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Política e Governo

Casagrande anuncia fechamento total no comércio, escola e outras atividades no ES a partir de quinta

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Governador do Espírito Santo informou que medidas vão valer por 14 dias em todo o Estado, independentemente de classificação de risco; veja as proibições

Com o sistema hospitalar com risco de entrar em colapso devido ao aumento na ocupação dos leitos de UTI exclusivos para covid-19, o governador Renato Casagrande fez um pronunciamento na tarde desta terça-feira (16), direto do Palácio Anchieta, em Vitória. Ele detalhou novas medidas restritivas que influenciarão o funcionamento do comércio, indústria e serviços públicos no Estado.

Foi anunciado um fechamento total durante 14 dias em todo o Espírito Santo. “É quarentena porque não estamos restringindo a circulação das pessoas. Não é um lockdown”, diferenciou. “Estamos na pior fase da pandemia, enfrentando um ambiente de guerra”, reconheceu. Ele apontou como as principais razões para a disparada do contágio no Brasil a demora na vacinação, a falta de uma coordenação nacional das medidas sanitárias, o surgimento de novas cepas do coronavírus e o negacionismo de parte da sociedade sobre a gravidade da pandemia. 

O comandante do Corpo dos Bombeiros Cerqueira, que também participou da coletiva, enumerou as 24 atividades essenciais que poderão funcionar durante o período:

“Assistência à saúde, serviços públicos considerados essenciais, atividades industriais, atendimento social, segurança pública, atividades agropecuárias, mercados, farmácias, atividade envolvendo equipamentos de infraestrutura ou de insumos sociais. Comercialização de serviços animais, relacionado à energia elétrica, transporte público, telecomunicações, funerárias, agências bancárias, serviços postais, construção civil, atividades ligadas a combustíveis. Distribuição de água, jornalismo, limpeza urbana, igrejas e templos, pesca, locação de veículos e hotéis e pousadas.”

Reveja a coletiva:

Confira o que disse o governador durante o pronunciamento:

Ambiente de guerra

Estamos enfrentando um ambiente de guerra. Todos os países estão envolvidos nesta luta. Nossa tarefa e a minha, como governador, é proteger a vida dos capixabas. Tenho tido a parceria de todas as instituições. Conversei com muita gente nos últimos dias para a gente chegar neste momento e apresentar as medidas que tenham como objetivo conter a transmissão do vírus e salvarmos vidas. Infelizmente chegamos hoje a 91% de ocupação na UTI. Nossa matriz de risco, pela primeira vez disparou o gatilho dos 90% de leitos ocupados. Quando isso acontece, temos que tomar medidas para conter a disseminação do vírus.

Situação do Brasil e do Espírito Santo

Nós chegamos a essa situação no Brasil de hoje por algumas razões. A cada dia, temos no Brasil anúncio de 2mil mortes. Estamos na pior fase da pandemia desde um ano do início dessa pandemia. Esse é o pior momento, pelo número de mortes, de internações e pessoas contagiadas. Aqui no Espírito Santo estamos numa situação de aumento de óbitos, ainda num percentual exclusivo, mas paramos de reduzir a segunda fase. Estamos crescendo no número de óbitos, de internações e de pessoas contaminadas. 

Razões para piora da pandemia

Estamos crescendo no número de óbitos. Enxergamos esse cenário por algumas razões: a primeira é a demora na vacinação. Infelizmente não temos vacina para imunizar toda a população. Essa demora na chegada da vacina é o problema que nós temos no Brasil. Alguns países estão bem mais adiantados que o Brasil. Também a razão de chegarmos a esse ponto é a falta de coordenação nacional, o que impediu que a gente tomasse medidas únicas e lineares. Outra razão são as novas variantes do vírus, que atingem rapidamente tanto pessoas mais jovens quanto de mais idade. E outra razão é o negacionismo: uma parte da sociedade brasileira nega os efeitos do vírus. Essas são as razões que fizeram a pandemia chegar a esse patamar. 

Abertura de leitos

Nós no Espírito Santo estamos pressionados. Tivemos uma gestão da pandemia desde janeiro do ano passado quando começamos a ampliar os nosso hospitais. O Estado do Espírito Santo é o que mais abriu leitos de UTI/per capita do país. O que mais pressiona é, às vezes, a falta de leitos de UTI. Chegamos na primeira fase em junho, julho e agosto, no ápice da doença, conseguindo abrir 715 leitos de UTI. Nós passamos daquela fase sem deixar nenhum capixaba sem atendimento. Veio a segunda fase, em dezembro e janeiro, e também nós conseguimos atender a todos os capixabas com os 715 leitos de UTI. 

