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Medicina e Saúde

Hemoes registra baixa no estoque de sangue e precisa de doações

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O Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes) registrou, nessa quinta-feira (22), baixo estoque dos tipos sanguíneos A+, A-, AB- e O-. Esse cenário é consequência das baixas doações que têm acontecido nos últimos dias.

Atualmente, a unidade tem disponível quatro bolsas de A-, 22 de A+, uma de AB- e cinco de O-. Para manter o atendimento regular no Estado no período de 11 dias, é necessário que haja, no mínimo, cinco bolsas de sangue A negativo, 30 de A positivo, duas de AB negativo e nove de O negativo.

A diretora do Hemoes, Marcela Gonçalves Murad, ressalta que para manter um estoque ideal é importante que a sociedade abrace a campanha de doação de sangue e seja doador regular. 

“É de extrema importância ter doadores regulares, pois eles ajudam a manter os estoques estáveis e fazem com que pessoas que necessitam de transfusão regulares ou aqueles que passam por enfermidades transitórias sejam salvas”, disse Marcela Murad.

Campanha “Doe sangue e compartilhe”

Como estratégia para estimular a doação de sangue, a Secretaria da Saúde (Sesa) está lançando a campanha “Doe sangue e compartilhe”. A campanha oferece informações sobre locais de doação, quem pode doar e os cuidados após a doação de sangue. Acesse aqui:  Download .

Doações de sangue na pandemia

Durante o período de enfrentamento ao novo Coronavírus (Covid-19), os atendimentos em todas as unidades estão acontecendo, preferencialmente, por meio de agendamento. A medida visa a reduzir a circulação de pessoas nos locais para evitar aglomerações e reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.

“Limitamos o número de pessoas dentro das unidades e vale reforçar que as pessoas que tiveram diagnóstico positivo para o novo Coronavírus só podem realizar a doação após 30 dias sem apresentar sintomas”, explicou a diretora do Hemoes.

Onde doar

– Hemocentro de Vitória

Endereço: Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe | Telefone: (27) 3636-7920

– Unidade de Coleta de Sangue da Serra

Endereço: Avenida Eudes Scherrer Souza, s/nº (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva) | Telefone: (27) 3218-9429

– Hemocentro de Linhares

Endereço: Avenida João Felipe Calmom, 174-298 – Centro | Telefone: (27) 3264-6000

 – Hemocentro de Colatina

Endereço: Rua Cassiano Castelo, 276 – Centro | Telefone: (27) 3717-2800

– Hemocentro de São Mateus

Endereço: Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington | Telefone: (27) 3767-7954

Leia mais:  Cresce a incidência da Síndrome do Olho Seco entre os capixabas
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Medicina e Saúde

Vacinação contra Poliomielite e Sarampo tem nova prorrogação

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, para crianças de um ano a menor de cinco anos de idade – mesmo as já vacinadas anteriormente –, e a Campanha de Vacinação Indiscriminada contra o Sarampo para o público-alvo formado por adultos de 20 a 49 anos tem nova prorrogação em todo território capixaba até o próximo dia 18 de dezembro.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, o Ministério da Saúde autorizou que os Estados optassem pela prorrogação ou não das campanhas. “O Estado do Espírito Santo, juntamente com os municípios, considera fundamental o aumento da cobertura da Campanha contra a poliomielite para eliminar o risco da reintrodução da doença. Para isso, é de extrema importância a adesão dos pais ou responsáveis à vacinação”, disse a coordenadora.

Para a vacinação contra a Poliomielite a meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95%, com estimativa de imunizar cerca de 204.269 crianças no Espírito Santo. Já para a vacinação contra o Sarampo, para adultos de 20 a 49 anos, a meta do Estado é vacinar o maior número de pessoas, das 1.707.734 que estão nesta faixa etária. A imunização ocorre nas 493 salas de vacinação dos 78 municípios do Estado.

Dados Campanhas Poliomielite e Sarampo

Até esta terça-feira (24), foram vacinadas 145.559 crianças de um ano a menor de cinco anos de idade contra a Poliomielite, levando a cobertura vacinal para 71,26%. Em relação à Campanha de Sarampo, 156.748 pessoas na faixa etária de 20 a 49 anos receberam dose extra da vacina contra o Sarampo.

Dados Sarampo

A coordenação do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis informa que, até o dia 14 de novembro deste ano, o Espírito Santo tinha 46 casos suspeitos de Sarampo notificados, 44 descartados, dois em investigação e nenhum caso confirmado.

Leia mais:  Campanha de vacinação contra Sarampo para público adulto vai até a próxima segunda-feira (31)
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Medicina e Saúde

Depressão no ambiente de trabalho: como detectar e minimizar os casos dentro da empresa?

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Considerada como o mal do século, a depressão, apesar de silenciosa, é muito grave e necessita de muita atenção.

