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Alison recomeça do zero na busca do bi olímpico: ‘Responsabilidade’

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Agora com parceiro Álvaro no vôlei de praia, dupla saiu da 46ª posição para se classificar e vê Jogos Olímpicos como divisor de águas

Um campeão olímpico nunca tem sossego. Se ele prossegue competindo, a pressão por conquistas ganha ainda mais força. E a glória só vai se eternizar e trazer tranquilidade, quando a carreira se encerrar. É o caso de Alison Cerutti, 35 anos, campeão olímpico de vôlei de praia no Rio de Janeiro, em 2016, ao lado de Bruno Schmidt.

Antes da pandemia, ele encontrou um novo parceiro, Álvaro Morais, 30 anos, para um desafio tão grande quanto a conquista de uma medalha: sair da 46ª colocação do ranking (totalmente fora da zona de classificação), superar uma pré-classificação no país (country cota), se classificar no qualifying e, superadas essas fases, em que uma derrota elimina, disputar 10 etapas até conseguir a vaga, obtida em outubro de 2019, quando a etapa do México foi cancelada e eles já não poderiam mais ser alcançados por duplas brasileiras.

Foi como uma maratona. Ou uma escalada. Ou, em se tratando da pandemia, uma corrida com barreiras. Diante do feito, em entrevista Alison se mostrou animado. Mesmo com o fato de seu parceiro nunca ter disputado uma Olimpíada.

“Meu parceiro não tem experiência olímpica que eu tenho, mas me vejo muito nele”, conta Alison, de 35 anos, nascido em Vitória (ES).

Até agora, a dupla já foi campeã da etapa de Cuiabá (MT) e vice-campeã da etapa de Ribeirão Preto (SP) do Circuito Brasileiro 2019/2020; campeã das etapas de Kuala Lampur (Malásia) e Espinho (Portugal), e vice-campeã das etapas de Viena (Áustria) e Moscou (Rússia) do Circuito Mundial 2019.

Alison se lembra do momento em que, em 2012, se juntou ao experiente Emmanuel, que já vinha de quatro Olimpíadas e duas medalhas.

“Chegando ali ao lado dele eu também não tinha medalha nenhuma, mas a força de vontade, o querer, o foco eram muito grandes, assim como o Álvaro tem comigo. Ele não tem experiência olímpica, mas a gente troca muitas experiências e ele pergunta algumas coisas sobre Olimpíada, diz o que pensa e acha que vai encontrar, o que ele está lendo, mas tudo bem tranquilo. É um menino que quer muito, que tem um ouvido muito aberto, que está com muita fome e isso é o mais importante”, afirma.

Alison considera que cada ciclo olímpico tem sido um recomeço. Mas ele procura se distanciar da pressão por resultados, mesmo tendo como parâmetro e desafio a sua medalha de ouro.

“Ser campeão olímpico é uma responsabilidade em todos os torneios que eu jogo, da Federação Internacional, do Circuito Brasileiro, na Olimpíada. O favoritismo traz essa responsabilidade, mas estou consciente e bem tranquilo em relação a isso. Vivo novo momento de carreira, em um novo time, diferente, com um parceiro mais jovem, lido bem com a pressão. Ela sempre existiu na minha carreira, desde o início. Antes de ser campeão olímpico, joguei com atletas renomados como Emmanuel e depois conseguimos a medalha de prata. A pressão existe e a gente sempre foca no trabalho e em olhar para a frente”, ressalta.

Mundo depois da Olimpíada

Como um dos nomes fortes da delegação brasileira para Tóquio 2020, Alison vê com entusiasmo a realização da Olimpíada, mesmo com a pandemia ainda presente em vários países.

“Os Jogos Olímpicos são a união dos povos e, mesmo com tudo isso acontecendo no mundo, com esse coronavírus que foi uma fatalidade, atingindo todos os países todos os povos, independente de classe social, de cor, eu vejo a realização desses Jogos Olímpicos como a união dos povos vencendo esse vírus, mesmo com alguns países ainda passando por alguns momentos difíceis, mas a vacinação vem crescendo cada dia mais”, diz.
Para ele, será um evento histórico.

“A maioria dos países está vacinando, a gente joga o Circuito Mundial existe a presença de público já, na Olimpíada não sabemos como que vai ser, mas acho que algumas modalidades vão ter presença de público japonês. Vejo isso de uma maneira muito feliz. Fico muito contente em saber que o mundo todo se uniu pra a realização destes Jogos, eu acho que, como já existe um mundo antes e pós-pandemia, vai existir também um mundo antes e pós-Olimpíada. Acredito muito nisso”, observa.

