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Segurança

Governo do Estado lança pedra fundamental do Centro de Inteligência da Defesa Civil

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O governador do Estado, Renato Casagrande, realizou, nesta quinta-feira (9), o lançamento da pedra fundamental do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastre do Espírito Santo (CEGRD), que está sendo construído em Vitória. O espaço será provido de um valioso pacote de tecnologia lógica, promovendo uma maior integração entre os órgãos do Governo do Estado e prefeituras municipais e aumentando a capacidade de prevenção e resposta a desastres naturais. Serão investidos R$ 56 milhões com benefícios fundamentais a toda população do Estado.

Durante a solenidade virtual, transmitida ao vivo pelas redes sociais, Casagrande ressaltou a importância dos investimentos na prevenção de desastres. “Mesmo que a gente faça tudo certo ainda assim teríamos desastres. É importante que a gente aprenda a criar planos para conviver com isso. Boa parte do que sofremos em desastres é decorrente da nossa irresponsabilidade. Quando se desmata, se polui nossos rios e nossa atmosfera ou também quando se constrói casas nas calhas de rios”, alertou.

Casagrande destacou a importância da preservação ambiental para reduzir a ocorrência de desastres. “Estamos vivendo um ataque feroz à nossa Floresta Amazônica. Temos grandes trilhos a seguir, que é a proteção do meio ambiente e a adaptação às mudanças. A Defesa Civil está no cerne dessas mudanças, quando fazemos obras de contenção, de limpeza e de cuidados. Ter obras de infraestrutura que reduzam esse impacto e o risco à vida é muito importante. Esse Centro trabalha nesse sentido de alerta, integrando toda Defesa Civil municipal, estadual e nacional, para que possamos reduzir os riscos e minimizar os impactos”, disse Casagrande.

A obra está em andamento, em terreno localizado na sede do Quartel do Comando-Geral (QCG) do Corpo de Bombeiros Militar, na Enseada do Suá, em Vitória. A construção está na fase final de fundação e a previsão de término até o final de 2021. Logo após a solenidade virtual, o governador visitou o canteiro de obras para acompanhar o andamento dos trabalhos.

A pedra fundamental foi retirada de um local de desastre – uma rocha que se desprendeu e rolou sobre uma casa no município de Alfredo Chaves, vitimando fatalmente um casal de idosos, durante as fortes chuvas que atingiram a região sul do Estado no início do ano. “A ideia foi pegar algo que mostrasse o poder destruidor que um desastre tem. É um símbolo muito grande e passando perto dela refletimos o quão importante é ter uma Defesa Civil estruturada”, explicou o coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel André Có.

O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, destacou que o investimento no sistema de proteção e gestão de riscos e desastres vai utilizar recursos da operação de crédito do Governo do Estado com o Banco Mundial, dentro do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem.  “Esse programa, com valor global de US$ 323,1 milhões, visa a garantir mais qualidade de vida para o capixaba. Além de apoiar o fortalecimento da capacidade de gerenciamento e de respostas do Estado a riscos e desastres, tem ações de preservação ambiental e de saneamento básico, com gestão intensiva da Secretaria de Economia e Planejamento”, afirmou.

Obras

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O Centro contará com, aproximadamente, dois mil metros quadrados e a edificação irá contemplar toda a infraestrutura elétrica, de climatização, cabeamento lógico, sistema de incêndio, sistema de segurança, soluções para mobiliário técnico e corporativo, soluções de tecnologia da informação e visualização, e demais bens e serviços correlatos.

O contrato também contempla fornecimento, configuração, comissionamento, instalação e ativação do sistema, além de testes de sistema, licenciamento de radiofrequência, treinamento técnico e operacional, operação inicial assistida, garantias e manutenção corretiva e preventiva, visando à implantação para todos os meios operacionais integrantes do CEGRD.

Além disso, o centro de inteligência contará com sistema de radiocomunicação com gestão de comunicação, com recursos de voz, dados e gerenciamento, definidos por padrões do CEGRD, para emprego, inclusive com integração das operações entre os órgãos de segurança pública e governamentais, com centro de despacho em múltiplas frequências, para atendimento ao cenário de desastres.

“Uma instalação fixa digna para operadores de Segurança Pública é fundamental. Essa apresentação nos deixa muito felizes com o potencial dessa entrega. Principalmente pela tecnologia que está implantada nesse sistema. O desastre causa uma grande aflição na população e essa estrutura vem para dar maior apoio no serviço à sociedade capixaba”, disse o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, também destacou a relevância do projeto. “Essa é uma entrega muito importante para a sociedade capixaba, visto que a cada ano a intensidade dos desastres naturais vem aumentando. Esse Centro vai dar ao nosso Estado a capacidade de resposta muito mais rápida para a população. É um projeto fundamental. Fica o meu agradecimento ao governador Renato Casagrande por entender a importância de iniciar essas obras”, declarou.

