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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Março

Publicado

Partidos e candidatos estão correndo contra o tempo para montarem suas chapas de vereador observando o prazo final que delimita as suas pré-candidaturas. Em São Mateus as articulações acontecem em todos os recantos, inclusive na propriedade de um vereador que reuniu vários colegas e ex-vereadores, bem como outros simpatizantes em torno da ideia de se construir um Blocão para a disputa do pleito eleitoral deste ano. Ainda não tem um partido, mas nutre simpatia pelo DEM. E também a simpatia pelo nome do ex-prefeito, Amadeu Boroto (Sem partido), que teria “condições” de fortalecer o grupão com boas perspectivas de sucesso no pleito eleitoral. Essas questões discutidas devem ser desmentidas, o que é muito comum nos dias de hoje, quando o político não perde a mania de achar que a mentira é virtude. O encontro aconteceu.

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Ainda sobre essa demanda, vale aqui especular sobre a possibilidade do Amadeu vir a ser o novo filiado do Democratas (DEM). Existe um comentário à boca de miúda que o deputado estadual Freitas (PSB) estaria interessado em cooptar esse partido. Se essa articulação se consumar, seria um fator impeditivo para Boroto vir a cerrar fileiras nessa legenda. Os dois ainda não conseguiram superar o entrevero em que o ex-prefeito acusou o parlamentar de ter lhe tomado o controle do PSB. Ali, pelo que se sabe, acabou o casamento. Com isso, resta uma legenda muito importante e que, infelizmente, vive há anos no ostracismo. É o MDB. Acredito que seria um caminho com menos atropelos. O grupo com Amadeu puxando o Blocão dava um gás a legenda tornando-a competitiva.

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Com relação ao MDB de São Mateus, seus dirigentes garantem que ainda não foram procurados, mas que diálogo deve sempre nortear a boa política. Isso nos leva a especular e conjecturar que pode sim haver um entendimento nessa questão.

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Apesar do ex-deputado federal, Jorge Silva (SD), ter declarado que não seria candidato a nada, a sua hibernação pode vir a ser abortada. A pressão existe e a possibilidade de uma pré-candidatura a prefeito de São Mateus também. O Governo do Estado gostaria de ver o Jorge candidato, mas com a sua desistência, sentiu-se frustrado. Acontece, porém, que Jorge Silva não é urso e, sendo assim, poderá interromper o período de hibernação e vir para o jogo político, disputando a eleição. Até porque, quem hiberna é urso; Jorge é humano.

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Mas, para que Jorge Silva venha a ser pré-candidato a prefeito terá que deixar o Solidariedade, que tem uma pré-candidata declarada – Claudetinha – que conta com o empenho do pai Mateusão. Força para mudar o quadro o Jorge tem, mas talvez o caminho a ser percorrido seria procurar outra legenda sob as bênçãos do governo estadual. Por enquanto são conjecturas, mas vale a pena especular, pois numa dessas a verdade-verdadeira sobe à superfície.

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A política em São Mateus nunca foi para amador, mas os falastrões sempre têm o seu lugar de destaque. De qualquer maneira o processo eleitoral mateense será aminado, digno de ser disputado no Maracanã. Tem candidato parecido com tricolor, botafoguense e vascaíno, mas rubro-negro ainda não. Tem muitos parecidos com os times pequenos. Aí não cabem no Maracanã, mas no campinho da Cohab (com todo respeito). De qualquer maneira todos estão no campeonato eleitoral. A final será em outubro.

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Existem pessoas que insistem em dizer que todos os candidatos são iguais. Mas falam no sentido pejorativo. Não vejo assim. Existem bons pré-candidatos. Em São Mateus temos alguns que são honestos, preparados, tem capacidade de agregar o que temos de melhor para compor um governo sério. O problema é que o eleitor na sua dificuldade de enxergar isso, vai no populista, no que está mais na mídia e no “que vai ganhar”. O resultado pode desaguar no desastre que aí se instalou há pouco mais de três anos.

