conecte-se conosco


Internacional

Trump afirma que vacina contra covid-19 pode chegar ‘em semanas’

Publicado

Uma iniciativa do governo americano deve acelerar a pesquisa de uma cura contra o novo coronavírus, anunciou o presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (15) que poderia aprovar uma vacina contra a covid-19 “em questão de semanas”, apesar dos alertas sobre o perigo de acelerar o processo em um assunto como este.

“Não estou fazendo isso por razões políticas, quero a vacina rapidamente”, disse Trump, em entrevista à emissora de televisão “Fox”, em referência às eleições de 3 de novembro onde concorre à reeleição.

Sem a operação “Warp Speed” (velocidade da luz), iniciativa do governo americano para acelerar a pesquisa de uma cura contra o novo coronavírus, “não se teria uma vacina durante anos”, disse o presidente.

“Acelerei o processo com a Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (FDA, na sigla em inglês). Teremos uma vacina em questão de semanas, pode ser quatro semanas, pode ser oito semanas. Temos muitas empresas excelentes”, afirmou Trump.

Seu adversário nas eleições, o democrata Joe Biden e sua candidata à vice, Kamala Harris, alertaram para o perigo da segurança sanitária representado pelo processo acelerado e pela pressão política de Trump para obter uma vacina.

“Eu não confiaria apenas na palavra de Trump”, disse Kamala Harris em uma declaração no início do mês sobre uma vacina que seria aprovada antes das eleições, enquanto Biden garantiu que antes de ser vacinado gostaria de ouvir “o que o cientistas têm a dizer”.

O principal alergista do país, dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, insistiu que até o final do ano ou início de 2021, uma vacina segura e eficaz contra a covid-19 poderá estar disponível.

Durante a entrevista, Trump garantiu que os EUA agora estão em uma posição melhor em relação ao coronavírus do que no início, e garantiu que o país “está revertendo a pandemia”.

Os Estados Unidos, país mais atingido pela pandemia, ultrapassou 6,5 milhões de infecções confirmadas de Covid-19, com uma taxa de aumento de cerca de 35 mil novos casos diários, e as mortes chegam a 194.547, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Trump, mais uma vez, se defendeu por ter rejeitado publicamente a gravidade do coronavírus em uma série de entrevistas com o jornalista Bob Woodward, quando ele já sabia do enorme perigo representado pela doença.

“Não quero criar pânico”, insistiu Trump.

Leia mais:  Nasa encontra planeta do tamanho da Terra e que pode ter água líquida
publicidade

Internacional

Gatos contraem e transmitem Covid-19, mas adoecem pouco, sugere estudo

Publicado

Cientistas espanhóis estudaram caso de felino cujo dono foi morto pelo coronavírus e teve vários familiares infectados

O caso médico de um gato atendido num hospital veterinário na Catalunha, na Espanha, traz novas evidências de que os felinos domésticos contraem e transmitem o novo coronavírus, mas adoecem pouco de Covid-19. O animal, cujo dono havia morrido da doença, foi recebido com graves problemas respiratórios e sofreu eutanásia para prevenir dor e sofrimento.

Por ser uma das primeiras suspeitas de problemas respiratórios graves, o corpo do animal acabou sendo encaminhado para necrópsia em um laboratório de alta segurança. O resultado do procedimento foi descrito nesta sexta-feira (18) em um estudo publicado pela revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos EUA. No artigo, os cientistas descrevem a história de Negrito, um gato persa mesclado com gato europeu comum, de quatro anos de idade.

Quando ele chegou ao Centro de Pesquisa em Saúde Animal de Barcelona (Irta-Cresa), os cientistas logo constaram que, de fato, o animal tinha sido infectado pelo Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. O que acabou matando o felino, porém, foi uma “cardiomiopatia hipertrófica”, doença caracterizada por um inchaço do coração que compromete seus movimentos.

O problema, segundo os cientistas, não estava relacionado ao coronavírus, mesmo tendo evoluído para edema pulmonar e trombose.

“Não se encontrou nenhuma evidência de pneumonia viral, e nenhum Sars-CoV-2 foi detectado no pulmão”, escrevem os cientistas, liderados por Joaquim Segalés. No tecido cardíaco de Negrito e outros órgãos danificados do animal também não havia presença do vírus, que se apresentou no organismo apenas de forma superficial, no focinho e nas vias aéreas superiores.

