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Medicina e Saúde

Vacina de Oxford produz resposta imune em idosos acima de 70 anos

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Estudo divulgado nesta quinta-feira (19) na revista “The Lancet” indica que resultados finais do imunizante contra covid deverão chegar antes do Natal

vacina potencial contra a covid-19, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, produziu uma forte resposta imune em idosos com mais de 70 anos de idade.

Os dados sobre a segunda fase de estudos clínicos foram publicados na quinta-feira (19) na revista científica “The Lancet”, que é referência mundial na área farmacêutica.

Os pesquisadores testaram a dose, denominada ChAdOx1 nCoV-19, em um experimento com 560 adultos saudáveis, incluindo 240 com mais de 70 anos, para observar seu impacto no sistema imunológico e possíveis efeitos colaterais.

Os “resultados preliminares promissores” indicam que esta vacina SARS-CoV-2 oferece “resultados de segurança e imunogenicidade semelhantes em idosos saudáveis ​​do que naqueles com idade entre 18 e 55 anos”, segundo o texto da Lancet.

Os dados, obtidos no final de outubro, mas publicados na íntegra somente hoje, sugerem que pessoas com mais idade, mais suscetíveis a morerr em decorrência da covid-19, podem desenvolver uma robusta imunidade.

“As respostas robustas de anticorpos e células T vistas em pessoas mais velhas em nosso estudo são encorajadoras”, disse Maheshi Ramasamy, consultor e co-investigador principal do Oxford Vaccine Group.

Dentro de 14 dias após a primeira dose, os pacientes geram uma resposta das células T. Já a geração de anticorpos ocorre 28 dias após a dose de reforço (que atacaria o vírus quando ele circula pelo sangue ou sistema linfático).

“Esperamos que isso signifique que nossa vacina ajude a proteger algumas das pessoas mais vulneráveis ​​da sociedade, mas mais pesquisas serão necessárias antes de termos certeza”, completou.

Entenda os testes

Nos testes da fase 2, os voluntários com mais de 55 anos foram divididos em dois grupos e receberam uma ou duas doses da vacina em um período de 28 dias. Todos foram observados desde o início para detectar efeitos adversos, bem como a resposta imune.

Os autores observam que os efeitos colaterais do imunizante foram “leves” (como dor à injeção, fadiga, dor de cabeça, febre ou dor muscular), embora mais comuns do que com a vacina de controle.

Treze casos graves foram detectados nos seis meses após a primeira dose, mas não são foram considerados relacionados às vacinas.

Os pesquisadores explicam que os efeitos colaterais foram ainda menos comuns em adultos mais velhos do que jovens, e a resposta imunológica foi “semelhante” em todas as faixas etárias após a dose de reforço.

A vacina induziu anticorpos contra a proteína de pico do coronavírus 28 dias após a primeira dose pequena ou quantidade padrão em todas as faixas etárias. Após a vacinação de reforço, o nível de anticorpos aumentou 56 dias após o início do experimento, e o mesmo aconteceu com os anticorpos neutralizantes 42 dias depois.

Por sua vez, a resposta das células T contra a proteína spike do coronavírus culminou 14 dias após a primeira inoculação, independentemente da idade ou da dose.

Testes finais e limitações

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A pesquisadora Sarah Gilbert diz que este estudo “responde a algumas das questões” levantadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a necessidade de vacinas contra covid-19 protegerem também os idosos.

No entanto, ressalta que outras “questões sobre a eficácia e a duração da proteção” ainda precisam ser respondidas e a vacina também deve ser testada em idosos com patologias para garantir que proteja aqueles que têm maior risco de evoluir para quadros graves.

Os autores reconhecem que os testes divulgados hoje “têm limitações”. Por exemplo, informaram que as pessoas mais velhas do experimento tinham uma idade média de 73 ou 74 anos e eram saudáveis.

Além disso, acrescentam, a maioria dos voluntários de qualquer idade eram brancos e não fumantes. Por isso, na terceira fase, os testes clínicos se estenderão a pessoas de diferentes origens.