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Em Vitória o mercado político-eleitoral também está a pleno. Pelo lado chapa branca municipal o nome que o atual prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), traz na manga é o do deputado estadual Fabrício Gandini, do mesmo partido. Sergio Sá, vice e ex-secretário da Prefeitura de Vitória se disse rompido com o governo, mas há controvérsias nessa sua atitude. Sá é, provavelmente, o pré-candidato a prefeito com o apoio do governador Casagrande. Uma composição pode vir a ser construída com Gandini, mas para isso é preciso saber que musculatura Sérgio Sá tem para mostrar no seu próprio partido que “ainda” tem Majesk e o secretário municipal, Natan Medeiros na disputa para representar o governo estadual nessa composição. Até onde se sabe, Gandini não abre mão da cabeça de chapa, mas isso não parece ser problema numa boa engenharia política a ser usada. Existem pesquisa que daria conta de que Amaro Neto se destaca, mas sua rejeição é muito grande. Com isso as chances de uma disputa acirrada vão ficar para os outros pré-candidatos que são muitos. Acho que essa expertise deve ter vindo de São Mateus…

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São Mateus vai sobreviver ao coronavírus. Tem sobrevivido até aqui ao prefeito Daniel o que lhe dá uma forte imunidade.

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Contato para a coluna: pauloborgesjn@hotmail.com

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de setembro

Publicado

A procura de um consenso que não se sustenta

A política é a arte da convivência dos contrários através do diálogo e entendimento. E para que isso se torne uma realidade, um grupo de partidos de São Mateus vem se reunindo para definir um acordo que torne possível fechar um acordo de apoio em torno de um nome que sairia do consenso desse grupo. A iniciativa é, sem dúvida, decente, prudente e civilizada.

O problema não está na intenção. Está na prática que, na composição do grupo, se torna impossível. Está nas pessoas. O pré-candidato Carlinhos Lyrio (Podemos), por exemplo, vai aceitar dar apoio incondicional a outra escolha que não seja o seu nome? Não acredito e não tenho motivos para acreditar. Ele vai argumentar que tem voto, que tem experiência e capacidade de gestão. Vai dizer, inclusive, que tem projeto para o município. É um direito dele falar e colocar isso na mesa para uma avaliação.

Falo no nome do ex-deputado como forma ilustrativa para reforçar a dificuldade que percebo nesse grupo que tenta o consenso. Nada contra pessoas, afinal não tenho motivo para atacar pessoas que, de certa forma, tenho apreço. Falo aqui da realidade política de um município complicado, com políticos complicados, sem compromisso e omissos.

Dentro desse grupo existem correntes que discordam de alguns nomes e acham que – nessa leva de renovação – alguns seriam o mesmo do mesmo. E percebe que não é isso que a sociedade mateense, aquela produtiva, que pensa, que defende a necessidade de mudança deseja. Sendo assim, está aí o conflito dentro do grupo. Uns estão ali num trabalho sincero, desejando algo melhor como opção para se livrar das mãos do atual mandatário mateense. Outros têm apenas o desejo de ser prefeito, de dar vazão a sua vaidade e desejos nem sempre muito claros e definidos. Tem até aqueles que nutrem simpatia por lideranças aquém do grupo…

Vamos acompanhar o desenrolar dessa salutar, porém, difícil missão.