Existem muitas ações eficazes que as organizações podem realizar para promover a saúde mental no local de trabalho, sendo que elas também podem beneficiar a produtividade.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que, para cada US$ 1 investido em tratamento intensivo para transtornos mentais, há um retorno de US$ 4 em melhoria da saúde e produtividade.
Em todo o mundo estima-se que 264 milhões de pessoas sofrem de depressão, com muitas dessas pessoas também sofrendo de sintomas de ansiedade. E um estudo liderado pela OMS apontou que apenas os transtornos de depressão e ansiedade custam à economia global US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.
Um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas de saúde física e mental. E as empresas que promovem à saúde mental e apoiam as pessoas com esses tipos de transtornos têm maior probabilidade de reduzir o absenteísmo, aumentar a produtividade e se beneficiar dos ganhos econômicos associados. Os que estão com algum tipo de transtorno instalado já estão sendo assistidos, pois os mesmos, já se manifestaram e estão em tratamento. O ponto aqui é os que estão em vias de, estes sim precisam ser detectados, acompanhados e cuidados, para que não se tornem estatísticas. Precisamos estar atentos aos sinais das mudanças físicas, emocionais e comportamentais, medir para gerenciar é a melhor forma de evitar problemas futuros.

Mas como detectar colaboradores com depressão?

O adoecimento mental é o acidente de trabalho que ninguém vê. O time de Recursos Humanos e os gestores têm um papel importante. O mais essencial é ‘ficar de olho’, mas como o RH tem muitas outras funções para desempenhar o melhor é capacitar coordenadores e gestores para reconhecerem algumas mudanças comportamentais destoantes.
Quando deprimida, a pessoa pode apresentar sintomas como alteração do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga. Observam-se, na maioria das vezes, problemas do sono e diminuição do apetite. Comumente ocorre uma diminuição da autoestima e da autoconfiança, assim como ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode ser acompanhado de sintomas ditos “somáticos”, como, por exemplo, perda de interesse ou prazer; despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar; agravamento matinal da depressão; lentidão psicomotora importante; agitação; perda de apetite, de peso e da libido (OMS, 2008).
No trabalho, os comportamentos mais comuns são:
  • Queda brusca na produtividade;
  • Insatisfação exagerada;
  • Cansaço fora do normal;
  • Picos de irritabilidade, agressividade ou alegria excessivas;
  • Ausência de motivação, reclusão, introspecção e tristeza.

Em uma perspectiva sociocultural, a depressão é compreendida, além de um distúrbio orgânico (hormônios), e assim pode ser expressão de uma inadaptação social ou de um pedido de socorro. Na sociedade atual existe uma legitimação da doença por meio do uso da medicação que perpassa o senso comum e torna-se presente na conduta dos profissionais de saúde. A medicação legitima o sofrimento, contribuindo para a aceitação social de que o depressivo não é louco, nem vagabundo ou fraco de caráter, mas doente e que precisa de ajuda médica.

Claro que tanto os gestores quanto o RH não são especialistas em saúde mental para dar um veredicto, mas como conhecem bem o colaborador fica mais fácil notar as mudanças acima.

A questão é delicada e criar um ambiente que seja saudável e minimize a depressão é um desafio sério que precisa ser encarado de frente. Um elemento importante para ter um bom local de trabalho é o desenvolvimento de estratégias e políticas internas.

Um relatório acadêmico da União Europeia sugere que as intervenções devem ter uma abordagem em três vertentes:

  • Proteger a saúde mental reduzindo os fatores de risco relacionados ao trabalho;
  • Promover a saúde mental desenvolvendo os aspectos positivos do trabalho e os pontos fortes dos colaboradores;
  • Abordar os problemas de saúde mental independentemente da causa.

Com base nos fatores é possível citar algumas etapas para a criação de um local de trabalho saudável, incluindo:

  • Conscientizar as lideranças sobre a importância de ter um ambiente de trabalho sadio, desenvolvendo junto com o time de RH um plano estratégico e tático para promover uma melhor saúde mental para diferentes colaboradores;
  • Compreender as oportunidades e necessidades individuais, ajudando a desenvolver melhores políticas para a saúde mental no local de trabalho;
  • Implementar e aplicar políticas e práticas de saúde e segurança, incluindo a identificação do sofrimento;
  • Envolver os colaboradores na tomada de decisões, transmitindo sensação de controle e participação. Ter práticas organizacionais que apoiam um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional;
  • Desenvolver programas de desenvolvimento de carreira, reconhecendo e recompensando a contribuição dos funcionários;
  • Criar rituais de gestão de pessoas, onde o líder abre espaço para se falar de assuntos como este; e
  • Desenvolver nos colaboradores uma segurança psicológica para que tenham coragem de falar sobre suas vulnerabilidades.

O mundo corporativo é muito competitivo e focado somente em resultados, e assuntos de cunho emocional não possuem espaço no dia a dia e não são bem-vindos quando mencionados. As intervenções de saúde mental devem ser realizadas como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que cobre a prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

Os serviços ou profissionais de saúde ocupacional podem apoiar a sua organização na implementação dessas intervenções, mas se eles não estiverem disponíveis as mudanças descritas acima precisarão ter ainda mais importância na proteção e promoção da saúde mental.

A chave para o sucesso é envolver as partes interessadas em todos os níveis ao fornecer proteção, promoção e intervenções de apoio.

Sabemos que no final do mês o que conta é meta batida e a perenidade do negócio, mas o trabalho é para ser desafiador e não sofrido. O assunto é sério e não pode ser ignorado!

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