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Política Nacional

Senador que escondeu dinheiro na cueca diz que provará inocência

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O senador acusado foi uma indicação do presidente Bolsonaro para o Senado; o parlamentar atua como elo entre o Palácio do Planalto e o Congresso

Após ser afastado da vice-liderança do governo no Senado, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) afirmou em nota que deixou a vaga para “aclarar os fatos e trazer à tona a verdade”. O parlamentar foi flagrado com dinheiro na cueca em uma operação da Polícia Federal realizada quarta-feira, 14. Ele afirmou que provará que não tem relação com “qualquer ato ilícito de qualquer natureza” e reforçou o apoio ao governo. O presidente Jair Bolsonaro foi responsável pela indicação de Rodrigues ao Senado, para ser o elo entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

“Vou cuidar da minha defesa, e provar minha inocência. Volto a dizer, ao longo dos meus 30 anos de vida pública, tenho dedicado minha vida ao povo de Roraima e do Brasil, e seguirei firme rumo ao desenvolvimento da minha nação”, disse. Na nota, Chico Rodrigues disse que acredita nas diretrizes usadas por Bolsonaro para “gerir a nação”.

Com trânsito no Palácio do Planalto, o parlamentar foi nomeado pelo próprio presidente para exercer o cargo de vice-líder no Senado ainda em 2019. Sobre o caso, Bolsonaro afirmou mais cedo que a operação da PF é um exemplo de que não há corrupção em seu governo. Ele tentou desvencilhar o ocorrido da sua gestão dizendo que o seu governo são “ministros, estatais e bancos oficiais”.

Ontem, para apoiadores, o presidente disse que daria uma “voadora no pescoço” de quem se envolvesse em casos de corrupção no seu governo. No início da tarde, a destituição “a pedido” de Chico Rodrigues do cargo de vice-líder foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O senador foi alvo de investigação que apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares.

Apuração da reportagem do Estadão/Broadcast com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação mostrou que foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca de Chico Rodrigues. O valor total descoberto na casa do senador chegaria a R$ 100 mil.

Um grupo de senadores decidiu acionar o Conselho de Ética do Senado para investigar Chico Rodrigues. A representação será protocolada na próxima terça-feira, 20. Em outra frente, o DEM avalia punir o senador do partido.

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Política Nacional

Paulinho da Força vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro

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Deputado e o genro responderão também por falsidade ideológica eleitoral e caixa dois. Cerca de R$ 1,7 milhões não foram declarados

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade e seu genro, o advogado Cristiano Vilela Pinho, se tornaram réus por corrupção e lavagem de dinheiro. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) aceitou a denúncia na quinta-feira (29).

O deputado foi acusado de receber pagamentos não contabilizados durante campanhas para a Câmara dos Deputados em 2010, e à Prefeitura de São Paulo, entre 2012 e 2013, somando cerca de R$ 1,7 milhão. Na decisão do TRE, o juiz Marco Antônio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, manteve o bloqueio de contas bancárias e de bens do parlamentar.

De acordo com denúncia do Ministério Público, o parlamentar recebeu R$ 200 mil indevidamente durante campanha para a Câmara dos Deputados. O dinheiro teria ficado como caixa dois de campanha e não foram contabilizados na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Na disputa à Prefeitura de São Paulo, o candidato teria recebido R$ 1,5 milhão, que também não foram declarados.

Defesa

Em nota, a defesa do deputado afirma que “apresentará, no momento oportuno, os elementos necessários a demonstrar sua inocência quanto aos fatos apurados”. O texto afirma ainda que “causa perplexidade que a imprensa e setores do judiciário utilizem informações de uma delação sabidamente fraudulenta, que agoniza no STF”. O deputado “repudia a atuação da Lava Jato com viés político partidário, extrapolando os limites constitucionais, buscando unicamente dar protagonismo para seus atores”.

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Política Nacional

‘Jamais esteve sob análise privatizar o SUS’, afirma Paulo Guedes

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Ministro disse que seria uma ‘insanidade falar disso’, ao se referir a decreto que autorizava estudos para incluir unidades de saúde em plano de concessão

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que jamais esteve sob análise privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde), durante sua participação nesta quinta-feira (29) na comissão mista do Congresso, que debatia as medidas do governo para conter a pandemia do novo coronavírus.

“Até eu tomei um susto. Garanto que jamais esteve sob análise privatizar o SUS. Seria uma insanidade falar nisso”, disse o ministro, se referindo à polêmica provocada por decreto sobre PPPs (parcerias público-privadas) de estudos técnicos, que incluia UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do SUS.

A medida, que autorizava estudos para incluir unidades de saúde em programa de privatizações, foi revogada após forte repercussão contrária.

Na contramão da possível privatização, Guedes exaltou a eficiência do SUS durante a pandemia. “O SUS mostrou a decisiva importância de termos um sistema descentralizado de acesso à saúde e mostrou, durante a crise, por que ele foi um passo acertado. A criação dessa ferramenta, de um sistema descentralizado de saúde, é evidente que seria um contrassenso falar em privatizar o SUS”, defendeu.

O ministro minimizou a decisão, dizendo que foi só uma daquelas “dezenas de medidas que a gente toma” todos os dias. “Se fosse uma privatização do SUS , teria que ter ido ao Congresso. Não é nada desse tipo”, argumentou.

“Esse decreto aparentemente veio da área de PPI, uma área que estava sob coordenação da Casa Civil, que passou para a Economia. A secretária Martha Seillier é uma pessoa competente, trabalhadora, funcionária pública. A iniciativa dela deve ter ido ao Pazuello (Eduardo) conversar sobre isso”, explicou o ministro.

O ministro ainda destacou que, se fosse num momento critico da pandemia, a iniciativa poderia ter vingado. “Aparentemente, há um mês atrás, com a pandemia ainda forte, isso já estaria assinado. Tinha mais de 4.000 unidades de saúde que iniciaram a construção e não estavam conseguindo terminar por falta de recursos. No meio de uma pandemia e sem a capacidade de atendimento”, concluiu.

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