Ocupação de leitos

Chegamos hoje, infelizmente, a 91% de ocupação nos leitos da  UTI. Nós nunca tínhamos passado de 90%. Pela primeira vez disparou o gatilho dos leitos ocupados. Nossa matriz de risco, pela primeira vez disparou o gatilho dos 90% de leitos ocupados. Quando isso acontece, temos que tomar medidas para conter a disseminação do vírus.

Razões da quarentena

Mas chegamos, hoje, infelizmente, a 91% de ocupação de leitos de UTI. Nós nunca tínhamos passado de 90%. Nossa matriz de risco, que considera municípios de risco alto, moderado e baixo e risco extremo, pela primeira vez disparou o gatilho de 90% de leitos ocupados. Quando dispara esse gatilho, nós temos que tomar medidas transversais no Estado todo para que a gente possa conter a transmissão do vírus.

Quarentena de 14 dias

Nós estamos apresentando uma quarentena de 14 dias que tem como objetivo reduzir as atividades econômicas e sociais do serviço e do comércio, de áreas não essenciais, para que a gente possa conter a transmissão dos vírus nesse período. 

Objetivos da quarentena

A hora que você reduz a mobilidade e a interação, você reduz a transmissão do vírus. A transmissão do vírus que há muito tempo estava abaixo de 1, hoje está acima de 1. Se a gente consegue reduzir a transmissão do vírus, conseguimos também reduzir a demanda sobre leitos hospitalares. Queremos continuar atendendo a todos. 

Razões das medidas

É muito ruim a gente ver a imagem de uma pessoa sentada, na cadeira de um hospital, perdendo a vida porque não consegue respirar. Sem respirador, sem atendimento médico, sem leito. É uma cena medieval. É uma cena de guerra que devemos enfrentar com decisões polêmicas, decisões difíceis. Não é fácil tomar essas decisões. Até porque exige coragem para serem tomadas, equilíbrio, ponderação e exige que a gente possa estar junto com vocês, tomando essa decisão. É muito ruim a gente assistir os Estados que entraram em colapso. Nós estamos tomando medidas aqui na hora que a gente chegou a 91% da ocupação de leitos de UTI.

Limite de abertura de leitos

Nós vamos abrir mais leitos nos próximos dias e chegaremos a 900 leitos de UTI. Mas toda abertura de leito tem uma limitação. Primeiro, temos a limitação de profissionais. Nem sempre você tem médicos e enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e outros profissionais à disposição para abrir mais leitos. Nós encontramos dificuldades para contratar profissionais de Saúde em alguns locais. Temos limite de profissionais, de insumos, de medicamentos. Mesmo tendo dinheiro, temos um limite de estrutura física. Nós estamos fazendo um trabalho para organizar a gestão dos leitos a fim de atender a todos os capixabas com dignidade. Leitos não salvam vidas. Mas dá dignidade às pessoas que precisam desses leitos. 

Isolamento para reduzir outras doenças

Essa quarentena de 14 dias é para a gente reduzir a demanda sobre os hospitais em relação a outras doenças e enfermidades. Como as doenças respiratórias. Quando se isola, param de circular doenças respiratórias. Deixando de ter pacientes com doenças respiratórias, você ganha mais leitos para tratamento de covid. A gente deixa de ter acidentes também porque o trauma, hoje, ocupa os nosso hospitais. Quando a gente dá uma parada, a gente reduz o trauma (acidentes) e ganhamos mais atendimentos para a covid. É uma medida muito difícil mas necessária e que eu preciso contar com o apoio de todos vocês.

Escolas

Estamos parando neste tempo a rede de Educação em todos os níveis para que a gente possa reduzir a interação entre professores e alunos. É uma medida que atende os 78 municípios do Estado por 14 dias, começando na próxima quinta-feira, dia 18 de março. Vamos até dia 31 de março para que a gente possa fechar este mês, tentando reduzir essa transmissão e a gente ter a capacidade de dar dignidade às pessoas com atendimento. 

Efeitos no comércio

Eu sei que isso afeta a atividade econômica e a atividade social. A grande razão nossa, hoje, é reduzir a interação. O comércio e as atividades de serviços são as que sofrem muito. O setor de eventos sofre muito. Nós temos que pedir uma ajuda dos eventos sociais. Quantas pessoas estão fazendo festas clandestinas e interagindo sem necessidade! 

