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Internacional

APÓS TRÊS SEMANAS EM DESERTO DE GELO, HOMEM É RESGATADO NO ALASCA

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Um americano de 30 anos foi resgatado – no último dia 9 – depois de sobreviver por mais de três semanas em um deserto de gelo do Alasca, a mais de 30 quilômetros da cidade mais próxima.

Há quatro meses, Tyson Steele morava em uma cabana que acabou destruída por um incêndio acidental no fim de dezembro.

Ele então improvisou uma barraca simples com os destroços e passou a se alimentar de enlatados que resistiram ao fogo, segundo reportagem da BBC.

Os parentes de Steele acionaram as autoridades que deram início às buscas.

Nascido no estado de Utah, o americano chegou inclusive a escrever SOS na neve para chamar a atenção das equipes de resgate.

Em entrevista à polícia, Steele afirmou que o incêndio começou após colocar um pedaço de papelão no fogão a lenha, um “erro bastante precipitado” – em suas palavras.

“Tive fogões a lenha toda a minha vida. Eu sabia que não se faz isso. Então, provocou uma faísca pela chaminé que chegou ao telhado”,

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disse ele, que não soube especificar a data da ocorrência. Acredita que tenha sido antes do Natal, na noite de 17 ou 18 de dezembro.

Tyson Steele foi resgatdo de helicóptero pelas autoridades do Alaska Foto: Divulgação Alaska State Troopers
Tyson Steele foi resgatdo de helicóptero pelas autoridades do Alaska Foto: Divulgação Alaska State Troopers

Steele morava sozinho desde setembro na cabana feita de lona e tábuas localizada no Vale Susitna, em uma região isolada das áreas habitadas mais próximas.

Quando o incêndio teve início, ele ainda estava dormindo. Acordou com gotas de plástico derretido caindo pelo telhado em meio à fumaça.

De imediato, correu para o lado de fora da cabana, vestido com suas botas e um suéter.

Levou ainda cobertores e seu rifle, mas não conseguiu salvar seu cachorro Phill.

Chegou a pensar que o labrador havia escapado do incêndio até ouvir os latidos do animal dentro da cabana já tomada pelo fogo.

“Não tenho palavras para a dor; foi apenas um grito. Parecia que eu havia rasgado meu pulmão”, disse.

Steele contou ainda que não era bem treinado, mas estava habituado a viver em ambientes inóspitos como esta área remota do Alasca.

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O fogo se propagou ainda mais rapidamente porque havia no local centenas de cartuchos de munição e um tanque de propano.

Após sua moradia ser reduzida a cinzas, ele buscou as latas de comida que restaram – muitas delas com gosto de plástico queimado, segundo relatou Steele.

Para sobreviver, ele construiu uma tenda com os pedaços de lona e manteve o fogão a lenha com uma casca de árvore e uma vela que estava em seu bolso.

Em seguida, desenhou na neve uma mensagem de SOS perto de um lago por onde acreditava que o resgate pudesse chegar.

Pouco mais de três semanas do incêndio, Steele foi salvo pela polícia de Alaska. Seu primeiro desejo foi voltar para Utah e reencontrar sua família. “Eles têm um cachorro, e isso seria uma terapia pra mim”, concluiu.

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Internacional

Testamento de príncipe Philip só poderá ser aberto daqui a 90 anos, diz jornal

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Aqueles que estão curiosos para saber o conteúdo do testamento do príncipe Philip talvez queiram passar essa tarefa para seus filhos e netos. Isso porque, de acordo com a BBC, o presidente da Divisão de Família do Tribunal Superior de Londres, Sir Andrew McFarlane, decretou na última quinta-feira, dia 16, que esse documento só poderá ser aberto daqui a 90 anos.

De acordo com o veículo, McFarlane não teve acesso a nenhuma informação do testamento que não fosse a data de sua elaboração e a identidade de seu executor nomeado. O juiz determinou, então que um processo privado pode ser realizado após o período de 90 anos para determinar se os documentos devem ou não ser abertos, argumentando que a medida visa preservar a dignidade da Rainha Elizabeth II e de seus descendentes:

Entendo que, devido a posição constitucional do Soberano, é apropriado ter uma prática especial em relação aos testamentos reais. É necessário aumentar a proteção conferida aos aspectos verdadeiramente privados da vida desse grupo limitado de indivíduos, a fim de manter a dignidade da Soberana e dos membros próximos de sua família.

