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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena Novembro

Publicado

Por Paulo Borges

Rescaldo eleitoral

Acabaram as eleições municipais em inúmeros municípios brasileiros e em outros ainda haverá segundo turno. Em São Mateus a eleição foi definida de maneira apertada e deu a reeleição do atual prefeito do município, Daniel Santana (PSDB). A diferença dele para o segundo, Carlinhos Lyrio (Podemos) foi muito pequena e os votos da oposição superam a preferência pelo candidato vencedor, daí eu defender segundo turno para todas as eleições.

Foram dez candidatos disputando a vaga de prefeito em São Mateus. É muito concorrente, mas o que se diz pelos porões dos casarios sombrios é que tudo foi planejado pelo grupo gestor eleitoral montado no Palácio Anchieta. Ali se decidiu, segundo esses comentários, o destino do município de São Mateus. Eleitor é apenas um detalhe, pois prevalece os interesses maiores potencializado para chegar a seu objetivo pela geopolítica palaciana.

Daniel virou o queridinho do governo por graça e articulação dos seus padrinhos, o deputado federal Da Vitória (Cidadania) e, certamente, da senadora Rose de Freitas. A pesquisa maquiada foi, com “quase” certeza, a prova de que o apoio deveria ser para ele. O Caso do Ferreira era o plano que não deu certo e o do Carlinhos não chegou a funcionar porque ele não se submeteu a esses caprichos e, daí, fechar com o Cássio Caldeira (PP) que poderia ser uma garantia do governo ter a suas digitais também nessa candidatura, caso fosse vitoriosa. Os outros entraram sem noção desse entendimento, exceto Eliezer (PRTB), que não teria, em hipótese alguma, apoio do pessoal palaciano, pois seria um ponto fora da curva sem qualquer possibilidade de ligação com o esquema.

Mas o que interessa mesmo foi o resultado final do pleito. Com toda a mobilização para que o segundo colocado nas pesquisas fosse potencializado com o voto útil, demonstrou que o vencedor não era invencível. Esse movimento do voto útil demorou na sua concepção e execução. Carlinhos não tem os votos que obteve. Foi o temor da vitória do Daniel e o entendimento de alguns que o fizeram receber tantos votos.

Acredito que não se deve culpar os “menores” dessas eleições. Ferreira, o plano B que não deu certo deveria hipotecar o seu apoio ao segundo colocado. Para isso poderia receber o apoio (ou pressão) do senhor Jorge Silva (SD) e de todos aqueles que moldaram essa candidatura um tanto o quanto artificial, sem densidade eleitoral. Os interesses pessoais e “inconfessáveis” falaram mais alto e em 2022 teremos a exposição de tudo aquilo que ficou escondido nessas eleições.

Carlinhos Lyrio pode ter suas deficiências, mas tem algo que o vencedor não tem. Ele é filho desta terra de São Mateus, tem identidade com isso aqui e nunca se negaria a usar toda a sua força política para ajudar na sua recuperação, inclusive com pessoas que nem do seu staff eleitoral fizeram parte. Uma oportunidade perdida. Mas, como de um limão podemos fazer uma limonada, vamos trabalhar um novo horizonte para que as lições de hoje sirvam de base para se construir um novo projeto.

Aqui para nós, reeleger um prefeito que só apresentou destruição é demais para o entendimento de um simples curioso. Se não é caso de polícia é, pelo menos, caso de paranoia coletiva. Mas devemos torcer pelo sucesso do eleito, pois não somos como os ideólogos fanáticos da esquerda burra que torcem pela terra arrasada, como se tivesse em outro barco. “Não tem tu vai tu mesmo!” Estaremos torcendo para que o prefeito reeleito se convença da necessidade de trabalhar pela recuperação de tudo que contribuiu para São Mateus perder. Tem muito para ser feito.

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Em 2022 precisamos fazer uma política de renovação, apresentando novos candidatos fora desse eixo viciado, principalmente dos candidatos sem identidade com o município e seu povo. Os daqui que já tiveram sua oportunidade, não podemos admitir que venham dar as cartas na política local. Vamos expor suas feridas e a omissão que tiveram para com todo esse estado de situação. Dar nome aos traidores da população mateense.

