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São Mateus

Moradores de São Mateus reclamam de falta de segurança

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Aumento do número de policiais, reforço no policiamento no comércio e na área rural e projetos sociais para jovens foram demandas apresentadas

A sensação de insegurança dos moradores de São Mateus é crescente. Em audiência pública sobre o tema, realizada na noite de quarta-feira (20), na cidade, eles relataram aumento no número de furtos e roubos com impactos para o comércio, o turismo e a rotina do mateense. A audiência pública foi conduzida pelo presidente da Comissão de Segurança, deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL), e contou com a presença dos deputados Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido) e Freitas (PSB). 

A reunião foi um pedido da Câmara Municipal de São Mateus, em nome dos vereadores Jorge Luiz Recla e Jozail do Bombeiro. O evento foi o 12° realizado pelo colegiado com o objetivo de discutir a realidade local da segurança pública. Bahiense destacou que as demandas apresentadas em São Mateus serão incluídas em um relatório do colegiado que vai trazer um “raio-x” da segurança pública em todas as regiões do Espírito Santo.

A reunião contou com representantes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar, além de representantes do Executivo municipal de São Mateus e municípios vizinhos, de congregações religiosas, associações de moradores e comerciantes da região.

Comércio

O município de São Mateus está localizado no litoral norte do Estado, a 220km da capital. A cidade tem 130 mil habitantes. De acordo com a comunidade, a sensação de insegurança gera impactos sérios para o comércio local. A presidente da Câmara dos Dirigentes Logistas de São Mateus, Rúbia Schueng, falou sobre esses reflexos:

“As pessoas ficam intimidadas de andar pelo comércio por conta do número de assaltos. O comércio gera oportunidade de trabalho e renda, movimenta a cidade. Precisamos de mais segurança para trabalhar”, pediu a representante.

Moradores da região também registraram impactos para o turismo. O morador de Guriri Paulo Roberto Martins destacou que a chegada do verão exige maior investimento em segurança, porque a região recebe muitos turistas. Ele pediu também a reconstrução do portal de Guriri com mais infraestrutura. “É fundamental colocar um destacamento da Polícia Militar e também sistema de videomonitoramento”.

Jovens

A professora Francildes Flores fez um apelo por mais investimentos e oportunidades para os jovens. “Trabalho há 25 anos na periferia e estou cansada de ver meus alunos em delegacias. Estamos precisando de investimento em educação. Não podemos ver somente a segurança. A juventude, em especial pobre e negra, precisa encontrar oportunidade, precisa ser vista”.

O servidor da Universidade Federal do Espírito Santo Maurício Borges pediu reforço policial. “A situação da segurança pública só não está pior porque temos heróis nessas corporações. Mas elas precisam de reforço. A gente pede que o Legislativo cobre do governo aumento no efetivo policial e investimento nas corporações”, destacou. 

Durante o debate, participantes lembraram que a segurança não é um dever apenas no Estado. O pastor Nilis Castberg, por exemplo, reforçou o papel das igrejas no tema. 

“As congregações religiosas têm grande importância. Não é à toa que estamos cheios de ‘ex’. O trabalho das igrejas de resgate e apoio é fundamental. Está faltando o poder público fazer o seu dever de casa. Nós sabemos o quanto a violência impacta a comunidade. E não é uma questão só de segurança, é de educação também. Todos nós precisamos nos envolver nesse processo”.

Patrulha rural 

São Mateus é um município com importante produção rural. Moradores relataram também a necessidade de reforçar a segurança para os produtores mateenses. “A patrulha rural tem um papel fundamental. Precisamos que ela retorne. Infelizmente, os produtores não têm segurança nem mesmo para armazenar sua colheita”, registrou o historiador Eliezer Nardoto.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública sobre as ações da Polícia Militar no município, no ano de 2019 foram apreendidas 125 armas e 1300 munições. Além disso, 1.210 pessoas foram presas, sendo quase metade reincidente. A secretaria registra redução no número de homicídios de 35% do ano passado para 2019.

