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Segurança

Agentes de segurança do Estado participam do curso de Análise Criminal

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Cerca de 50 agentes ligados à segurança pública do Espírito Santo vão participar da segunda turma do curso de Análise Criminal, promovido pelo Governo do Estado. A cerimônia de abertura foi realizada na última segunda-feira (16), no auditório do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar, em Vitória.

Essa é a segunda edição do curso que tem por objetivo capacitar os agentes no campo estratégico, ampliando as ações de inteligência no combate à criminalidade. A iniciativa é do Observatório da Segurança Cidadã (OSC/ES), coordenado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), no âmbito do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e a Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp).

O diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Daniel Cerqueira, realizou a palestra de abertura e falou sobre como a iniciativa vem se somar aos esforços de inteligência já implantados no âmbito do Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

“A experiência nos ensina que em segurança pública não existe um modelo acabado. No Programa Estado Presente, estamos avançando também na dimensão qualificadora dos aprimoramentos, iniciando mais uma turma de analistas criminais. Com mais essa turma, serão 100 novos analistas, entre policiais, bombeiros militares, policiais civis, guardas municipais e convidados do Ministério Público, Defensoria Pública e do Poder Judiciário. O Governo do Estado investe de forma robusta também na capacitação de nossos profissionais”, complementou Daniel Cerqueira.

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Para o diretor de Integração do Instituto Jones dos Santos Neves, Pablo Lira, a formação especializada é um bom exemplo da valorização dos profissionais da segurança pública do Estado. Ele destacou ainda a importância da integração com outras instituições nessa nova etapa.

“Este é um curso histórico. Temos um número expressivo de participantes sendo formados e que serão multiplicadores desse conhecimento. A participação do Ministério Público, da Defensoria Pública e das guardas municipais é uma evidência clara de que o Programa Estado Presente vem promovendo uma gestão de segurança pública robusta e integrada. Trata-se de uma política pública exitosa, referendada por organizações de renome como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Instituto Sou da Paz e outras instituições internacionais”, pontuou Pablo Lira.

A coordenadora do OSC/ES, Bárbara Caballero, ressaltou que os policiais vão receber instrumentais teóricos e práticos para a construção do conhecimento na segurança pública, como noções de estatística e interpretação de dados, permitindo a análise e o cruzamentos de informações. Segundo ela, o resultado na análise criminal vai contribuir para que o Governo do Estado adote políticas públicas ainda mais eficientes no campo da segurança.

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“Estamos avançando para além de ensinar o uso de ferramentas tradicionais. Introduzimos também métodos de reflexão em criminologia, como o POP/IARA, que buscam a prevenção de crimes e delitos, realizando identificação, análise, resposta e avaliação do problema. O curso é uma grande oportunidade de debatermos as questões referentes à criminalidade e às respectivas soluções”, salientou Bárbara Caballero.

Observatório da Segurança Cidadã

O Observatório da Segurança Cidadã do Espírito Santo (OSC/ES) foi criado em 2019 para subsidiar ações estratégicas de controle e prevenção à criminalidade, a partir de dados e informações de fontes públicas e/ou privadas. Entre as competências estão contribuir com a gestão das informações, proporcionar transparência às informações obtidas, democratizar o acesso às informações e incentivar o acesso às informações na área da segurança pública.

Mais detalhes sobre o OSC/ES podem ser obtidos em: http://www.ijsn.es.gov.br/observatorio-da-seguranca-cidada.

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Segurança

Edital para novos delegados da PCES será publicado nesta quarta-feira (06)

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Serão ofertadas 40 vagas, com salário inicial de R$ 12.413,15.

O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) anunciou, na tarde desta terça-feira (05), a realização do concurso público para o cargo de delegado de Polícia Civil. O edital do certame será lançado nesta quarta-feira (06) e serão ofertadas 40 vagas para o cargo, com salário inicial de R$ 12.413,15.

As inscrições serão abertas às 10 horas desta sexta-feira (08) e prosseguem até as 18 horas do dia 29 de julho, no horário oficial de Brasília, Distrito Federal.

