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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena Abril

Publicado

Por Paulo Borges

Os partidos políticos fecharam suas chapas para disputarem as eleições municipais deste ano. Os nomes para o nível da proporcional tiveram novidades e bons nomes surgiram para a disputa. Já em nível de candidaturas majoritárias, são quase sempre os mesmos nomes. Em São Mateus o quadro apresenta nomes que já cansaram o eleitor. Não representam nenhuma mudança, nenhuma novidade, nenhuma capacidade e compromisso com as coisas e necessidades do município. Essas figurinhas carimbadas têm sempre uma ligação incestuosa com grupelhos e camarilhas de outras regiões que nada têm de afinidade com a nossa realidade. Maus políticos mateenses ainda insistem em achar que a solução dos problemas de São Mateus está em políticos alheios as necessidades do lugar, que lá da capital mandam recados, intimações e delegações para serem seguidas e obedecidas. O pior é que a maioria se curva como vaquinhas de presépio para essa gente que nada fazem por São Mateus e sua gente. O eleitor mateense deseja que os candidatos tenham compromisso apenas com o município.

Uma outra questão é que tem gente que na teoria defende a renovação na política, a necessidade de se apostar em novas lideranças, varrer do cenário da política local aqueles que quando puderam fazer alguma coisa nada fizeram e acabaram envolvidos em falcatruas e até se enriqueceram às custas do erário e da certeza da impunidade. Mas quando chegam as eleições se vendem, se aliam, defendem aqueles que na teoria criticava e que na prática continua votando e dando oportunidade de sobrevida política a essa mulambada.

Na política mateense os abutres continuam ativos. Uns com a lábia de sempre, outros com a mala abarrotada de dinheiro para dar início a aquisição de consciências e outros com as atitudes vulgares, de inconsequência e de pura palhaçada. É contra essa camarilha que muitos se levantam fora do período eleitoral, mas quando vêm as eleições vendem a alma para o capeta, a mãe e o cachorro para os candidatos.

Mas estão aparecendo bons nomes na política local. Nem todos têm o conhecimento das demandas municipais, a capacidade de gestor, a determinação e projetos para empreender a retomada do desenvolvimento do município e o resgate de seus valores, tradições e a autoestima da população. Mas é uma esperança, pode servir como aprendizado para o lado bom da política. Aliás, a política é uma ciência em movimento, enquanto os políticos, normalmente costumam ser outra coisa que se movimenta em direção aos interesses inconfessáveis.

Outra questão que não se pode esquecer é o comportamento dos críticos do atual prefeito. Tem aqueles que preferem se omitir diante do caos, e aqueles que só criticam por ter participado da campanha ao lado do prefeito e este, ao ser eleito não os chamaram para assumir cargos na administração. Será se o Daniel Santana (PSDB) tivesse nomeado esses críticos de última hora eles estariam na oposição mesmo vivenciando o caos político-administrativo do município? O que vejo é muita hipocrisia. Todos sabiam quem era o atual prefeito e apostaram nele porque “ele ia ganhar” e a boquinha na nova administração era sempre uma possibilidade real.

Avaliar o quadro que se formou com os pré-candidatos não motiva ninguém que deseja uma verdadeira renovação na política de São Mateus. Claro que temos nomes de pretendentes que podem dar caldo, mas as figurinhas de sempre estão na crista da onda.

Na verdade, em São Mateus ainda prevalece a máxima “mudar para continuar a mesma coisa”. Essa ladainha já conhecemos.

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Muitos, por desconhecerem a dinâmica da política, ficam fixados apenas no cargo majoritário. Fazer vereador é, em muitos casos, mais importante e, por isso, os partidos devem investir nos seus pré-candidatos a vereador. É bom lembrar que vereador cassa prefeito e prefeito não cassa

vereador. O problema é que muitos dos eleitos não conseguem entender a importância que tem o legislativo e a sua força para uma administração honesta e comprometida com as demandas do município e de sua população. Alguns preferem se “vender” aos caprichos do executivo. E dizem amém a tudo que o chefe do executivo exige deles. Daí a ignorância de muitos eleitores e do cidadão comum sobre o papel do legislador, achando que ele tem que fazer obras, calçar ruas, arranjar emprego, conseguir facilidades e boquinhas e bocões na administração pública. Somado a isso, tem a pouca importância que se dá a comunicação com a população.

