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Mundo Cristão

Festa da Penha: 450 anos de devoção e fé

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Pandemia trouxe mudanças no formato do evento que celebra padroeira do estado. Fiéis reforçam preces em momento de crise mundial

As multidões nas romarias e as aglomerações nas missas esse ano não serão vistas na Festa de Nossa Senhora da Penha. O maior evento religioso do estado chega aos 450 anos e terá novo formato: virtual. As celebrações de 12 a 20 de abril serão transmitidas via internet, mudança forçada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou a maior parte dos países afetados a adotar o isolamento social.

Se, por um lado, faltará o calor humano das centenas de pessoas que disputam espaço nas celebrações, por outro, o momento exige dos devotos ainda mais fé para superar a crise de saúde pública enfrentada globalmente e que tem gerado impactos em vários outros setores, em especial na economia. De acordo com os organizadores, a última edição do evento reuniu mais de 2 milhões de pessoas ao longo da programação de nove dias. Em formato virtual, o número pode ser bem maior, já que não há barreiras territoriais.

Neste ano, pela primeira vez, o dia da padroeira passa a ser feriado estadual previsto na Lei 11.010/2019, que estabelece o feriado na segunda-feira, oitavo dia posterior ao domingo de Páscoa. A organização do evento havia preparado uma programação com novidades, como missas e eventos culturais à noite, já contando com a expectativa de um público maior engrossado por fiéis vindos do interior capixaba.

Por conta da pandemia as celebrações que costumam arregimentar milhares ao Convento da Penha, o cartão postal mais famoso do estado, agora terão de ser acompanhadas remotamente, por meio da rede mundial de computadores. As tradicionais romarias dos homens e das mulheres, por razões evidentes, não acontecerão. Pelo menos não presencialmente.

Novo formato

Celebrações próprias da festa como o oitavário e as missas serão transmitidas pela Internet e pelo rádio, a partir da capela do Convento. A missa de encerramento, como já ocorria nas edições anteriores, terá transmissão pela TV.

“Além das celebrações, a programação na internet contará com documentários das festas anteriores e entrevistas. A programação cultural também não foi abandonada e diversos artistas e grupos se revezarão, durante o período da festa, para trazer sua homenagem à Nossa Senhora através de pequenos shows pela Internet. Algumas romarias também devem acontecer de forma virtual. Este é um projeto mais exigente e ainda está em elaboração”, explica o guardião do Convento da Penha, Frei Paulo Roberto Pereira.

Para ele, o momento de crise que vivemos também inspira a necessidade de mudança. “O mundo inteiro está se reinventando”, diz.

Em momentos transformadores muitos comportamentos são deixados de lado, outros – os essenciais – são reforçados. A experiência da fé, em momentos cruciais como este que estamos vivenciando, tende a ser reforçada”, afirma Frei Paulo Roberto Pereira.

“A fé, em grande medida é dom de Deus; e é também esforço humano. A primeira parte nunca falta, a segunda nem sempre pode ser notada. Entretanto, quando nos dispomos a silenciar, quando somos, de certa forma, obrigados a estar a sós conosco mesmos, então nos abrimos ao mistério de Deus, voltamos nosso olhar na direção donde vem nossa esperança”, complementa Frei Paulo Roberto.

Relatos de fé

Várias são as histórias de pessoas que atribuem bênçãos e graças a Nossa Senhora da Penha. As demonstrações de fé são expressas em diversas formas de homenagem.

A devoção à padroeira foi quase uma herança transmitida pelos avós e pela mãe de Rosânia Pinheiro. “Uma das lembranças mais fortes que guardo é da minha mãe suplicando a Nossa Senhora da Penha a cura da minha irmã, ainda novinha. Minha mãe conta que a minha irmã teve o que ela chama de “congestão”, que a deixou praticamente morta.

Em meio às orações e súplicas, dizia que se a minha irmã fosse curada, subiria o Convento da Penha carregando a minha irmã no colo”. Com a graça alcançada, a mãe de Rosânia saiu de São Mateus, no norte do estado, e cumpriu a promessa.  “Naquela época só existia a estrada de pedra. Hoje parece uma coisa ‘simples’ ir ao Convento da Penha, mas naquela época, pobres e aqui do interior tudo era muito mais difícil. Minha irmã foi curada e a promessa cumprida”, conta a devota.

Rosânia mantém um altar dedicado à padroeira, primeiro pedido ao esposo quando decidiram construir a casa.  “Quando meu marido soube que eu queria dedicar o oratório a Nossa Senhora da Penha imediatamente se emocionou e me contou que a mãe dele o tinha dado como afilhado a Nossa Senhora da Penha. E, na época, mesmo com mais de 10 anos de casados eu não sabia dessa história.

Para mim, aquele ali tinha sido o sinal que ela teria um lugar de orações na nossa casa. Esse cantinho é meu lugar de calma, de paz, onde entrego minhas lágrimas à mãe da Penha na certeza de que ela sempre intercede junto a Deus”, conta.

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Pastor que tinha 10% de chance de sobreviver ao coronavírus se recupera milagrosamente

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Assim que teve início a pandemia do novo coronavírus, o medo tomou conta de parte da população, causando bastante insegurança devido ao risco de contaminação com o vírus, algo que um pastor vivenciou pessoalmente ao precisar ser internado para tratar a doença.

