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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena Junho

Publicado

O processo eleitoral começa em agosto, mas os partidos e candidatos estão em campanha informal faz tempo. No Brasil é assim, as leis pouco valem quando não atendem os interesses dessas agremiações e candidaturas. Aliás, nem toda lei é legítima, mas sempre é legal porque está na Constituição ou nos regulamentos, código e, até, na cabeça dos ministros da Suprema Corte, que de suprema só existe mesmo os privilégios de seus ocupantes.

Em julho começam as convenções partidárias que vão até 5 de agosto. Nelas oficializa-se os nomes dos candidatos ao pleito eleitoral deste ano que, segundo se ouve, pode ter a sua realização adiada para novembro. Nada oficial, apenas especulação.

Em São Mateus o número de pré-candidatos sempre bate recorde para, na reta final, se resumir a poucos. O interessante nesse processo é a atitude do antes e do depois de certos candidatos. No “antes” são contra todo tipo de corrupção, de conchavos espúrios, da situação em que se encontra o município e até sabem quem foi o seu algoz. No “depois”, vende até a alma ao diabo quando percebem que a mala está passando e, na maioria das vezes, o dono da dita cuja é justamente aquele que mereceu todas as críticas e era acusado de ser o algoz do município e responsável pela sua desgraça e pelo desgraçado que está no poder ajudando na sua destruição. Se juntam. Se misturam para fazer com que nada se modifique, que os paradigmas da sacanagem não sejam quebrados. É uma legião de hipócritas, de tiranetes, de camarilhas que se agrupam em um nome até então demonizado por todos.

Na outra margem ficam os que desejam a oportunidade de contribuírem verdadeiramente com o seu município, têm propostas, coragem, capacidade de gestão e conhecimento das demandas e dos anseios da população. Normalmente não têm o apoio e os recursos para empreenderem uma campanha. Nessa hora o eleitor descompromissado com tudo e com todos, aposta no vilão, no “malista” (homem da mala) no que tem a facilidade de comprar e, depois, vender o eleitor e, em muitos casos até o município de porteira fechada para camarilhas que costumam ficar em sua órbita, esperando pelo desfecho da incúria.

A população do município de São Mateus está cansada dos mesmos. Dos de sempre. Daqueles canalhas, canalhinhas e canalhões. O problema é que na hora que se defronta com a urna, algo acontece que acaba errando no dedo de propósito ou não, mas a verdade é que ressuscita a corriola. Vota e apoia justamente aquele que já o traiu, que já bater sua carteira, seus sonhos e sua esperança. Até mesmo a sua dignidade.

Precisamos reagir a tudo isso. Dar nome aos canalhas, aos canalhinhas e aos canalhões. São Mateus não pode conviver mais com essa molambada. Renovação com os melhores é o caminho. Vamos todos, no mesmo propósito, percorrê-lo.

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Recentemente um amigo, ao solicitá-lo informações sobre as pré-candidaturas de São Mateus, disse que a melhor não ganha e que até uma paçoca de amendoim tem mais voto do que esse pré-candidato. Por isso ele achava um absurdo eu continuar a defender o meu favorito e que, na minha e na opinião de muitos é o melhor pré-candidato e que possivelmente perde para um outro qualquer sem capacidade, sem projeto e sem caráter. Essa é a mentalidade tacanha que sempre prosperou no município. O melhor, mesmo com todos os requisitos para gerir os destinos do município não serve. É necessário ser safado, esperto, canalha e mentiroso para se tornar um candidato de confiança e que tem todas as chances de vencer as eleições em São Mateus. Depois, no maior cinismo vêm dizer que não temos bons nomes e, no entanto, sempre defendem o desqualificado. E o elege. Isso explica o atraso e o caos que vive São Mateus.

