo Bastos ficou com 108 votos em desvantagem para Otovarino Duarte Santos, do PSD, que foi declarado prefeito de São Mateus.

JN – Mudaram o resultando da eleição?

Maciel – A bem da verdade foi um roubo escandaloso, embora Otovarino Duarte Santos fosse um homem digno, honesto e trabalhador. E ele não teve participação neste episódio.

JN – E ambos aceitaram o resultado?

Maciel – Sim! Arnaldo Bastos, a UDN até recorreu, mas quem mandava no Judiciário era o PSD.

JN – Então, a eleição para prefeito de São Mateus foi decidida em Nova Venécia?

Maciel – Sim! Na seção de Nova Venécia, Otovarino Duarte Santos teve 176 votos e ficou com 1.974 votos no final contra 1.866 votos de Arnaldo Bastos que recebeu nesta mesma seção eleitoral apenas seis votos.

JN – E como foi a administração de Otovarino Duarte Santos?

Maciel – Ele pacificou a cidade, não era perseguidor e fez uma boa administração.

JN – E ”derrotado”?

Maciel – Arnaldo Bastos, em seguida, foi eleito Deputado Estadual e deu o troco. É de sua autoria uma Lei Eleitoral, em vigor em todo país, que proíbe atos públicos e nomeação e demissão de servidores três meses antes das eleições. Arnaldo Bastos viveu uma vida digna e se converteu em uma reserva moral da cidade.

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Pesquisa não desanima candidatos à Prefeitura de São Mateus

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Resultado serviu como fator estimulante para os outros com pouca pontuação

A última pesquisa feita com candidatos à Prefeitura de São Mateus só inflou o ego dos que apareceram na frente. Quanto aos outros que apareceram em posições inferiores não os desmotivaram, muito pelo contrário, foi um termômetro e balizamento para que novas ações e estratégias fossem elaboradas para reverter o quadro que apareceu na pesquisa.

Apesar de não haver prova, mas teve pessoas entrevistadas no interior que deixou de responder ao entrevistador porque o seu candidato não constava na relação apresentada.

Outro fator que foi observado pelos candidatos que avaliaram os índices foi o fato de não terem entrado de fato na campanha e a pesquisa ter sido feita antes disso acontecer, porém, publicada quando eles já estavam em campanha.

O que a reportagem ouviu dos assessores de candidatos é que o alto índice de indecisos tem sinalizado para que essa faixa seja melhor trabalhada.

A pesquisa da Rede Vitória/Futura apresentou o atual prefeito, Daniel Santana (PSDB) em primeiro lugar com 29,3 % na espontânea e 33,5 % na estimulada, seguido de Carlinhos Lyrio (Podemos) com 7,8 % e 13,5 % assim como Ferreira Júnior (SD) com 6,5 na espontânea e 13,8 na estimulada.

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