Os números foram apresentados pelo tenente-coronel Mateus Garcia Pereira. “Por que as pessoas estão se sentindo tão inseguras mesmo que os números mostrem uma melhora? Não podemos mensurar segurança pública somente com o número de homicídios. O que aflige a sociedade também são os crimes contra o patrimônio. E eles também tiveram uma queda de 10%. E tudo isso com um déficit de pessoal de 30%. Nós temos um grande desafio e não nos furtamos a ele. Mas a segurança pública não é um caso apenas de polícia. Não abrimos mão dos nossos projetos sociais e tentamos, mesmo com nossas dificuldades, estar presente”, declarou. 

Ao final da audiência, o deputado Delegado Lorenzo Pazolini garantiu que o colegiado vai trabalhar as demandas apresentadas e destacou a importância da prevenção. “A falha está na prevenção, em uma política social forte, em uma escola e família presentes. A segurança precisa ser prioridade, mas juntamente com medidas de prevenção”. 

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São Mateus

São Mateus: Idosos retornam para o Lar dos Velhinhos após desinfecção do prédio da instituição

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Os idoso haviam sido transferidos para uma pousada em Guriri, após 13 funcionários da instituição testarem positivo para o Coronavírus

Equipes da Prefeitura de São Mateus passaram a semana higienizando o prédio do Lar do Velhinhos e realizando limpeza geral da instituição. Nesta sexta-feira (29) equipes das secretarias de Saúde e de Assistência Social fizeram a transferência dos idosos que tiveram que ser removidos temporariamente para uma pousada em Guriri. 

Dois idosos que testaram positivo para Coronavírus e que foram internados no Hospital Roberto Silvares receberam alta médica nesta semana. Os 13 funcionários do Lar dos Velhinhos que testaram positivo para Coronavírus não apresentaram sintomas graves da doença. No entanto, como manda o protocolo, estão mantendo isolamento, assim como os demais funcionários e colaboradores que tiveram teste negativo, atendendo orientações das autoridades sanitárias. 

O Lar dos Velhinhos funcionará com servidores do Município até que os funcionários e colaboradores da instituição possam retornar ao trabalho.

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São Mateus

Agricultores tiveram R$ 15 mil em produtos apreendidos por Prefeitura

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“Nós fomos roubados e humilhados. Foi uma covardia o que fizeram com a gente. Estávamos trabalhando e invadiram nosso caminhão e levaram nossas mercadorias”. Esse é o sentimento da agricultora Júlia Schasslen Ott, 20 anos, de Rio Possmorser, em Santa Maria de Jetibá, que junto com o namorado e o sogro, tiveram mais de R$ 15 mil em produtos apreendidos pela Prefeitura de São Mateus.

Os agricultores estavam organizando as mercadorias em bancas, às 4 horas da madrugada desta terça-feira (26), onde trabalhariam em uma feira que acontece semanalmente no Centro de São Mateus. Segundo Júlia, um homem que se identificou como fiscal da Prefeitura, e que estava sem crachá ou uniforme, juntamente com vários garis, informou que iria apreender toda a mercadoria.

Garis ajudaram a recolher todas as verduras e legumes

“Eles subiram em nosso caminhão e nós ficamos sem reação. Eram umas 20 pessoas, e nós estávamos em três. Ficamos desesperados. O homem que disse ser fiscal nos humilhava, nos chamava de alemão e alemoa e falava que iria levar toda a nossa mercadoria. Esse mesmo homem já havia passado na feira em outras oportunidades, chegou pedir um ‘agrado’ e já levou verduras nossas sem pagar. Ele fazia ameaças, mas nunca fomos notificados. Ele dizia que iria nos proibir de entrar no município. Mas ele nunca estava uniformizado ou com crachá”, relatou a agricultora.