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“Quarentena não é vacina”, disse o prefeito de Marília. Os fatos mostraram sua pouca eficiência. Não deixou de morrer gente e ainda começou a matar a economia nacional. Depois os governadores e prefeito vão culpar o governo federal pelo alto índice de desemprego e a quebradeira. E os recursos para que ações efetivas fossem feitas e, principalmente com eficiência foram substanciais. O que ficou estampado é a fragilidade do nosso sistema de saúde. O que se fez pela saúde durante todos esses anos? Toda essa pandemia nos mostrou o grande engodo nacional foi as ações governamentais dos governos anteriores.

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O que é assombroso para qualquer cidadão mateense é a omissão da justiça eleitoral, do Ministério Público, das lideranças importantes e constituídas as entidades de classe, aos clubes de serviços, aos vários segmentos da sociedade com relação a tudo que aconteceu e continua acontecendo em São Mateus. E ainda tem gente que defende o retorno de certos políticos e daqueles omissos. Renovação só vale na teoria, pois na prática essa turma deseja é “mudar para continuar a mesma coisa”.

Contatos para a coluna: pauloborgesjn@hotmail.com

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Julho

Publicado

Por

Paulo Borges.

 

O adiamento das eleições municipais é uma realidade. Vai acontecer. O que o brasileiro deve estar atento é com a sempre possibilidade – esta antidemocrática – do político esticar o seu mandato, como se isso fosse um ato honesto. Mas exigir da classe política honestidade não é muito fácil, no que pese existir muita gente honesta e compromissada com a seriedade nos parlamentos brasileiros.

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A pandemia não deveria ser motivo para desmotivar a classe política em se voltar para as outras reformas que o país clama. Falta a Tributária e a mais importante: a do Estado Brasileiro. A Reforma Política dizem ser a mãe de todas (exceto a do Estado) e se assim fosse por que não se faz? Para que temos parlamentares que não conseguem fazer efetivamente aquilo para o que foi eleito e tratar de questões fundamentais para a Nação? O papel e estruturação do parlamento deveria ser repensado. Precisa ser levantada a questão do número de deputados federais, de senadores e também a redução do mandato dos senadores. E numa proposição mais avançada, por que não se pensar na importância do Senado Federal? Será que a supressão dessa Casa e fazer um parlamento unicameral não poderia ser uma sugestão? É preciso um sistema parlamentarista para ser implementado? E o semi-presidencialismo? Essas questões já deveriam ter sido pautadas faz tempo. Uma coisa é certa. Esse sistema de governo (o presidencialismo) está esgotado. Só deu certo nos Estados Unidos.

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Os movimentos dos políticos e da política em São Mateus têm acontecido de maneira intensa e percebo que ainda existe a ideia que as pessoas de fora desse eixo não podem opinar discordando de algumas dessas ações que vêm sendo implementadas. O movimento para se buscar uma candidatura de consenso para o cargo majoritário é legítimo enquanto iniciativa democrática. Discordar também. Aqui não tem vaquinha de presépio. Acho a iniciativa louvável, demonstra que existem pessoas que estão preocupadas com a situação político-administrativa do município. Pena que não participam todos os partidos que “supostamente” são de oposição ao atual prefeito, Daniel Santana (PSDB). Mas, o consenso seria em torno de nomes apenas dos partidos convidados? O consenso seria em torno do que tiver mais visibilidade ou do mais competente? Até onde se sabe, existem os nomes de Amadeu Boroto (PP), Carlinhos Lyrio (Podemos), Maciel de Aguiar e Luiz Carlos (PCdoB); Keydson Quaresma (DEM) e algum outro que não tenho conhecimento. Olhando para esses nomes, em torno de qual poderia haver um consenso? Que participação tiveram no quadro que aí se apresenta? Têm responsabilidade na eleição do atual prefeito? E durante todo esse sofrimento da população mostraram a cara, foram para a linha de frente criticar, apresentar soluções, realizar movimentos de protesto e de mobilização junto as esferas de outros poderes para contribuírem na busca de uma solução para equacionar esse estado de coisa? Se esconderam? Se omitiram? É razoável aparecerem agora, em período eleitoral, apresentando soluções milagrosas e como salvadores do município? São questionamentos a serem feitos. Como será construída essa engenharia política-eleitoral com nomes que, de alguma forma, deveriam estar presentes nos momentos mais difíceis por que passou a população de São Mateus?