Apelo à união sem polarização política 

Nós temos que compreender a importância de estarmos juntos numa hora como essa. Já é difícil tomar uma decisão. Mas é preciso que a gente possa contar com o apoio daquelas pessoas equilibradas, conscientes, vivendo essa pandemia num ambiente de disputa de política, onde as pessoas levam tudo para o debate eleitoral. O que eu quero é preservar vidas. 

Apelo às prefeituras, igrejas e entidades

O que a maioria das pessoas desse Estado quer é preservar vidas. Por isso eu quero contar, literalmente, com muita intensidade, com a ajuda dos municípios. Quero pedir apoio dos prefeitos, dos vereadores, de apoio mesmo, para a gente poder reduzir a interação no Estado do Espírito Santo. Quero pedir também o apoio de todas as entidades. Conversei com as igrejas, com as federações. Lógico, não há consenso em todas as medidas, mas quem governa tem que decidir, não pode adiar decisão. Temos que decidir na direção de preservarmos vidas. Quero pedir a colaboração, a ajuda, para a gente poder, de fato, fazer um trabalho que seja eficiente com relação à gestão dos leitos, que seja eficiente com relação de estabelecer e levar dignidade para as pessoas, com relação a salvar vidas.  

Apelo aos mais jovens

A juventude precisa compreender o risco que o vírus causa às pessoas. Vejo que uma parte da população ainda não tem essa preocupação. O trabalho da juventude, a juventude consciente e organizada tem que ajudar a gente nas redes sociais e ajudar a divulgar o risco que o vírus causa às pessoas e divulgar o trabalho que a gente tem a desenvolver. 

Comparação do rigor dos outros Estados

Adotamos medidas econômicas importantes para a gente compensar os efeitos de restrições. Aqui no Espírito Santo, comparado aos outros do Brasil, nós reduzimos muito pouco as atividades econômicas e sociais na gestão até agora. Quem fez a gestão até agora como fizemos, passando por vales profundos e enfrentamos desafios como nós enfrentamos, pudemos acolher gente do Amazonas, de Rondônia, de Santa Catarina. Salvamos vidas dessas pessoas. Quem pode ser solidário, e pudemos passar por essa dificuldade como a gente passou, seguiu dando exemplo para o Brasil.

Vacinas 

Agora falta pouco para a gente concluir essa passagem. Falta pouco. As vacinas estão chegando. Cremos que, até o final do mês que vem, estaremos alcançando todas as pessoas acima de 60 anos. Falta pouco para, de fato, a gente resolver e enfrentar de forma definitiva a pandemia. Não podemos relaxar agora! É muito importante que estejamos juntos nesse trabalho. 

Recado aos radicais

Eu sei que não contarei com aqueles que são radicalizados, os de um lado que querem politizar, que querem ganhar resultado nesse enfrentamento. Mas eu sei que eu posso contar com a grande maioria dos capixabas nesse trabalho.

Novas medidas econômicas

Vamos anunciar então medidas econômicas daqui a pouco para que a gente possa, nos próximos dias agora, no final de semana, medidas que possam também compensar qualquer redução da atividade econômica porque o nosso governo está seguindo a ciência. É um governo que quer preservar a vida dos capixabas. Minha tarefa, junto com as demais lideranças das outras instituições, é proteger a vida dos capixabas. E eu conto com a colaboração de cada um de vocês. 

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Assembleia aprova indicação de Bruno para priorizar vacinação de garis

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Proposta que beneficia profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo estadual. Meta do deputado é imunizar a categoria para evitar problemas sanitários, em caso de paralisação dos serviços

Depois de priorizar num projeto de lei a vacinação dos profissionais da Segurança Pública e da Educação e ter seus pedidos atendidos pelo governo do Estado, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que é do mesmo partido do governador Renato Casagrande, teve aprovado pela Assembleia Legislativa a indicação que prioriza a imunização dos profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública, os chamados garis.

Na proposta, que foi aprovada por unanimidade na sessão da última terça-feira (13), mas só será levada adiante se tiver o aval do governador, Bruno requer que os profissionais sejam inclusos na primeira fase do Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, de modo a ser prioritariamente vacinados, ao lado dos profissionais de Segurança, Educação e idosos acima de 60 anos.

“Os garis, ao lado dos profissionais de Segurança e da Educação, prestam serviços essenciais à população. A paralisação dos serviços de varrição e coleta pública de dejetos são capazes de gerar graves problemas sanitários, além daqueles decorrentes da pandemia. Desse modo, há uma urgência, de primeira ordem, na vacinação desses profissionais, como forma de evitar a paralisação de seus serviços”, justificou o deputado.

E completou: “A preservação da vida e manutenção do trabalho desses profissionais essenciais deve ser inserida em destaque na ordem do Plano Estadual de Vacinação para que sejam vacinados até o fim de abril ou início de maio. É a indicação que fazemos ao governador.”

Bruno, que preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, conseguiu uma importante vitória na última quinta-feira (15), quando o governador deu início, num ato simbólico, à vacinação dos profissionais da área da Educação. A primeira a receber a dose foi a professora Débora Cristina Marques de Morais, de 50 anos, da Escola Elza Lemos Andreatta, de Vitória.

Os primeiros a serem imunizados, a partir da próxima semana, são professores e auxiliares que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade, pré-escola, ensino fundamental I e II e ensino médio e técnico com o ordenamento por faixa etária, iniciando pelos profissionais de 50 a 59 anos.

PARCERIA

Mas para Bruno a conquista só foi possível devido à articulação e parceria das entidades ligadas à Educação.

“Propomos e realizamos audiência pública com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) e a Associação dos Diretores e Ex-diretores das Escolas da Rede Pública Estadual de Ensino do Espírito Santo (Adires), para articular junto ao governo esta importante conquista. Também protocolamos um projeto de lei priorizando a vacinação desses profissionais”, frisou Bruno.

O parlamentar lembra que, durante a audiência, assumiu o compromisso de que a vacinação dos profissionais da Educação teria início no Estado e que, agora, está aliviado porque cumpriu com a palavra.

“É um ato de esperança e de respeito ao profissional de Educação porque irá possibilitar, em algum momento, o retorno às aulas presenciais com todos os protocolos de segurança”, lembrou.

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MPES quer que mulher do prefeito de São Gabriel deixe cargo na administração municipal

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Marcella Ferreira Rossoni é mulher do prefeito de São Gabriel da Palha, e foi nomeada pela segunda vez neste ano para assumir cargo na prefeitura

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com ação na Justiça para pedir o afastamento da secretária municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família de São Gabriel da Palha do cargo. Marcella Ferreira Rossoni Rocha é esposa do prefeito, Tiago Canal Rocha (PSL), e foi nomeada por ele para assumir o cargo no dia 13 de abril. A nomeação ocorreu pela segunda vez este ano. 

O MP requer o afastamento sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. Solicita, ainda, que o prefeito e a secretária sejam condenados nas sanções civis pela prática de improbidade administrativa e condenados a devolverem toda a quantia recebida como salário pela secretária, no período em que permaneceu no cargo.

Entenda o caso

Marcella assumiu o cargo pela primeira vez em 7 de janeiro de 2021. Na ocasião, o MPES instaurou inquérito civil para a apuração de atos de improbidade administrativa por considerar a nomeação “imoral, irregular e ilegal”. O órgão solicitou comprovação da aptidão técnica da secretária. 

“Verificou-se que os certificados apresentados apontavam fortes indícios de falsificação e/ou falsidade ideológica, haja vista que somam um total de 300  horas de cursos realizados em apenas único dia. Os certificados eram datados de 13 de janeiro de 2021, ou seja, após a sua primeira nomeação, e o período de realização dos três cursos eram da mesma data”. 

No dia 25 de janeiro, o órgão recomendou a exoneração imediata de Marcella, devido a falta de qualificação. Três dias depois, ela deixou o cargo. A esposa do prefeito ainda acionou a Justiça pedindo a suspensão da exoneração, mas teve o pedido indeferido pelo juiz Bruno Fritoli Almeida, da 2ª Vara de São Gabriel, que entendeu que a decisão é do prefeito. 

No dia 13 de abril, ela voltou a ser nomeada para a mesma função. “Essa renomeação (…) demonstra que os requeridos estão atuando com notório interesse de ludibriar a verdade dos fatos frente às Instituições Públicas e, principalmente, perante a sociedade”. Segundo o MPES, o prefeito e a esposa têm 15 dias para se manifestarem, se quiserem. 

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito e a mulher dele. 

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