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Medicina e Saúde

Ansiedade, felicidade ou tristeza: não desconte na comida

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Especialistas garantem que com rotina e disciplina é possível manter uma alimentação saudável durante o período de isolamento social

O período de confinamento, necessário para conter o avanço da Covid-19, trouxe uma mudança significativa na vida das pessoas, principalmente na alimentação, com risco de ficar desregrada com tanto tempo à disposição. Especialistas garantem que manter uma dieta rica em nutrientes durante esse período é essencial para saúde física e mental e que é possível uma “quarentena” com comida gostosa e saudável.

“Precisamos recolher toda a nossa independência e liberdade para dentro de casa e os sentimentos e emoções desencadeados com toda essa mudança muitas vezes, compensamos na alimentação. Se estamos felizes, comemos! Se estamos ansiosos, comemos! E se estamos tristes? Comemos também! E, geralmente, o que buscamos são fontes de carboidrato, açúcar”.

A afirmação é da consultora em nutrição, Lidia Caldas, quem alerta do perigo do consumo exagerado desses nutrientes. “Estimulam a liberação de serotonina, endorfinas e dopaminas, todas elas ligadas à sensação de bem-estar e prazer, mas quando o consumo do açúcar é constante essas substâncias causam um efeito contrário como irritabilidade e sintomas semelhantes a depressão, e certamente precisamos evitar, mais ainda, essas sensações nesse momento”, esclarece. 

E como manter o equilíbrio alimentar nessas circunstâncias? O primeiro passo, segundo a terapeuta Maria Tereza Samora, é criar uma rotina produtiva, organizar os horários e procurar agir como em um dia normal.  “Preencher a rotina ajuda a combater a ansiedade, que é uma das grandes vilãs na má alimentação. Manter horários certos para acordar, tomar banho, comer, trabalhar, se exercitar e descansar são ações que diminuem a ociosidade e, com isso, mantêm o equilíbrio”, afirma. 

Mas, na prática, na despensa e na marmita nada muda! É o que afirma a especialista em Nutrição Clínica, Funcional e Esportiva, Dra. Daniela Alencar.  Segundo ela, “comida de verdade”, como frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, leite e seus derivados continuam sendo a melhor opção. 

A especialista recomenda, ainda, evitar bebidas alcoólicas, hidratar-se bem e fugir de industrializados como sucos, refrigerantes e biscoitos – ricos em açúcar; esquecer embutidos e temperos sintéticos que trazem muito sódio e compostos químicos. Aconselhável é alho e cebola, especiarias que fortalecem o sistema imunológico. 

“Precisamos desembalar menos e descascar mais. Os integrais continuam tendo prioridade na mesa pela durabilidade e melhor valor nutricional. Para combater a ansiedade, normal em situações como esta, os alimentos ricos em l-triptofano como banana, castanha, aveia, ovos e chocolate com mais de 70% de cacau, que é rico em polifenol e antioxidante e ajuda a combater a ansiedade durante esses dias. Chocolate com menos 70% de cacau em sua composição contém muito açúcar. É bom evitar doces já que eles fomentam os processos inflamatórios”, afirma.

As crianças…
Um dos maiores desafios desse período é fazer a criançada comer direito. Uma boa dica é garantir o ingrediente “diversão” convidando os menores a desenvolver receitas gostosas e que sejam saudáveis, sempre com supervisão de um adulto.

“Há receitas simples, como a gelatina, o bolinho de banana e aveia ou picolé feito de suco de frutas. A ideia é se distrair com os alimentos e que eles sejam uma distração saudável”, disse a nutricionista.

…e os idosos

Com a idade, segundo Lidia, homens e mulheres tendem a diminuir o consumo de água e alimentos, já que o paladar sofre alterações. Por isso, segundo a consultora, é necessário dobrar a atenção com essas pessoas e usar a criatividade para manter a nutrição e hidratação corretas. 

“É importante ofertar sucos e alimentos saudáveis a cada três horas. Priorizar o consumo de vegetais e alimentos ricos em cálcio, iogurte, leite e ovos. Além disso, redobrar a prevenção com a contaminação, já que eles são os mais vulneráveis à síndrome”, afirma.

Imunidade e treinos na quarentena

Vale lembrar que além de manter a forma e melhorar os níveis de colesterol no organismo, os exercícios físicos ajudam a aumentar a imunidade e por isso, quem treina deve se alimentar com qualidade.   

Para os que mantêm uma rotina de treinos durante o confinamento é necessária uma atenção maior no consumo de calorias, já que nesse caso a mobilidade está reduzida e o gasto energético é menor. 

Incluir alimentos ricos em vitamina C como limão, laranja e acerola no cardápio. Os chás com casca de limão e laranja são ótimas recomendações. Há ainda, própolis, excelente antiviral e antifúngico e que pode ser consumido sozinho ou nos preparados líquidos.

“Alimentos ricos em zinco como castanhas e amêndoas são importantes para fortalecer o sistema imunológico. Já as proteínas e fibras ajudam a manutenção muscular e na produção de anticorpos. Frango e ovos são alimentos recomendados, já que o corpo consegue metaboliza-los melhor.”, afirma Daniela. 

