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Medicina e Saúde

Salve vidas, torne-se doador de sangue regular

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A cada bolsa de sangue doada, 4 vidas podem ser salvas, por isso, no Dia Nacional do Doador de Sangue, o Ministério da Saúde chama você para se tornar um doador regular

Salve vidas, torne-se doador de sangue regular

No Brasil, cerca de 3,3 milhões de pessoas são doadoras de sangue. Isso significa que 16 a cada mil pessoas doam sangue regularmente. Esse ato solidário de salvar vidas é comemorado no dia 25 de novembro, Dia Nacional do Doador de Sangue. O dia tem o objetivo de agradecer a todos doadores regulares, aqueles que doam com frequência, além de lembrar que a data precede um período de estoques baixos nos bancos de sangue, devido à proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano e feriados prolongados.

“É importante que a população se conscientize sobre a doação de sangue e se torne um doador regular para que os estoques de sangue tenham sempre uma margem positiva de bolsas coletadas e nunca falte para quem precisa. O processo é rápido e seguro para o doador e pode salvar milhares de vidas. Conheça, converse com quem é doador e procure um hemocentro mais próximo. Seu ato pode mudar uma vida”, disse o coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino.

Embora o percentual de doadores de sangue de 1,6% da população brasileira esteja dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que pelo menos 1% da população seja doadora, o Ministério da Saúde trabalha constantemente para aumentar esse índice, estimulando que mais pessoas passem a ser doadores regulares, mantendo assim os estoques de sangue em níveis seguros.

Doação de Sangue | Ministério da Saúde

É importante lembrar que não há um substituto para o sangue e a disponibilidade é essencial em diversas situações nos hospitais, como cirurgias e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a doença falciforme, a talassemia, e outras que, frequentemente, necessitam de transfusão sanguínea. A manutenção dos estoques de sangue em níveis seguros em todo o país depende da doação regular de sangue que ainda é feita por uma pequena parcela da população brasileira.

Até setembro de 2019, 2,4 milhões de bolsas de sangue foram coletadas no Brasil. Levando em consideração que cada bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, o quantitativo doado poderia salvar quase 10 milhões de pessoas, caso houvesse necessidade. A quantidade de bolsas de sangue coletadas no mesmo período de 2018 foi igual, 2,4 milhões. Em relação às regiões, o Sudeste foi o que realizou maior número de coletas de janeiro a setembro de 2019, com 1 milhão de bolsas de sangue, seguido pela região Nordeste (603 mil), Sul (435 mil), Centro-Oeste (211 mil) e Norte (178 mil).

Outro dado importante é com relação à frequência da doação. Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que 42,9% das doações realizadas em 2017 foram de 1ª vez, 42% de repetição e 15% esporádicas. Além disso, a agência divulgou que, nas doações, há a prevalência dos tipos O+ e A+, contabilizando 43% e 30,7% das doações realizadas em 2017, respectivamente.

Quem pode doar sangue

No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores (entre 16 e 18 anos) é necessário o consentimento dos responsáveis e entre 60 e 69 anos a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. É preciso pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação, não fumar e não estar de jejum. No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima de doações por ano é 4 vezes para o homem e de 3 doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de 2 meses para os homens e de 3 meses para as mulheres. A doação é 100% voluntária e beneficia qualquer pessoa, independente de parentesco. “Doe sangue regularmente. Tem sempre alguém precisando de você. Procure o hemocentro mais próximo e seja um doador regular”, reforça o coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino.

Segurança do sangue

Todos os litros de sangue coletados na rede pública de saúde passam por um teste chamado sorologia para identificação de doenças. Além disso, é realizado outro exame, chamado Teste NAT, que reduz a chamada janela imunológica para HIV, Hepatite C e B, tempo em que o vírus já está presente no doador e ainda não é possível sua detecção.

A coleta da bolsa dura cerca de 15 minutos, mas o processo de doação, da triagem até a doação leva em média 40 minutos. A coleta das bolsas de sangue é feita com material descartável, estéril, e de uso clínico.

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Medicina e Saúde

Tinta de cabelo e alisadores estão associados a câncer, sugere estudo

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Acompanhamento feito por pesquisadores norte-americanos aponta risco aumentado de tumores de mama, principalmente entre mulheres negras

Um estudo feito por pesquisadores norte-americanos e publicado nesta semana no Jornal Internacional de Câncer sugere que algumas mulheres que utilizam tinta de cabelo e alisadores químicos estão mais sujeitas a desenvolver câncer de mama.

Foi identificado que mulheres negras que usavam tinta permanente (formulações que contêm água oxigenada e amônia) regularmente tinham chance 60% maior de desenvolver câncer de mama do que mulheres negras que não faziam uso. Entre mulheres brancas, esse índice foi de 7%.

Além disso, os pesquisadores analisaram os alisadores de cabelo. Foi constatado um aumento de 30% do risco de tumor de mama entre as mulheres em geral. Entretanto, eles observaram que mulheres negras costumam usar esse tipo de produto com mais frequência.

A pesquisa durou cerca de oito anos e monitorou 46,7 mil mulheres, entre 35 e 74 anos, sem histórico de câncer de mama, mas que tinham uma irmã que havia tido tumor desse tipo. Foram identificados 2.794 casos de tumor mamário maligno nesse período.

Médicos ouvidos pelo jornal The New York Times disseram que o estudo não é conclusivo, embora recomendem uso moderado desses produtos.

A cientista Robin Dodson, do Silent Spring Institute em Newton, Massachusetts, identificou que alguns alisadores vendidos no mercado norte-americano contêm compostos que imitam o estrogênio, hormônio que alimenta alguns tipos de tumores de mama.

“A maioria dos produtos atualmente disponíveis no mercado não é testada adequadamente quanto à segurança e não é testada para substâncias químicas que causam desregulação endócrina”, disse ao jornal.

A Sociedade Americana de Câncer observa que as tinturas permanentes — que modifica a cor do cabelo até que ele seja substituído por um novo — de tons mais escuros “têm mais alguns produtos químicos que podem causar câncer” e que “esses produtos são uma grande preocupação em potencial”.

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Dia do Médico da Saúde da Família e Comunidade: Profissionais selecionados começam os atendimentos nas próximas semanas

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Quelen Tanize Alves da Silva, diretora geral do ICEPi.

Nesta quinta-feira (05) comemora-se o Dia do Médico da Saúde da Família e Comunidade, especialidade estratégica para um atendimento focado na relação médico-paciente.

Esse profissional é o especialista em pessoas e acompanha seus pacientes ao longo de toda trajetória clínica, criando vínculo com a comunidade onde realiza os atendimentos. Ele se destaca por avaliar o histórico do paciente de forma integral, para gerar um diagnóstico mais adequado e preciso.

Para realizar essa aproximação entre médico e paciente, um novo modelo de gestão para a saúde do Espírito Santo foi apresentado pela Secretaria da Saúde (Sesa). Trata-se do Programa de Qualificação da Atenção Primária à Saúde, que tem o objetivo de inovar e qualificar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

Dentro do pacote de ações do Programa, três estão relacionadas à área da formação profissional e provimento, além da seleção de médicos para o Programa Estadual de Formação de Especialistas para o SUS e para a contratação de médicos supervisores especialistas em Medicina de Família e Comunidade, que irão atuar no corpo docente do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi).

De acordo com a diretora geral do ICEPi, Quelen Tanize Alves da Silva, a partir do momento em que a Atenção Básica tem um bom atendimento, ela se torna resolutiva para basicamente 85% do que a população procura.

Para isso, o ICEPi abriu, em outubro, um edital para o preenchimento de 476 vagas, sendo 241 para médicos, 128 enfermeiros e 107 cirurgiões-dentistas, que vão atender aos 76 municípios capixabas que aderiram à proposta do programa. Este programa dará a oportunidade de os profissionais participarem de cursos de pós-graduação nas suas áreas, com o desenvolvimento de atividades de práticas assistenciais nos municípios.

De acordo com a diretora geral do ICEPi, a iniciativa visa cooperar com o provimento de profissionais de saúde para reduzir as desigualdades regionais e ampliar a cobertura e a resolutividade da Atenção Primária à Saúde. Para Quelen Tanize Alves da Silva, a adesão de quase a totalidade dos municípios capixabas mostra o apoio ao programa, que terá como um de seus objetivos reverter a constante queda na cobertura da Estratégia de Saúde da Família.

“Com isso teremos consequentemente a melhoria dos indicadores de saúde no Espírito Santo e a soma positiva na melhoria da prestação de serviços à população”, afirmou.

 

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Histórico da Medicina de Família e Comunidade

A Medicina de Família e Comunidade começou no Brasil em meados da década de 1970, com o movimento da saúde comunitária, e junto do Programa de Agentes Comunitários de Saúde foi uma das bases para a criação da Estratégia Saúde da Família (PSF) nos anos 1990. Tanto a estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a especialidade médica se encontram em franca expansão.

A Saúde da Família tem mais de 30 mil equipes, atendendo mais da metade da população brasileira no SUS.

 

O ICEPi

O Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), é responsável por um conjunto de políticas de inovação em saúde. Com ele, a Sesa passa a investir de maneira robusta na qualificação e modernização das práticas de cuidado da rede própria e no apoio aos municípios, criando um amplo movimento de formação de serviço de Médicos de Família e Comunidade e de especialistas.

O Instituto tem como objetivo reestruturar a atenção em saúde no Estado com fortalecimento das gestões municipais, atuando na resolução e na qualificação do cuidado em saúde para ampliar o acesso da população.

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