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Moda e Beleza

Marcas capixabas de moda praia ganham espaço no mercado internacional

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Empresas capixabas, especialmente do segmento de moda praia, inscritas no Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), estão se qualificando com o intuito de expandir seus negócios para o mercado internacional.

Um dos casos é o da empresa Camila Alves Beachwear, do segmento de moda praia, localizada em Guarapari, que já concluiu todas as etapas de capacitações, e agora se prepara para receber seu Plano de Exportação elaborado pela equipe de extensionistas do PEIEX-ES.

A empresa possui um showroom que funciona em horário comercial e onde são apresentados os produtos aos clientes. Além disso, os produtos estão disponíveis para venda via site oficial, além da empresa contar com um canal de vendas 24h via WhatsApp.

A assistente administrativa da empresa, Monike Rocha Nascimento, destaca que as orientações e capacitações do PEIEX-ES trouxeram inúmeros benefícios para o progresso da marca. “O que podemos ressaltar é o acréscimo de conhecimento sobre os incentivos públicos para as exportações de micro e pequenas empresas, o know-how sobre o sistema de exportações e o networking criado com as demais empresas capixabas”, conta. 

Monike Rocha também ressalta que a marca iniciou o processo de exportação atendendo a uma demanda externa, principalmente de países como Japão, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Austrália, entre outros, sobretudo países costeiros. “O processo de exportação começou em 2015, com clientes de outros países buscando a nossa empresa interessados em usar e revender os produtos Camila Alves em seus respectivos países”. 

Em 2017, a empresa começou a produzir peças para uma marca italiana através de um intermediador sediado na Itália. Monike conta que nessa parceria, que se mantém até hoje, somente as etiquetas são modificadas e todos os produtos são 100% Camila Alves.

Outro exemplo de destaque é a empresa Mr. Captain, do segmento de moda masculina casual e praia, localizada em Vitória, que também já concluiu todas as etapas de capacitações, e agora se prepara para receber seu Plano de Exportação. Com mais de um ano de experiência, a marca comercializa seus produtos na loja física, por meio de multimarcas, e também de forma on-line para todo o Brasil. 
 
A sócia da empresa, Laís Kamaz Vinhosa Jardins, conta que a marca já realizou algumas vendas para a Austrália. “Foi uma experiência muito bacana, pois nós ainda não estávamos buscando esse mercado e acabou sendo uma ótima forma de testar a aceitação do nosso produto no mercado internacional”.

A empresária conta que se surpreendeu positivamente com o atendimento personalizado que recebeu dos extensionistas do PEIEX-ES. “Todas as reuniões que nós tivemos com os extensionistas foram essenciais para o nosso treinamento. Mesmo durante a pandemia, nós conseguimos acompanhar as aulas, pois as capacitações foram disponibilizadas de forma digital. Além do mais, o programa nos chamou a atenção, pois não tínhamos olhado para o mercado externo como possibilidade e agora podemos nos adequar e, a custo zero, ampliar a nossa receita de uma forma muito interessante”, conta. 

A técnica extensionista do PEIEX-ES, Priscila Sastre, destaca que 20 empresas capixabas do segmento de moda praia feminina, masculina e moda fitness participam deste ciclo do programa. 

“Vale destacar que a exportação desse tipo de produto possui algumas vantagens, pois as confecções no Brasil trabalham alguns diferenciais valorizados por outros países, como estampas próprias, modelagem do biquíni brasileiro, qualidade dos tecidos e, em alguns casos, trabalhos manuais como crochê, além da aplicação de outros detalhes manuais como tranças e outros adereços”, explica. 

Para o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios Internacionais da Sedes, e coordenador do PEIEX-ES, Gabriel Feitosa, as capacitações, oficinas e treinamentos que o programa oferece aos empresários contribuem para o aumento da visibilidade da produção capixaba no mercado internacional. “Mesmo com a pandemia, a nossa equipe está empenhada em manter as atividades, no formato digital, para que as empresas estejam preparadas para expandirem seus negócios. Vamos continuar oferecendo uma capacitação de qualidade às empresas, de forma gratuita, para que elas tenham condições de se desenvolver ainda mais no mercado e gerar mais empregos”, assinala.

Sobre o PEIEX-ES
O programa oferece às empresas, de forma gratuita, orientação técnica sobre as melhorias que a organização deve implementar para comercializar produtos e serviços no mercado internacional.

