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Rumos da Política

Rumos da Política – Por Paulo Borges

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As eleições municipais se aproximam. Em São Mateus as pré-candidaturas começam a aparecer, algumas já se conhece e que são as mesmas de sempre sem qualquer compromisso com o futuro do município. As novidades também estão se colocando e diante das figurinhas combinadas e do atraso ainda tem eleitor que prefere não sair do seu quadrado e por uma boquinha fica com aquela que acha que vai ganhar, mesmo que seja a pior escolha.

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O movimento SOS São Mateus continua se reunindo, mas parece ter perdido a razão de ser. A luta para o afastamento do atual prefeito acabou não chegando a bom termo e agora só resta trabalhar um nome a ser apoiado. O problema é que os nomes colocados são os de sempre. Não vejo uma discussão de projeto para o município. Acredito que já deu!

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Seria interessante se fosse criado um grupo com representantes de todos os segmentos da sociedade para discutir e pensar São Mateus. Poderia convidar os pré-candidatos para uma sabatina, questioná-los e saber quais as ações e projetos para o município e sua população. Depois uma avaliação seria feita e os mais capazes seriam convidados a nova bateria de questionamentos. Os nomes que sobrassem poderiam ser avalizados pelo grupo e colocados à disposição do cenário político-eleitoral para que o eleitor fizesse a sua escolha (ou não).

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Voltando a atuação do SOS São Mateus, cabe um elogio, pelo menos do tempo inicial, quando foi formado. Foi o único que esteve sempre discutindo e agindo contra o caos que se instalou no município. Por onde estão as tais lideranças municipais? Não vi nenhuma se posicionar. Querem apenas espera o período eleitoral para vir se apresentar como salvadores da pátria. Estaremos aqui para alertar o eleitor e mostrar a capivara dessas camarilhas.

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Outra justiça a ser feita é com relação a maioria dos vereadores. Seguram uma barra e o ataque dos desqualificados querendo desqualificá-los também. Se na Prefeitura de São Mateus os escândalos e suspeição de corrupção são comuns, na Câmara não se ouve falar. Tem estado ao lado dos interesses da população, mesmo que os aliados do prefeito queiram jogar a população contra aquela instituição.

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Ouvi do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Podemos), uma colocação que é pouco comum. Ele disse que a oposição em Vitória tem dificuldade em fazer críticas. Tem que criar um fake News. Disse isso quando estava em um evento de entrega de escrituras de imóveis da periferia da capital. É interessante como o governo municipal da capital ouve e debate com a sociedade. Nada é feito sem ouvir o cidadão. E outro fator é a humildade e simplicidade dos membros do atual governo da capital.

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É inacreditável que a justiça eleitoral pode cassar o prefeito de Conceição da Barra, mas não consegue afastar o de São Mateus. Qual a explicação para essa “justiça”?

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O Progressista de São Mateus tem no seu comando o empresário Cássio Caldeira. Tem a missão de reestrutura o partido, prepará-lo para entrar com força no processo eleitoral do próximo ano e, trabalhar um nome ou um apoio para a Prefeitura de São Mateus. Cássio pode ser um nome do partido para uma candidatura a prefeito.

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Um novo ano começa e quero deixar aqui, o desejo de um ano mais próspero e que os nossos governantes que ainda não tiveram, que tenham juízo e compromisso com as demandas do povo trabalhador.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena de Março

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A política não para de ser assunto, mesmo em um momento grave em que o coronavirus está posto. A disputa entre Bolsonaro e alguns governadores na ânsia de falarem heresias tem tomado às redes sociais. A política partidária, com olhar sobre as próximas eleições em que o Brasil vai eleger seus prefeitos e vereadores começa a tomar lugar na discussão daqueles que se aproveitam para tencionar questões que só os favorecem. Fala-se agora em adiar as eleições por dois anos empurrando tudo para 2022, quando haveria eleições gerais. É uma discussão cínica, típica de oportunistas que desejam esticar mandatos. A solução pura e simples não entra nesse cardápio. Se não puder ter as eleições em outubro, que tenha em dezembro. Pronto, está resolvida a questão. Mas, no país em que vivemos, estamos acostumados às soluções complicadas, desprezando as de simples resoluções. Adiar as eleições deste ano para 2022 é golpe, é roubar o eleitor em seu direito de exercer a sua cidadania de retirar o corrupto ou reeleger o bom gestor. Se querem com o surto do vírus o usarem para resolver uma questão que não se resolve por vias legais pelo Congresso Nacional, eleições gerais em 2022 com prorrogação dos atuais mandatos municipais é golpear a democracia. Se querem eleições gerais daqui a dois anos, basta elegermos os nossos representantes para um mandato de apenas dois anos o que vai dar a coincidência de mandatos gerais.

