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Internacional

Primeiro-ministro do Japão renuncia ao cargo por problema de saúde

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Shinzo Abe sofre de uma doença intestinal inflamatória e decidiu deixar o governo para continuar o tratamento

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, renunciou nesta sexta-feira (28) ao cargo devido a problemas de saúde, encerrando um período à frente da terceira maior economia do mundo, durante o qual ele procurou retomar o crescimento, reforçar a defesa e impulsionar seu perfil global.

Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro pediu desculpa aos japoneses por não conseguir concluir o mandato e afirmou que não há uma data exata para deixar o cargo.

Abe tem lutado contra a doença colite ulcerosa há anos e duas visitas recentes ao hospital em uma semana levantaram questões sobre se ele poderia permanecer no cargo até o final de seu mandato, em setembro de 2021.

Shinzo Abe não queria causar problemas ao se demitir repentinamente, mas sua condição havia reaparecido e estava em risco de piorar, informou a agência de notícias Jiji.

A renúncia irá desencadear uma corrida pela liderança no Partido Liberal Democrático, e o vencedor deve ser formalmente eleito no parlamento. O novo líder do partido manterá o cargo pelo resto do mandato de Abe.

Quem quer que ganhe a votação do partido provavelmente manterá as políticas de Abe enquanto o Japão luta contra o impacto do novo coronavírus, mas pode ter problemas em repetir a longevidade política de Abe.

Longevidade no cargo

Na segunda-feira (24), Abe, que estava no cargo desde 2012, ultrapassou o recorde de mais longo mandato consecutivo como premiê estabelecido por seu tio-avô Eisaku Sato há meio século.

A renúncia de Abe também ocorre em meio a um ambiente geopolítico incerto, incluindo uma intensificação do confronto entre os Estados Unidos e a China e antes da eleição presidencial dos EUA em novembro.

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Internacional

Trump volta a usar petróleo como argumento para tirar votos de Biden

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Trump veiculou trechos de vídeos de Biden, nos quais o ex-vice-presidente promete uma transição para energias mais limpas nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o rival na disputa pela Casa Branca, o democrata Joe Biden. Como tem feito em eventos recentes, Trump afirmou durante comício em Martinsburg, na Pensilvânia, que Biden destruiria o setor de energia dos Estados Unidos, prejudicando a produção de petróleo, caso vença a disputa.

Trump veiculou trechos de vídeos de Biden, nos quais o ex-vice-presidente promete uma transição para energias mais limpas nos EUA. O líder republicano argumenta que isso destruirá dezenas de milhares de empregos em Estados cruciais na disputa eleitoral, como a própria Pensilvânia.

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Internacional

Nasa anuncia a descoberta de água na superfície da Lua

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Agência espacial norte-americana realizou um evento online para fazer o anúncio que pode impactar os planos para a missão Artemis em 2024

Nasa, agência espacial norte-americana, anunciou, nesta segunda-feira (26), em uma conferência transmitida ao vivo uma nova descoberta obtida por meio de estudos do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês): a presença de água na superfície da Lua.

A substância foi detectada em concentrações de 100 a 412 partes por milhão – o equivalente a cerca de uma garrafa de 0,35 litro de água – presa em um metro cúbico de solo espalhado pela superfície da Cratera Clavius, uma das maiores crateras visíveis da Terra, localizada no hemisfério sul da Lua.

“Tivemos indicações de que H2O pode estar presente no lado iluminado da Lua”, afirmou o diretor da Divisão de Astrofísica do Diretório de Missão Científica na Sede da NASA em Washington, Paul Hertz.

“Agora sabemos que está lá. Esta descoberta desafia nossa compreensão da superfície lunar e levanta questões intrigantes sobre recursos relevantes para a exploração do espaço profundo”, completou.

Segundo o especialista, ainda não se sabe, no entanto, se a substância seria acessível.

A descoberta pode ter impacto na missão espacial Artemis, que enviará a primeira mulher à superfície lunar em 2024. O sucesso da missão contribuirá para outras conquistas espaciais como a exploração de Marte, programada para 2030.

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