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Após ameaça de boicote, Catar libera uso de biquínis em etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia

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Doha receberá disputa entre mulheres pela primeira vez. no dia 8 de março. Melhor dupla da Alemanha, porém, havia ameaçado não participar caso houvesse restrição

O Catar voltou atrás e não vai impor nenhuma restrição contra o uso de biquínis durante etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. Doha, capital do país, receberá a disputa pela primeira vez a partir do dia 8 de março. O possível veto às peças, porém, gerou uma ameaça de boicote pela principal dupla da Alemanha, Karla Borger e Julia Sude. A etapa vale pontos no ranking olímpico.

O órgão regulador do esporte no Catar, porém, afirmou que não haverá restrições ao uso da vestimenta. Em nota, a FIVB disse que consultou a Associação de Voleibol do Catar antes da mudança da definição local.

– Após novas discussões, o QVA confirmou que não há restrições para jogadoras vestindo uniformes padrão durante o evento em Doha, se assim o desejarem – afirmou.

A FIVB, que rege as normas do vôlei, disse ter consultado as jogadoras em janeiro, antes de definir a disputa do evento em Doha. As atletas, porém, lembraram do forte calor da capital do Catar para exigir o uso de biquínis.

– A FIVB acredita firmemente que o vôlei de praia feminino, como todo esporte, deve ser julgado pelo desempenho e esforço, e não pelo uniforme. Portanto, durante a competição em Doha, caso os jogadores solicitem o uso do uniforme padrão, eles estarão livres para fazê-lo. A FIVB e o QVA estão unidos no compromisso de sediar um evento acolhedor, seguro e inclusivo que permita aos atletas competir em o seu melhor.

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Técnico da seleção de vôlei apresenta melhora após cirurgia vascular

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Renan Dal Zotto segue no CTI, mas apresentou melhora após operação para tratar complicações da covid-19

Após ser intubado na última segunda-feira por conta de complicações da covid-19, Renan Dal Zotto passou por uma cirurgia vascular por conta de uma trombose arterial. Ao fim do procedimento médico o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei apresentou melhora em seu quadro respiratório.

Apesar de evoluir em seu quadro, Dal Zotto segue sedado e intubado em hospital no Rio de Janeiro, respirando com auxílio de aparelhos. O técnico, por ser profissional de educação física, foi vacinado contra o coronavírus com a primeira dose, e aguarda o calendário para tomar a segunda parte do imunizante.

Radamés Lattari, vice-presidente da CBV (confederação brasileira de vôlei), segue internado e fazendo fisioterapia sem necessidade de oxigênio suplementar.

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Entregador de pizza na pandemia, capixaba Esquiva Falcão admite dificuldade

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Com cartel invicto no boxe profissional, lutador precisou de complemento de renda na pandemia: ‘Tive de me reinventar’

Esquiva Falcão é medalhista olímpico e possui uma carreira invicta no boxe profissional, com 28 vitórias consecutivas, sendo 20 delas por nocaute. Isso, porém, não livra o boxeador de lutar contra dificuldades financeiras.

No início de abril, uma postagem do atleta chamou atenção nas redes sociais, com ele anunciando que, para ajudar o restaurante de mini pizzas administrada por sua mulher, no Espírito Santo, ele seria o entregador. Rapidamente a foto viralizou, com muitos se questionando se Esquiva estava realmente passando necessidades.

A verdade é que sim. Até mesmo um atleta com uma carreira de sucesso, medalha de prata nos Jogos Olímpicos Londres 2012, não possui estrutura para desenvolver a sua carreira. Ainda mais em um momento de pandemia.

“Minha esposa criou a empresa de mini pizzas e eu sou o entregador. E quando eu divulguei, isso emocionou muitas pessoas nas redes sociais. Foi uma história de superação, de garra. Durante a pandemia, muita gente que estava acostumado a fazer uma coisa, não podia mais fazer. Aconteceu exatamente isso comigo. Eu passei a vida toda dentro do boxe. E tive que me reinventar. E precisei disso para completar a renda, já que eu estou sem luta. Começaram a aparecer dívidas e eu percebi que meu dinheiro não ia dar”, explicou o boxeador, em entrevista ao Portal R7.

