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Segurança

Acusado de estuprar duas crianças nos Estados Unidos é preso em Cariacica

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O homem também é investigado por armazenar e distribuir material contendo cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças e adolescentes

Um homem de 44 anos, acusado de estuprar duas crianças nos Estados Unidos, foi preso em Cariacica, em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Polícia Civil do Espírito Santo.

A operação foi realizada na última sexta-feira (10). Além das acusações de estupro, o homem também é investigado por armazenar e distribuir, por meio da internet, material contendo cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Homem foi acusado nos EUA e fugiu para o Brasil

O brasileiro foi acusado formalmente pelas autoridades do Estado de New Jersey, Estados Unidos, em maio deste ano, de abusar sexualmente de pelo menos duas meninas de 08 e 12 anos. O crime teria sido praticado reiteradamente por ele durante os últimos dois anos.

A promotoria do Condado de Essex emitiu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito que, sabendo das acusações que enfrentaria e temendo de ser preso, fugiu dos Estados Unidos pela fronteira mexicana.

No dia 30 de agosto a Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) comunicou o caso formalmente à Representação Regional da Interpol da Polícia Federal, pois havia suspeitavas de que o foragido poderia estar se escondendo no Espírito Santo.

Levantamentos de campo foram imediatamente iniciados e confirmaram rapidamente que o indivíduo estava residindo com a esposa e a filha nos fundos da casa de familiares, no município de Cariacica.

Em razão do tipo de delito, a Polícia Federal buscou a DPCA para a instauração de inquérito e início de uma investigação conjunta, apoiando no imediato pedido de cooperação internacional (MLAT – Mutual Legal Assistance Treaty) para que as provas produzidas no Estados Unidos fossem enviadas, de forma válida, às autoridades brasileiras.

Paralelamente, diligências locais possibilitaram a obtenção de provas suficientes para fundamentar um pedido de prisão temporária contra o acusado, pois o suspeito vinha sendo acompanhado por Agentes da Polícia Federal que detectaram a possibilidade de uma nova fuga.

Com a concordância do Ministério Público, o Poder Judiciário emitiu os mandados que foram cumpridos.

A ação contou com a participação de aproximadamente 08 policiais das duas forças e teve como objetivos além da detenção do acusado, a obtenção de novos elementos de prova para a conclusão das investigações. Assim, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência em que o homem se encontrava.

 

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Ele é investigado por três crimes

O investigado poderá responder pela prática do delito de Estupro de Vulnerável (Art. 217-A do Código Penal), Transmissão de Material Pornográfico Envolvendo Criança ou Adolescente (Art. 241-A da Lei 8.069/1990) e Posse de Material Pornográfico Envolvendo Criança ou Adolescente (Art. 241-B da Lei 8.069/1990).

Estupro de Vulnerável

Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (quatorze) anos:
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

ransmissão de Material Pornográfico Envolvendo Criança ou Adolescente

Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente:
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

Posse de Material Pornográfico Envolvendo Criança ou Adolescente

Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

 

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Segurança

Ex-funcionário da Santa Casa de Vitória é preso por suspeita de desvio financeiro

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Homem trabalhava no setor de Recursos Humanos do hospital e é suspeito de desviar recursos por meio de funcionários fantasmas

Um homem suspeito de promover desvios financeiros enquanto trabalhava no setor administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Vitória foi preso nesta sexta-feira (24) em Marechal Floriano, Região Serrana do Estado.

Ele foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Viana, conforme confirmado pela Secretaria de Estado da Justiça.

Fontes ligada à Santa Casa de Vitória revelaram que o investigado se apropriava dos repasses feitos para o hospital filantrópico, desviando essas quantias para o pagamento de funcionários fantasmas. 

A Polícia Civil informou que ainda não vai dar detalhes sobre a prisão, por isso o Folha Vitória não irá divulgar o nome dele. 

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória confirmou, por nota, que “foram constatadas inconsistências na gerência de faturamento e que foram enviados à polícia todos os documentos disponíveis para apuração dos fatos”. 

A direção da instituição não quis, no entanto, detalhar quais seriam essas inconsistências e nem o valor que teria sido desviado.  

Suspeito apresentou diploma falso em 2015

O ex-funcionário da Santa Casa já foi alvo de investigação em janeiro de 2015 pelo Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES). 

Ele foi indiciado junto ao Ministério Público Estadual por ter apresentado diploma falso de conclusão de curso de Administração para obter registro no CRA. 

Na época, ele atuava como gerente financeiro do Hospital Estadual Jayme Santos Neves.

Fonte: Folha Vitória.

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Segurança

Operação Maria da Penha prende 14 mil pessoas em todo o Brasil

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Ação conjunta entre estados, DF e União atendeu 127 mil mulheres vítimas de violência doméstica e instaurou  37 mil inquéritos 

Uma operação conjunta entre estados, Distrito Federal e União prendeu 14 mil pessoas por violência doméstica, descumprimento de medidas protetivas, dentre outros crimes contra a mulher. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação atendeu mais de 127 mil mulheres em um mês, entre 20 de agosto e 20 de setembro deste ano. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (24), na sede do ministério, em Brasília.

“A operação teve o engajamento de diferentes instituições para qualificar o atendimento às vítimas, reforçar o cumprimento de medidas protetivas e conscientizar a população sobre a importância de denunciar as agressões. Os resultados mostram a importância de um olhar integrado para coibir casos de violência contra a mulher e prevenir a ocorrência de feminicídios”, afirma o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

A Operação Maria da Penha, que carrega o mesmo nome da lei que garante a punição aos agressores, contou com a atuação de 108 mil profissionais das forças das seguranças estaduais que acompanharam mais de 40 mil medidas protetivas de urgência, em 35 mil diligências.

A partir disso, foram quase 37 mil inquéritos instaurados e 349 apoios prestados a oficiais de justiça para intimação das medidas protetivas de urgência. Essa é a primeira vez que os oficiais receberam apoio exclusivo de policiais para entregar esses mandados. Normalmente, isso só acontece por meio de solicitação do Judiciário.

No DF
Na capital federal, 224 pessoas foram presas e mais de 3.500 mulheres vítimas de violência doméstica foram atendidas. Além disso, foram expedidas 1.339 medidas protetivas de urgência. Ao todo, os policiais realizaram 1.012 diligências e 1.116 inquéritos foram instaurados.

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