conecte-se conosco


Medicina e Saúde

A experiência de uma doadora de sangue que já salvou 8 vidas em 2020

Publicado

Há cinco anos, Simonia Aparecida de Oliveira Diniz, supervisora financeiro do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), mobilizou um grupo de amigos para doação de sangue. A causa, na época, era voltada para uma amiga, que na ocasião, passaria por um procedimento cirúrgico, sendo necessário alcançar o máximo possível de doadores.

O gesto de amor praticado pela supervisora não parou por aí. Agora ela é doadora regular e afirma que realiza três doações por ano desde então. “Doar sangue faz bem para quem recebe e também para quem doa. Nos sentimos felizes, pois é possível salvar vidas”, disse.

A iniciativa da Simonia Aparecida de Oliveira Diniz em 2020 já possibilitou que ela ajudasse oito pessoas. “Doar sangue é tão rápido. Se pudesse, eu doaria todo mês”, afirmou a supervisora.

O voluntário frequente pode doar sangue mais de uma vez no ano, obedecendo o intervalo, que deve ser de dois em dois meses para homens e de três em três meses para mulheres. Cada doação pode salvar até quatro vidas.

Referência em trauma

O Hospital Estadual de Urgência e Emergência, unidade gerenciada pela Pró-Saúde em Vitória, é referência em atendimento ao trauma no Espírito Santo, e realiza em média 400 transfusões de sangue todo mês.

Durante o ano, a Unidade tem realizado ações educativas, com objetivo de estimular as pessoas a irem até o Banco de Sangue do Espírito Santo para doação. “Realizamos uma abordagem nas Recepções, durante as visitas nos leitos e também nas pesquisas que realizamos no hospital, com intenção de sensibilizar às pessoas a irem doar sangue”, destacou Flaviane Alves da Silva Mattos, responsável pela Agência Transfusional do HEUE.   

Leia mais:  Frio aumenta o risco de contrair covid-19 pelos olhos

Segundo Flaviane Alves da Silva, o estoque de sangue no Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes) está baixíssimo e, por esse motivo, uma força-tarefa foi desenvolvida no HEUE, com a intenção de as pessoas doarem. “Mesmo com o pedido de isolamento social, os acidentes domésticos e automobilísticos têm acontecido, por isso, é indispensável que os Bancos de Sangue estejam abastecidos, com a finalidade de atender os hospitais”, explicou.

O Hospital Estadual de Urgência e Emergência já possui sua própria Agência Transfusional, composta por médica hematologista, farmacêutica bioquímica e técnicos de Laboratório. A Agência é responsável pelo armazenamento dos hemocomponentes (hemácias, plaquetas, plasmas e crioprecipitados), além de encarregada de buscar bolsas de sangue no Hemoes, para a realização de transfusões nos pacientes atendidos no HEUE.

 

Quem pode doar sangue

Pessoas que tiveram diagnóstico positivo para o Coronavírus podem realizar a doação após 30 dias sem apresentar sintomas. 

Para doar sangue, é preciso ter de 16 a 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ser feita, obrigatoriamente, até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis. 

Caso o voluntário tenha almoçado, o procedimento deve ser feito após três horas. E se for um doador frequente, ele não pode deixar de obedecer ao intervalo para doação, que deve ser de dois em dois meses para homens e de três em três meses para mulheres. 

Leia mais:  Especialistas orientam sobre necessidade de manter hidratação durante uso de máscaras

O interessado deve apresentar um documento original com foto, preencher um cadastro com informações básicas, responder a um questionário e ser submetido a exames de triagem como aferição de pressão, dosagem de hemoglobina, temperatura, entre outros.

 

Onde doar

Nos bancos de sangue do Espírito Santo, a doação está sendo realizada por meio de agendamento. A medida visa reduzir a circulação e aglomeração de pessoas nos locais.