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Amadeu desistiu ou desistiram dele? Aposto na segunda hipótese. Desistiram dele por várias razões e uma delas seria o seu telhado de vidro que estaria na mira certeira do atual prefeito, que reúne uma artilharia poderosa de acusações e questionamentos contra o ex-prefeito. O que não quer dizer que a recíproca não seja verdadeira. Além disso, pesa sobre Boroto a acusação de que foi omisso no período da crise hídrica, cruzando os braços e deixando o caminho aberto para a ascensão de Daniel Santana (PSDB) fazer a festa pela cidade, montado em seu caminhão pipa trocando água mineral por voto. Mas, também tem aqueles que acham que a dificuldade de Boroto estaria na convivência com aqueles a quem deu as costas, como foi o caso do ex-deputado Freitas (PSB), que teria dificuldade de lhe dar seu apoio por vontade própria. Freitas foi candidato na última eleição e Amadeu, mesmo no mesmo partido, se omitiu, numa demonstração de egocentrismo e demonstrou sua pequenez. Foi pequeno, não teve grandeza e nem pensou no município que, certamente, teria hoje outra realidade. Como se esse fator não bastasse, Boroto tem recursos, mas não goza da confiança daqueles que hoje estão à frente da administração estadual. Ele nutria simpatia por Hartung e, mais precisamente pelo ex-senador Ricardo Ferraço. Nunca leu a cartilha do PSB, mesmo estando no partido até tempos atrás. O partido dele, para muitos, é o poder. Isso lhe basta. Faço aqui um parêntese para dizer que o primeiro mandato do Boroto foi muito bom, enchendo todos os mateenses de esperança. O problema veio no segundo, desceu a ladeira, por não ter ouvido alguns, achando que o poder não emana do povo. Temos de reconhecer, para ser justo, méritos no ex-prefeito.

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O médico Mauro Peruchi (Rede) vem para a disputa eleitoral. É um conceituado profissional e tem o respeito da sociedade mateense. Foi vice-prefeito no primeiro mandato de Amadeu Boroto, chegando a ficar à frente da prefeitura por alguns dias e merecendo, naquela ocasião, elogios na forma de conduzir as demandas, distendendo toda aquela tensão existente no governo do titular. Aliou a prática administrativa uma visão mais humanitária em oposição a outra autoritária. Peruchi está no grupo que pensa o município, que tem conteúdo. Um nome digno que pode sim representar o eleitor.

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Recentemente aconteceram muitas convenções eleitorais para oficializar os candidatos para o próximo pleito. Os pseudos-donos da política e se achando donos da vontade popular e do município estavam transitando serelepe pela cidade de São Mateus. Os que pensam iguais conversaram na busca de uma estratégia que os levassem a escolher um dos candidatos para apoiar, mas que pudessem manipulá-los. Essa camarilha não tem compromisso com o bem-estar da população e muito menos com o município. Pensa exclusivamente em seus interesses, na maioria inconfessáveis. Querem derrotar Daniel Santana (PSDB) não porque este seja um desastre, mas porque é necessário retirá-lo para instalar outra turma que se caracterizou como oportunista e aproveitadora do poder público e político para tocar seus negócios e satisfazer seus interesses. Mas, existem pontos fora da curva e um deles é o candidato do PRTB, Eliezer Nardoto. É o único que, desde o início se colocou como candidato, sem correr qualquer risco de ter o seu tapete puxado, coisa muito comum na política. Os donos dos partidos costumam ceder aos caprichos dos “supostos poderosos municipais”, para trocar candidatos e colocando aqueles que lhes interessam. Não é o caso do PRTB. Está firme, consolidado, tanto em São Mateus como em Conceição da Barra, com Eduardo Cazuza. O historiador e administrador de empresa Eliezer não serve para essa turma, mas serve para o município, para a população. Temos o Cássio (PP), outro nome que não atende aos interesses dessa turma. É honesto, tem capacidade e não cairia na tentação de trair o voto do eleitor. Wellington Secundino, outro nome da ala comprometida com a seriedade de propósitos. Não quero ser injusto, mas não conheço outros novos na disputa daí não os citar. Mas, acredito, sinceramente, que Eliezer e, sem dúvida o nome para colocar o município no rumo e, depois abrir caminho para os próximos gestores assumir o leme, desde que não sejam os oportunistas, os vendilhões municipais, os que puderam e nada fizeram por São Mateus e sua população. A oportunidade é ímpar para varrer essas camarilhas que só souberam destruir o município e a esperança da sociedade mateense.

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Em Vitória o deputado estadual, Fabrício Gandini (Cidadania), se destaca como um dos favoritos ao cargo de prefeito da capital. Ainda é cedo para dizer quem vai emplacar. De qualquer maneira, ele acredita que com Nathan Medeiros de vice, supriu um flanco que ainda lhe dava preocupação, pois Nathan tem forte influência nas camadas populares e periféricas, principalmente na região de São Pedro. Estive conversando com Gandini e o achei muito motivado com a campanha que começa em breve e a composição com o suposto candidato do governo estadual, Sergio Sá (PSB), no momento é página virada. A chapa até aqui construída é Gandini-Nathan.

