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Política e Governo

Procon-ES debate ações sobre lote contaminado de cerveja artesanal

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O Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), no Centro de Vitória, sediou, na segunda-feira (13), uma reunião para debater estratégias em relação ao recolhimento de cervejas artesanais contaminadas do comércio no Espírito Santo. Participaram do encontro representantes da fiscalização do Procon Estadual, da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), da Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde (Sesa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e dos Procons dos municípios da Serra, Cariacica, Vitória, Guarapari, Vila Velha e Nova Venécia.

O diretor presidente do Procon-ES, Rogério Athayde, afirmou que o coordenador do Procon de Minas Gerais, Amauri Artimos da Matta, realizou contato com o órgão capixaba na última sexta-feira (10) relatando os problemas com os lotes das cervejas da marca Backer e solicitou parceria para que fossem adotadas medidas no Espírito Santo, tendo em vista a entrada de lotes contaminados no Estado.

Athayde avaliou a reunião como positiva, reforçando a disposição dos órgãos em firmar parceria para controlar a situação. “Precisamos unir esforços para evitar contaminações no Estado e garantir o direito do consumidor. Estamos empenhados em resolver essa questão juntamente com os Procons municipais e demais órgãos”, disse.

O Ministério da Agricultura instaurou uma força tarefa para recolhimento de todas as cervejas da empresa. O Mapa informou também que 11 estabelecimentos da Grande Vitória, de forma cautelar, suspenderam a comercialização das cervejas da marca. A ação não foi restrita aos lotes da cerveja Belo Horizontina. As atividades da empresa foram cautelarmente suspensas e as amostras dos produtos serão encaminhadas para o laboratório oficial do Ministério da Agricultura para análise.

Outra medida adotada foi a Portaria Recomendatória da Vigilância Sanitária Estadual para as Vigilâncias municipais de todo o Estado para a interdição cautelar do fornecimento dos lotes contaminados de cerveja.

Ainda na reunião, foi debatia a necessidade de alinhamento com a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) e o Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindibares) para que os produtos sejam retirados do mercado, com base na resolução do Mapa, assim como recolhimento produto adquirido e a devolução do valor pago por ele.

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Medicina e Saúde

Sesa apresenta resultados da segunda etapa do Inquérito Sorológico

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Em pronunciamento, na tarde desta segunda-feira (01), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, apresentaram os resultados estatísticos da segunda etapa do “Inquérito Sorológico”, realizada entre os dias 27 e 29 de maio em 19 municípios capixabas.

Nesta segunda etapa, foram realizadas 7.042 testagens entre população sorteada, pessoas que têm contato com o sorteado positivo e de pesquisadores. O estudo aponta uma prevalência de 5,14% da população infectada, o que representa uma estimativa populacional de 206.559 mil pessoas no Estado. Enquanto na primeira etapa, a prevalência foi de 2,1% da população infectada e uma estimativa 84.391 pessoas no Estado.

“São valores que apontam um crescimento exponencial da doença, com uma alta taxa de transmissão no Estado. Esse mesmo fenômeno ocorreu na percepção da interiorização da doença, que saiu de 0,26% para 2,10% de prevalência”, alertou Nésio Fernandes.

O secretário lembrou, mais uma vez, sobre a importância de o estudo ter a projeção da população do Estado. “O estudo não tem validade científica para poder analisar individualmente cada município. O objetivo do Inquérito é projetar a população do Estado”, disse.

A partir do levantamento, segundo o secretário, o Espírito Santo poderá reconhecer com mais precisão o padrão de comportamento da doença em solo capixaba. “Até o presente momento fazíamos as projeções e simulações do comportamento da pandemia com dados de outras localidades. Transcorrido três meses de enfrentamento da doença, e tendo o Inquérito Sorológico, já podemos reconhecer qual o seu padrão comportamental na nossa realidade, com características do nosso Estado. Poderemos refinar ainda mais o conjunto de decisões para o enfrentamento da pandemia”, afirmou Fernandes.