Além de muitas verduras e legumes, também foi levado cerca de R$ 1.500,00 em dinheiro, que estava escondido no meio das caixas. “Por medo de assalto, sempre deixamos dinheiro escondidos em vários pontos do caminhão. Foi tudo junto com as verduras. Tivemos quase R$ 15 mil de prejuízo”, afirmou Júlia. Durante a operação dos funcionários da Prefeitura, moradores gravaram vídeos que mostram as mercadorias sendo retiradas do caminhão e o homem que se passava por fiscal da Prefeitura ameaçando em apreender até o caminhão. Veja o vídeo abaixo!

A jovem agricultora afirmou que já entrou em contato com uma advogada e acionarão a Prefeitura na Justiça. “Tentamos conversar, falamos que iríamos doar as mercadorias, mas eles não deixaram. Só conseguimos salvar o alho e alguns poucos produtos que usamos. A Polícia Militar estava no local, mas eles não agiram em momento nenhum”, contou a jovem.

Indignada, Júlia afirmou que apenas as mercadorias de sua família foram apreendidas. “Nós usamos máscaras, luvas, álcool em gel, e até doamos máscaras para clientes que chegam sem. Tomamos todos os cuidados no momento da venda de nossa mercadoria, por isso não entendemos o porquê de levar tudo dessa forma”, lamenta. Outro vídeo mostra a indignação dos agricultores vendo suas mercadorias sendo levadas. Assista abaixo!

Prefeitura diz que feirantes de fora estão proibidos, mas não comenta apreensão de mercadorias

A reportagem do Portal da Revista Negócio Rural procurou a Prefeitura de São Mateus, por meio da assessoria de imprensa. Em nota, a Prefeitura explicou que um decreto proíbe que feirantes de outras cidades atuem no município durante a pandemia do coronavírus.

“A pedido dos feirantes, o município de São Mateus liberou a reabertura das feiras desde o dia 25 de abril, mas com o compromisso de seguirem várias medidas para evitarem a proliferação do coronavírus. Além dos cuidados quanto à higiene e desinfecção, uma das medidas foi a liberação apenas para os feirantes de São Mateus”, explicou a nota.

Dois caminhões da Prefeitura de São Mateus foram usados para transportar os produtos

Segundo a Prefeitura, o objetivo com essa ação é “evitar que feirantes de fora tragam o vírus para o município, ou sejam infectados em território mateense e contaminem outras pessoas em seus locais de origem. As feiras estão liberadas em Guriri, aos sábados, e no Bairro Vila Nova, aos domingos”, informou.

A assessoria ainda informou, na nota, que os feirantes de São Mateus se reuniram com representantes da Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Transporte e solicitaram a proibição de feirantes de outros municípios nas feiras realizadas em território mateense.

NOTIFICAÇÃO E APREENSÃO – Mesmo não comentando sobre a ação realizada na madrugada de hoje aos agricultores de Santa Maria de Jetibá, e nem se manifestando sobre a ação feita pelo suposto fiscal, a assessoria da Prefeitura disse que a fiscalização está sendo feita pelos fiscais da Prefeitura, com o apoio da Polícia Militar.

“Quem descumpre as regras é notificado e as mercadorias aprendidas, seguindo o que consta a Lei Municipal 948/2010, que trata do Código de Postura do Municipal, no seu parágrafo 4º. No caso de material ou mercadoria perecível, o prazo para reclamação ou retirada será de 24 horas. Expirado esse prazo, se as referidas mercadorias ainda se encontrarem próprias para o consumo humano, poderão ser doados às instituições de assistência social e, no caso de deterioração, deverão ser inutilizadas”, destacou a nota.

A reportagem da Revista Negócio Rural questionou a Prefeitura se os agricultores foram notificados. Mas a nota enviada pela assessoria não respondeu se há comprovações de notificações oficiais anteriores à apreensão. Os agricultores que tiveram as mercadorias apreendidas afirmaram que nunca foram notificados oficialmente.

FONTE: Revista Negócio Rural.

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