A constatação da infecção, porém, é fruto de preocupação, afirmam os pesquisadores, porque não está claro qual seu papel no núcleo de transmissão de Covid-19 em que ele vivia. Após o dono de Negrito morrer de Covid-19, o gato foi adotado por familiares do espanhol, que moravam em outra casa, todos os quais também diagnosticados com o coronavírus.

Zoonose reversa

Segundo os pesquisadores, não está claro se Negrito teve algum papel na disseminação da doença. Casos suspeitos de “zoonose reversa”, em que o patógeno é transmitido de humanos para animais, são menos bem estudados na literatura científica do que episódios comuns de zoonose, de animais para humanos.

Os cientistas do Irta-Cresa fizeram uma busca de outros trabalhos e levantaram apenas casos confirmados de zoonose reversa em quatro cães, seis gatos, oito grandes felinos de zoológico (cinco tigres e seis leões) e algumas doninhas em fazendas de pele.

Pela proximidade que gatos têm, e por sua presença comum em habitações pequenas no mundo inteiro, porém, os cientistas acreditam que é preciso entender melhor a dinâmica da Covid-19 na relação entre felinos e humanos.

“Como a susceptibilidade de gatos domésticos está agora bem estabelecida, são necessários estudos amplos sobre a prevalência do Sars-CoV-2 nesses animais para entender com precisão o papel dessa espécie na pandemia da Covid-19”, escrevem Segalés e colegas.

“Apesar de ser ser altamente especulativa a possibilidade de o Sars-Cov-2 agravar doenças pré-existentes em gatos e outros animais, seria importante certificar se isso pode ocorrer.”

O caso de Negrito chegou a ser noticiado pela imprensa local da Catalunha em maio como o primeiro gato do país diagnosticado por Covid-19. Só agora, porém, com um estudo já submetido a revisão independente, fica esclarecido que não foi o vírus que matou o animal. Uma boa notícia trazida pelos cientistas é que Whisky, o companheiro de apartamento de Negrito, passa bem e aparentemente não chegou a contrair o patógeno.

No estudo, os pesquisadores agradecem às últimas donas do gato, Esther e Carla Zamora, por terem doado o corpo do felino à ciência.

Leia mais:  Coronavírus: China construirá novo hospital com mil leitos em 6 dias
Continue lendo

Internacional

Passageiro é flagrado usando cobra como ‘máscara’ em ônibus na Inglaterra

Publicado

Um homem foi flagrado usando uma cobra enrolada no pescoço, no lugar da máscara de proteção contra Covid-19. A cena foi registrada em um ônibus na cidade de Swinton, na Inglaterra, e viralizou nas redes sociais nesta semana.

Uma testemunha chegou a relatar que achou se tratar de uma máscara diferente, mas que percebeu que, depois de um tempo, o réptil começou a se movimentar.

Um porta-voz da empresa de ônibus declarou que é importante seguir as regras de proteção facial adequadas para Covid-19 no transporte público e disse que o caso está sendo investigado, por causa do risco à segurança dos passageiros.

Uso correto 

sorrindo com máscara

As máscaras de prevenção à Covid-19 devem ser de material adequado e exigem um uso específico para que tenham o resultado de proteção esperado.

“Muitas vezes, as pessoas saem com a máscara, mas não a usam corretamente. A máscara precisa cobrir o nariz e a boca. Essa máscara não poder ficar pendurada no pescoço, ou simplesmente protegendo [somente] a boca. É importante que as pessoas a utilizem adequadamente”, alerta o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo.

Gabbardo defende que a máscara tem um papel fundamental em conter a disseminação da Covid-19. Para ele, ainda houve uma demora em determinar a obrigatoriedade do uso do equipamento. 

“O Brasil e o mundo demoraram muito para ter iniciado [o uso]. Acho que a OMS [Organização Mundial da Saúde] demorou em recomendar a utilização das máscaras”, afirmou. 

O tempo de permanência com a máscara varia de acordo com o material com que ela foi feito. As máscaras de tecido, recomendadas pelo Ministério da Saúde, devem ser trocadas a cada duas horas.

A infectologista Rosana Richtmann explica que, no momento da troca, é importante não colocar as mãos no meio delas, já que o tecido pode estar contaminado. É preciso puxar pelos elásticos que envolvem as orelhas.

Leia mais:  General iraniano foi morto "para parar uma guerra", diz Trump
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana