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Internacional

Coreia do Norte dispara míssil balístico e Estados Unidos temem retomada de testes nucleares

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Desde o início do ano, país aumentou consideravelmente seus testes e lançamentos, intensificando a apreensão norte-americana

A Coreia do Norte disparou, neste sábado (7), um míssil balístico a partir de um submarino (SLBM), anunciou o Exército sul-coreano, horas depois que os Estados Unidos alertaram sobre a possibilidade de Pyongyang retomar seus testes nucleares.

“Nossos militares detectaram por volta das 14h07 (02h07 de Brasília) que um míssil balístico de curto alcance, supostamente um SLBM, foi disparado do mar em Sinpo, Hamgyong do Sul”, declarou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul em comunicado.

Desde o início do ano, a Coreia do Norte aumentou consideravelmente seus testes e lançamentos balísticos.

O disparo deste sábado é a 15ª demonstração de força do país e ocorre pouco antes da posse, na próxima terça-feira (10), do novo presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, com uma postura mais hostil em relação a Pyongyang do que seu antecessor Moon Jae-yeol.

Os Estados Unidos, por sua vez, asseguraram nesta sexta-feira (6) que a Coreia do Norte poderia preparar um teste nuclear ainda neste mês, o primeiro desde 2017. 

De acordo com a Guarda Costeira japonesa, citando seu Ministério da Defesa, Pyongyang lançou hoje um objeto, “provavelmente um míssil balístico”.

Forças nucleares

Na semana passada, durante um grande desfile militar, o líder norte-coreano Kim Jong-un prometeu desenvolver suas forças nucleares “o mais rápido possível” e alertou contra possíveis ataques “preventivos”, como mencionado pelo futuro presidente sul-coreano. 

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Nesta sexta-feira, Washington, por meio da porta-voz diplomática Jalina Porter, advertiu que Pyongyang “está preparando o local de testes de Punggye-ri e pode estar pronto para realizar um teste neste mês, que seria seu sétimo teste nuclear”. 

“Esta análise é consistente com as recentes declarações públicas da própria Coreia do Norte”, acrescentou, assegurando que o governo americano “continuará” sua “estreita coordenação” com seus aliados.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajará para o Japão e a Coreia do Sul neste mês, e Pyongyang será um dos temas que abordará durante sua visita. 

Este recente lançamento pode estar relacionado à visita de Biden ou à posse, na terça-feira, de Yoon, que prometeu uma linha dura com seu vizinho do Norte. 

Para Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha em Seul, “em vez de aceitar convites para o diálogo, o regime de Kim parece estar se preparando para testar uma ogiva nuclear tática”.

Fracasso diplomático

A Coreia do Norte se autoimpôs uma moratória de testes de armas nucleares e de longo alcance em meio a uma reaproximação diplomática entre Kim e o então presidente dos EUA, Donald Trump, que acabou fracassando em 2019 e está paralisada desde então. 

Pyongyang realizou seis testes de armas nucleares desde 2006. O último e mais poderoso foi em 2017 com uma bomba de hidrogênio de 250 quilotons. 

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“Um sétimo teste nuclear seria o primeiro desde setembro de 2017 e alimentaria as tensões na península coreana, aumentando os perigos de erro de cálculo e falta de comunicação entre o regime de Kim e o novo governo de Yoon”, disse Easley. 

A Coreia do Sul tem uma capacidade de armas convencionais maior do que seu vizinho do Norte, e Yoon pediu mais meios militares americanos. Em 2021, Seul testou mísseis supersônicos, lançados de um submarino.

Sem diálogo

Na quarta-feira (4), Pyongyang disparou o que Seul e Tóquio descreveram como um míssil balístico, mas a mídia estatal da Coreia do Norte, que geralmente relata os testes, não o mencionou. 

Para Hong Min, pesquisador do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, “o lançamento de hoje é semelhante ao do míssil balístico da quarta-feira”.

“Parece que o Norte está realizando uma série de testes para atingir seus objetivos estratégicos”, disse. 

Até agora, as negociações para convencer Kim Jong-un a desistir das armas nucleares não tiveram sucesso. 

Por cinco anos o presidente sul-coreano Moon Jae-in seguiu uma política de diálogo com Pyongyang, mas, de acordo com seu sucessor, essa abordagem “servil” foi um claro fracasso. 

Analistas dizem que Kim Jo-un pode estar sinalizando com essa série de evidências que não está aberto ao diálogo com o novo governo.

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Internacional

Estados Unidos confirmam primeiro caso de varíola do macaco

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Paciente é um homem que tem histórico de viagem recente ao Canadá; ele está internado no estado de Massachusetts

O governo do estado norte-americano de Massachusetts confirmou na quarta-feira (18) o primeiro caso de varíola do macaco. O paciente é um homem adulto que tinha histórico de viagem recente ao Canadá. De acordo com o Portal R7, autoridades sanitárias estão rastreando contatos próximos dele para tentar rastrear a cadeia de transmissão do vírus.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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