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Internacional

Em Quito, Moro propõe fortalecimento da cooperação internacional em investigações policiais

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Como exemplo da importância da cooperação internacional, Ministro relatou a última operação da Polícia Federal, realizada hoje, contra a lavagem de dinheiro e o tráfico de pessoas

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, assinou, nesta quinta-feira, acordo de cooperação policial com a República do Equador e defendeu a criação de mecanismos concretos para aprofundar a cooperação internacional e a troca de informações entre os países. Nos últimos dois dias, Sergio Moro participou em Quito, no Equador, da Sétima Reunião de Ministros em Matéria de Segurança Pública das Américas (MISPA VII), organizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA). “Combater a impunidade é essencial para a redução da criminalidade. O Brasil tem acordos de cooperação com vários países, e isso é fundamental para as investigações policiais e a devolução do dinheiro desviado pela corrupção”, disse o ministro, em discurso no evento.

Como exemplo da importância da cooperação internacional, Moro relatou aos demais ministros a última operação da Polícia Federal, realizada hoje, contra a lavagem de dinheiro e o tráfico de pessoas: “O dinheiro passava por vários países, inclusive o Equador, e o sucesso da operação só foi possível graças à troca de informações”, destacou.

Ao falar sobre o esforço brasileiro no combate ao crime e à corrupção, o Ministro Sergio Moro também destacou os acordos de cooperação como essenciais para o sucesso das investigações da Operação Lava Jato: “Com uma cooperação jurídica internacional intensa com países como a Suíça e os Estados Unidos, conseguimos identificar onde estavam os valores de suborno pagos no gigantesco esquema de corrupção sistêmica que envolvia a Petrobras, partidos políticos e empresas, como o Odebrecht”.

Segundo a OEA, a MISPA é o fórum político hemisférico de mais alto nível para tratar de questões de segurança pública, realizado a cada dois anos, em que os ministros do hemisfério abordam os principais desafios e avanços nas Américas em questões de segurança, identificam ameaças emergentes, fortalecem a cooperação bilateral e regional e facilitam a transferência de conhecimentos e experiências.

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Internacional

Veneza sofre pior inundação em 50 anos e água chega a quase 2 metros

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Um homem de 78 anos morreu eletrocutado dentro de casa e há informações de outro morto. Basílica de São Marco é a maior preocupação

A cidade de Veneza, na Itália, vem sofrendo os impactos do fenômeno da maré alta e na terça-feira (12) registrou quase dois metros de nível de água, na pior enchente registrada desde 1996.

O nível mais alto foi de 1,87 m e foi alcançado às 22h50 (hora local), na segunda maior medida na história da cidade italiana, após o recorde de um um 1,94 m, alcançado em 1966.

“É um desastre. Desta vez os danos terão que ser contabilizados”, disse o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, depois de realizar uma inspeção no barco.

Um homem de 78 anos morreu eletrocutado dentro de casa, na ilha de Pellestrina, após a entrada da água.

Os prejuízos podem ser vistos em várias partes da cidade, com gôndolas e barcos arrancados das amarras e empurrados para a costa. Três vapores, como são chamados os navios de transporte locais, afundaram e outro está à deriva.

Uma grande preocupação das autoridades é com a Basílica de San Marcos, já que o nível da água atingiu um metro e dez centímetros durante a noite e a inundou completamente, incluindo a cripta do santo.

Cripta na Basílica de São Marco foi completamente inundada

Ontem, a Basílica havia sido inundada com 70 centímetros na área de Narthex, banhando os mosaicos que formam o chão e as colunas, que acabaram de ser restauradas após a enchente de outubro de 2018.

Um dos procuradores de San Marcos, Pierpaolo Campostrini, admitiu a preocupação com a situação ao jornal local “Il Gazzettino”, porque “não há sistemas de defesa quando a água está tão alta”.

Todas as escolas em Veneza e nas ilhas permanecerão fechadas hoje. As áreas turísticas como a Praça de São Marcos não estão acessíveis.

Houve apagões, especialmente no Lido e no Campo Santa Margherita, e a água entrou em praticamente todos os edifícios do centro, incluindo hotéis de luxo.

Segundo as previsões do Centro de Marés de Veneza, a alta continuará durante toda a semana e é esperado nesta quarta-feira um novo pico, que pode chegar a 145 centímetros.

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Internacional

Evo pede que opositores ‘assumam responsabilidade’ de pacificar país

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Nas redes, Morales agradeceu povo boliviano pela solidariedade e disse que oposicionistas passarão pela história como conspiradores e racistas

Evo Morales, que renunciou à presidência da Bolívia neste domingo (10), pediu aos líderes da oposição Fernando Camacho e Carlos Mesa que “assumam a responsabilidade” de pacificar o país em publicação feita no Twitter na manhã desta segunda-feira (11).

“Mesa e Camacho, discriminadores e conspiradores, passarão pela história como racistas e golpistas. Que assumam sua responsabilidade de pacificar o país e garantir a estabilidade política e a convivência pacífica de nosso povo. O mundo e bolivianos patriotas repudiam o golpe”, diz a publicação.

Poucos minutos depois, Morales escreveu agradecendo a solidariedade da população boliviana. “Muito agradecido com a solidariedade do povo, irmãos de Bolívia e do mundo que se comunicam com recomendações, sugestões e expressões de reconhecimento e nos dão alento, força e energia. Me emocionaram até me fazer chorar. Nunca me abandonaram, nunca os abandonarei”, completou.

Eleições seguidas por confrontos

Na manhã de ontem, o então presidente havia anunciado sua decisão de convocar novas eleições, após mais de duas semanas de mobilizações dos cidadãos que consideravam ter havido fraude eleitoral, com confrontos entre apoiadores e opositores de Morales.

Horas antes, um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) alertou para graves irregularidades nas últimas eleições gerais boliviana. 

Juan Carlos Huarachi, líder da Central Operária Boliviana, um poderoso sindicato pró-governo, disse que Morales deveria se afastar se isso ajudasse a acabar com a recente onda de violência. “Se isso significa renunciar para trazer a paz ao povo da Bolívia, então senhor presidente devemos fazê-lo”, afirmou.

Durante a noite, em mensagem televisionada, o governante anunciou sua decisão de deixar o cargo. 

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