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Medicina e Saúde

Após duas doses, vacina da Pfizer previne mais de 95% dos casos graves

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Imunizante se mostrou altamente eficaz contra infecções, hospitalizações e mortes pela Covid-19 — inclusive entre idosos e em relação à variante britânica

Duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech são capazes de fornecer mais de 95% de proteção contra casos de infecção, hospitalização e morte por Covid-19, segundo o primeiro estudo a avaliar a efetividade da dose dupla do imunizante em um contexto de vacinação em massa. Publicada no periódico The Lancet nesta quarta-feira (5), a análise utilizou dados do Ministério da Saúde de Israel, país onde mais de metade da população já foi completamente imunizada contra o novo coronavírus.

Com cerca de 9 milhões de habitantes, Israel foi um dos primeiros países do mundo a iniciar uma campanha de vacinação contra a Covid-19, que teve início no dia 20 de dezembro de 2020. Até o dia 3 de abril de 2021, período-limite considerado pela análise, 72% das pessoas com mais de 16 anos e 90% dos maiores de 65 anos já haviam recebido as duas injeções da Pfizer/BioNTech – a única administrada no Estado judeu –, o que equivale a mais de 5 milhões de habitantes.

Durante o período da investigação, de 24 de janeiro a 3 de abril de 2021, a cepa mais prevalente entre os casos da doença no país foi a B.1.1.7, também conhecida como variante do Reino Unido. Considerada mais transmissível, ela representava 94,5% das amostras coletadas por meio de exames de PCR em Israel. Mas, segundo o estudo observacional, a cepa não impediu que o imunizante fornecesse proteção de 95,3% contra a infecção pelo novo coronavírus e reduzisse em 96,7% o risco de morte pelo patógeno no intervalo de sete dias após a segunda dose.

A vacina também se mostrou altamente eficaz em proteger contra a evolução da doença: reduziu em 97,2% a hospitalização em geral e em 97,5% as internações por casos graves – inclusive entre os idosos. Em pessoas com mais de 85 anos, passados sete dias da administração da segunda dose, o imunizante forneceu 96,9% de proteção contra hospitalização, além de reduzir em 97% o risco de morrer e em 94,1% a possibilidade de contágio.

Na faixa etária dos 16 aos 44 anos, o produto evitou o óbito em 100%, reduziu a hospitalização em 98,1% e diminuiu em 96,1% os casos de infecção. O imunizante também evitou infecções sintomáticas e assintomáticas em 97,0% e 91,5%, respectivamente.

De acordo com o estudo, ainda, os níveis de proteção observados entre sete e 14 dias após o recebimento da primeira dose, apesar de relativamente altos, foram consideravelmente menores em comparação à segurança conferida pelas duas injeções: 57,7% contra infecções, 75,7% contra hospitalizações e 77% contra morte. “É possível que uma única dose do imunizante forneça uma janela de proteção mais curta do que duas doses, principalmente em um ambiente onde novas variantes do Sars-CoV-2 continuam surgindo”, alerta o documento. 

As correlações observadas entre a queda de casos de Covid-19 em Israel e os períodos onde se observou alta taxa de vacinação para cada faixa etária também sugerem que o programa de imunização em massa – e não só o lockdown iniciado em 27 de dezembro de 2020 – foi fundamental para o controle da pandemia a nível nacional, especialmente entre os idosos.

Isso porque, até meados de janeiro de 2021, o número de infecções pelo novo coronavírus entre pessoas com mais de 65 anos continuou a aumentar, até que, à medida em que a segunda dose começou a ser administrada no país, os casos diários caíram de 55 para cerca de 30 a cada 100 mil em 7 de fevereiro, data que corresponde à primeira fase de reabertura no país. Conforme mais cidadãos recebiam as duas injeções do imunizante, padrões semelhantes também foram identificados em todas as faixas etárias. 

Esperança

O estudo considera que pesquisas futuras com foco na eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech a longo prazo terão um papel vital para a maior compreensão de seu potencial no combate à Covid-19. Além disso, considerando os diferentes cenários da pandemia observados mundo afora, os autores alertam para que os países tenham cuidado ao generalizar os dados observados em Israel e sugerem a realização de análises semelhantes em outras regiões.

Mas os dados relatados no Estado Judeu não deixam de trazer esperança – e reforçam o papel central da vacinação em massa no enfrentamento da Covid-19. “Tomados em conjunto, essas descobertas sugerem que a alta absorção da vacina pode conter significativamente a pandemia e oferecer esperança para o eventual controle do surto de Sars-CoV-2 à medida em que os programas de vacinação aumentam no resto do mundo”, conclui a pesquisa.

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Covid-19: pessoas com mais de 18 anos serão vacinadas até dezembro

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Informação foi dada por Marcelo Queiroga, que participou, neste sábado (12), de evento médico, no Rio de Janeiro

Todos os brasileiros com mais de 18 anos deverão estar vacinados contra a covid-19 até o fim do ano, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele participou, neste sábado (12), de evento médico, no Rio de Janeiro, sobre o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, e reforçou aos profissionais o que já havia adiantado durante sessão no Senado no último dia 8.

“Este ano, a despeito das condições ainda complexas na assistência à saúde, o Ministério da Saúde já contratou 600 milhões de doses de vacina, de tal maneira que a população acima de 18 anos será vacinada até o fim do ano. Isto eu posso assegurar. Somente em junho, nós vamos distribuir mais de 40 milhões de doses de vacina. Nós estamos antecipando doses”, disse Queiroga, que participou do evento por videoconferência.

O ministro da Saúde lembrou também que o acordo de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fiocruz já foi firmado, o que permitirá, em breve, vacinas produzidas a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional.

“Nós já temos 200 milhões de doses da Pfizer contratadas e 100 milhões dessas doses estarão disponíveis até setembro. Outros 100 milhões de doses estarão disponíveis até dezembro. E avança o contrato para mais 100 milhões de doses da [vacina da empresa] Moderna. Então, isso é a certeza que nós vamos vacinar a nossa população e por fim ao caráter pandêmico dessa doença”, finalizou Queiroga.

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Anvisa autoriza vacina da Pfizer para adolescentes com mais de 12 anos

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Em nota, o órgão regulador brasileiro afirma que a ampliação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (11) a indicação da vacina Comirnaty contra covid-19, da Pfizer, para adolescentes com 12 anos de idade ou mais. Com a decisão, a bula da vacina passará a indicar esta nova faixa etária para o Brasil.

Em nota, o órgão regulador brasileiro afirma que a ampliação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Segundo a Anvisa, os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência.

Antes, a vacina Comirnaty estava autorizada para pessoas com 16 anos de idade ou mais. Até o momento, esta é a única entre as vacinas contra covid-19 autorizadas no Brasil com indicação para menores de 18 anos. A vacina da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo para vacinas covid-19 no Brasil.

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