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Sobre essa questão aplicada ao município de São Mateus seria extremamente nociva. O lugar e seu povo sobreviveriam ao coronavirus, mas não sobreviveriam a mais um mandato de um prefeito que só trouxe o caos para o município. Seria o apocalipse em terras mateenses. Claro que sempre se corre o risco de se eleger outro incompetente, porra louca, energúmeno. E tem alguns com essas “virtudes”. Infelizmente ainda tem eleitor que gosta de valorizar a mediocridade, o que se tem de mais danoso para a nossa cidade e sua população. Nesses casos fala mais alto o egoísmo, o interesse de grupelhos, de quadrilhas e camarilhas. É uma cultura institucionalizada Brasil a fora.

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O Brasil, até onde consigo enxergar, emburreceu. Em vários setores da sociedade, na escola, na música, na política, enfim em áreas que já foram melhores em seus conceitos. Mas, nada foi construído por acaso. A gente observa a mídia enaltecendo subvalores, potencializando artistas e músicas que beiram a insanidade intelectual e do bom senso, lixos que jogam na cara e na porta das pessoas. E agora essa febre das redes sociais, aonde muitos se julgam entendedores de todos os assuntos, se intitulam jornalistas e profissionais de outras áreas. A proliferação de informações mentirosas que são colocadas apenas para desinformar e criar uma situação de confusão na cabeça das pessoas. E ainda tem um presidente que se comunica por Life, numa postura de comunicação fajuta, amadora e de um provincianismo atroz. E mais, desqualifica a imprensa, colocando no mesmo saco a marrom e a imprensa séria, como se não existissem jornalistas éticos, veículos que procuram apenas informar. Aliás, ética e moral que são virtudes difíceis de se encontrar no meio político. O Lula também detestava a imprensa séria. Só valorizava os seus bajuladores. E ainda temos um ladrão já condenado, solto, fazendo política e desqualificando o país, mundo afora… Mas esse é outro tenebroso assunto.

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Em São Mateus o prefeito sai pelas ruas pedindo para a população ficar em casa. Na periferia, onde ele diz ser o pai dos pobres, tudo que diz soa aos ouvidos do cidadão atento, como falsa, artificial, sem credibilidade. O povo em casa e ele no restaurante almoçando sem se incomodar com a determinação de ficar em casa. Duvido se tiver alguma festa programada que ele deixe de realizá-la. É o seu negócio e ele não vai deixar de faturar algum por causa de uma população que ele despreza ao não oferecer os benefícios básicos que todos precisam e pagam por eles com seus impostos.

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Nessa situação toda, como está a Câmara Municipal? Desistiu de agir, de elaborar uma ação para amenizar o sofrimento da população do município de São Mateus? Muitos alegam que fizeram o seu papel. O problema é que existe um trabalho de comunicação falho, sem sistematização para fazer chegar à sociedade aquilo que foi feito e que é feito no legislativo. Na comunicação não basta ser apenas um burocrata, é necessário elaborar um projeto de comunicação para ser levado a quem de direito para que seja viabilizado. Cabide de emprego acaba sempre prejudicando a transparência de atos dos poderes. Indicação de cabo eleitoral para ocupar posições sem o devido conhecimento da engrenagem política da comunicação não tem como dar certo. A Prefeitura também peca pela maneira como leva suas realizações (existem?) ao público. Talvez por não ter nada para apresentar, os responsáveis pela comunicação fiquem apenas fazendo malabarismo para mostrar o que não existe de relevância para o desenvolvimento do município e conhecimento da população. Competentes profissionais existem, mas nem sempre conseguem demonstrar suas competências em função de entraves inconfessáveis de seus patrões.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Março

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Partidos e candidatos estão correndo contra o tempo para montarem suas chapas de vereador observando o prazo final que delimita as suas pré-candidaturas. Em São Mateus as articulações acontecem em todos os recantos, inclusive na propriedade de um vereador que reuniu vários colegas e ex-vereadores, bem como outros simpatizantes em torno da ideia de se construir um Blocão para a disputa do pleito eleitoral deste ano. Ainda não tem um partido, mas nutre simpatia pelo DEM. E também a simpatia pelo nome do ex-prefeito, Amadeu Boroto (Sem partido), que teria “condições” de fortalecer o grupão com boas perspectivas de sucesso no pleito eleitoral. Essas questões discutidas devem ser desmentidas, o que é muito comum nos dias de hoje, quando o político não perde a mania de achar que a mentira é virtude. O encontro aconteceu.