O concurso público será organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e contará com sete fases, sendo elas:

· Provas objetivas
· Provas discursivas
· Exame de aptidão física
· Exame de sanidade física e mental
· Exame psicotécnico
· Prova oral
· Avaliação de títulos e comprovação do cumprimento do tempo mínimo de prática forense ou em atividade policial, sindicância da vida pregressa e curso de formação profissional.

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O candidato precisa preencher os seguintes requisitos para ingresso no cargo:

· Diploma de conclusão de curso de bacharelado em Direito, devidamente registrado e fornecido por uma instituição de Ensino Superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC);
· Comprovação de, no mínimo, três anos de prática forense, após a conclusão do curso de Direito, ou de, no mínimo, três anos de atividade policial, em qualquer instituição de segurança pública prevista no artigo 144 da Constituição Federal, devidamente comprovada.

O delegado de polícia tem como atribuições executar tarefas de polícia administrativa e judiciária, por meio de diligências e investigações para elucidação de infrações penais. Com salário inicial de R$ 12.413,15 e uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, sujeito a plantões ordinários e extraordinários.

O edital e demais informações sobre o concurso estarão disponíveis na página: http://www.cebraspe.org.br/concursos/pc_es_22_delegado

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Segurança

Pacotes falsos: agente de turismo é preso por aplicar golpes de viagens no ES e no Rio de Janeiro

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As investigações apontam que mais de 40 pessoas foram vítimas do agente de viagens que atuava em Marataízes, no Sul do Espírito Santo

Um agente de turismo, de 31 anos, foi preso no bairro Acapulco, em Marataízes, no Sul do Espírito Santo. Segundo a polícia, o homem teria ofertado, por meio de uma agência de viagens, falsos pacotes de excursões para pessoas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro com valores abaixo do mercado.

A prisão foi realizada, na última segunda-feira (27), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. As investigações da Polícia Civil apontam que mais de 40 pessoas foram vítimas do homem.

O titular da Delegacia de Marataízes, delegado Renato Barcellos, disse que diversos procedimentos investigativos foram abertos para apurar os golpes praticados pelo suspeito.

Além disso, segundo a polícia, o suspeito tem diversas petições protocoladas por advogados e várias reclamações no Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) sobre os pacotes de viagens ofertados para clientes e que não foram realizados. 

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De acordo com o delegado, o homem aplicava o mesmo golpe desde 2019. 

“Os pacotes ofertados abaixo do valor de mercado eram comprados por terceiros, sem nenhuma garantia de que seriam cumpridos. O suspeito ofertava as viagens aos clientes com base na cotação do dia, referente a milhas que são comercializadas livremente em sites da internet. Antes de efetivar as compras, os clientes pagavam pelo valor indicado, porém, quando os compradores iriam de fato adquirir essas milhas correspondentes à viagem prometida pelo valor flutuante, já pago por eles, já havia subido ou as milhas tinham sido vendidas a outros negociantes”, explicou.

O suspeito, segundo o delegado, mesmo sabendo da probabilidade de frustração do acordo com as vítimas, mantinha os clientes no erro. As vítimas só descobriam o golpe no dia do embarque.

“O passo seguinte do investigado era tentar, por alternativas mais baratas, até que os clientes desistissem ou aceitassem outros pacotes totalmente diversos do que ele oferecia, uma vez que já estavam vulneráveis, obtendo, dessa forma, vantagem em cima das transações efetuadas pelas vítimas”, acrescentou o delegado.

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O suspeito mantinha uma agência de viagens no bairro Cidade Nova, em Marataízes, e tinha o registro de pessoa jurídica no cartório. Além disso, segundo a polícia, a empresa tinha redes sociais, por onde mantinha contato com os clientes e fazia propagandas para atrair a atenção deles. 

Após o suspeito ser detido, o estabelecimento teve as atividades encerradas e foi encaminhado um ofício ao Instagram para a suspensão da conta.

O suspeito, de acordo com a polícia, vai responder pelo crime de estelionato. Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Marataízes e está a disposição da Justiça.

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