Para Álvaro, nascido em João Pessoa (PB), será um momento em que a experiência pessoal de disputar a primeira Olimpíada irá se misturar à própria atmosferia inédita que irá cercar o evento.

“Vejo essa Olimpíada como uma vitória da humanidade muito grande em relação a toda essa pandemia, com a vacinação. Acho vai ter um antes mundo da Olimpíada e um depois da Olimpíada, pode ser um divisor de águas”, acredita.

Do ponto de vista pessoal, jogar ao lado de um campeão olímpico não deverá ser um peso para ele.

“Tudo na vida tem dois lados. O fato de eu jogar ao lado de um campeão olímpico, o Alison, a gente pode encarar pelo lado da pressão, mas também posso ver como a parceria com um atleta experiente que já participou de duas edições de Jogos e que entende muito como é que funciona uma competição dessa magnitude. Prefiro ficar com a segundo opção”, diz.

Antes do vôlei de praia, Álvaro jogou futebol. Atuou no futsal, pelo seu colégio Marista, e depois no futebol de campo, tendo jogado como lateral-esquerdo no Botafogo da Paraíba. Mas a superfície que mais o atraiu foi a areia branca das praias de João Pessoa. Primeiro no futebol de praia e, depois, já com 14 ou 15 anos, no vôlei de praia, quando se aproximou do esporte, influenciado por seu pai, que era um praticante.

“A relação entre o vôlei de areia o futebol de praia é realmente a questão do terreno, o terreno é o mesmo e é o que mais aproxima e influencia um esporte para o outro”, conta, sabendo que, em contraste com a maciez da superfície, terá uma dura missão pela frente. Mais uma, mas o terreno ajuda.

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Nove atletas capixabas estarão na Olimpíada de Tóquio representando o Espírito Santo

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Todos os olhos do mundo do esporte estão voltados para Tóquio, onde nesta sexta-feira (23) acontece a cerimônia de abertura de mais uma edição dos Jogos Olímpicos. E, representando o nosso Estado, nove esportistas capixabas, de seis modalidades diferentes, estarão no Japão em busca de medalhas.

Muitos deles já receberam auxílio ou foram homenageados pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), seja por meio do programa Bolsa Atleta, dando os primeiros passos no projeto Campeões de Futuro, nos Jogos Escolares do Espírito Santo ou, após a realização de grandes feitos, sendo imortalizados na Calçada da Fama, localizada no Centro de Treinamento Jayme Navarro de Carvalho, em Bento Ferreira, Vitória.

Confira abaixo um pouco da história de cada um:

Alexandra Nascimento (handebol) – Ponta-direita da seleção brasileira, Alexandra Nascimento disputará sua quinta olimpíada consecutiva. Natural de Limeira, São Paulo, mas criada em Vila Velha, ela foi revelada nos Jogos Escolares. Alexandra atualmente joga na França e tem como principal conquista no currículo o título do Mundial de Handebol pelo Brasil em 2013.

Alison Cerutti (vôlei de praia) – Atual campeão olímpico, contemplado pelo programa Bolsa Atleta e estrela na Calçada da Fama da Sesport, Alison Cerutti mora em Vitória e busca mais uma medalha em Tóquio, desta vez ao lado do parceiro paraibano Álvaro Filho. Será a terceira olimpíada do “Mamute”, como também é chamado. Além do ouro no Rio, em 2016, ao lado de Bruno Schmidt, Alison Cerutti foi prata em Londres, em 2012, em parceria com Emanuel. Durante a preparação para Tóquio, realizou parte dos treinos de 2021 na Sesport.

Bruno Schmidt (vôlei de praia) – Nascido em Brasília, mas radicado em Vila Velha, Bruno Schmidt é contemplado pelo programa Bolsa Atleta e atual campeão olímpico de vôlei de praia. No Rio, faturou a medalha de ouro em parceria com o capixaba Alison Cerutti. Agora, ao lado do carioca Evandro, Bruno Schmidt, que foi o menor campeão olímpico da história da modalidade (1,85m), quer buscar o bicampeonato. Em fevereiro, o atleta passou 13 dias internados com infecção pulmonar por conta da Covid-19.

Déborah Medrado (ginástica rítmica) – Moradora da Serra, Déborah Medrado foi contemplada na última edição do programa Bolsa Atleta. Revelada nos Jogos Escolares, ela fez parte do conjunto da seleção brasileira de ginástica rítmica que conquistou a vaga para o País na Olimpíada, após vencer o Pan-Americano da modalidade, disputado no Rio de Janeiro, em junho.