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Daniel venceu as eleições com 36.479 eleitores contra os seus 20.899 apoiadores. Daí a importância de ter segundo turno, o que não é permitido para municípios com menos de 200 mil eleitores. Uma deficiência que precisava ser corrigida. A maioria votou contra Daniel.

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A “grande imprensa” vem dizendo que o grande perdedor dessas eleições foi o Bolsonaro. Ora, o presidente não tem partido político e nem se empenhou efetivamente em qualquer campanha. O grande perdedor foi o ex-presidiário Lula, que é dirigente partidário e o seu PT virou um partido nanico nessas eleições municipais. O MDB foi o campeão, com mais de 800 prefeitos eleitos. Com relação a dizer que o Psol cresceu e virou a grande sensação é simplesmente ridículo. Em mais de cinco mil municípios o partido só elegeu quatro prefeitos e em municípios que mal chegam a 25 mil habitantes. Em São Paulo ainda teremos o segundo turno.

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Para as instituições constituídas em São Mateus as eleições foram limpas. Não houve compra de votos, não houve distribuição de cestas básicas etc, etc e etc e tal. Equivocados estão todos aqueles que levantaram suspeitas sobre o prefeito, sua administração e sua campanha. “São Mateus está de parabéns!”, como dizia o saudoso ex-prefeito, Amocin Leite.

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Rumos da Política

Rumos da Política (3ª edição de outubro)

Publicado

O voto útil ou inútil?

É muito mais comum do que se pensa, essa história de escolher um candidato e descarregar os votos nele para que outro não consiga ganhar. Em São Mateus – para muitos – o objetivo é tirar o atual prefeito do jogo político, uma vez que ele tem sido durante esses quase quatro anos como um gestor abaixo do razoável e que levou o município ao caos político-administrativo, afetando todos os segmentos sociais e econômicos. No social o aumento da pobreza e da criminalidade e no econômico a ausência de projeto para que favoreça o investidor que deseja chegar a São Mateus, confiar na administração e apresentar proposta de implementar a instalação de um empreendimento que gere emprego, renda e impostos.

Existe o medo de que Daniel se reeleja e por isso, dentro de uma estratégia de geopolítica foi montado um esquema que dilua um pouco essa possibilidade de reeleger o atual prefeito e que, caso se reeleja, não fique solto sem que o poder central o monitore… Mas para que isso tudo dê certo, os “políticos” locais estão propondo o voto útil. Desde que seja no seu protegido. O melhor não serve, tem que ser o que eles lançaram, mesmo que não seja o mais capaz. O importante é eleger o queridinho da camarilha, mesmo sendo o pior. Qualquer um serve, até uma lamparina. Tudo isso vai depender do que as pesquisas indicarem. Dos nove todos têm, de alguma forma, ligação com o governo. Basta observar os vices ou o próprio titular das chapas majoritárias. Sobra um, o candidato do PRTB, Eliezer Nardoto. É o candidato solitário, sem fundo eleitoral, sem tempo de rádio e TV, contando apenas com o diálogo direto com o eleitorado composto pelas famílias e pessoas que estão exclusivamente comprometidas com os interesses do município de São Mateus. Pelo menos é essa a leitura que faço.

Sendo assim, o voto útil é questionável, pois o eleitor corre o risco de se livrar do Daniel e cair nas garras dos “quase” parecidos com ele. Nessas eleições o voto útil pode ser inútil. E trazer sérias consequências para o município e a sua população.

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Em Vitória a quantidade de candidatos passa de dez. Mas nem todos estão atrelados ao Palácio. Mesmo assim, Fabrício Gandini, do Cidadania, é o que tem tido mais visibilidade e, ao evitar “bater” no governo estadual e também no federal, abre um leque de possibilidade de apoio, caso vá para o segundo turno. E tudo indica que vai.

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Em Conceição da Barra o cenário é incerto diante dos problemas dos medalhões com a justiça eleitoral. Tudo pode acontecer. O candidato Cazuza (PRTB) é o ponto fora da curva e vem fazendo a política do pé no chão, sem grandes recursos e demonstrando que não tem nenhuma ligação com a velha política barrense que tem usado a municipalidade para engrossar seus negócios e inflar seus egos. Cazuza conta apenas com o seu time de aliados, prometendo uma mudança radical na política viciada que só tem levado o município de Conceição da Barra ao ostracismo. Apesar das dificuldades, é o que está fazendo a diferença.

