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Política Nacional

“Riqueza do pré-sal será transformada em educação e saúde para o trabalhador”, diz Guedes

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Ministro participou de cerimônia de assinatura do termo aditivo do contrato de cessão onerosa

Durante a cerimônia de assinatura do termo aditivo do contrato de cessão onerosa do pré-sal, na sexta-feira (01/11), na sede da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a riqueza dos recursos naturais servirá para impulsionar o desenvolvimento econômico do país nos próximos anos. 

“Vamos transformar este capital físico e fóssil em capital humano. Em vinte, trinta, quarenta anos, vamos transformar toda esta riqueza inexplorada em capital humano, em saúde e educação para o trabalhador brasileiro”, disse o ministro. 

Leilão de volumes excedentes

A conclusão da revisão da cessão onerosa é um passo fundamental para a realização do leilão dos volumes excedentes do pré-sal, marcado para o dia 6 de novembro. O termo firmado agora é uma revisão dos valores previstos no contrato assinado em 2010, em que a União cedeu onerosamente à Petrobras o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo em área contida no polígono do pré-sal. 

À época, a Petrobras pagou R$ 74 bilhões à União. O próprio contrato previa, no entanto, revisão desse valor após a declaração de comercialidade dos campos localizados na área, o que ocorreu entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014. Com base nos novos cálculos previstos no contrato, a União terá que devolver R$ 34 bilhões à petroleira.

A conclusão da revisão permitiu destravar a licitação do volume de petróleo que excede os 5 bilhões de barris cedidos à Petrobras. Serão leiloados os volumes excedentes dos campos de Atapu, Búzios, Itapu e Sépia, na Bacia de Santos. O bônus de assinatura a ser auferido pela União pode chegar até R$ 106 bilhões, caso todas as áreas recebam ofertas.

Investimentos

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, também destacou a relevância do leilão para o país. “Além do potencial de arrecadação para União, estados e municípios, o leilão irá destravar o investimento na exploração dessas jazidas, gerando emprego e renda”, disse. 

O ministro Paulo Guedes estava acompanhado no evento do procurador-geral da Fazenda Nacional do Ministério da Economia, José Levi Mello do Amaral Júnior, e participaram ainda da cerimônia o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o advogado-geral da União, André Mendonça, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

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Política Nacional

Jornalista Gilberto Dimenstein morre aos 63 anos em São Paulo

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Fundador do site Catraca Livre tinha 63 anos e lutava contra um câncer no pâncreas com metástase no fígado

O jornalista Gilberto Dimenstein morreu nesta sexta-feira (29) em São Paulo, aos 63 anos. Com passagem por vários veículos, o fundador do site Catraca Livre lutava contra um câncer de pâncreas, com metástase no fígado. 

No fim do ano passado, em depoimento ao jornal Folha de S.Paulo, onde trabalhou, Dimenstein falou sobre o diagnóstico. “A clareza maior da morte é uma dádiva. Não é o fim, mas um começo”, afirmou.

Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte do colega. “Uma perda imensa para o jornalismo brasileiro. Um homem íntegro, inspiração para minha geração, que lutou até o fim contra uma doença cruel”, escreveu a jornalista Vera Magalhães, editora do BR Político, do portal do Estadão.

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Política Nacional

Bolsonaro sanciona com vetos pacote de R$ 60 bilhões a estados e municípios

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, com vetos, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020 que institui as medidas de socorro aos estados e municípios durante a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro havia confirmado durante a noite de quarta-feira que sancionaria o texto, no limite da data legal para tomar uma decisão sobre a medida. Já na madrugada, a publicação oficial foi feita no Diário Oficial da União (DOU).

Vetos

Conforme previsto, o presidente vetou o trecho que abria exceções para algumas classes em relação ao congelamento dos salários de servidores públicos. O Congresso havia liberado aumentos para profissionais da saúde, forças de segurança, professores, funcionários de funerárias e garis.

Em videoconferência com governadores, na última quinta-feira (21), Bolsonaro pediu apoio na manutenção desse veto, que, na prática, fará com que professores, membros da segurança pública e também médicos e enfermeiros que atuam contra a Covid-19 tenham seus salários congelados.

Após alerta de organismos internacionais, o presidente também vetou o trecho da lei que aliviava a cobrança de dívidas de estados e municípios durante a pandemia. Por recomendação do Ministério da Economia, o artigo caiu.

Outro veto impede que as unidades federativas que não conseguirem pagar suas dívidas dentro dos prazos estabelecidos tenham mais 30 dias de tolerância. Novamente, a equipe econômica interveio e alegou que o prazo de moratória excederia o limite constitucional.

Por fim, o governo federal permitiu que os prazos de todos concursos públicos já homologados continuem a correr. Havia um artigo suspendendo os prazos para concursos federais e locais – o que foi vetado.

Custos

O PLP 39 vai custar R$ 125,8 bilhões para as contas da União, de acordo com cálculo do Ministério da Economia.

Somente em transferência direta da União para estados e municípios serão R$ 60,15 bilhões. A estimativa é de que a suspensão de dívidas dos entes federados subnacionais com a União e de dívidas previdenciárias somem, respectivamente, R$ 35,34 bilhões e R$ 5,6 bilhões.

Já a renegociação das obrigações com a Caixa Econômica Federal (CEF) e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve totalizar R$ 13,98 bilhões. Além disso, o pacote inclui R$ 10,73 bilhões em renegociações de obrigações com organismos multilaterais e mais R$ 5,6 bilhões na suspensão de pagamentos de dívidas previdenciárias.

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