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Medicina e Saúde

O seu sono está te ajudando a emagrecer?

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Você sabia que o sono tem grande importância sobre o resultado do seu emagrecimento?

O sono é um dos fatores mais importantes da nossa vida, assim como a alimentação, atividades físicas, a ingestão de água, entre tantas outras. Dentre as funções que o sono tem a nos oferecer, podemos citar a restauração dos processos químicos e físicos do organismo deteriorados, a conservação de energia corporal, o estímulo do crescimento cerebral, exclusão de memórias indesejáveis e a consolidação da memória. Dormir nos auxilia no relaxamento do corpo, maior disposição, pele saudável e, comprovadamente, também ajuda no emagrecimento.

Para quem tem interesse em emagrecer a falta de sono leva à intensa necessidade de se alimentar, exclusivamente de açucares, além das dificuldades para se sentir saciável mesmo depois de comer uma alimentação abundante, consumo compulsivo e excessivo de comida, diminuição do tecido muscular magro, redução na capacidade de obter a energia oferecida pelos carboidratos e decréscimos nas atividades físicas. A falta de sono também provoca cansaço no indivíduo, com isso ele pratica menos exercícios físicos, queimam menos calorias, reduzindo o metabolismo já que prejudica a absorção de carboidratos que é um combustível essencial do organismo para se ganhar pesos.

A especialistas em medicina do sono da World Sleep Society (WSS) explicam: “Que pessoas que dormem menos de seis horas tem índice de massa corporal (IMC) maior do que aqueles dormem entre 7 e 8 horas. Isso se deve também a um desequilíbrio de dois hormônios relacionados ao apetite e à saciedade da fome: grelina e a leptina”. A leptina, hormônio que controla a sensação de saciedade, também é secretada durante a noite. Pessoas que tem o costume de permanecer acordadas por períodos superiores ao que é recomendado produzem menores quantidades de leptina, o que resulta para o indivíduo necessidade de ingerir maiores quantidades de alimentos.

Para conseguir usar o sono em benefício da saúde e perder calorias enquanto dorme não basta apenas dormir, é de grande importância que o sono seja completo e de qualidade que pode variar de pessoa para pessoa, pois alguns necessitam de mais horas de sono, outros menos. Por isso, o sono adequado para cada indivíduo é aquele que o faça se sentir bem ao acordar e bem disposto durante o dia sem sentir sonolento ou cansado antes do fim do dia.

Com isso deixarei algumas dicas para você ter uma boa qualidade de sono:

– Organizar os horários indo dormir e acordando todos os dias no mesmo horário;

– Consumir café até 10 horas antes de dormir. A cafeína atrapalha o sono e este é o tempo que o corpo leva para se livrar dela;

– Consuma mais fibras e proteínas, pois esses alimentos auxiliam a taxa de açúcar no sangue;

– Alimente-se de pequenas porções de alimentos saudáveis de 3 em 3 horas durante o dia, este hábito ajuda no metabolismo;

– Evite comer alimentos pesados até 2 horas antes de ir dormir;

– Pratique atividades físicas durante o dia;

– Deixar de usar o celular enquanto estiver na cama;

– Na hora de dormir, procure deixar o quarto totalmente escuro e no máximo de silêncio possível.

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Medicina e Saúde

Depressão no ambiente de trabalho: como detectar e minimizar os casos dentro da empresa?

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Considerada como o mal do século, a depressão, apesar de silenciosa, é muito grave e necessita de muita atenção.

Existem muitas ações eficazes que as organizações podem realizar para promover a saúde mental no local de trabalho, sendo que elas também podem beneficiar a produtividade.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que, para cada US$ 1 investido em tratamento intensivo para transtornos mentais, há um retorno de US$ 4 em melhoria da saúde e produtividade.
Em todo o mundo estima-se que 264 milhões de pessoas sofrem de depressão, com muitas dessas pessoas também sofrendo de sintomas de ansiedade. E um estudo liderado pela OMS apontou que apenas os transtornos de depressão e ansiedade custam à economia global US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.
Um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas de saúde física e mental. E as empresas que promovem à saúde mental e apoiam as pessoas com esses tipos de transtornos têm maior probabilidade de reduzir o absenteísmo, aumentar a produtividade e se beneficiar dos ganhos econômicos associados. Os que estão com algum tipo de transtorno instalado já estão sendo assistidos, pois os mesmos, já se manifestaram e estão em tratamento. O ponto aqui é os que estão em vias de, estes sim precisam ser detectados, acompanhados e cuidados, para que não se tornem estatísticas. Precisamos estar atentos aos sinais das mudanças físicas, emocionais e comportamentais, medir para gerenciar é a melhor forma de evitar problemas futuros.

Mas como detectar colaboradores com depressão?

O adoecimento mental é o acidente de trabalho que ninguém vê. O time de Recursos Humanos e os gestores têm um papel importante. O mais essencial é ‘ficar de olho’, mas como o RH tem muitas outras funções para desempenhar o melhor é capacitar coordenadores e gestores para reconhecerem algumas mudanças comportamentais destoantes.
Quando deprimida, a pessoa pode apresentar sintomas como alteração do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga. Observam-se, na maioria das vezes, problemas do sono e diminuição do apetite. Comumente ocorre uma diminuição da autoestima e da autoconfiança, assim como ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode ser acompanhado de sintomas ditos “somáticos”, como, por exemplo, perda de interesse ou prazer; despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar; agravamento matinal da depressão; lentidão psicomotora importante; agitação; perda de apetite, de peso e da libido (OMS, 2008).
No trabalho, os comportamentos mais comuns são:
  • Queda brusca na produtividade;
  • Insatisfação exagerada;
  • Cansaço fora do normal;
  • Picos de irritabilidade, agressividade ou alegria excessivas;
  • Ausência de motivação, reclusão, introspecção e tristeza.