Geovanna Santos (ginástica rítmica) – Geovanna Santos descobriu a ginástica rítmica no núcleo do projeto Campeões de Futuro, em Pinheiros, norte do Estado, onde nasceu. Para poder se dedicar ainda mais ao esporte, se mudou para Vila Velha com a toda a família. Conquistou diversas medalhas em Jogos Escolares e foi contemplada na última edição do programa Bolsa Atleta. Na seleção brasileira, participou da conquista do Pan-Americano, no Rio de Janeiro, que valeu a vaga para o Brasil na Olimpíada.

Nacif Elias (judô) – Nascido em Vitória, mas naturalizado libanês desde 2013, o capixaba disputará a segunda olimpíada defendendo o país asiático e será o porta-bandeira do Líbano na cerimônia de abertura. Nacif, que já disputou os Jogos Escolares, passou a última temporada no Minas Tênis Clube. No Rio, em 2016, ele foi desclassificado por um golpe considerado irregular pela arbitragem durante a luta das eliminatórias na categoria até 81 kg.

Paulo André Camilo (atletismo) – O velocista começou no projeto Campeões de Futuro, treinado pelo próprio pai, Carlos José Camilo de Oliveira, em Vila Velha, e despontou nos Jogos Escolares, onde bateu vários recordes. Especialista nos 100 metros rasos, Paulo André é considerado hoje o homem mais rápido do atletismo brasileiro e tem a meta em Tóquio de finalizar a prova com o tempo abaixo dos 10 segundos, feito ainda não alcançado por nenhum sul-americano. Por suas várias conquistas, como as do campeonato mundial e do pan-americano no revezamento 4×100 livre, em 2019, Paulo André foi homenageado no ano seguinte com uma estrela na Calçada da Fama da Sesport.

Richarlison (futebol) – Natural de Nova Venécia e embaixador do Nova Venécia Futebol Clube, time recém-fundado e que disputa a Série B do Capixabão, o atacante do Everton, da Inglaterra, foi convocado para disputar a Olimpíada de Tóquio, a primeira de sua carreira, após o corte do centroavante Pedro, do Flamengo.

Vinícius Teixeira (handebol) – Nascido em Linhares, o pivô despontou para o handebol na disputa dos Jogos Escolares, pelo Colégio Cristo Rei. Por conta de sua atuação nas competições escolares, se mudou para o Estado de São Paulo quando tinha 17 anos para atuar pelo Metodista, de São Bernardo do Campo, onde disputou seu último ano como juvenil. Atualmente, joga pelo Taubaté, de São Paulo. Vini, como também é chamado, disputará sua segunda olimpíada (a primeira foi no Rio, em 2016).

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Eventos apoiados pela Sesport movimentam fim de semana esportivo na Grande Vitória

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Com a retomada gradual das atividades esportivas, a Grande Vitória terá mais um fim de semana com diversos eventos apoiados pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport). Neste sábado (24) e domingo (25), a Serra receberá etapas da Maratona de Kickboxing e do Campeonato Capixaba de Corrida de Aventura, respectivamente. Em Cariacica, no Estádio Estadual Kleber Andrade, no domingo (25), o Rio Branco receberá a Patrocinense, de Minas Gerais, pelo Campeonato Brasileiro da Série D.

Neste sábado, a 2ª etapa da Maratona de Kickboxing International Figter’s Meeting, organizada pela Federação de Kickboxing do Estado do Espírito Santo, acontecerá no ginásio poliesportivo do bairro Cidade Continental, a partir das 18 horas, e contará com 30 atletas na disputa pelos cinturões em diversas categorias. 

Já a 2ª etapa do Campeonato Capixaba de Corrida de Aventura, neste domingo, que também contará pontos para o ranking da Taça Brasil da modalidade e é organizado pela Federação Capixaba de Corrida de Aventura, terá largada às 8 horas, na Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida. O percurso será de, aproximadamente, 70 quilômetros, com cerca de 600 competidores na disputa.

Em ambos os eventos, haverá presença de público, sempre seguindo todos os protocolos sanitários de segurança.

Campeonato Brasileiro Série D

Pelo Brasileirão da Série D, o Rio Branco receberá a Patrocinense, de Minas Gerais, às 15 horas, no Kleber Andrade, em partida válida pela oitava rodada do Grupo 6 da competição. Os jogos ainda seguem sem presença de público, em torneios organizados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A equipe alvinegra atualmente ocupa a sexta colocação na tabela, com cinco pontos.

O outro representante do Estado na Série D, o Rio Branco de Venda Nova, também entrará em campo no fim de semana pela Grupo 6, no sábado (24), às 16 horas, em Poços de Caldas, Minas Gerais, contra a Caldense. O tricolor da região serrana está na quinta posição, com nove pontos.

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