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Os defensores de consenso em torno de nomes colocam a possibilidade da reeleição do atual prefeito como realidade, caso não se defina apenas um nome de oposição. Acho que o consenso deveria ser em torno de um projeto que atendesse as demandas do município e da população. Depois se buscasse um nome capaz de cumprir o acordado com competência e não apenas com o nome e sua popularidade. Tem muito popular que só são populares, mas são medíocres. Outra pergunta que se faz é se o nome que preencher todos os requisitos do projeto aprovado pelos partidos de oposição, estiver em um que não faz parte do grupo e que nunca recebeu convite para participar das reuniões que foram promovidas, for o melhor? É necessário tomar cuidado para que o consenso não seja em torno do mesmo dos mesmos.

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Outra questão que desejo abordar é a rejeição ao nome do ex-prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto (PP) por várias lideranças ouvidas pelo jornal. Alguns reconhecem que o primeiro mandato foi bom, mas depois a coisa desandou. Soube até que o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Recla de Jesus (PP), disse que não era verdade que o ex-prefeito tinha rejeição. Dentro do partido pode não ter, mas no universo eleitoral do município a rejeição é uma realidade. Muitos o culpam pelo que aí está. O que é de se estranhar na queixa do presidente do Legislativo é por destoar do que se deseja o Brasil, que é a renovação política, o desprezo por aqueles que tiveram sua oportunidade de fazer e não o fez e que pesam denúncias de supostas irregularidades. Existem contas para serem apreciadas e votadas na Câmara de Vereadores cuja titularidade é do ex-prefeito Boroto. O parecer pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo é pela rejeição. Por onde andam essas contas? Está sobre a mesa ou dentro de alguma gaveta?

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Amadeu Boroto foi um prefeito realizador, deu uma alavancada no município fazendo uma gestão muito boa em seu primeiro mandato. Foi até aconselhado a não tentar a reeleição. O problema é que o poder inebria, revira a cabeça, aguça a vaidade e aí o mandatário decide vir para a reeleição. O segundo mandato já não foi bom. Começaram a aparecer problemas com denúncias de improbidade administrativa. O mesmo aconteceu com o ex-prefeito Lauriano, que já no primeiro mandato teve problemas e no segundo, com liminar sobre a cabeça, mas ficou até o final e saiu respondendo na justiça pelos supostos atos não tão republicanos. Governar não tem sido fácil para prefeitos. Ao que parece, só o Daniel tem todas as facilidades. Faz o que para os outros foram improbidades e tudo (ou nada) acontece sob aplausos de algumas instituições que as mãos deveriam ser para punir e não aplaudir o incauto.

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Uma das coisas mais ridículas que ouvi quando cheguei em São Mateus, vindo de Copacabana (Rio de Janeiro) foi quando um amigo disse que votaria em um candidato que não era o seu. Perguntei o motivo e ele, sem qualquer vergonha na cara, disse que era porque esse candidato ia ganhar. Tentei argumentar que dessa maneira o seu candidato nunca ganharia, mas ele contra argumentou afirmando que não queria perder o seu voto. Foi a primeira percepção de que São Mateus não é para amador. Você jamais perderá o seu voto se votar naquele que acredita. Perderá se votar naquele no qual não acredita, mas que, por uma deformidade qualquer vai ganhar. Vale a certeza de ter votado no melhor. Consciência tranquila pesa? Creio que não. É dever cívico cumprido.

Contato: pauloborgesjn@hotmail.com

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Rumos da Política

População quer consenso em torno de suas necessidades e não de nomes para prefeito

Publicado

Por Paulo Borges

Alguns partidos políticos de São Mateus estão promovendo reuniões com a finalidade de buscarem um consenso em torno de um candidato a prefeito para o município. A iniciativa não é nova e nunca deu certo. O que quase sempre dava certo era a mala cheia de promessas e dinheiro. Ao final do processo, os que no início eram tão combativos viravam um simples camaleão, mostrando a sua verdadeira cor. Pobre São Mateus, que ainda insiste em cultuar nomes que nada mais representam para liderar iniciativas e ações que possam levá-lo a sair do lamaçal, da ignorância e do atraso.