Sobre a Apex-Brasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência apoia atualmente cerca de 15 mil empresas em 80 setores da economia.

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Influenciadora revela como faz para esconder celulite nas fotos e choca

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Danae Mercer conta como é fácil parecer “perfeita” em fotos. Blogueira fitness lutou contra distúrbios alimentares e incentiva seguidores a se aceitarem

Com quase 800 mil seguidores no Instagram, a influenciadora fitness Danae Mercer (@danaemercer) decidiu revelar o segredo por trás das suas fotos perfeitas. Ela, que mora em Dubai, fez uma série de posts explicando como é fácil forjar um “corpo dos sonhos” usando um bom aplicativo de edição, além do ângulo e iluminação certos nas fotos.

'Insta vs realidade - ou vamos falar de iluminação. Porque essa é a principal diferença nessas fotos. Em uma delas, meu bumbum está deliberadamente angulado nas sombras. A luz mais suave esconde minha celulite e suaviza a maioria das minhas estrias (...) No outro, estou apenas agachada casualmente ao lado do espelho, meus quadris e coxas estão à luz do sol', explicou Danae 

“Insta vs realidade – ou vamos falar de iluminação. Porque essa é a principal diferença nessas fotos. Em uma delas, meu bumbum está deliberadamente angulado nas sombras. A luz mais suave esconde minha celulite e suaviza a maioria das minhas estrias (…) No outro, estou apenas agachada casualmente ao lado do espelho, meus quadris e coxas estão à luz do sol”, explicou Danae.

A influenciadora travou uma longa batalha contra os distúrbios alimentares e, através das postagens, tenta incentivar outras pessoas a amarem seus corpos como eles são 

A influenciadora travou uma longa batalha contra os distúrbios alimentares e, através das postagens, tenta incentivar outras pessoas a amarem seus corpos como eles são.

Danae conta que frequentemente recebe mensagens das suas seguidoras que dizem ter vergonha de usar shorts, biquíni ou roupas que mostram suas celulites e estrias 

Danae conta que frequentemente recebe mensagens das suas seguidoras que dizem ter vergonha de usar shorts, biquíni ou roupas que mostram suas celulites e estrias.

'Vamos normalizar isso. Vamos compartilhar as partes de nós que são fortes e ferozes, e as partes de nós que são mais suaves, cruas e humanas. Uma mulher me enviou uma mensagem hoje dizendo que comprou seu primeiro biquíni. Ela sempre pensou que era muito 'imperfeita' para usar um. Mas hoje ela percebeu o contrário. Aquela garota foi às compras', conta 

“Vamos normalizar isso. Vamos compartilhar as partes de nós que são fortes e ferozes, e as partes de nós que são mais suaves, cruas e humanas. Uma mulher me enviou uma mensagem hoje dizendo que comprou seu primeiro biquíni. Ela sempre pensou que era muito ‘imperfeita’ para usar um. Mas hoje ela percebeu o contrário. Aquela garota foi às compras”, conta .

'Você ajuda muitas mulheres com essas palavras, inclusive eu. Obrigada!!', comentou uma das seguidoras 'É sobre aprender a ter cuidado. E para ver a internet com um olhar crítico - especialmente quando há dinheiro envolvido', chamou a atenção em outro post 

“É sobre aprender a ter cuidado. E para ver a internet com um olhar crítico – especialmente quando há dinheiro envolvido”, chamou a atenção em outro post.

'Você nasceu para ser real, não para ser perfeito', diz a mensagem desenhada nas costas de Danae Veja também: Blogueira mostra realidade por trás de fotos editadas e choca a web

“Você nasceu para ser real, não para ser perfeito”, diz a mensagem desenhada nas costas de Danae.

 

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Covid-19 cansa a beleza: crise no setor força salões a se reinventarem

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Nove em cada dez empresas do ramo de beleza afirmam ter perdido faturamento por causa das medidas de isolamento social

Segundo um dito popular, não existe crise para as atividades que alimentam vícios e cultivam vaidades. Ao menos no caso do negócio que atende à aparência e à autoestima, a sabedoria do senso comum terá que ser refeita por causa da pandemia da covid-19.

Nove de cada dez micro e pequenas empresas que prestam serviço para beleza, como salões, barbearias, ateliês e estúdios de maquiagem, afirmam ter perdido faturamento por causa das medidas de isolamento social. A perda média do faturamento foi de 57%. Conforme enquete, 62% das micro e pequenas empresas do segmento de beleza descrevem que interromperam o funcionamento temporariamente e 5% encerraram em definitivo.

Os dados são descritos na 3ª edição da pesquisa sobre o impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios, feita pelo Sebrae via internet entre 30 de abril e 5 de maio. As atividades do segmento de beleza são feitas essencialmente de forma presencial, que foram proibidas em muitas cidades enquanto o vírus da covid-19 circula.

Apesar do impacto na ampla maioria dos estabelecimentos, apenas 4% assinala ter feito demissões, isso porque o recrutamento da mão-de-obra no segmento não implica em vínculo empregatício – é feito principalmente por meio de contrato de parceria, conforme previsto na Lei 13.352/2016.

Não se sabe, no entanto, quantos parceiros que estavam ocupados no corte e pintura de cabelos, manicure e pedicure, e depilação tiveram que recorrer ao auxílio emergencial do governo federal.

Os efeitos no faturamento também podem estar subestimados. Uma grande parte do serviço é prestada por empreendimentos na informalidade. “Uma vez em Paraisópolis [zona sul de São Paulo] contou-se 8 mil portas de serviço beleza”, lembra Andrezza Torres, analista de Competitividade do Sebrae.

Problema de caixa e aluguel

A inatividade do setor trouxe dificuldades de caixa para microempreendedores que têm negócio formal, como Denílton Delfino, dono de um pequeno salão há três na Asa Norte, em Brasília (DF).

“Estamos há mais de 100 dias nessa situação, e eu não tive resposta [de renegociação] dos fornecedores [de produtos usados no salão] e nem do dono do imóvel [onde fica o estabelecimento]”, reclama o empresário que atendia até sete pessoas por hora aos sábados – dia de maior movimento.

Um pouco mais de sorte teve a empresária Marina Portela, dona de um ateliê de beleza no bairro de Petrópolis, em Natal (RN). Ela conseguiu renegociar por duas vezes o custo do aluguel, e teve uma baixa de 30% com esse gasto. Seu negócio reabriu as portas no último dia 1º. A volta à atividade traz algum alívio para Portela. Ela sabe que não poderá ter o mesmo volume de atendimento e parte dos serviços que presta está parado como o de maquiagens para eventos, como casamentos, pois continuam as restrições às aglomerações.

Para diminuir os impactos negativos do novo coronavírus, a empresária conta que cortou gastos no dia a dia e teve que “reinventar”. Vendeu voucher (vale) para atendimento futuro de clientes, orientou parceiras que trabalhavam exclusivamente com maquiagem a se prepararem para outras atividades do ateliê, e fez busca ativa de clientes. “Liguei para todo mundo e usei as redes sociais para avisar da reabertura”.

De acordo com Andrezza Torres, do Sebrae, a reinvenção tem sido notada em vários relatos de microempresários. Segundo ela, alguns salões estão ensinando aos clientes a cuidarem e pintarem o cabelo em casa, “com a tonalidade certa”, por meio de teleconferências, outros estabelecimentos revendem produtos e orientam a aplicação. “Alguns salões conhecem seus clientes e sabem que descolorante, xampu, condicionador ou creme precisam”, salienta.

Salão de beleza: novos custos e biossegurança

Além de não poder retomar em 100% os atendimentos, os salões de beleza terão novos custos – como a disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI) para os parceiros, álcool em gel, e a aquisição de tapetes sanitizantes e até termômetros a laser.

Para ajudar a retomada segura das atividades, o Sebrae produziu uma lista de orientações de biossegurança para o segmento de beleza. Há dicas desde o “agendamento consciente”, para evitar aglomerações, até o cuidado com higienização para proteger a saúde de quem trabalha no estabelecimento e dos clientes que vão cuidar da aparência e da autoestima.

Todo o segmento da beleza no Brasil, que inclui os salões, lojas, indústria de produtos cosméticos, tem cerca de 1,2 milhão de empresas formais e 4 milhões de pessoas ocupadas – não necessariamente empregadas com carteira de trabalho.

Em 2018, apenas a indústria de cosméticos, perfumaria e higiene faturou R$ 109 bilhões no Brasil, o que coloca o país no quatro lugar no consumo global. Nesse caso, a vaidade é uma virtude.

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