A solenidade virtual também contou com a participação do secretário Nacional de Defesa Civil, coronel Alexandre Alves Lucas, que parabenizou o Governo do Espírito Santo pelo empreendimento: “Essa é uma grande conquista do País. O Espírito Santo já é referência em Proteção e Defesa Civil. Servirá de exemplo a outros estados e mostrará a importância de se investir na unidade da gestão. Defesa Civil é um sistema, não é um órgão. Cada um contribui em cada fase. Parabéns ao Espírito Santo por essa obra”.

Também participaram do evento, a vice-governadora do Estado, Jaqueline Moraes; a procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo, Luciana Andrade; de deputados estaduais; prefeitos; além de representantes da Defesa Civil Estadual e municipal.

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Segurança

Novo golpe: criminosos clonam contas de WhatsApp para extorquir

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Grupos usam fotos disponíveis na internet para simular uma nova conta do aplicativo em outro número de celular e roubar dinheiro das vítimas

A empresa de cibersegurança Kaspersky divulgou um alerta nesta semana sobre a ação de criminosos que estão clonando o WhatsApp de usuários para extorquir dinheiro de pessoas conhecidas das vítimas. 

A grande diferença desta nova modalidade de golpe é que a pessoa dona do perfil ‘clonado’ ou ‘falsificado’ não fica sabendo que os criminosos estão usando sua identidade para aplicar a extorsão. Nos casos em que a conta é roubada, golpe que teve um grande número de casos registrados, a pessoa sabe que foi vítima de um crime virtual porque perdeu o acesso à conta.

Para realizar este novo golpes, tudo que os golpistas precisam é de um chip de celular, uma foto de perfil do usuário e informações sobre amigos e familiares da vítima. Então, enviam uma mensagem dizendo “troquei meu celular”.

Após uma rápida troca de mensagem para ludibriar a vítima, o criminoso pede um empréstimo de dinheiro para pagar uma conta ou realizar uma compra e o novo celular é a desculpa perfeita para a falha na transferência. 

O golpe é aplicado com os esforços de dois tipos de infratores: os que roubam dados e os comercializam na deep web e os que compram esses dados e praticam a extorsão.

Em setembro deste ano, a Polícia Civil de Goiás realizou a operação Data Brookers, e prendeu criminosos que conseguiram R$ 500 mil com as extorsões envolvendo a clonagem de WhatsApp.

Algumas medidas que podem ser tomadas para evitar esse transtorno são alterar as configurações de privacidade do aplicativo para que a foto de perfil seja mostrada apenas para os contatos, não usar a mesma imagem em todas os perfis na internet e sempre desconfiar de mensagens suspeitas, além, de manter a dupla autenticação do WhatsApp ativada. 

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Segurança

“A gente não via ameaça”, diz familiar de criança que morreu vítima de espancamento na Serra

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Segundo familiares, o pai do suspeito de cometer o crime passou mal e morreu logo após saber o que o filho havia feito com a criança

Ainda consternados e abalados com a perda da pequena Aghata Vitória Santos Godinho, de cinco anos, que foi espancada até a morte na tarde da última segunda-feira (19), familiares não conseguiram retornar para a própria casa. A menina morava com a mãe, o irmão e o padrasto, que é o principal suspeito de ter cometido o crime, numa residência do bairro Cidade Nova, na Serra.

Um familiar da menina, que preferiu não se identificar contou que na casa onde a família morava agora não tem ninguém. A mãe da criança, de 23 anos, não consegue voltar para o local onde tudo aconteceu. Ela está amparada na casa de irmãos.

Segundo o relato do familiar, Elisnay Borges Eloy, o padrasto da criança, era amado pela garotinha, que carinhosamente o chamava de ‘Nanay’, e ninguém nunca suspeitou de que ele representasse perigo. No dia do crime, a menina teria ido até o bar da avó para comprar salgadinhos e estava feliz, pois quem deu o dinheiro havia sido o padrasto.

O familiar disse ainda que a mãe de Aghata e o companheiro começaram a namorar e logo resolveram morar juntos. E que o homem nunca apresentou um comportamento agressivo, pelo contrário.  O familiar conta que Aghata amava o padrasto e ele sempre a levava para um de seus passeios preferidos: ir a praia.

“A gente nunca pensava que ele ia fazer isso aí, ele levava ela pra praia, eles mostravam ser um casal muito feliz. A gente não via ameaça nenhuma. Se a gente visse, nossa senhora, a gente faria alguma coisa, ninguém iria aceitar isso aí não. Todo mundo falava que ele era gente boa. Todo mundo falava, ‘agora ela achou alguém gente boa'”, relatou.

Ainda segundo o relato, o susto foi tão grande que o pai do suspeito, quando soube o que o filho havia feito, passou mal e morreu.

“A família dele não tem culpa né, nem um pai não sabe que cria um monstro dentro de casa. Se o pai soubesse que o filho era um monstro… tanto que ele até morreu, coitado”, disse.

Elisnay Borges Eloy tem 35 anos e foi preso em flagrante na última terça-feira (20).  Ele foi levado para o Centro de Triagem de Viana e lá teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça, após uma audiência de custódia.

Em tentativa de contato com o pai biológico da menina, mas não obteve retorno. Segundo a família, muito abalado, o homem passou mal e não conseguiu acompanhar o enterro da filha.

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