Mas essa iniciativa não dava certo por uma questão de vaidade e de hipocrisia de alguns que se arvoravam em aceitar, inclusive propunham até pesquisa para saber quem poderia ser o mais votado e, então, ser o candidato de consenso. Tudo malandragem, pois essa gente é democrata se tudo for canalizado para si próprio.

Caso se pense em fazer um trabalho sério em benefício do município e de sua população, por que não se faz o inverso? Em vez de consenso em cima de um nome, porque não faz em torno de demandas da sociedade e de tudo aquilo que São Mateus realmente necessita? A população de São Mateus não precisa de um salvador para o município. Necessita de um gestor capaz, honesto, comprometido em trabalhar com seriedade para contribuir junto com todos os segmentos produtivos da sociedade em busca de um futuro melhor para sua gente.

Uma vez chegado a um consenso em torno dessas demandas, das reais necessidades do município e sua população, aí sim buscaria um candidato no mercado político-eleitoral mateense com o perfil ideal para implementar os projetos e prioridades a que chegaram em consenso.

Sobre isso, é bom destacar que aquelas figurinhas carimbadas estariam descartadas de imediato. O mal se corta pela raiz. Aqueles nomes a que todos se acostumaram em toda eleição não estariam na escolha por vários motivos. Um deles seria pela falta de projeto coletivo. Outro seria pela falta de comprometimento com o progresso do município, pois só têm olhos para seus interesses pessoais, sua conta bancária e conchavos com camarilhas alheias aos nobres interesses da população do município de São Mateus.

O município sempre padeceu com esses conchavos com grupelhos de fora que, com a colaboração de maus cidadãos mateenses chegam e tomam conta da chave do cofre da municipalidade. É preciso dar um basta nisso. A política a ser praticada, a de resultado, é aquela em que a sociedade tenha seus direitos preservados e suas demandas atendidas. Se sinta participativa na construção do caminho que leva ao destino comum que é o desenvolvimento, o progresso e para um estágio melhor em que todos possam se sentir úteis nessa construção. Que seus filhos tenham perspectivas aqui mesmo, sem ir mundo a fora em busca de um sonho que pode ser sonhado e realizado aqui mesmo, nesta terra abençoada e hoje tão vilipendiada. Vamos mudar a nossa história presente, pois esta está nos envergonhando. Vamos varrer as falsas lideranças que só nos prometeram mundos e fundos e nos traíram, se acovardaram diante de situações que bastava ter dignidade e vontade para superá-las. Aqui, em São Mateus, temos bons filhos, bons amigos do município, pessoas que vieram de outros lugares e foram abraçados e acolhidos como irmãos que estão contribuindo para melhorar um cenário que ainda é negro por ganância e canalhice de maus cidadãos, maus governantes e por aqueles que até aqui só nos enganaram. Vamos mudar essa trágica realidade. Alçar voos que nos levem para uma realidade melhor e que todos nós merecemos. Enterremos as velhas raposas felpudas que só nos serviram

para tirar nossos sonhos, nossa esperança e nossa motivação para lutar. Mas nem tudo está perdido. Ainda temos uma luz se acendendo no fim do túnel. Vamos em busca da claridade que possa abrir nossos olhos e que nos possibilite enxergar aquilo que os maus políticos da nossa terra nos colocaram sobre nossos olhos. Arranquemos nossas vendas. Abramos nossos olhos!

Bons nomes o eleitor mateense tem no seu cardápio. É preciso ser muito criterioso na escolha do alimento a ser servido e comido, pois, caso contrário, paga-se caro e logo vem a indigestão.

* O autor é graduado em história, jornalista, cientista social e político.

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