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Em Pedro Canário, Bruno (PSB), atual prefeito, é o favorito. Seu adversário, Dominguinhos tem alianças que incluem todo tipo de apoiadores que já são manjados na política canarense.

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Quando teremos a reforma do judiciário? É um poder que não tem identidade com o País, não contribui para o seu desenvolvimento e tem no povo uma ameaça constante de críticas e de

descobertas das suas barbaridades sob as togas…. Como mudar essa realidade? É a pergunta que se faz pelo Brasil.

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Em Linhares virou lugar comum. O prefeito Guerino Zanon (MDB) continua dando um banho em seus adversários. Podem falar o que quiserem dele, mas tem serviço prestado ao município, diferente do prefeito de São Mateus, Daniel Santana (PSDB) que não tem nenhum e mesmo assim ainda aparece em primeiro lugar na pesquisa. Vai entender. Diante dessa situação mateense, o que se constata é que a sua classe política é retrógrada, atrasada e desconectada dos interesses da população. Ficou no passado, enquanto em outros lugares houve evolução, comprometimento da sua classe política com o desenvolvimento e a modernidade. São Mateus tem potencialidade. Isso sem efetividade com ações apropriadas é nada. É o mesmo que promessa de político. Tem uma turma em São Mateus que se diz entendida em política. Discordo. É entendida em politicagem, defende interesses mesquinhos. Quem se apresenta para mudar essa realidade logo é perseguido, isolado, desqualificado por aqueles que não têm nenhuma qualificação que não seja a hipocrisia, a mentalidade provinciana e mesquinha. Mudar esse cenário é acabar com a corrupção, a safadeza e a canalhice dessa gente. A oportunidade aí está.

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Mas nem tudo está perdido em São Mateus. Abro aqui um espaço para tecer elogios a vários funcionários da Prefeitura. Independente do chefe, cumprem seu dever de ofício, tratam o contribuinte de maneira respeitosa e eficiente. Na antiga sede e na parte administrativa, no bairro Nova Carapina. Quem atrapalha são os parasitas que ficam por ali fazendo política e não fazendo nada e a serviço de seu padrinho, normalmente um vereador ou “papai medonho”.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena de Outubro

Publicado

A campanha começou. A turma está nas ruas à caça ao voto. Os oportunistas, enganadores, hipócritas, cínicos estes também saíram às ruas apostando na falta de memória dos eleitores. Para salvar alguma coisa, têm os bem-intencionados, os que almejam um lugar ao sol, têm sinceramente, a vontade de colaborar com o município a sair do atraso.

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O prefeito Daniel virou o alvo a ser atingido. Mas nessa turma tem aqueles que desejam que ele não se reeleja, não pensando no município, mas pensando na possibilidade de também conseguir as benesses dos recursos da municipalidade carreadas para seus negócios. É a turma de sempre. Na hora em que a população mais precisou dessas pessoas, dessas lideranças, todos se esconderam deixando o município nas mãos de um prefeito “pouco ortodoxo”. Agora aparecem como salvadores da pátria, com soluções para todos os problemas. Não dá para confiar nessas camarilhas de aproveitadores.

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Ouvi em uma rádio de São Mateus um comentário lamentando que o município saiu no noticiário nacional falando mal do prefeito. Mas em governos anteriores aconteceram horrores e nada disse ou noticiou. Jornalismo tendencioso. Duas pedras duas medidas. Hilário!

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A geopolítica vem fazendo com que inúmeros candidatos sejam lançados em diversos municípios, pelo menos nos mais importantes. São Mateus é um exemplo. Dez candidatos que, pelo menos nove, estão representando lideranças de fora do município e, pior, com a poio de alguns empresários. Daniel sair ou ficar é pouco relevante para essa gente que comanda o esquema. Afinal, em 2024, entra o queridinho do esquema. Está na hora da população mateense tomar às redes do destino do seu município. Quebrar esse paradigma de beneficiar interesses que não são teus. São Mateus tem opção. Basta olhar com atenção, escolher e votar. Essa turma faz as coisas e esquecem de combinar com a população. É hora de virar!

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