Os testes em estágio final, ou fase 3, estão em andamento para confirmar as descobertas, disseram os pesquisadores. Essa fase também vai testar se a vacina protege contra a infecção com SARS-CoV-2 em uma ampla gama de pessoas, incluindo aquelas com outros problemas de saúde.

Os resultados da fase 3 devem ser definitivamente conhecidos até o Natal, disse o diretor do Oxford Vaccine Group, Andrew Pollard.

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Depressão no ambiente de trabalho: como detectar e minimizar os casos dentro da empresa?

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Considerada como o mal do século, a depressão, apesar de silenciosa, é muito grave e necessita de muita atenção.

Existem muitas ações eficazes que as organizações podem realizar para promover a saúde mental no local de trabalho, sendo que elas também podem beneficiar a produtividade.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que, para cada US$ 1 investido em tratamento intensivo para transtornos mentais, há um retorno de US$ 4 em melhoria da saúde e produtividade.
Em todo o mundo estima-se que 264 milhões de pessoas sofrem de depressão, com muitas dessas pessoas também sofrendo de sintomas de ansiedade. E um estudo liderado pela OMS apontou que apenas os transtornos de depressão e ansiedade custam à economia global US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.
Um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas de saúde física e mental. E as empresas que promovem à saúde mental e apoiam as pessoas com esses tipos de transtornos têm maior probabilidade de reduzir o absenteísmo, aumentar a produtividade e se beneficiar dos ganhos econômicos associados. Os que estão com algum tipo de transtorno instalado já estão sendo assistidos, pois os mesmos, já se manifestaram e estão em tratamento. O ponto aqui é os que estão em vias de, estes sim precisam ser detectados, acompanhados e cuidados, para que não se tornem estatísticas. Precisamos estar atentos aos sinais das mudanças físicas, emocionais e comportamentais, medir para gerenciar é a melhor forma de evitar problemas futuros.

Mas como detectar colaboradores com depressão?

O adoecimento mental é o acidente de trabalho que ninguém vê. O time de Recursos Humanos e os gestores têm um papel importante. O mais essencial é ‘ficar de olho’, mas como o RH tem muitas outras funções para desempenhar o melhor é capacitar coordenadores e gestores para reconhecerem algumas mudanças comportamentais destoantes.
Quando deprimida, a pessoa pode apresentar sintomas como alteração do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga. Observam-se, na maioria das vezes, problemas do sono e diminuição do apetite. Comumente ocorre uma diminuição da autoestima e da autoconfiança, assim como ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode ser acompanhado de sintomas ditos “somáticos”, como, por exemplo, perda de interesse ou prazer; despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar; agravamento matinal da depressão; lentidão psicomotora importante; agitação; perda de apetite, de peso e da libido (OMS, 2008).
No trabalho, os comportamentos mais comuns são:
  • Queda brusca na produtividade;
  • Insatisfação exagerada;
  • Cansaço fora do normal;
  • Picos de irritabilidade, agressividade ou alegria excessivas;
  • Ausência de motivação, reclusão, introspecção e tristeza.

Em uma perspectiva sociocultural, a depressão é compreendida, além de um distúrbio orgânico (hormônios), e assim pode ser expressão de uma inadaptação social ou de um pedido de socorro. Na sociedade atual existe uma legitimação da doença por meio do uso da medicação que perpassa o senso comum e torna-se presente na conduta dos profissionais de saúde. A medicação legitima o sofrimento, contribuindo para a aceitação social de que o depressivo não é louco, nem vagabundo ou fraco de caráter, mas doente e que precisa de ajuda médica.

Claro que tanto os gestores quanto o RH não são especialistas em saúde mental para dar um veredicto, mas como conhecem bem o colaborador fica mais fácil notar as mudanças acima.

A questão é delicada e criar um ambiente que seja saudável e minimize a depressão é um desafio sério que precisa ser encarado de frente. Um elemento importante para ter um bom local de trabalho é o desenvolvimento de estratégias e políticas internas.

Um relatório acadêmico da União Europeia sugere que as intervenções devem ter uma abordagem em três vertentes:

  • Proteger a saúde mental reduzindo os fatores de risco relacionados ao trabalho;
  • Promover a saúde mental desenvolvendo os aspectos positivos do trabalho e os pontos fortes dos colaboradores;
  • Abordar os problemas de saúde mental independentemente da causa.

