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Segurança

Projeto estimula talentos e reintegração social por meio da pintura

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Na Penitenciária de Barra de São Francisco, o projeto Pintura em Tela ajudou a lapidar muitos talentos. Desenvolvido na unidade desde 2016, a iniciativa estimula a criatividade e o autoconhecimento, que contribuem para preparar mente e corpo para a reinserção social.

O objetivo do projeto é fazer com que internos desenvolvam imaginação, percepção e sensibilidade com as produções artísticas, além de possibilitar que cada um reflita sobre as pinturas criadas. Os internos participam do projeto de forma voluntária. Quem já possui mais experiência repassa seus conhecimentos a outros internos que demonstram interesse em participar. As obras produzidas no projeto ornamentam diversos espaços da unidade prisional.  

O interno Ronaldo Izidoro Fernandes participa do projeto de arte desde a sua implantação e já obteve o primeiro lugar em um concurso de pintura desenvolvido no sistema prisional em 2016. Para ele, o projeto proporciona muitos benefícios para a execução da pena.

“Devido a minha condenação, pensei que minha vida não tinha mais sentido. A partir do momento que passei a participar do projeto, vi que eu havia recebido uma nova oportunidade, que cresceu ainda mais quando ganhei o primeiro lugar no concurso de pintura. A admiração das pessoas alimenta minha intenção de continuar e crescer. Comecei essa ideia na prisão e não sabia que tomaria tamanha proporção. A pintura é um dom que Deus nos dá e que, a partir do momento que começamos, tomamos amor pela arte que se torna uma espécie de ‘vicio bom’ e não queremos mais parar. Por meio dos livros, aprendi técnicas que ajudaram a aperfeiçoar minha arte. Hoje, minha família vende os quadros para a minha manutenção no projeto e até mesmo para arrecadar fundos para outras demandas. Até hoje já se foram mais de 100 telas”, diz Ronaldo Fernandes.

O diretor da unidade prisional, Makssuel Dellevidove, destaca que projetos como o Pintura em Tela são essenciais para o desenvolvimento, respeito e a valorização do ser humano. “Damos importância ao ser humano, independentemente do crime que ele tenha cometido. Somos ressocializadores e não medimos esforços para oferecer o incentivo necessário para que eles façam sempre uma reflexão de suas vidas dentro e fora da prisão”, afirma.

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Segurança

Novo golpe: criminosos clonam contas de WhatsApp para extorquir

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Grupos usam fotos disponíveis na internet para simular uma nova conta do aplicativo em outro número de celular e roubar dinheiro das vítimas

A empresa de cibersegurança Kaspersky divulgou um alerta nesta semana sobre a ação de criminosos que estão clonando o WhatsApp de usuários para extorquir dinheiro de pessoas conhecidas das vítimas. 

A grande diferença desta nova modalidade de golpe é que a pessoa dona do perfil ‘clonado’ ou ‘falsificado’ não fica sabendo que os criminosos estão usando sua identidade para aplicar a extorsão. Nos casos em que a conta é roubada, golpe que teve um grande número de casos registrados, a pessoa sabe que foi vítima de um crime virtual porque perdeu o acesso à conta.

Para realizar este novo golpes, tudo que os golpistas precisam é de um chip de celular, uma foto de perfil do usuário e informações sobre amigos e familiares da vítima. Então, enviam uma mensagem dizendo “troquei meu celular”.

Após uma rápida troca de mensagem para ludibriar a vítima, o criminoso pede um empréstimo de dinheiro para pagar uma conta ou realizar uma compra e o novo celular é a desculpa perfeita para a falha na transferência. 

O golpe é aplicado com os esforços de dois tipos de infratores: os que roubam dados e os comercializam na deep web e os que compram esses dados e praticam a extorsão.

Em setembro deste ano, a Polícia Civil de Goiás realizou a operação Data Brookers, e prendeu criminosos que conseguiram R$ 500 mil com as extorsões envolvendo a clonagem de WhatsApp.

Algumas medidas que podem ser tomadas para evitar esse transtorno são alterar as configurações de privacidade do aplicativo para que a foto de perfil seja mostrada apenas para os contatos, não usar a mesma imagem em todas os perfis na internet e sempre desconfiar de mensagens suspeitas, além, de manter a dupla autenticação do WhatsApp ativada. 

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Segurança

“A gente não via ameaça”, diz familiar de criança que morreu vítima de espancamento na Serra

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Segundo familiares, o pai do suspeito de cometer o crime passou mal e morreu logo após saber o que o filho havia feito com a criança

Ainda consternados e abalados com a perda da pequena Aghata Vitória Santos Godinho, de cinco anos, que foi espancada até a morte na tarde da última segunda-feira (19), familiares não conseguiram retornar para a própria casa. A menina morava com a mãe, o irmão e o padrasto, que é o principal suspeito de ter cometido o crime, numa residência do bairro Cidade Nova, na Serra.

Um familiar da menina, que preferiu não se identificar contou que na casa onde a família morava agora não tem ninguém. A mãe da criança, de 23 anos, não consegue voltar para o local onde tudo aconteceu. Ela está amparada na casa de irmãos.

Segundo o relato do familiar, Elisnay Borges Eloy, o padrasto da criança, era amado pela garotinha, que carinhosamente o chamava de ‘Nanay’, e ninguém nunca suspeitou de que ele representasse perigo. No dia do crime, a menina teria ido até o bar da avó para comprar salgadinhos e estava feliz, pois quem deu o dinheiro havia sido o padrasto.

O familiar disse ainda que a mãe de Aghata e o companheiro começaram a namorar e logo resolveram morar juntos. E que o homem nunca apresentou um comportamento agressivo, pelo contrário.  O familiar conta que Aghata amava o padrasto e ele sempre a levava para um de seus passeios preferidos: ir a praia.

“A gente nunca pensava que ele ia fazer isso aí, ele levava ela pra praia, eles mostravam ser um casal muito feliz. A gente não via ameaça nenhuma. Se a gente visse, nossa senhora, a gente faria alguma coisa, ninguém iria aceitar isso aí não. Todo mundo falava que ele era gente boa. Todo mundo falava, ‘agora ela achou alguém gente boa'”, relatou.

Ainda segundo o relato, o susto foi tão grande que o pai do suspeito, quando soube o que o filho havia feito, passou mal e morreu.

“A família dele não tem culpa né, nem um pai não sabe que cria um monstro dentro de casa. Se o pai soubesse que o filho era um monstro… tanto que ele até morreu, coitado”, disse.

Elisnay Borges Eloy tem 35 anos e foi preso em flagrante na última terça-feira (20).  Ele foi levado para o Centro de Triagem de Viana e lá teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça, após uma audiência de custódia.

Em tentativa de contato com o pai biológico da menina, mas não obteve retorno. Segundo a família, muito abalado, o homem passou mal e não conseguiu acompanhar o enterro da filha.

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