O estudo é realizado pela Sesa e tem apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Colegiado de Secretarias Municipais de Saúde do Espírito Santo (COSEMS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para ter acesso à apresentação, clique aqui

Perfil da população testada positivamente

O estudo de prevalência desta segunda etapa aponta que do total dos testes com resultados positivos, 62,3% eram do sexo feminino e 37,7% masculino, e que a faixa etária com mais casos positivos foi a de 21 a 40 anos, com 35,1% dos casos. Do total de pacientes positivos, cerca de 69,5% apresentaram sintomas e 30,5% não apresentaram quaisquer sintomas na evolução do quadro de saúde.

Dos casos sintomáticos, os principais relatados durante a segunda etapa da pesquisa foram: tosse (39,7%); anosmia (37,7%); fadiga (31%) e; febre e mialgia, ambos com 28%. Somente 37,2% dos casos procuraram o serviço de saúde. Além disso, 26,8% dos positivos apresentaram algum tipo de comorbidade e 23% duas ou mais comorbidades.

Cronograma do Inquérito Sorológico:

– Etapa 3

Data: 08, 09 e 10 de junho

Municípios: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha, Vitória, Aracruz, Barra de São Francisco, Castelo, Guaçuí, Guarapari, Pedro Canário, São Gabriel da Palha e Venda Nova do Imigrante.

– Etapa 4:

Data: 22, 23 e 24 de junho

Municípios: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha, Vitória, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Ecoporanga, Iúna, Marataízes, Santa Maria de Jetibá, Sooretama e Viana.

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Política e Governo

Artigo: Na pandemia também florescem os oportunistas

Publicado

Por Antonio Tuccílio,

presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

Há otimistas que defendem que após a pandemia de Covid-19 a humanidade vai melhorar. Acreditam que esse momento de dificuldade nos levará a questionar e refletir sobre a vida e que, por isso, sairemos da pandemia mais solidários e empáticos. Porém, enquanto brasileiros honestos agem em benefício dos mais necessitados, há também os oportunistas, principalmente os da classe política, que se aproveitam para aumentar impostos.

Um exemplo é o Projeto de Lei 250/2020, que dispõe sobre o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

Esse PL é de autoria dos deputados estaduais Paulo Fiorilo e José Américo, ambos do PT/SP, e, se aprovado, permitirá que a alíquota do ITCMD (que hoje é de 4%) chegue a 8% do valor. A justificativa para a proposta é enviar mais recursos para a saúde.  O brasileiro morre, talvez pelo coronavírus, e sua família ainda precisará pagar o dobro de imposto em um futuro próximo. Beira o desumano.

Esse aumento por si só não tem justificativa, mas o que chama a atenção é o surgimento dessa proposta durante uma pandemia, enquanto milhares de brasileiros perdem seus empregos, a estabilidade emocional e seus familiares. Até o momento, mais de 12 mil já partiram.

Quem dera esse fosse apenas um caso isolado. Recentemente, a pedido do Estado de São Paulo, o TJ-SP suspendeu os pagamentos de precatórios por 180 dias. Há uma longa fila para recebimento e muitos casos já duram 17 anos. São Paulo e vários outros estados não arcam com suas dívidas e ainda se aproveitam da doença para ganhar mais tempo. Enquanto isso, o cidadão – que espera seu precatório há décadas e que, mais do que nunca, precisa receber o que lhe é devido – fica a ver navios.

Com ou sem pandemia, oportunistas sempre vão existir. A humanidade já passou por doenças terríveis e cá estamos nós: sobrevivendo aos mandos e desmandos dos poderosos, assistindo casos de corrupção estampados no noticiário nacional e tendo de lutar contra cortes de salários e projetos de leis criados por quem deveria nos ajudar, mas que usa seus cargos – bem remunerados, vale lembrar – para nos prejudicar.

Já disse diversas vezes e reforço que se políticos têm a real intenção de contribuir, que comecem cortando seus próprios benefícios. Que sejam exemplo daquilo que querem aparentar ser.

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