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Em Conceição da Barra, Eduardo Cazuza (PRTB), é o único candidato fora dos políticos e práticas viciadas da política barrense. É o David contra Golias e o desfecho da história todos conhecem, mas em Conceição da Barra, só em novembro o barrense saberá.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena Agosto

Publicado

Por Paulo Roberto Borges

O ex-prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto (PP), continua seu trabalho de assédio aos partidos e seus pré-candidatos na intenção de fazê-los desistir de suas candidaturas e ele se tornar o “candidato de consenso”. Até o momento encontra resistência em sua iniciativa, uma vez que a maioria deseja ir para a disputa na “certeza” de que tem chance de ganhar, bem como o próprio Boroto. Algo normal. E dentro disso temos tudo misturado, da vaidade à irresponsabilidade.

O PRTB não tem sido procurado porque – talvez – seja o único que tem pré-candidatura confirmada, sem risco de turbulências no percurso até a sua convenção. No PRTB Eliezer é o seu representante para a disputa do pleito municipal.

Enquanto isso as velhas articulações continuam. Empresários desejando a volta de Amadeu para continuarem mandando nos negócios da municipalidade sem dar chance aos microempresários. “É sair de uma máfia e entrar em outra”, afirma um político que não quis se identificar, mas conhece bem as entranhas do poder e suas armações. “Precisamos quebrar essa prática nefasta que só tem empobrecido o município tornando-o um dos campeões da corrupção e da impunidade desses delitos”, disse para mim essa raposa felpuda da política local.

Para algumas lideranças, o interesse é na “mala” do empresário do sapato que pode ser uma fonte de recursos para bancarem suas candidaturas na disputa da vereança e uma gorda mesada para retirarem suas pré-candidaturas ao cargo majoritário. Essa é a conversa de bastidores. Lembrando que para alguns, ano eleitoral é a oportunidade de rechearem suas contas bancárias. Nesse processo, não existem inocentes existem inconsequentes e espertalhões.

As contas de Amadeu Boroto continuam para serem apreciadas e votadas. O presidente da Câmara de Vereadores não coloca em plenário a que lá está porque, como aliado (é do mesmo partido) sabe que serão reprovadas e com isso, mandando para o espaço a possível pré-candidatura do ex-prefeito. Nesse duelo, sem querer entrar em detalhes, o prefeito Daniel teria artilharia para abater o seu adversário… É importante destacar que os problemas nas contas do Boroto não tiveram o mesmo tratamento pelo Tribunal como, por exemplo, a do ex-prefeito Lauriano. Dois pesos duas medidas. Ou, para ser sincero, a qualidade do patrocinador e proteto é que aliviou a barra de Zancanela…

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O pré-candidato do Podemos, Carlinhos Lyrio, foi convidado para ir à Cariacica conversar com a vice-governadora, Jaqueline Moraes (PSB). Foi um encontro em uma padaria (aliás, os encontros importantes em Cariacica são feitos em padarias, pois eu fui tratar da organização do PRTB de Conceição da Barra também em uma padaria). Ninguém compra pão, mas entabula boa conversa e dali costuma sair alguma coisa importante. No caso do Carlinhos, o que se conversou foi a possibilidade de um entendimento para afunilar em uma pré-candidatura de consenso, formando uma frente político-partidária. Dizem que o nome do ex-prefeito Amadeu (PP) não surgiu na conversa, mas a gente sabe que existe todo um trabalho para que a maioria das postulações de pré-candidaturas desaguam em apoio ao seu nome. Trabalha-se para que o pleito fique em três ou quatro postulantes ao cargo de prefeito de São Mateus. Até o governador, Freitas e o deputado Da Vitória teriam estado hospedados na casa do Boroto não só para dormirem, mas certamente para alinhavar um esquema em que o anfitrião fosse o nome de consenso de uma gama de gente que continua se dizendo preocupada com São Mateus e, no entanto, praticando a velha política que a população quer ver sepultada. Nesse aspecto, o PRTB sai na frente com o seu pré-candidato Eliezer, que realmente faz a diferença. Não precisa ser tão inteligente e olhudo para perceber que o PRTB tem – talvez – o melhor nome para o momento que o município vive. Não é confiança de voto, é a convicção de quem conhece os nomes postos para o pleito. Eliezer, Cássio e Wellington deveriam estar juntos, mas a vez é do Eliezer Nardoto. Pelo menos para aqueles que desejam que o município saia do lamaçal em que se encontra.