De acordo com o professor de educação física Gabriel Vetoracci, exercícios que trabalhem o desempenho pulmonar são os mais indicados para fortalecer o organismo. Segundo ele, é possível manter um bom condicionamento físico com exercícios simples e que podem ser feitos em casa. 

“Todos podem se exercitar durante o confinamento. Mas é necessário dar atenção aos exercícios que ampliem a capacidade pulmonar, já que a Covid-19 é uma síndrome respiratória de amplitude severa. Com um bom preparo nas vias aéreas é possível se proteger ainda mais desse contágio”, explica. 

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Medicina e Saúde

Covid-19: Antiviral espanhol reduz 99% da carga viral, diz estudo

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Segundo pesquisadores, a plitidepsina é o remédio mais potente descoberto até agora; estudo foi publicado na revista Science

Um medicamento antiviral (plitidepsina) produzido pela empresa espanhola PharmaMar e testado em laboratórios de França e Estados Unidos demonstrou causar uma redução de 99% da carga viral do Sars-CoV-2, coronavírus causador da covid-19.

Os experimentos “in vitro” e “in vivo” já realizados em modelos animais com este medicamento, usaado como antitumoral, apresentaram uma eficácia antiviral e um perfil de toxicidade promissores, informou nesta terça-feira (27) a empresa espanhola após a publicação dos resultados na revista Science.

Os autores concluíram que a “plitidepsina” é, “de longe”, o composto mais potente descoberto até agora e sugeriram, portanto, que deveria ser testado em ensaios clínicos ampliados para o tratamento da covid-19.

O trabalho é o resultado de uma colaboração entre a PharmaMar e os laboratórios dos pesquisadores Kris White, Adolfo García-Sastre e Thomas Zwaka, nos Departamentos de Microbiologia e Biologia Celular, Regenerativa e de Desenvolvimento da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, em Nova York; Kevan Shokat e Nevan Krogan, do Instituto de Biociências Quantitativas da Universidade da Califórnia, em San Francisco; e Marco Vignuzzi, do Instituto Pasteur, em Paris.

Os autores determinaram que “a atividade antiviral da plitidepsina contra o Sars-CoV-2 ocorre através da inibição de um alvo conhecido (eEF1A)” e asseguraram que este medicamento demonstrou “in vitro” uma forte potência antiviral, em comparação com outros antivirais contra o vírus em questão, e também com uma toxicidade limitada.

Em dois modelos animais diferentes de infeção pelo coronavírus, o ensaio demonstrou uma redução na replicação viral, e comprovou uma diminuição de 99% nas cargas virais nos pulmões dos animais tratados com plitidepsina.

Os pesquisadores observam na publicação que, embora a toxicidade seja uma preocupação com qualquer antiviral que vise uma proteína de célula humana, o perfil de segurança da plitidepsina está bem estabelecido em humanos e as doses bem toleradas deste medicamento utilizado no ensaio clínico contra a covid-19 são ainda mais baixas do que as utilizadas nesses experimentos.

A publicação conclui que a plitidepsina atua bloqueando a proteína (eEF1A), que está presente em células humanas, e que é utilizada pelo Sars-CoV-2 para reproduzir e infectar outras células. Este mecanismo culmina em uma eficácia antiviral também “in vivo”.

“Acreditamos que os nossos dados e os resultados positivos iniciais do ensaio clínico da PharmaMar sugerem que a plitidepsina deve ser seriamente considerada para ensaios clínicos ampliados para o tratamento da covid-19”, destacam os pesquisadores.

A empresa recorda, na mesma nota divulgada nesta terça-feira, que diante da contínua propagação global da doença e do crescente desespero para encontrar um tratamento, o diretor do Instituto Quantitativo de Biociências da Universidade da Califórnia, Nevan Krogan, uniu forças com pesquisadores da Universidade da Califórnia, do Instituto Gladstone, da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, do Instituto Pasteur e do Instituto Médico Howard Hughes, para a busca de um tratamento.

No momento, a PharmaMar negocia com vários órgãos reguladores para iniciar os ensaios previstos para a fase 3.

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Medicina e Saúde

Vacina contra a Covid-19 é aplicada em mais de 20 mil pessoas no Estado

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Até às 15h desta terça-feira (26), 21.744 mil pessoas do público-alvo foram vacinadas no Estado. Os dados são do Programa Estadual de Imunizações, da Secretaria da Saúde (Sesa). Os municípios da Região Metropolitana de Saúde realizaram, até o momento, a imunização de 9.165 mil pessoas; nos municípios da Região Sul foram 5.352; nos municípios da Região Central foram 5.221 vacinados; e os municípios da Região Norte totalizaram 2.006 pessoas imunizadas.

Quanto aos imunizantes, a população que está sendo vacinada com a CoronaVac deverá receber a segunda dose no intervalo de quatro semanas. Já para a população-alvo imunizada com Oxford-AstraZeneca, a segunda dose será aplicada em um intervalo de 12 semanas, aproximadamente três meses.

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