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São Mateus

Grupos políticos se digladiam pelo poder em São Mateus

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De um lado está o grupo político comandado por Daniel Santana e do outro reúne um grupo de empresários que lutam para emplacar seu representante para ter acesso ao poder de negociar e defender seus interesses à frente da Prefeitura.

Quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair. Esta é a máxima que se observa na disputa de dois grupos políticos de São Mateus pelo poder. Para muitos observadores da política local, os interesses passam longe dos interesses da sociedade mateense. “A disputa é pelo poder”, afirmou um renomado ex-político, que preferiu a discrição daí não ter seu nome publicado.

O prefeito Daniel Santana (PSDB) vem usando de uma estratégia já utilizada quando da sua eleição. O uso de um benefício em troca de voto. Se antes era a distribuição de água, agora, ao que parece, é a distribuição de cestas básicas e também maquiando as ruas e avenidas da cidade depois de ter abandonado o município e sua população com ausência de serviços básicos e apenas promovendo festas que, na verdade, só favoreceram aos seus negócios e ao de seus apoiadores.

Do outro lado está um grupo de empresários que está se unindo para investir em um candidato a prefeito que atenda seus interesses e que possa ser manipulado. Além da escolha de um nome, a estratégia é juntar praticamente toda a oposição ao atual prefeito num só balaio, como diz uma liderança ouvida pelo JN.

Com isso isolam uma outra via que vem sendo representada pelo historiador e administrador de empresas, Eliezer Nardoto (PRTB). “Este está fora de qualquer esquema que não seja o compromisso com a população de resgatar o município das mãos de camarilhas que perderam o poder e agora se digladiam com a que está no poder para obter o espaço que perdeu há quatro anos”, diz didaticamente um opositor aos dois grupos.

A estratégia é a de sempre. Os que pretendem defender a população e coibir a corrupção e o uso do poder público para satisfazer interesses pouco republicanos são isolados. “É o que fazem com o atual governo brasileiro, querem fazer em São Mateus: impedir mudanças e implantar uma nova política comprometida com o respeito ao cidadão e as tradições do município tão aviltadas nesses últimos anos”, sacramentou uma importante fonte ouvida pela reportagem.

“Que Deus e os dois santos (Mateus e Benedito) salvem o povo e o município das mãos dessa gente”, sentenciou um antigo morador da cidade e conhecedor das mazelas políticas do lugar.

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São Mateus

Desagravo aos promotores e policiais federais

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Quando da distribuição de água potável em troca de votos, nas eleições passadas, no Município de São Mateus, Norte do Estado do Espírito Santo – comprovada por céleres agentes federais e dois promotores do Ministério Público Estadual, cedidos à Justiça Eleitoral, além de acatada pelo juízo eleitoral de primeira instância e pela maioria do TRE capixaba -, montou-se uma ardilosa estratégia para desmoralizar autoridades e instituições, com o aval do Palácio Anchieta, que, à época, tinha como inquilino o insidioso imperador bonapartista acostumado a submeter a tudo e a todos aos seus instintos totalitários.

Contava-se à boca miúda, nos bastidores da Corte e nas cercanias da Cidade Alta, em Vitória, a bela capital dos capixabas, que o ”efeito suspensivo como um salvo-conduto oferecido ao prefeito cassado” foi uma exigência do então Governador do Estado quando o presidente do TRE foi lhe beijar a mão e anunciar que seria o novo dirigente daquele colegiado eleitoral.

Dir-se-ia ser este ”beijo de submissão e da desfaçatez” o que o imperador mais gostava de receber, pois fazia as autoridades dos demais poderes constituídos se prestar ao abjeto papel de se curvarem genuflexamente a seus ”péses” – como diria o poeta -, que por serem tão ameaçadores, dominadores e opressores todo plural é pouco!

Então, se faz necessário reconhecer a coragem e o destemor de dois dignos promotores públicos estaduais de São Mateus – Paulo Robson da Silva e Cristian Fagner – que atuaram na Justiça Eleitoral, representando o MPF, e construíram uma irretocável, comprobatória e competente peça jurídica, honrando as suas nobres funções como exemplo que deveria ser seguido.

Portanto, o presente desagravo é para os promotores públicos estaduais, cedidos à Justiça Eleitoral, que exerceram condignamente as suas prerrogativas constitucionais, além dos policiais federais que atuaram na apuração e constatação de um grave e abusivo crime eleitoral e, também, cumpriram com as suas funções e honraram a Polícia Federal.

Portanto, justiça seja feita a esses dedicados, honestos e eficientes servidores públicos que estão sendo – agora – desqualificados pelo prefeito ”absolvido” que propaga que era ”perseguido pelos promotores públicos e policiais federais”, e foi inocentado pelo TSE, em Brasília.

Pior, nas eleições deste ano, o prefeito ”absolvido”, candidato à reeleição, está repetindo novos possíveis crimes eleitorais, segundo denúncia do vereador Carlos Alberto Alves, da Câmara Municipal de São Mateus: ”Trocando votos por cestas básicas”, usando dinheiro do Governo Federal em função da pandemia.

Registra-se, ainda, que há denúncias de servidores e comissionados trabalhando como cabos eleitorais conforme inquérito já instaurado na Justiça Eleitoral de São Mateus.