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Normalmente todo prefeito faz alguma coisa por seu município. Faz “pelos seus” mais ainda. Olhando pelo retrovisor, quem ficou rico ou ficou pobre depois de cumprir um ou dois mandatos? Quase todos ficaram bem financeiramente, apesar das denúncias e acusações do Tribunal de Contas. Em São Mateus temos exemplos? Com certeza. E ainda tem uns que, ainda, se apresentam como interessados em participar do pleito. Parece que no país que vivemos o que não se pode é ser honesto. O resto tudo pode.

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Nas próximas eleições existe a esperança de se eleger bons candidatos para a vereança de São Mateus. Se houver critérios e os melhores forem os eleitos, teremos um legislativo atuante, consciente do seu papel institucional e que vai nortear o executivo no cumprimento do Orçamento. Fiscalizar e legislar, eis o papel dos vereadores. O resto, buscar migalhas junto ao prefeito em troca de algum benefício, é coisa de parlamentar que desconhece quais são suas atribuições. O problema é que até o supostamente esclarecido costuma entrar nesse jogo. Mas aí é questão de caráter.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena de Março

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A política não para de ser assunto, mesmo em um momento grave em que o coronavirus está posto. A disputa entre Bolsonaro e alguns governadores na ânsia de falarem heresias tem tomado às redes sociais. A política partidária, com olhar sobre as próximas eleições em que o Brasil vai eleger seus prefeitos e vereadores começa a tomar lugar na discussão daqueles que se aproveitam para tencionar questões que só os favorecem. Fala-se agora em adiar as eleições por dois anos empurrando tudo para 2022, quando haveria eleições gerais. É uma discussão cínica, típica de oportunistas que desejam esticar mandatos. A solução pura e simples não entra nesse cardápio. Se não puder ter as eleições em outubro, que tenha em dezembro. Pronto, está resolvida a questão. Mas, no país em que vivemos, estamos acostumados às soluções complicadas, desprezando as de simples resoluções. Adiar as eleições deste ano para 2022 é golpe, é roubar o eleitor em seu direito de exercer a sua cidadania de retirar o corrupto ou reeleger o bom gestor. Se querem com o surto do vírus o usarem para resolver uma questão que não se resolve por vias legais pelo Congresso Nacional, eleições gerais em 2022 com prorrogação dos atuais mandatos municipais é golpear a democracia. Se querem eleições gerais daqui a dois anos, basta elegermos os nossos representantes para um mandato de apenas dois anos o que vai dar a coincidência de mandatos gerais.

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Sobre essa questão aplicada ao município de São Mateus seria extremamente nociva. O lugar e seu povo sobreviveriam ao coronavirus, mas não sobreviveriam a mais um mandato de um prefeito que só trouxe o caos para o município. Seria o apocalipse em terras mateenses. Claro que sempre se corre o risco de se eleger outro incompetente, porra louca, energúmeno. E tem alguns com essas “virtudes”. Infelizmente ainda tem eleitor que gosta de valorizar a mediocridade, o que se tem de mais danoso para a nossa cidade e sua população. Nesses casos fala mais alto o egoísmo, o interesse de grupelhos, de quadrilhas e camarilhas. É uma cultura institucionalizada Brasil a fora.

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O Brasil, até onde consigo enxergar, emburreceu. Em vários setores da sociedade, na escola, na música, na política, enfim em áreas que já foram melhores em seus conceitos. Mas, nada foi construído por acaso. A gente observa a mídia enaltecendo subvalores, potencializando artistas e músicas que beiram a insanidade intelectual e do bom senso, lixos que jogam na cara e na porta das pessoas. E agora essa febre das redes sociais, aonde muitos se julgam entendedores de todos os assuntos, se intitulam jornalistas e profissionais de outras áreas. A proliferação de informações mentirosas que são colocadas apenas para desinformar e criar uma situação de confusão na cabeça das pessoas. E ainda tem um presidente que se comunica por Life, numa postura de comunicação fajuta, amadora e de um provincianismo atroz. E mais, desqualifica a imprensa, colocando no mesmo saco a marrom e a imprensa séria, como se não existissem jornalistas éticos, veículos que procuram apenas informar. Aliás, ética e moral que são virtudes difíceis de se encontrar no meio político. O Lula também detestava a imprensa séria. Só valorizava os seus bajuladores. E ainda temos um ladrão já condenado, solto, fazendo política e desqualificando o país, mundo afora… Mas esse é outro tenebroso assunto.

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Em São Mateus o prefeito sai pelas ruas pedindo para a população ficar em casa. Na periferia, onde ele diz ser o pai dos pobres, tudo que diz soa aos ouvidos do cidadão atento, como falsa, artificial, sem credibilidade. O povo em casa e ele no restaurante almoçando sem se incomodar com a determinação de ficar em casa. Duvido se tiver alguma festa programada que ele deixe de realizá-la. É o seu negócio e ele não vai deixar de faturar algum por causa de uma população que ele despreza ao não oferecer os benefícios básicos que todos precisam e pagam por eles com seus impostos.

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Nessa situação toda, como está a Câmara Municipal? Desistiu de agir, de elaborar uma ação para amenizar o sofrimento da população do município de São Mateus? Muitos alegam que fizeram o seu papel. O problema é que existe um trabalho de comunicação falho, sem sistematização para fazer chegar à sociedade aquilo que foi feito e que é feito no legislativo. Na comunicação não basta ser apenas um burocrata, é necessário elaborar um projeto de comunicação para ser levado a quem de direito para que seja viabilizado. Cabide de emprego acaba sempre prejudicando a transparência de atos dos poderes. Indicação de cabo eleitoral para ocupar posições sem o devido conhecimento da engrenagem política da comunicação não tem como dar certo. A Prefeitura também peca pela maneira como leva suas realizações (existem?) ao público. Talvez por não ter nada para apresentar, os responsáveis pela comunicação fiquem apenas fazendo malabarismo para mostrar o que não existe de relevância para o desenvolvimento do município e conhecimento da população. Competentes profissionais existem, mas nem sempre conseguem demonstrar suas competências em função de entraves inconfessáveis de seus patrões.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Março

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Partidos e candidatos estão correndo contra o tempo para montarem suas chapas de vereador observando o prazo final que delimita as suas pré-candidaturas. Em São Mateus as articulações acontecem em todos os recantos, inclusive na propriedade de um vereador que reuniu vários colegas e ex-vereadores, bem como outros simpatizantes em torno da ideia de se construir um Blocão para a disputa do pleito eleitoral deste ano. Ainda não tem um partido, mas nutre simpatia pelo DEM. E também a simpatia pelo nome do ex-prefeito, Amadeu Boroto (Sem partido), que teria “condições” de fortalecer o grupão com boas perspectivas de sucesso no pleito eleitoral. Essas questões discutidas devem ser desmentidas, o que é muito comum nos dias de hoje, quando o político não perde a mania de achar que a mentira é virtude. O encontro aconteceu.

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Ainda sobre essa demanda, vale aqui especular sobre a possibilidade do Amadeu vir a ser o novo filiado do Democratas (DEM). Existe um comentário à boca de miúda que o deputado estadual Freitas (PSB) estaria interessado em cooptar esse partido. Se essa articulação se consumar, seria um fator impeditivo para Boroto vir a cerrar fileiras nessa legenda. Os dois ainda não conseguiram superar o entrevero em que o ex-prefeito acusou o parlamentar de ter lhe tomado o controle do PSB. Ali, pelo que se sabe, acabou o casamento. Com isso, resta uma legenda muito importante e que, infelizmente, vive há anos no ostracismo. É o MDB. Acredito que seria um caminho com menos atropelos. O grupo com Amadeu puxando o Blocão dava um gás a legenda tornando-a competitiva.

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Com relação ao MDB de São Mateus, seus dirigentes garantem que ainda não foram procurados, mas que diálogo deve sempre nortear a boa política. Isso nos leva a especular e conjecturar que pode sim haver um entendimento nessa questão.

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Apesar do ex-deputado federal, Jorge Silva (SD), ter declarado que não seria candidato a nada, a sua hibernação pode vir a ser abortada. A pressão existe e a possibilidade de uma pré-candidatura a prefeito de São Mateus também. O Governo do Estado gostaria de ver o Jorge candidato, mas com a sua desistência, sentiu-se frustrado. Acontece, porém, que Jorge Silva não é urso e, sendo assim, poderá interromper o período de hibernação e vir para o jogo político, disputando a eleição. Até porque, quem hiberna é urso; Jorge é humano.

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Mas, para que Jorge Silva venha a ser pré-candidato a prefeito terá que deixar o Solidariedade, que tem uma pré-candidata declarada – Claudetinha – que conta com o empenho do pai Mateusão. Força para mudar o quadro o Jorge tem, mas talvez o caminho a ser percorrido seria procurar outra legenda sob as bênçãos do governo estadual. Por enquanto são conjecturas, mas vale a pena especular, pois numa dessas a verdade-verdadeira sobe à superfície.

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A política em São Mateus nunca foi para amador, mas os falastrões sempre têm o seu lugar de destaque. De qualquer maneira o processo eleitoral mateense será aminado, digno de ser disputado no Maracanã. Tem candidato parecido com tricolor, botafoguense e vascaíno, mas rubro-negro ainda não. Tem muitos parecidos com os times pequenos. Aí não cabem no Maracanã, mas no campinho da Cohab (com todo respeito). De qualquer maneira todos estão no campeonato eleitoral. A final será em outubro.

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Existem pessoas que insistem em dizer que todos os candidatos são iguais. Mas falam no sentido pejorativo. Não vejo assim. Existem bons pré-candidatos. Em São Mateus temos alguns que são honestos, preparados, tem capacidade de agregar o que temos de melhor para compor um governo sério. O problema é que o eleitor na sua dificuldade de enxergar isso, vai no populista, no que está mais na mídia e no “que vai ganhar”. O resultado pode desaguar no desastre que aí se instalou há pouco mais de três anos.

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Em Vitória o mercado político-eleitoral também está a pleno. Pelo lado chapa branca municipal o nome que o atual prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), traz na manga é o do deputado estadual Fabrício Gandini, do mesmo partido. Sergio Sá, vice e ex-secretário da Prefeitura de Vitória se disse rompido com o governo, mas há controvérsias nessa sua atitude. Sá é, provavelmente, o pré-candidato a prefeito com o apoio do governador Casagrande. Uma composição pode vir a ser construída com Gandini, mas para isso é preciso saber que musculatura Sérgio Sá tem para mostrar no seu próprio partido que “ainda” tem Majesk e o secretário municipal, Natan Medeiros na disputa para representar o governo estadual nessa composição. Até onde se sabe, Gandini não abre mão da cabeça de chapa, mas isso não parece ser problema numa boa engenharia política a ser usada. Existem pesquisa que daria conta de que Amaro Neto se destaca, mas sua rejeição é muito grande. Com isso as chances de uma disputa acirrada vão ficar para os outros pré-candidatos que são muitos. Acho que essa expertise deve ter vindo de São Mateus…

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São Mateus vai sobreviver ao coronavírus. Tem sobrevivido até aqui ao prefeito Daniel o que lhe dá uma forte imunidade.

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Contato para a coluna: pauloborgesjn@hotmail.com

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