Esquiva detalhou que o coronavírus atrapalhou bastante a sua carreira, com ele ficando praticamente um ano parado: “Eu ia fazer uma luta na China valendo o cinturão e, como a pandemia começou lá, foi cancelada. Então eu fiquei o ano inteiro no Brasil e fiz apenas duas lutas, contra adversários mais fracos, que nem estavam ranqueados. Eu não tenho um salário. Vivo da bolsa das lutas. Se eu luto, ganho um valor, que tenho que ir administrando durante meses para poder pagar minhas dívidas. E, se eu não lutar, não recebo nada.”

Aos 31 anos e sonhando com o cinturão mundial de boxe entre os médios, Esquiva tem as lutas nas “veias”. Isso tudo graças a seu pai, Touro Moreno: “Eu venho de uma família que a luta está no sangue. Meu pai lutou MMA, vale-tudo. Meu irmão Yamaguchi também é medalhista olímpico. Tenho também um sobrindo que está disputando o Mundial de Boxe. É uma família de campeões. E isso é tudo graças ao meu pai. Hoje ele tem 83 anos, mas continua competindo.”

E se atualmente ele não pode fazer o que mais gosta, ao menos a visibilidade das redes sociais o ajudou a conseguir algum tipo de apoio.

“A campanha emocionou muita gente, até mesmo quem não era fã. E muita gente não acreditava. Um medalhista olímpico entregando pizza. Isso atraiu parceiros. Eu consegui uma parceria com a Honda, que me deu uma moto para poder entregar as pizzas, para facilitar o meu trabalho. Chegou também até o Lucas, que é filho do Luciano, dono da Havan. Eu fechei um patrocínio bom, que vai me ajudar a focar nos treinamentos, vai ajudar as mini pizzas da minha esposa, vai ajudar a gente contratar outro motoboy para ajudar nas entregas. O Brasil inteiro quer o cinturão, então como não apoiar o atleta a conquistá-lo? Não é só falar. Tem que apoiar”, ressaltou o vice-campeão olímpico.

Apesar de comemorar o patrocínio, Esquiva sabe que a carreira no boxe não será para sempre e acredita que o empreendimento da esposa pode render um bom futuro para a família: “Eu não vou parar, vou continuar ajudando. Quando encerrar a carreira no boxe, posso trabalhar na pizzaria da minha esposa. Já é um plano para o futuro”, garantiu ele, antes de mandar um recado: “E para quem quiser mini pizza, é só pedir que eu vou pessoalmente entregar.”

A prata que vale ouro

Esquiva foi um dos grandes nomes do Brasil nas Olimpíadas de 2012. Ao longo da campanha, ele derrotou Soltan Migitinov, do Azerbaijão, Zoltán Harcsa, da Hungria, Anthony Ogogo, da Grã-Bretanha e, na final, foi derrotado pelo japonês Ryoto Murata em uma decisão bastante polêmica.

O brasileiro perdeu por apenas um ponto devido a uma punição no último round, que o tirou dois pontos. Terminou com a medalha de prata, o melhor resultado de um brasileiro no boxe olímpico em todos os tempos, até Robson Conceição conquistar o ouro olímpico na Rio 2016.

O que para muitos poderia ser motivo para reclamação, para Esquiva é um orgulho. “Isso não tira mais meu sono. E engraçado que há males que vem para o bem. Eu ganhei a medalha de prata, que pode ter sido roubada, com muita polêmica, mas em qualquer lugar que eu vou, as pessoas lembram. Todo mundo fala que eu merecia o ouro. Então, talvez se eu tivesse conquistado o ouro, as pessoas não lembrariam. Para mim, a medalha que eu tenho vale ouro. E para mim representa muito.”

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