Se trata do pastor Rory Baker, de 54 anos. Ele passou 80 dias internado e o quadro dele se agravou a tal ponto que os médicos disseram que o líder religioso tinha apenas 10% de chance de sobreviver.

Rory Baker é o pastor presidente dos Ministérios Fruit of the Spirit Ministries em Greensboro. A irmã do pastor, Ronda Becker, disse em entrevista:

“Sinto como se o mundo tivesse sido tirado do meu ombro. Quero dizer, era apenas um sentimento que você nunca poderia ter novamente”.

Ao sair do hospital na terça-feira, o pastor foi recebido por familiares e amigos com festa. Fizeram desfiles de carro em comemoração e até o departamento de Polícia, junto com o corpo de bombeiros, festejou a recuperação do líder religioso.

Eles disseram que foi realmente um milagre, pois muitas pessoas estão sendo vítimas fatais do coronavírus, principalmente o grupo de risco.

“Estamos comemorando nosso pastor que sobreviveu ao COVID-19. Estamos comemorando isso em sua homenagem”, disseram eles durante uma transmissão ao vivo da igreja.

“Estamos parabenizando-o e agradecendo a Deus por sua volta para casa… Veja todo o apoio… Nosso bispo é amado.”

Após essa experiência, Baker disse que ninguém deve enxergar um dia de vida como garantido. Ele se emocionou bastante com a saída do hospital e às homenagens prestadas por sua recuperação.

“Não pude fazer nada além de louvar a Deus porque sabia que ele havia acabado de responder às nossas orações, porque os médicos só lhe deram 10% de chance para viver, mas Deus disse: ‘Não, tenho 90% a acrescentar‘”, disse Betty Baker, a mãe do bispo. 

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Reabertura de igrejas será sem cantar para não propagar o coronavírus, na Inglaterra

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O governo da Inglaterra estabeleceu as precauções que as igrejas precisam tomar quando reabrirem para o culto público a partir de 4 de julho. 

As orientações publicadas incluem uma série de restrições ao culto, com as igrejas orientadas a evitar cantar e usar instrumentos de sopro.

As igrejas estão se preparando para retomar o culto público depois de poderem abrir para orações particulares no início deste mês. 

A orientação foi produzida com conselhos da comunidade científica e da Força-Tarefa de Locais de Culto do Governo, composta por líderes religiosos. 

“Os locais de culto desempenham um papel importante no fornecimento de liderança espiritual para muitas pessoas e na união de comunidades e gerações”, diz o documento.

“No entanto, sua natureza comunitária pode torná-los lugares particularmente vulneráveis ​​à propagação do COVID-19”. 

Casamentos e funerais podem ser retomados com até 30 participantes. O culto comunitário pode ocorrer com números mais altos, sujeitos a um distanciamento social estrito. 

Os locais de culto são aconselhados a adaptar cerimônias e serviços para que sejam “concluídos no menor tempo razoável”, com os participantes “encorajados a seguir em frente, para minimizar o risco de contato e a disseminação da infecção”.

“Se apropriado, você deve reconfigurar os espaços para permitir que os fiéis se sentem em vez de ficarem em pé, o que reduz o risco de contato”, diz a orientação. 

Também recomenda que, sempre que possível, os locais de culto continuem transmitindo eventos ao vivo para evitar grandes reuniões e “continuem alcançando aqueles indivíduos que se isolam ou são particularmente vulneráveis ​​ao COVID-19”. 

As igrejas devem usar folhas de serviço de uso único e material devocional ou livros limpos num intervalo de 48 horas entre os usos.

As congregações são instruídas a “evitar cantar, gritar, levantar vozes e / ou tocar música em um volume que dificulte a conversa normal ou que incentive a gritar”.  

“Isso se deve ao potencial de aumento do risco de transmissão de aerossóis e gotículas”, diz a orientação.

O tocar de instrumentos “que são soprados deve ser especificamente evitado no culto ou nas devoções e nos ensaios”.

“Onde a música tem um papel importante no culto e há gravações disponíveis, sugerimos que você considere usá-las como uma alternativa ao canto ao vivo.

Não ficou definido sobre quem é a responsabilidade caso haja uma propagação de coronavírus em um local de culto, para que todos os líderes da igreja sejam instados a seguir as diretrizes.

Outras sugestões no documento sugerem que o dinheiro não deve passar pelas mãos; portanto, as doações online devem ser incentivadas; no entanto, se não houver opção – o dinheiro fornecido deve ser mantido em um contêiner e não tocado por vários dias.

Outros aspectos da vida da igreja, como grupos de jovens e escolas dominicais, são permitidos, mas não necessariamente aconselháveis. Os líderes da Igreja são incentivados a realizar avaliações de risco para garantir que todas as atividades sejam “seguras”.

Aqueles que desejam prestar serviços ao ar livre são incentivados a tomar precauções extras sobre segurança.

Embora as igrejas tenham recebido liberdade para reabrir a partir de 4 de julho, espera-se que muitas não o façam. A Aliança Evangélica diz que as conversas que teve com os membros é que não haverá pressa.

Alguns sugeriram que ‘igreja híbrida’ pode ser o futuro, com opções para assistir online e pessoalmente no futuro próximo.

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