 

– Hemocentro de Vitória

Endereço: Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe | Telefone: 3636-7920

 

– Unidade de Coleta de Sangue da Serra

Endereço: Avenida Eudes Scherrer Souza, s/nº (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva) | Telefone: (27) 3218-9429

 

– Hemocentro de Linhares

Endereço: Av. João Felipe Calmom, 174-298 – Centro | Telefone: (27) 3264-6000

 

– Hemocentro de Colatina

Endereço: R. Cassiano Castelo, 276 – Centro | Telefone: (27) 3717-2800

 

– Hemocentro de São Mateus

Endereço: Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington | Telefone: (27) 3767-7954

 

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros – a maioria no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

publicidade

Medicina e Saúde

Mais de 100 operações com robô! Médico do ES vira rei da cirurgia robótica

Publicado

Marca é inédita entre os doutores capixabas e entra para o ranking até do Brasil. Procedimentos feitos com robô, o famoso Da Vinci, minimizam sequelas e principal cirurgia com a tecnologia é a de retirada de câncer de próstata

O primeiro Da Vinci – o famoso robô que realiza cirurgias de forma menos invasiva usando tecnologia de última geração – chegou ao Espírito santo no dia 31 de julho de 2020. Hoje, o Estado conta com dois dos modelos que são da segunda geração (nos Estados Unidos, eles já estão na 5ª versão). E, de lá para cá, um médico largou na frente e é hoje considerado “o rei da cirurgia robótica” capixaba – Leandro Leal.

Para ele, o melhor da inovação da medicina é a minimização de sequelas que uma cirurgia convencional pode deixar. Na retirada de câncer de próstata, por exemplo, que lidera o tipo de cirurgia feita com o Da Vinci, o paciente raramente tem incontinência urinária e na mesma raridade enfrenta problemas na atividade sexual.

“A resistência para a robótica foi muito menor do que outras inovações da medicina, porque a robótica já é um aprimoramento da laparoscopia. Comecei a laparoscopia no Estado em 2005 e vivi muito dessa barreira. Hoje em dia é tranquilo. A questão atualmente é o custo. O convênio paga a parte hospitalar, anestesista, mas não os insumos do robô”, fala.

Leia mais:  Doses para aplicação da segunda meia dose do Projeto Viana Vacinada são entregues nesta quinta-feira (05)

Hoje, em média, o paciente precisa desembolsar R$ 20 mil para se submeter ao procedimento moderno.

“O robô tem quatro braços e usa vários artefatos descartáveis a cada cirurgia. As pinças, que são quatro, ainda podem ser utilizadas por até 10 vezes, mas cada uma custa, atualmente, mais ou menos 3 mil dólares, só para se ter ideia”, compara.

Isso porque o Brasil ainda está na segunda geração do Da Vinci – o que já é um avanço. Nos Estados Unidos, já há a 5ª versão do robô operador.

“Acho que é a grande tendência (o robô). Essa quinta geração usada nos Estados Unidos ainda não é autorizada no Brasil. Ele se chama SP Single Port. É um robô com um único “braço”. Só tem uma incisão no paciente. E por essa incisão entram todas as pinças. Mas é necessário outro treinamento, as pinças e seus movimentos são diferentes, mas talvez seja o nosso futuro, provavelmente, nos próximos 5, 6 anos”, avalia.

Leia mais:  Descoberto novo sintoma da covid-19 que pode durar meses

Por outro lado, o Espírito Santo é que vem se destacando nesse mercado nos últimos meses. Dos 85 robôs do Brasil, 2 estão no Estado. Pode parecer, pouco, mas já é bastante considerável levando em conta o número da demanda geral e populacional.

“Como disse, a maior barreira hoje, mesmo, é a financeira. Das 116 cirurgias que fiz até o último dia 12 de maio, tive pacientes que não reclamara, pagaram tranquilamente o valor da diferença. Mas têm pacientes que têm que empenhar a família toda e ainda falta. O hospital em que trabalho conseguiu fazer o parcelamento do valor em até 10X, o que facilita a adesão por parte do paciente”, diz ele, que é do Meridional.

Além de ser o primeiro médico capixaba a chegar à marca de mais de 100 pacientes operados pelo Da Vinci, aos 49 anos de idade, Leandro também foi o primeiro a realizar cirurgia laparoscópica na urologia no Espírito Santo.

Depois do câncer de próstata, a cirurgia mais buscada para ser feita com o robô é a de retirada de tumor renal. 

Continue lendo

Medicina e Saúde

Novos exames de sangue ajudam a confirmar diagnóstico de Alzheimer

Publicado

Apesar da corrida por detecção precoce, médicos alertam que o diagnóstico do Alzheimer é complexo e continua a ser majoritariamente clínico

Desde que a mãe recebeu o diagnóstico de Alzheimer, há 13 anos, a fotógrafa e laboratorista Rosangela Andrade lida com a situação com um ponto de vista moldado pelo ofício. Para ela, quem não registra as coisas não pode ter memória. Por isso, decidiu ensinar Therezinha Motta Andrade, de 87 anos, a fotografar. 