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Ainda sobre essa demanda, vale aqui especular sobre a possibilidade do Amadeu vir a ser o novo filiado do Democratas (DEM). Existe um comentário à boca de miúda que o deputado estadual Freitas (PSB) estaria interessado em cooptar esse partido. Se essa articulação se consumar, seria um fator impeditivo para Boroto vir a cerrar fileiras nessa legenda. Os dois ainda não conseguiram superar o entrevero em que o ex-prefeito acusou o parlamentar de ter lhe tomado o controle do PSB. Ali, pelo que se sabe, acabou o casamento. Com isso, resta uma legenda muito importante e que, infelizmente, vive há anos no ostracismo. É o MDB. Acredito que seria um caminho com menos atropelos. O grupo com Amadeu puxando o Blocão dava um gás a legenda tornando-a competitiva.

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Com relação ao MDB de São Mateus, seus dirigentes garantem que ainda não foram procurados, mas que diálogo deve sempre nortear a boa política. Isso nos leva a especular e conjecturar que pode sim haver um entendimento nessa questão.

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Apesar do ex-deputado federal, Jorge Silva (SD), ter declarado que não seria candidato a nada, a sua hibernação pode vir a ser abortada. A pressão existe e a possibilidade de uma pré-candidatura a prefeito de São Mateus também. O Governo do Estado gostaria de ver o Jorge candidato, mas com a sua desistência, sentiu-se frustrado. Acontece, porém, que Jorge Silva não é urso e, sendo assim, poderá interromper o período de hibernação e vir para o jogo político, disputando a eleição. Até porque, quem hiberna é urso; Jorge é humano.

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Mas, para que Jorge Silva venha a ser pré-candidato a prefeito terá que deixar o Solidariedade, que tem uma pré-candidata declarada – Claudetinha – que conta com o empenho do pai Mateusão. Força para mudar o quadro o Jorge tem, mas talvez o caminho a ser percorrido seria procurar outra legenda sob as bênçãos do governo estadual. Por enquanto são conjecturas, mas vale a pena especular, pois numa dessas a verdade-verdadeira sobe à superfície.

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A política em São Mateus nunca foi para amador, mas os falastrões sempre têm o seu lugar de destaque. De qualquer maneira o processo eleitoral mateense será aminado, digno de ser disputado no Maracanã. Tem candidato parecido com tricolor, botafoguense e vascaíno, mas rubro-negro ainda não. Tem muitos parecidos com os times pequenos. Aí não cabem no Maracanã, mas no campinho da Cohab (com todo respeito). De qualquer maneira todos estão no campeonato eleitoral. A final será em outubro.

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Existem pessoas que insistem em dizer que todos os candidatos são iguais. Mas falam no sentido pejorativo. Não vejo assim. Existem bons pré-candidatos. Em São Mateus temos alguns que são honestos, preparados, tem capacidade de agregar o que temos de melhor para compor um governo sério. O problema é que o eleitor na sua dificuldade de enxergar isso, vai no populista, no que está mais na mídia e no “que vai ganhar”. O resultado pode desaguar no desastre que aí se instalou há pouco mais de três anos.

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Em Vitória o mercado político-eleitoral também está a pleno. Pelo lado chapa branca municipal o nome que o atual prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), traz na manga é o do deputado estadual Fabrício Gandini, do mesmo partido. Sergio Sá, vice e ex-secretário da Prefeitura de Vitória se disse rompido com o governo, mas há controvérsias nessa sua atitude. Sá é, provavelmente, o pré-candidato a prefeito com o apoio do governador Casagrande. Uma composição pode vir a ser construída com Gandini, mas para isso é preciso saber que musculatura Sérgio Sá tem para mostrar no seu próprio partido que “ainda” tem Majesk e o secretário municipal, Natan Medeiros na disputa para representar o governo estadual nessa composição. Até onde se sabe, Gandini não abre mão da cabeça de chapa, mas isso não parece ser problema numa boa engenharia política a ser usada. Existem pesquisa que daria conta de que Amaro Neto se destaca, mas sua rejeição é muito grande. Com isso as chances de uma disputa acirrada vão ficar para os outros pré-candidatos que são muitos. Acho que essa expertise deve ter vindo de São Mateus…

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São Mateus vai sobreviver ao coronavírus. Tem sobrevivido até aqui ao prefeito Daniel o que lhe dá uma forte imunidade.

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Contato para a coluna: pauloborgesjn@hotmail.com

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