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Aos 86 anos, cardiopata supera covid-19: ‘Chegou a se despedir’

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Filha conta que Hulda Dalferth não tinha febre, mas sentia uma ‘agonia pelo corpo’. Ela acredita que rapidez no tratamento ajudou a salvar a vida da mãe

“Quando foi para a UTI, ela já se despediu de nós. Tinha certeza de que não voltaria”, foi assim que Evelni Dalferth, 54, descreveu a reação da mãe, Hulda Dalferth, após receber o diagnóstico de covid-19. Aos 86 anos, a idosa, que teve um agravamento de um problema no coração após a doença, passou oito dias internada no Hospital Santa Terezinha, na cidade de Parauapebas, no Pará.

“Já consigo me alimentar sozinha, caminhar, tomar um banho. Estou começando a ficar mais forte. Nunca pensei que fosse conseguir vencer essa doença”, desabafa Hulda. Quando os sintomas começaram, no início de maio, não sentia febre nem tosse, mas uma indisposição que descrevia como “uma agonia pelo corpo”, a qual ela tinha atribuído, equivocadamente, à vacina contra a gripe que havia tomado nos dias anteriores.

“Ela ficou bem fraquinha, mas até então não eram sintomas do coronavírus. Quando foi por volta de meia noite de sexta-feira (8) começou a ter sintomas de febre. Repetia o tempo todo que nunca havia sentido aquilo e que iria morrer. Quando a levei à clínica, estava com os batimentos baixos, entre 30 a 35 [por minuto], e já não conseguia ficar sentada. O teste para detectar o coronavírus só foi realizado após uma tomografia, cujo laudo apontou que 25% do pulmão já estava tomado.”

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Segundo Evelni, a mãe foi encaminhada diretamente para a UTI porque, de acordo com os médicos, o primeiro órgão que seria afetado pela doença seria o coração. 

“Ela tinha feito exames no mês de janeiro que apontaram um probleminha no coração, mas o médico disse que era coisa de idoso”, explica a filha Evelni. Agora, por conta da covid-19, Hulda faz tratamento para cardiopatia, que se agravou. 

Devido a essa doença no coração, Hulda não pôde passar pelo tratamento com a administração da cloroquina, segundo a filha. “Foi o que nos assustou. Ficamos bem desesperançosos por não poder usar o medicamento”, diz.

Medo da morte

“Chorei dia e noite e repetia para minha família que ia morrer”, conta Hulda, que também teve que passar por acompanhamento psicológico por videochamada durante os dias em que esteve internada. Segundo conta Evilna, o que mais causava ansiedade em sua mãe era acompanhar os números das mortes divulgadas nos telejornais. “Tivemos que acalmá-la todos os dias, até que melhorasse.” 

Embora acredite que a rapidez no atendimento tenha contribuído para que a mãe sobrevivesse, Evelni reforça que a possibilidade de acesso à rede privada de saúde foi o que garantiu as melhores condições de tratamento para a idosa.

“Uma ressalva que precisamos fazer é: e se não tivéssemos dinheiro para pagar uma UTI particular? Nesses sete dias que ela ficou na UTI, gastamos R$ 39.735. A família toda acha que, se ela tivesse ido para um hospital público, não teria resistido.”

Recomeço aos 86

Em casa desde o dia 16 de maio, Hulda fica sob os cuidados de um dos sete filhos. Com 20 netos e 17 bisnetos, ainda não conseguiu rever toda a família por conta do isolamento. Medicada para a cardiopatia, ela conta que os próximos planos para a vida vão ficar para depois da pandemia. “Agora o momento é de recuperação. Fui muito bem atendida. Não tenho do que me queixar”, conta a idosa. 

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Condomínio é condenado a pagar indenização por gordofobia praticada pela síndica

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Leonardo Ribeiro, advogado trabalhista, orienta como proceder em casos de assédio no trabalho