“A ideia foi criar uma espécie de jogo da memória com as fotos reveladas. Não basta encontrar a mesma imagem sobre a mesa cheia de cenas; pedia para ela falar quem eram as pessoas. Foi uma tentativa de manter minha mãe mais tempo entre nós.”

Encontrar formas de sustentar a memória viva e funcional é o desafio que move milhares de cientistas, médicos e familiares de pacientes com Alzheimer. Assim como desenvolver métodos de detecção precoce da doença degenerativa que, se estima, afeta 1,2 milhão de pessoas no Brasil (a maior parte sem diagnóstico), segundo o Ministério da Saúde. E novos exames de sangue, mais baratos que os recursos atuais, surgem como alternativa para auxiliar o diagnóstico.

Neste mês, a FDA (órgão similar à Anvisa nos EUA) aprovou um teste para estimar os níveis de placas amiloides que se acumulam, em grandes quantidades, no cérebro de quem tem a doença. O exame é da Fujirebio. 

No Brasil, a Dasa acaba de lançar produto semelhante, que procura identificar dois tipos da proteína beta-amiloide. Um dos principais atrativos é evitar a realização da punção lombar para coleta do liquor. Além de ser menos invasivo, o exame de sangue custa cerca de R$ 1,5 mil, um terço dos métodos de confirmação disponíveis hoje.

Leia mais:  Frio aumenta o risco de contrair covid-19 pelos olhos

ALERTA. Apesar da corrida por detecção precoce, médicos alertam que o diagnóstico do Alzheimer é complexo e continua a ser majoritariamente clínico. 

“Em 80% dos casos, é feito a partir de exame físico completo, análise do histórico do paciente, de exames de sangue para descartar outros problemas e da avaliação neuropsicológica, que serve para quantificar as queixas de memória”, diz o neurologista Ivan Okamoto, do Núcleo de Excelência em Memória do Hospital Israelita Albert Einstein.

“Não é correto dar a ideia de que o diagnóstico só pode ser feito com exames subsidiários e inacessíveis à maioria”, afirma Okamoto. “Exames adicionais, como uma biópsia do liquor ou um exame de imagem (PET amiloide) para avaliar a formação de placas amiloides no cérebro, só são necessários quando restam dúvidas ou se a pessoa quer ter uma confirmação do diagnóstico por outro método”, diz o neurologista.

E há a questão do acesso. Até o início do mês, o Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas (InRad) era o único a fornecer o exame PET amiloide em São Paulo. 

Além da rede pública, o InRad recebe pacientes de particulares, como Einstein e Vila Nova Star, e cobra cerca de R$ 4,5 mil. Segundo os especialistas, não faz sentido correr aos laboratórios em busca dos exames na tentativa de descobrir características da doença uma ou duas décadas antes do aparecimento dos sintomas. E nem todo positivo indica que se terá a doença.

Leia mais:  Doses para aplicação da segunda meia dose do Projeto Viana Vacinada são entregues nesta quinta-feira (05)

O Alzheimer é provocado pelo acúmulo da substância amiloide. Ela é produzida diariamente e, durante o sono, eliminada pelo sistema glinfático (formado pela glia, o conjunto de células responsáveis pelo suporte e nutrição dos neurônios, entre outras funções). 

“Como essa limpeza é durante o sono, os estudos sugerem que o risco de Alzheimer é mais elevado em pessoas que dormem pouco ou mal”, diz Álvaro Pentagna, coordenador do departamento de neurologia do Hospital Vila Nova Star e do laboratório do sono do Hospital das Clínicas. Como prevenção da doença, os médicos recomendam sono de qualidade, exercício físico, alimentação saudável e atividade intelectual prazerosa.

Estudos recentes ainda adicionaram novas peças ao grande quebra-cabeça. No ano passado, o grupo liderado pela cientista Heidi Jacobs, da Universidade Harvard, relacionou a má preservação de uma pequena estrutura no tronco cerebral ao desenvolvimento da doença. Neste mês, cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, detectaram a enzima chamada PHGDH, relacionada ao Alzheimer, por meio de um exame de sangue.

DÉFICIT NEURONAL. A perda de uma parcela dos neurônios faz parte do envelhecimento. Além do Alzheimer, existem dezenas de outros tipos de demência. Os sintomas são similares, mas podem variar de acordo com o indivíduo. Não há cura, mas existem alguns remédios. Os pacientes de Alzheimer são tratados principalmente com medicamentos como donepezila, galantamina, rivastigmina e memantina, disponíveis no SUS. O objetivo é controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana