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Internacional

Após vencerem eleições, agora democratas ficam contra lockdown

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Andrew Cuomo propõe relaxar o fechamento de Nova York: “Não teremos mais nada para abrir”

Sinal de esgotamento ou oportunismo, governadores e prefeitos estão mostrando pouca vontade de impor novas restrições às empresas e à economia

Após a posse de Joe Biden, importantes políticos democratas estão dando sinais de que um alicerce do discurso que os levou à presidência da República não se sustenta. Não são poucos os analistas que consideram decisivos para a derrota de Trump os efeitos maléficos da pandemia na sociedade americana – e o contraponto de seus opositores ao defender ferrenhamente uma política de responsabilidade com duras restrições e isolamento social. Parece que a história mudou.

Agora, garantido o retorno à Casa Branca, a defesa intransigente de lockdown está dando lugar a um conveniente abrandamento das restrições – ainda mais se considerarmos que os EUA passam pela fase mais letal da pandemia que já matou 400 mil americanos.  Sinal de esgotamento ou oportunismo, o fato é que governadores como o de Nova York, o democrata Andrew Cuomo, estão mostrando pouca vontade de impor novas restrições às empresas e à economia.

Cuomo promoveu uma dura paralisação já no primeiro semestre de 2020, quando o estado se tornou o epicentro do surto americano. Em maio, na sétima semana de fechamento, o governador foi categórico: “Feche tudo, feche a economia, se tranque em casa”. Agora, afirma, singelo: “Simplesmente não podemos ficar fechados até que a vacina atinja a massa crítica. O custo é muito alto. Não teremos mais nada para abrir.”

A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot , foi outra voz a impor um duro confinamento. Em outubro passado, veio dela a ordem do toque de recolher às 22h nos bares, restaurantes e negócios não essenciais da cidade. “Este é um aviso”, disse Lightfoot, à época. “Não hesitarei em impor restrições”, completou, em tom de ameaça.

Já esta semana, a prefeita “avisou” em entrevista coletiva que planeja falar com o governador de Illinois, JB Pritzker, sobre as maneiras de reverter as restrições do COVID-19 a restaurantes e bares para permitir que reabram “o mais rápido possível”. Foi duramente criticada pela evidente contradição.

Os republicanos se referem a essa mudança de postura como “hipocrisia democrática”. Seja o que for, para continuar sendo a maior potência do planeta, os EUA precisam apontar para o mundo que caminho a economia americana tomará em 2021. E como pretendem enfrentar a pandemia que já põe de joelhos seus (até agora há pouco) combatentes mais empedernidos.

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Internacional

Jovem finge o próprio sequestro para não ter que trabalhar

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O rapaz acabou descoberto por detalhes na cena do crime e por não ter criado uma história consistente

Um rapaz de 19 anos forjou o próprio sequestro para não ter que ir trabalhar. Brandon Soules era funcionário de uma fábrica em Coolidge, nos Estados Unidos. 

No dia 10 de fevereiro ele colocou um lenço na boca, amarrou as mãos com o próprio cinto e deitou perto de uma rua movimentada. Quando o encontraram e chamaram a polícia, ele afirmou que havia sido sequestrado por dois homens mascarados.

“Ele nos informou que foi atingido na cabeça e colocado em um carro na frente de sua casa, por volta das 7 horas, mas quando localizamos imagens de uma câmera de vigilância na frente de sua casa, não vimos isso acontecer”, afirmou Mark Tercero, investigador de polícia local, em entrevista à NBC News.

Quando questionado do motivo do sequestro, o jovem disse que o pai dele “escondera dinheiro em alguma parte da cidade”, o que não foi confirmado por policiais.

O plano chegou a funcionar por alguns dias, mas uma análise feita em uma foto obtida pela polícia também revelou a farsa, como o cinto frouxo na mão dele. Chamado para depor novamente no dia 17, Brandon afirmou que inventou a história.

Logo depois, a polícia divulgou um comunicado sobre a resolução do caso para evitar pânico com a possibilidade de sequestradores estarem soltos na região. Não foi divulgada uma possível punição para Brandon, mas o jovem acabou perdendo o emprego.

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Internacional

Italiana de 96 anos deixa 25 milhões de euros para caridade

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Marisa Cavanna dedicou sua vida ao ensino de literatura; sua decisão surpreendeu os vizinhos, que a consideravam reservada

A ex-professora italiana Marisa Cavanna, que morreu no final do ano passado, deixou 25 milhões de euros (cerca de R$ 165 milhões) de herança a várias diferentes organizações e instituições de caridade, incluindo dois dos principais hospitais de Gênova, revelou nesta quinta-feira (25) a imprensa local.

A história de Marisa, que dedicou sua vida ao ensino de literatura, surpreendeu seus vizinhos, que se lembram dela como “uma senhora reservada, o arquétipo genovês”, segundo a emissora local Telenord, que revelou a história.

Aqueles que a conheciam lembram-se de sua discrição e relutância em aparecer em eventos de caridade. “Ela era de fazer e não falar”, mencionaram à Telenord.

“Ela sempre cumprimentou, agradeceu aos médicos, deixou escrito seu obituário, no qual relembrou sua longa lista de alunos, motivo de alegria de uma vida”, afirmaram.

Marisa Cavanna, que morreu no dia 9 de dezembro do ano passado, “chegou muito lúcida” aos seus últimos dias e deixou tudo para depois de sua morte perfeitamente organizado, segundo a mídia local, que hoje tornou público o testamento da ex-professora.

Generosidade com os mais pobres

A idosa tinha planejado que 16 organizações recebessem a soma de 25 milhões de euros diretamente de seu espólio, cuja origem é desconhecida, embora se acredite que venha de sua família.

Do total, 5 milhões de euros irão para o hospital Galliera, juntamente com os lucros da venda de um edifício onde a própria professora vivia, que deve valer aproximadamente três milhões de euros.

Outros cinco milhões irão para o hospital pediátrico Gaslini, também em Gênova, e mais cinco milhões para a Associação Italiana de Pesquisa do Câncer.

Marisa Cavanna também destinou uma grande quantia de dinheiro a ONGs como a Anistia Internacional, Save the Children, as Pequenas Irmãs dos Pobres e as Missionárias da Obra de Santa Teresa de Calcutá.

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