Recentemente, foi publicado nas redes sociais um vídeo de um suposto abastecimento de combustível de um ônibus, com adesivo da campanha eleitoral do prefeito ”absolvido”, no mesmo posto onde abastecem os demais veículos da municipalidade e, também supostamente, de propriedade da mesma empresa que ”ganhou a licitação para fornecer os caminhões que distribuem água potável na cidade”.

Na semana passada, o jornalismo da TV Globo denunciou que ”o prefeito de São Mateus, no ES, fez financiamento próprio de campanha, em espécie, no valor de 150 mil reais”, e se converteu na maior doação de um candidato a prefeito no Brasil.

Há dias, surgiram várias denúncias de novas doações de 100 mil reais e de gastos astronômicos feitas pelo mesmo vereador, da tribuna da Câmara Municipal, sobretudo no valor de ”90 milhões de reais em contratação de shows, trios elétricos da Bahia e estruturas para festas”. Nem a cidade do Rio de Janeiro investiu essa exorbitância para realizar o ”Maior Carnaval do Mundo”.

E, caso essas possíveis irregularidades se confirmem, não podemos admitir que as eleições em São Mateus sejam, NOVAMENTE, sinônimo de IMPUNIDADE, FRAUDE e graves CRIMES ELEITORAIS praticados aos olhos das autoridades e ao arrepio das instituições que deveriam dar o exemplo dos promotores do MPE e dos policiais federais da Delegacia da Polícia Federal no Município de São Mateus.

Hoje, as denúncias de possíveis crimes eleitorais são ainda mais graves do que nas eleições passadas e deveriam ter uma apuração imediata da Política Federal e do Ministério Público Eleitoral para que não sejamos obrigados a acusar a essas imprescindíveis e necessárias instituições e ou aos seus responsáveis de OMISSÃO, CONIVÊNCIA e CUMPLICIDADE.

Como o prefeito já conhece o modus operandi de como se livrar das ações de crime eleitoral no TRE e no TSE, por certo confia que poderá continuar desmoralizando o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, a Justiça Eleitoral, a Polícia Federal, e até o Tribunal Regional Eleitoral e o Superior Tribunal Eleitoral como fez nos últimos quatro anos.

E que ao prefeito seja garantido o constitucional direito de ampla defesa para que possa comprovar que não está cometendo as supracitadas possíveis irregularidades e, caso seja novamente o escolhido pela maioria dos eleitores, que possa governar em paz e não seja necessário os ”pedidos de vista”, o efeito suspensivo e muito menos os votos esdrúxulos e ou os que criam a ”jurisprudência da desfaçatez”.

ESPERAMOS e CONFIAMOS que as autoridades e as instituições fundamentais ao estado democrático de direito, possam apurar as denúncias de possíveis irregularidades e crimes eleitorais para que, pela segunda vez, o sofrido povo de São Mateus não continue sendo iludido e enganado.

Maciel de Aguiar
Escritor das barrancas do Cricaré.

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São Mateus

Idosos são os mais indecisos em São Mateus

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Entre os cruzamentos realizados com as informações coletadas na pesquisa Rede Vitória/ Futura de intenção de voto em São Mateus, os números apontam que no levantamento espontâneo o maior número de indecisos está na faixa etária acima dos 60 anos. O percentual é de 42,7% nesta faixa etária. As duas faixas etárias com menor indecisão são as mais baixas. 31,4% dos que estão entre 25 e 34 anos disseram que ainda não decidiram o voto e 33,3% dos eleitores com idade entre 16 e 24 anos não sabem em quem votar.

Segundo a pesquisa espontânea, entre as mulheres, o número de indecisas também é alto. São 46,4% das eleitoras que ainda não decidiram o voto. Percentual parecido, de 44,2%, está entre os eleitores de Ensino Fundamental.

Na pesquisa de intenção de voto estimulada, quando os nomes de todos os concorrentes são apresentados ao eleitor, o atual prefeito, que lidera a pesquisa, aparece com maior percentual entre os eleitores de 25 a 34 anos. Nesse recorte, 39,5% afirmaram que vão votar em Daniel Santana.

Entre os maiores eleitores do atual prefeito que tenta seu segundo mandato também estão 35,9% das pessoas das classes D e E e 36,6% de quem tem o Ensino Médio. Mesmo assim, nos segmentos escolaridade e classe social, Daniel Santana tem maioria em todas as faixas de escolaridade e em todas as classes sociais.

Entre o eleitorado de São Mateus, o atual prefeito, além de ter maior percentual de intenção de votos, também é o mais rejeitado. E os maiores índices de rejeição estão entre os eleitores das classes A/B. Neste segmento, 39,3% disseram que não votam em Daniel Santana em nenhuma hipótese. O índice continua alto entre os eleitores da classe C, com 33,9%.

Entre os eleitores com Ensino Superior, o gestor também fica com alto índice de rejeição. 35,3% das pessoas desse recorte disseram que rejeitam Daniel. Em compensação, entre as pessoas que têm Ensino Fundamental, a rejeição é de 15,2%, ou seja, menos da metade de quem tem mais formação escolar.

 

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A pesquisa foi realizada pela Futura para a Rede Vitória e contemplou 400 entrevistas, com margem de erro de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos e confiabilidade de 95%. As entrevistas foram realizadas no dia 15 de outubro de 2020, face a face com o eleitor, respeitando as medidas sanitárias determinadas pelas autoridades de saúde. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número ES-01377/2020.

Fonte: Folha Vitória.

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