Em uma perspectiva sociocultural, a depressão é compreendida, além de um distúrbio orgânico (hormônios), e assim pode ser expressão de uma inadaptação social ou de um pedido de socorro. Na sociedade atual existe uma legitimação da doença por meio do uso da medicação que perpassa o senso comum e torna-se presente na conduta dos profissionais de saúde. A medicação legitima o sofrimento, contribuindo para a aceitação social de que o depressivo não é louco, nem vagabundo ou fraco de caráter, mas doente e que precisa de ajuda médica.

Claro que tanto os gestores quanto o RH não são especialistas em saúde mental para dar um veredicto, mas como conhecem bem o colaborador fica mais fácil notar as mudanças acima.

A questão é delicada e criar um ambiente que seja saudável e minimize a depressão é um desafio sério que precisa ser encarado de frente. Um elemento importante para ter um bom local de trabalho é o desenvolvimento de estratégias e políticas internas.

Um relatório acadêmico da União Europeia sugere que as intervenções devem ter uma abordagem em três vertentes:

  • Proteger a saúde mental reduzindo os fatores de risco relacionados ao trabalho;
  • Promover a saúde mental desenvolvendo os aspectos positivos do trabalho e os pontos fortes dos colaboradores;
  • Abordar os problemas de saúde mental independentemente da causa.

Com base nos fatores é possível citar algumas etapas para a criação de um local de trabalho saudável, incluindo:

  • Conscientizar as lideranças sobre a importância de ter um ambiente de trabalho sadio, desenvolvendo junto com o time de RH um plano estratégico e tático para promover uma melhor saúde mental para diferentes colaboradores;
  • Compreender as oportunidades e necessidades individuais, ajudando a desenvolver melhores políticas para a saúde mental no local de trabalho;
  • Implementar e aplicar políticas e práticas de saúde e segurança, incluindo a identificação do sofrimento;
  • Envolver os colaboradores na tomada de decisões, transmitindo sensação de controle e participação. Ter práticas organizacionais que apoiam um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional;
  • Desenvolver programas de desenvolvimento de carreira, reconhecendo e recompensando a contribuição dos funcionários;
  • Criar rituais de gestão de pessoas, onde o líder abre espaço para se falar de assuntos como este; e
  • Desenvolver nos colaboradores uma segurança psicológica para que tenham coragem de falar sobre suas vulnerabilidades.

O mundo corporativo é muito competitivo e focado somente em resultados, e assuntos de cunho emocional não possuem espaço no dia a dia e não são bem-vindos quando mencionados. As intervenções de saúde mental devem ser realizadas como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que cobre a prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

Os serviços ou profissionais de saúde ocupacional podem apoiar a sua organização na implementação dessas intervenções, mas se eles não estiverem disponíveis as mudanças descritas acima precisarão ter ainda mais importância na proteção e promoção da saúde mental.

A chave para o sucesso é envolver as partes interessadas em todos os níveis ao fornecer proteção, promoção e intervenções de apoio.

Sabemos que no final do mês o que conta é meta batida e a perenidade do negócio, mas o trabalho é para ser desafiador e não sofrido. O assunto é sério e não pode ser ignorado!

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Medicina e Saúde

Covid-19: ‘soquinho’ traz menos risco de contágio que aperto de mão?

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Usar o cotovelo seria a forma mais segura, porque é a mesma coisa que comparar a superfície de um prego com a palma da mão. Mas o ideal é fazer um cumprimento que não exige contato, diz especialista

Durante a pandemia, o habitual aperto de mão está vetado, já que essa parte do corpo funciona como um veículo de contaminação pelo novo coronavírus. Diante desse impasse,  o “soquinho” tem sido adotado por muitas pessoas como cumprimento substituto na tentativa de diminuir o risco de contágio. E essa escolha é realmente é efetiva.

“O risco é menor porque você diminui a superfície de contato [entre as mãos]. Mas ele ainda existe. A mão é extremamente contaminada e cheia de bactérias, porque sempre estamos manipulando coisas”, destaca a infectologista Lina Paola, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

“Usar o cotovelo seria a forma mais segura, porque é a mesma coisa que comparar a superfície de um prego com a palma da mão. Mas o ideal é fazer um cumprimento que não exige contato”, acrescenta.

O novo coronavírus se espalha, principalmente, por gotículas expelidas por uma pessoa com covid-19 ao falar tossir e espirrar. Esses atos também contaminam o ambiente e objetos, ressalta a infectologista.

Nesse contexto, a mão se torna um grande veículo de contaminação, porque as pessoas sempre tateiam o mundo exterior e também estão constantemente tocando a boca, os olhos e nariz.

“As mucosas são muito irrigadas por vasos sanguíneos e aí se a gente está com o vírus nas mãos e toca essas regiões, ele entra rapidamente na corrente sanguínea”, esclarece.

“Se uma pessoa estiver doente, ela pode estar carregando milhões de cópias do vírus nas mãos. Então, a chance de transmissão pelo contato é muito alta”, ressalta.

A médica lembra que as recomendações para a prevenção do contágio pelo novo coronavírus continuam em vigor. “É preciso manter a distância de pelo menos um metro em relação ao outro, higienizar as mãos e superfícies”, orienta. “Pode ter reuniões, mas com menos de 50% da capacidade do lugar e janelas abertas”, completa.

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