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Política Nacional

Rejeição ao governo Bolsonaro cai ao menor nível desde abril de 2019

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Pesquisa da XP/Ipespe, divulgada nesta quinta (15), indica que 31% dos entrevistados consideram a gestão “ruim” ou “péssima”. Outros 39% aprovam

A reprovação ao governo de Jair Bolsonaro recuou agora em outubro de 2020 ao menor nível desde abril de 2019, de acordo com pesquisa da XP, em parceria com o Ipespe (Instituto de pesquisas sociais, políticas e econômicas), divulgada nesta quinta-feira (15). 

Hoje, 31% dos entrevistados consideram a gestão “ruim” ou “péssima”, o menor patamar desde os 26% registrados em abril do ano passado. Por outro lado, 39% consideram a administração federal “ótima” ou “boa” e 28% a julgam “regular”. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Ao todo, o instituto fez 1.000 entrevistas pelo telefone, entre os dias 8 e 11 de outubro, com eleitores de todo o Brasil. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A expectativa para o restante do mandato, que termina em 2022, é que será “ótima” ou “boa” para 39% dos respondentes. Outros 32% preveem anos “ruins” ou “péssimos” da atual gestão, e 26% esperam um governo “regular” até 2022. Neste recorte, 4% não responderam ou não souberam.

Auxílio Emergencial

O levantamento também mostrou uma boa maioria dos entrevistados, 68%, a favor da manutenção do auxílio emergencial no começo de 2021, caso não seja possível implementar o programa de distribuição Renda Cidadã.

A decisão do presidente de manter o auxílio até o fim de 2020, mas em valor menor, foi considerada “ótima” ou “boa” por 45% dos entrevistados (eram 47% em setembro), e “ruim” ou “péssima” por 28% deles (em setembro, eram 25%). Os que a consideram “regular” mantiveram o patamar de 24%.

Questionados se o governo deve estender o auxílio emergencial “por alguns meses” de 2021, caso não consiga aprovar no Congresso a criação do Renda Cidadã para que tenha validade no próximo ano, 68% responderam “sim”, enquanto 27% disseram “não” e 4% não souberam ou não responderam.

Covid e Economia

A avaliação da atuação de Bolsonaro no combate à crise do coronavírus também passou por tendência semelhante à registrada sobre a administração em geral.

A avaliação negativa oscilou para baixo novamente, movimento percebido desde maio. Ela é vista como “ruim” ou “péssima” por 47% dos entrevistados, contra 49% em setembro. A avaliação positiva variou para cima de 28%, em setembro, para 30% em outubro.

Quando o assunto é economia, 47% avaliaram que ela está no “caminho errado”. Em setembro, eram 48%. Para 39% ela está “no caminho certo”, contra 38% no mês anterior. E 13% não souberam ou não responderam, mesmo número apontado na pesquisa passada.

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Política Nacional

Paulinho da Força vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro

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Deputado e o genro responderão também por falsidade ideológica eleitoral e caixa dois. Cerca de R$ 1,7 milhões não foram declarados

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade e seu genro, o advogado Cristiano Vilela Pinho, se tornaram réus por corrupção e lavagem de dinheiro. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) aceitou a denúncia na quinta-feira (29).

O deputado foi acusado de receber pagamentos não contabilizados durante campanhas para a Câmara dos Deputados em 2010, e à Prefeitura de São Paulo, entre 2012 e 2013, somando cerca de R$ 1,7 milhão. Na decisão do TRE, o juiz Marco Antônio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, manteve o bloqueio de contas bancárias e de bens do parlamentar.

De acordo com denúncia do Ministério Público, o parlamentar recebeu R$ 200 mil indevidamente durante campanha para a Câmara dos Deputados. O dinheiro teria ficado como caixa dois de campanha e não foram contabilizados na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Na disputa à Prefeitura de São Paulo, o candidato teria recebido R$ 1,5 milhão, que também não foram declarados.

Defesa

Em nota, a defesa do deputado afirma que “apresentará, no momento oportuno, os elementos necessários a demonstrar sua inocência quanto aos fatos apurados”. O texto afirma ainda que “causa perplexidade que a imprensa e setores do judiciário utilizem informações de uma delação sabidamente fraudulenta, que agoniza no STF”. O deputado “repudia a atuação da Lava Jato com viés político partidário, extrapolando os limites constitucionais, buscando unicamente dar protagonismo para seus atores”.

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Política Nacional

‘Jamais esteve sob análise privatizar o SUS’, afirma Paulo Guedes

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Ministro disse que seria uma ‘insanidade falar disso’, ao se referir a decreto que autorizava estudos para incluir unidades de saúde em plano de concessão

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que jamais esteve sob análise privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde), durante sua participação nesta quinta-feira (29) na comissão mista do Congresso, que debatia as medidas do governo para conter a pandemia do novo coronavírus.

“Até eu tomei um susto. Garanto que jamais esteve sob análise privatizar o SUS. Seria uma insanidade falar nisso”, disse o ministro, se referindo à polêmica provocada por decreto sobre PPPs (parcerias público-privadas) de estudos técnicos, que incluia UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do SUS.

A medida, que autorizava estudos para incluir unidades de saúde em programa de privatizações, foi revogada após forte repercussão contrária.

Na contramão da possível privatização, Guedes exaltou a eficiência do SUS durante a pandemia. “O SUS mostrou a decisiva importância de termos um sistema descentralizado de acesso à saúde e mostrou, durante a crise, por que ele foi um passo acertado. A criação dessa ferramenta, de um sistema descentralizado de saúde, é evidente que seria um contrassenso falar em privatizar o SUS”, defendeu.

O ministro minimizou a decisão, dizendo que foi só uma daquelas “dezenas de medidas que a gente toma” todos os dias. “Se fosse uma privatização do SUS , teria que ter ido ao Congresso. Não é nada desse tipo”, argumentou.

“Esse decreto aparentemente veio da área de PPI, uma área que estava sob coordenação da Casa Civil, que passou para a Economia. A secretária Martha Seillier é uma pessoa competente, trabalhadora, funcionária pública. A iniciativa dela deve ter ido ao Pazuello (Eduardo) conversar sobre isso”, explicou o ministro.

O ministro ainda destacou que, se fosse num momento critico da pandemia, a iniciativa poderia ter vingado. “Aparentemente, há um mês atrás, com a pandemia ainda forte, isso já estaria assinado. Tinha mais de 4.000 unidades de saúde que iniciaram a construção e não estavam conseguindo terminar por falta de recursos. No meio de uma pandemia e sem a capacidade de atendimento”, concluiu.

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