As informações ainda apontam que, em julho de 2021, Sir Andrew realizou uma audiência privada para a discussão dessa medida com os advogados que representam a herança do falecido Duque de Edimburgo e com o procurador-geral, que representa o interesse público. A reunião foi mantida fora dos holofotes sob a justificativa de que sua veiculação na mídia teria gerado publicidade e conjecturas muito significativas que anulariam o propósito da discussão.

De toda forma, o magistrado teria afirmado que, durante a audiência em questão, acabou aceitando o argumento de que o testamento de Philip está restrito à esfera do interesse privado de sua própria família, e não deve se curvar ao interesse público:

Aceitei a alegação de que, embora possa haver curiosidade pública quanto aos arranjos privados que um membro da família real pode decidir fazer em seu testamento, não há verdadeiro interesse público no conhecimento público dessas informações totalmente privadas.

A determinação, no entanto, não representa uma grande novidade para a monarquia. A revista People conta que manter o testamento de membros da família real em sigilo por anos após a morte desses indivíduos é costume há quase um século. Informações ainda indicam que McFarlane, na posição de presidente da Divisão de Família, teria sob sua tutela mais de 30 envelopes contendo os últimos desejos dos membros da realeza.

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Internacional

Astronautas chineses retornam à Terra após 90 dias no espaço

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Tripulação da missão Shenzhou-12 trabalhou na construção da estação espacial Tiangong na órbita do planeta

Três astronautas chineses iniciaram nesta quinta-feira (16) a viagem de retorno à Terra após uma missão recorde de 90 dias na construção de uma estação espacial do país.

Lançada em junho, pouco antes das celebrações do centenário do Partido Comunista Chinês, a missão Shenzhou-12 tem grande prestígio nacional para o governo do presidente Xi Jinping.

Esta é a missão mais longa de astronautas chineses, recordou em um comunicado a agência responsável por voos tripulados.

Os astronautas devem chegar à Terra na sexta-feira (17).

De acordo com portais de internet especializados, a tripulação deve pousar no deserto Gobi (noroeste), perto do Centro Espacial de Jiuquan, onde aconteceu a decolagem em 16 de junho.

Nesta quinta-feira, a nave Shenzhou-12 se separou às 8h56 horário de Pequim (21h56 de Brasília, de quarta-feira) da estação Tiangong (“Palácio Celestial”), à qual estava acoplada há três meses, informou a agência espacial.

A missão tripulada anterior da China, Shenzhou-11, havia acontecido no fim de 2016 com duração de 33 dias.

Durante a missão, os astronautas da Shenzhou-12, Nie Haisheng, Liu Boming e Tang Hongbo, trabalharam na construção da estação espacial, que teve o primeiro elemento lançado em abril. Eles fizeram várias saídas ao espaço.

A Shenzhou-12 constitui o terceiro dos 11 lançamento que serão necessários para a construção da estação, entre 2021 e 2022. Quatro missões serão tripuladas.

Após a conclusão, a estação “Palácio Celestial” terá dimensões parecidas com a antiga instalação soviética Mir (1986-2001) e deve ter uma vida útil de pelo menos dez anos, segundo a agência espacial chinesa.

O interesse chinês em ter a própria base humana na órbita terrestre foi estimulado pela recusa dos Estados Unidos de dar acesso ao país à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Esta última – uma colaboração entre Estados Unidos, Rússia, Canadá, Europa e Japão – deve ser aposentada em 2024, mas a Nasa afirmou que poderia seguir em operação potencialmente até 2028.

Durante o lançamento da missão em junho, o comandante Nie Haisheng destacou o caráter patriótico da operação.

“Há décadas escrevemos capítulos gloriosos da história espacial chinesa, e nossa missão encarna as esperanças do povo e do próprio Partido”, declarou. 

“Esta contribuição abre novos horizontes para a humanidade no uso pacífico do espaço”, disse o presidente Xi Jinping no fim de junho, durante uma comunicação por vídeo com a equipe.

O programa espacial do país é controlado pelo exército.

A China investiu bilhões de dólares ao longo de décadas para alcançar o nível de potências espaciais como Estados Unidos e Rússia.

Depois de lançar o primeiro satélite em 1970, a China enviou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003. Em 2013, colocou um robô na Lua. 

O país asiático também planeja enviar astronautas à Lua antes de 2030 e construir uma base em colaboração com a Rússia.

Sobre Marte, os engenheiros chineses enviaram um robô teleguiado que pousou no Planeta Vermelho em maio.

A China alcançou outro sucesso em janeiro de 2019 com uma inovação mundial: o pouso de um robô (o “Coelho de Jade 2”) no lado oculto da Lua.

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