Com base nos fatores é possível citar algumas etapas para a criação de um local de trabalho saudável, incluindo:

  • Conscientizar as lideranças sobre a importância de ter um ambiente de trabalho sadio, desenvolvendo junto com o time de RH um plano estratégico e tático para promover uma melhor saúde mental para diferentes colaboradores;
  • Compreender as oportunidades e necessidades individuais, ajudando a desenvolver melhores políticas para a saúde mental no local de trabalho;
  • Implementar e aplicar políticas e práticas de saúde e segurança, incluindo a identificação do sofrimento;
  • Envolver os colaboradores na tomada de decisões, transmitindo sensação de controle e participação. Ter práticas organizacionais que apoiam um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional;
  • Desenvolver programas de desenvolvimento de carreira, reconhecendo e recompensando a contribuição dos funcionários;
  • Criar rituais de gestão de pessoas, onde o líder abre espaço para se falar de assuntos como este; e
  • Desenvolver nos colaboradores uma segurança psicológica para que tenham coragem de falar sobre suas vulnerabilidades.

O mundo corporativo é muito competitivo e focado somente em resultados, e assuntos de cunho emocional não possuem espaço no dia a dia e não são bem-vindos quando mencionados. As intervenções de saúde mental devem ser realizadas como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que cobre a prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

Os serviços ou profissionais de saúde ocupacional podem apoiar a sua organização na implementação dessas intervenções, mas se eles não estiverem disponíveis as mudanças descritas acima precisarão ter ainda mais importância na proteção e promoção da saúde mental.

A chave para o sucesso é envolver as partes interessadas em todos os níveis ao fornecer proteção, promoção e intervenções de apoio.

Sabemos que no final do mês o que conta é meta batida e a perenidade do negócio, mas o trabalho é para ser desafiador e não sofrido. O assunto é sério e não pode ser ignorado!

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Covid-19: ‘soquinho’ traz menos risco de contágio que aperto de mão?

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Usar o cotovelo seria a forma mais segura, porque é a mesma coisa que comparar a superfície de um prego com a palma da mão. Mas o ideal é fazer um cumprimento que não exige contato, diz especialista

Durante a pandemia, o habitual aperto de mão está vetado, já que essa parte do corpo funciona como um veículo de contaminação pelo novo coronavírus. Diante desse impasse,  o “soquinho” tem sido adotado por muitas pessoas como cumprimento substituto na tentativa de diminuir o risco de contágio. E essa escolha é realmente é efetiva.

“O risco é menor porque você diminui a superfície de contato [entre as mãos]. Mas ele ainda existe. A mão é extremamente contaminada e cheia de bactérias, porque sempre estamos manipulando coisas”, destaca a infectologista Lina Paola, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

“Usar o cotovelo seria a forma mais segura, porque é a mesma coisa que comparar a superfície de um prego com a palma da mão. Mas o ideal é fazer um cumprimento que não exige contato”, acrescenta.

O novo coronavírus se espalha, principalmente, por gotículas expelidas por uma pessoa com covid-19 ao falar tossir e espirrar. Esses atos também contaminam o ambiente e objetos, ressalta a infectologista.

Nesse contexto, a mão se torna um grande veículo de contaminação, porque as pessoas sempre tateiam o mundo exterior e também estão constantemente tocando a boca, os olhos e nariz.

“As mucosas são muito irrigadas por vasos sanguíneos e aí se a gente está com o vírus nas mãos e toca essas regiões, ele entra rapidamente na corrente sanguínea”, esclarece.

“Se uma pessoa estiver doente, ela pode estar carregando milhões de cópias do vírus nas mãos. Então, a chance de transmissão pelo contato é muito alta”, ressalta.

A médica lembra que as recomendações para a prevenção do contágio pelo novo coronavírus continuam em vigor. “É preciso manter a distância de pelo menos um metro em relação ao outro, higienizar as mãos e superfícies”, orienta. “Pode ter reuniões, mas com menos de 50% da capacidade do lugar e janelas abertas”, completa.

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