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E por falar em lamaçal, não haverá prisão de ninguém quando tudo isso terminar?

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Com relação a essa articulação do Boroto, lembra o Hartung, que ia para a disputa com o cavalo selado. Trabalhava pela candidatura única. Em São Mateus isso não vai ocorrer. É impossível, pois já existe pré-candidatura posta que não corre nenhum risco de não acontecer. Exemplo disso é a do PRTB, com Eliezer Nardoto.

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Foi falado que Maridéia Zancanela, esposa do ex-prefeito Lauriano, seria a vice na chapa de Amadeu Boroto. Ela é do Solidariedade e seria a indicação do presidente do partido Jorge Silva, de quem foi assessora quando este era deputado federal. Ora, isso é puxar o tapete do pré-candidato a prefeito Ferreira Júnior, que é do mesmo partido. Isso vem provar a capacidade de malabarismo político dessas lideranças que acham que mandam na política e na vontade da população mateense. Apostam na passividade das pessoas que costumavam assistir todo esse circo. Agora tem gente consciente e de coragem que resolveu entrar na disputa, enfrentar essas camarilhas sem medo. Mas ainda é cedo para dizer se toda essa engenharia vai manter o edifício em pé ou por incompetência e arrogância se a construção virá abaixo. Vamos aguardar e, por questão de segurança, se afastar para não correr o risco de ser atingido pelos escombros e da poeira. O tapete de Claudetinha já foi puxado e, ao que parece, querem puxar o de Ferreira Júnior.

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Pelo que se vê no cenário político-eleitoral mateense existe a lista de pré-candidatos e dos “pré-candidatos rifados”. Se não forem rifados agora serão muito em breve. As cartelas e listas estão sendo feitas. A covardia continua valendo na política local, patrocinada pelos caciques estaduais que deveriam mostrar o que fizeram em prol do município durante este período de “pandemia daniônica”. E pior, em conexão com as camarilhas locais. O eleitor mateense poderia aproveitar o momento para dar a resposta a essa gente, de dentro e de fora do município. Aliás, deveria começar por eliminação, até chegar no trigo, descartando o joio. E o joio se conhece.

Deus salve a Rainha, mas primeiro deveria salvar São Mateus. Livrá-lo de alguns dos nossos políticos que não passam de “Pitú de Maré”.

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Em Vitória a disputa para a prefeitura ainda é algo com pouca visibilidade. Os nomes são colocados de maneira tímida, exceto o do deputado Fabrício Gandini (Cidadania) que vem se articulando faz muito tempo. No início se construía uma composição com o PSB e o nome seria o de Sergio Sá. Mas o que se percebe hoje é que o Cidadania tem chapa puro sangue com Gandini e Nathan Medeiros. Os nomes que se ouve falar são, além do Gandini, o do Capitão Assunção, Passolini e do Luiz Paulo. Aliás, Luiz Paulo espera uma decisão da justiça para que decida sua pré-candidatura. Outras pré-candidaturas estão sendo colocadas, mas esses nomes são os mais evidenciados em toda conversa de botequim. Amaro Neto, ao desistir da disputa deu

um refresco para a turma. Ele, que estava sendo cogitado para disputar a Prefeitura da Serra, vai deixar para entrar na disputa ao governo em 2022.

Contato para a coluna: pauloborgesjn@hotmail.com

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