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Segurança

Mulheres e meninas em regime de internação participaram de ato cultural nos ’16 Dias ES’

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Na última quinta-feira (05), as atividades da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, promovida pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), contemplaram as mulheres e meninas em regime de internação e em medida socioeducativa, no Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC), em Bubu, e na Unidade Feminina de Internação (UFI), respectivamente. As duas unidades ficam em Cariacica.

O objetivo das ações foi levar informação sobre os diversos tipos de violência contra as mulheres.

Unidade Prisional

Pela manhã, uma equipe composta por representantes da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres da SEDH e da Secretaria da Justiça esteve na Unidade Prisional. Na ocasião, o grupo de teatro “Mulheres Livres”, formado pelas próprias internas, demonstrou cinco cenas de violência contra a mulher, como assédio sexual e agressão física.

A gerente de Políticas de para Mulheres da SEDH, Alcenir Rocha, aproveitou a oportunidade para explicar sobre o ciclo de violência. “Tudo começa com as brigas dentro de casa, depois vêm as agressões físicas e sexuais. Só que o parceiro se arrepende, faz promessas e a mulher perdoa. E desta forma o ciclo dura 10, 15 anos. Na maioria das vezes, a violência acontece a quatro paredes, então, cabe a nós conversar, dialogar para que esse ciclo de violência se quebre o quanto antes. Não podemos aceitar nem a primeira, temos que denunciar”, disse.


Na oportunidade, a diretora da Unidade Prisional de Bubu, Graciele Sonegheti, ressaltou a importância de iniciativas como esta. “É muito importante trazer este debate para cá, pois o que percebo é que a maioria delas, senão todas elas, já foram vítimas de violência em algum momento de suas vidas. É fundamental que conheçam os nossos direitos e os acessos para denunciar. Não devemos aceitar que os homens mandem nas nossas condutas”, destacou.

Com a atividade realizada, a interna Clemilda Gonçalves, de 68 anos, se recordou de alguns episódios de violência que marcaram a sua vida. “Sofri muita violência doméstica no meu primeiro casamento. Decidi voltar a estudar, fui líder comunitária, fiz faculdade, passei em concurso, só que as coisas ficaram piores. Mas, eu me fortaleci e decidi que não queria mais isso para mim. Dos 16 anos que fiquei com ele, 15 foram apanhando”, contou.



Unidade de Internação

No período da tarde, a Unidade Feminina de Internação de Cariacica recebeu a equipe da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres e da Gerência de Políticas para a Juventude da SEDH. As adolescentes participaram de um bate-papo sobre violência psicológica, física, sexual, patrimonial e moral.

A gerente de Políticas para a Juventude da SEDH, Fabrícia Barbosa, salientou  que a atividade foi um espaço para gerar conhecimento, informação e trocar experiências. “Precisamos criar cada vez mais espaços de diálogo com vocês, jovens mulheres para que conheçam as políticas públicas para as mulheres e, se necessário, busquem apoio nesta rede de proteção. Momentos como este são valiosos.”

Ao fim da palestra, as adolescentes receberam uma folha em branco, para que pudessem expressar, por meio de textos, poesias ou desenhos, alguma situação de violência que já tenham vivido ou presenciado. A folha também foi espaço para o registro de sonhos, metas e de traçar novos planos para o futuro.

O representante da Subgerência de Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), Rudge Vigato da Silva, esteve presente no evento e falou às adolescentes sobre a importância de trazer a discussão sobre a violência contra a mulher. “Trazer este assunto em debate é importante para que vocês saibam identificar os sinais da violência e conhecer as consequências que ela provoca na juventude, além de criar estratégias para romper com este ciclo e com os relacionamentos abusivos”, pontuou.

Barbosa também lembrou  sobre a importância de articular políticas públicas voltadas para a juventude junto às ações de proteção à mulher, no intuito de garantir oportunidades para que estas adolescentes possam trilhar novos caminhos.

A programação dos “16 Dias ES” segue até a próxima segunda-feira (09). 

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Segurança

Jovem é detido com drogas pela PM em Nova Venécia

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Na última segunda-feira (21), militares da Força Tática do 2º Batalhão apreenderam 25 pedras de crack, quatro buchas de maconha, além de R$765,00 em espécie. Um jovem de 20 anos foi detido.

A ação ocorreu durante patrulhamento tático motorizado no bairro Altoé. As equipes receberam denúncia de que indivíduos envolvidos com o tráfico de drogas estariam escondidos no final da Rua Luiz Altoé.

Os militares prosseguiram a pé até o local, passando por uma vegetação. Com a chegada das equipes, dois indivíduos fugiram pela mata, não sendo mais localizados. Na fuga, um dos integrantes do grupo ficou preso a uma cerca de arame farpado, sendo detido pelos policiais.

Durante as buscas foi apreendido com o suspeito, um aparelho celular e o dinheiro. Ao lado dele foi encontrada uma sacola preta contendo todos os entorpecentes.

O jovem e o material recolhido foram encaminhados ao plantão policial.

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Segurança

Projeto estimula talentos e reintegração social por meio da pintura

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Na Penitenciária de Barra de São Francisco, o projeto Pintura em Tela ajudou a lapidar muitos talentos. Desenvolvido na unidade desde 2016, a iniciativa estimula a criatividade e o autoconhecimento, que contribuem para preparar mente e corpo para a reinserção social.

O objetivo do projeto é fazer com que internos desenvolvam imaginação, percepção e sensibilidade com as produções artísticas, além de possibilitar que cada um reflita sobre as pinturas criadas. Os internos participam do projeto de forma voluntária. Quem já possui mais experiência repassa seus conhecimentos a outros internos que demonstram interesse em participar. As obras produzidas no projeto ornamentam diversos espaços da unidade prisional.  

O interno Ronaldo Izidoro Fernandes participa do projeto de arte desde a sua implantação e já obteve o primeiro lugar em um concurso de pintura desenvolvido no sistema prisional em 2016. Para ele, o projeto proporciona muitos benefícios para a execução da pena.

“Devido a minha condenação, pensei que minha vida não tinha mais sentido. A partir do momento que passei a participar do projeto, vi que eu havia recebido uma nova oportunidade, que cresceu ainda mais quando ganhei o primeiro lugar no concurso de pintura. A admiração das pessoas alimenta minha intenção de continuar e crescer. Comecei essa ideia na prisão e não sabia que tomaria tamanha proporção. A pintura é um dom que Deus nos dá e que, a partir do momento que começamos, tomamos amor pela arte que se torna uma espécie de ‘vicio bom’ e não queremos mais parar. Por meio dos livros, aprendi técnicas que ajudaram a aperfeiçoar minha arte. Hoje, minha família vende os quadros para a minha manutenção no projeto e até mesmo para arrecadar fundos para outras demandas. Até hoje já se foram mais de 100 telas”, diz Ronaldo Fernandes.

O diretor da unidade prisional, Makssuel Dellevidove, destaca que projetos como o Pintura em Tela são essenciais para o desenvolvimento, respeito e a valorização do ser humano. “Damos importância ao ser humano, independentemente do crime que ele tenha cometido. Somos ressocializadores e não medimos esforços para oferecer o incentivo necessário para que eles façam sempre uma reflexão de suas vidas dentro e fora da prisão”, afirma.

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