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região condenou um condomínio a pagar indenização para um funcionário que foi demitido após sofrer assédio e gordofobia, praticados pela síndica do local. O valor da indenização foi de R$ 5 mil. O autor da ação trabalhava há cerca de 24 anos no condomínio. Tanto ele, quanto a esposa estavam acima do peso e, em razão disso, ela havia marcado uma consulta médica para avaliar a possibilidade de realizar uma cirurgia bariátrica.Ao informar a síndica, que precisaria acompanhar sua  esposa na consulta, a mesma teria afirmado que sua esposa só gorda por que “come demais” e que o empregado só teria condições de realizar a consulta em razão do benefício do plano de saúde concedido pela empresa. Na opinião do autor essas falas tiveram um tom preconceituoso. O funcionário, então, abriu mão de acompanhar a esposa no exame, mas foi demitido do trabalho mesmo assim.O advogado Leonardo Ribeiro explica que, pelo contexto do ocorrido, percebe-se o assédio moral por parte da síndica. “O assédio moral é caracterizado por toda conduta abusiva de forma excessiva no ambiente laboral, praticado por qualquer superior hierárquico ou colega de trabalho, acarretando um dano físico e/ou psicológico à vítima. Nesse caso, a administradora usou o fato do funcionário conseguir assistência médica apenas devido ao plano de saúde do empregado, constrangendo-o para desistir da sua intenção inicial de acompanhar sua esposa, tendo sua dignidade moral lesionada”, analisa Leonardo.O jurista orienta aos trabalhadores que, em casos de assédio moral no trabalho, acionem o sindicato de sua categoria para orientações jurídicas sobre como proceder. “É comum que as pessoas fiquem com dúvida sobre seus direitos. A Delegacia do Trabalho e faculdades de Direito também oferecem orientação jurídica sobre o tema e como denunciar”, finaliza Leonardo.

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Um de cada quatro não consegue pagar todas as contas no fim do mês

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Quase dois terços da população cortaram gastos neste ano, e um em cada cinco brasileiros pegou empréstimo ou se endividou nos últimos 12 meses, mostra CNI

falta de dinheiro para pagar todas as contas ao final do mês atinge um em cada quatro brasileiros (25%), de acordo com pesquisa inédita da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Conforme o levantamento, 19% afirmam não conseguir pagar todas as contas e carregam parte delas para o mês seguinte, 3% precisam recorrer a empréstimos, 2% fazem uso do cheque especial e 1% paga o mínimo do cartão de crédito.

Por outro lado, 29% dos entrevistados relatam gerenciar bem o dinheiro e conseguem guardar um pouco quase todo mês, e 44% dizem sempre ficar apertados para pagar todas as despesas.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que a pandemia de Covid-19 comprometeu a recuperação da economia e a retomada do crescimento no Brasil. Para ele, a aceleração da inflação levou a um novo ciclo de aumento de juros, o que desestimulou o consumo e os investimentos.

“Ao menos, estamos diante de um cenário de recuperação do mercado de trabalho, com redução do desemprego e aumento do rendimento da população, o que nos dá uma perspectiva de superação, ainda que gradual, dessa série de dificuldades que as famílias estão enfrentando”, avalia Braga.

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O estudo revela também que quase três em cada dez (29%) brasileiros se declaram poupadores. No entanto, o orçamento mais apertado faz metade da população reduzir as despesas com lazer, deixar de comprar roupas ou desistir de viajar.

Apesar disso, a expectativa da população é chegar ao fim do ano com um pouco mais de folga nas finanças. Do total de entrevistados, 56% acreditam que, até dezembro, estarão com uma situação econômica pessoal melhor ou muito melhor.

A pesquisa encomendada pela CNI para o Instituto FSB Pesquisa sobre a situação econômica e hábitos de consumo da população ouviu 2.008 cidadãos em todas as unidades da Federação entre os dias 23 e 26 de julho.

Corte de gastos

De acordo com a pesquisa, para conseguir poupar ou sair do negativo, a maioria da população (64%) cortou gastos desde o início do ano e um em cada cinco brasileiros pegou algum empréstimo ou contraiu dívidas nos últimos doze meses.

Entre os brasileiros que admitem ter reduzido o consumo, 61% demonstram otimismo e dizem ser uma situação temporária. Entretanto, apenas 14% dos consumidores pretendem aumentar os gastos até o fim do ano.

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Quando questionados sobre algumas situações específicas sobre o orçamento pessoal neste ano, 34% dos entrevistados dizem que atrasaram o pagamento de contas de luz ou água, 19% deixaram de pagar o plano de saúde e 16% tiveram de vender algum bem para quitar dívidas.

Além da redução de despesas com lazer e itens de uso pessoal, como roupas e calçados, o orçamento apertado também trouxe mudanças no dia a dia do brasileiro, como parar de comer fora de casa (45%), diminuir gastos com transporte público (43%) e deixar de comprar alguns alimentos (40%).

“O estudo mostra os efeitos da situação econômica do país nos hábitos da população. O aumento de preços de produtos como gás de cozinha, alimentos e combustível impacta diretamente no orçamento das famílias e isso reflete na redução do consumo de uma forma mais ampla”, afirma o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

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